domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema #08 - Hooligans


Cenas de Cinema # 08 – Hooligans
Por Marlon Fonseca


            Neste fim de semana ocorreu na Inglaterra um dos embates de maior rivalidade do seu campeonato nacional. Não estamos falando de Manchester x Arsenal ou Liverpool x Chelsea e sim do sempre complicado West Ham X Millwall. A complicação, porém não vem do aspecto técnico do jogo, mas da violência de seus torcedores.

            O Futebol Inglês tão rico em histórias e rivalidade tem em seu currículo a mancha da violência de sua torcida. Apelidada de Hooligans[1] algumas torcidas organizadas inglesas portam-se como verdadeiras gangues de rua provocando tumultos nos estádio e nas ruas de toda a Europa.

            O tema já fora retratado algumas vezes no cinema e o filme mais conhecido é o Hooligans de 2005. Dirigido por Lexi Alexander a trama mostra um rapaz americano (Elijah Wood o Frodo da Trilogia Senhor dos Anéis) que se muda para a casa de sua irmã em Londres e passa a se envolver com uma violenta torcida organizada ligada a um clube de futebol local (exatamente o West Ham United).

            O longa trata com maestria e crueza o universo de violência que habita os submundos do futebol inglês. E o mais importante: mostra que esse tipo de “torcedor” se importa mais com a violência, seu grupo e seus cânticos do que com o clube que torce e o esporte em geral.





             Infelizmente tais cenas não se restringem somente aos estádios londrinos. Trata-se de um mal visto em todo o mundo inclusive no solo pátrio apresentando mais do que cenas de cinema, lamentáveis e violentas cenas reais.







[1] Termo esse inicialmente utilizado com relação às gangues de Londres e que passou a ser mais associado aos grupos violentos de torcida da Inglaterra a partir a década de 60.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Opiniões #06 - Filha do Mal


Opiniões # 06 –Filha do Mal (USA, 2012)
Por Marlon Fonseca



            Filha do Mal é mais um filme de terror a utilizar a estrutura de “falso documentário” e mais uma tentativa de assustar as platéias com o tema “exorcismo”. São por esses dois primas que o filme deve ser analisado.

            Quando a adaptação ás telas do livro “O Exorcista” chegou aos cinemas em 1973 a platéia não somente se deparou com um dos filmes mais assustadores de todos os tempos (e o é até hoje) como com um dos temas mais espinhosos: o da possessão demoníaca sob a visão do dogma católica.

            Após desastrosas continuações do longa o tema passou a ser relegado a filmes de terror de baixo orçamento e pouco conhecidos do público por bastante tempo. Após notícias de que o Vaticano possuía um manual contendo os ritos para se detectar uma possível possessão e os rituais a serem seguidos em uma sessão de exorcismo[1] e de que mantinha um curso sobre o tema para seus padres o interesse pelo assunto revigorou-se e novas produções vêm surgindo ao longo dos anos.

            Em o Exorcismo de Emily Rose faz-se um interessante debate entre ciência e religião num misto de filme de terror e drama de tribunal deixando o espectador interpretar os acontecimentos da forma que melhor entender. Em O Último Exorcista (primeira incursão do assunto no estilo “falso documentário”) somos apresentados a um pastor assumidamente charlatão que ganhou a vida realizando falsos rituais e que se depara com uma situação real e fora de seu controle. Já em ”O Ritual”, o foco é no já citado curso que o Vaticano oferece aos futuros padres exorcistas.

            Filha do Mal aborda de uma forma ou outra todos os temas acima mencionados ao narrar a história de uma jovem mulher (a brasileira Fernanda Andrade) que descobre que sua mãe que se encontra em internada em um hospício em Roma após assassinar três pessoas, o fez em meio a um ritual de exorcismo. Como parte de sua investigação do ocorrido, decide presenciar e documentar um exorcismo de verdade com a ajuda de um jovem cineasta e de dois jovens padres que praticam exorcismos sem o consentimento da Igreja. A situação, logicamente, foge do controle.

            Em sua primeira metade o longa chega a ser interessante ao mostrar o curso de Exorcismo do Vaticano e a apresentar certos momentos de tensão como no reencontro entre mãe e filha no hospício e na primeira e “nervosa” sessão de exorcismo presenciada pela jovem. Chega, inclusive, a tentar desenvolver seus personagens, principalmente a dupla de Padres que ajudam a protagonista (seriam eles movidos pela fé, por ideologia ou pelo ego?). Mas vai perdendo o ritmo, a identidade, temas aparentemente importantes são largadas pelo caminho[2], apresentando uma sucessão de situações apressadas até chegar a um final risível que compromete todo o trabalho.

            Conforme já falado, o estilo adotado pelo filme, o de “falso documentário” vem sendo cada vez mais utilizado no cinema e expandindo os temas além do terror.  Estilo este que se popularizou com o lançamento de “A Bruxa de Blair” e revigorou-se com “Cloverfield-Monstro” e a franquia “Atividade Paranormal”. Os realizadores desse tipo de produção, inclusive, parecem ter tirado do primeiro, algumas “regras” ou uma espécie de “cartilha” sobre como se deve realizar filmes desta espécie: atores desconhecidos do grade público, câmeras e angulações simples para o dar o ar de “vídeo amador” e o principal e pior: final corrido e abrupto. Tudo para dar (ou tentar dar) uma sensação maior de “veracidade”.

            Essa “Cartilha” se bem utilizada de fato ajuda na concepção no clima deste tipo de filme. Porém, é sempre gratificante quando se tenta expandir essas “regras” conforme visto em Cloverfield, REC e em O Caçador de Troll.

            O último item da cartilha, o do final abrupto, aliás, foi o responsável pelo pior momento do filme. A forma de como ele acaba só pode gerar dois efeitos ao público: a risada debochada ou a raiva pela besteira recém assistida. [3]

            Assim se o filme inicialmente apresenta-se e porta-se como um trabalho aparentemente sério, em seu decorrer se auto sabota por esquecer-se de continuar com o clima e fluidez estabelecidos optando por soluções fáceis, situações ridículas e um final de dar pena... do espectador.


Cotação: 


Ficha técnica: Filha do Mal (The Devil Inside, USA, 2012). Terror. Direção: Willian Brent Bell. Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman e Evan Helmuth. duração: 83 min.


[1] Esse manual inclusive foi publicado e pode ser encontrado nas livrarias.
[2] O tal “conecte os cortes” tão alarmado no trailer e que tanto nele como no filme deixa a impressão de que seria de importância para a resolução do “mistério” simplesmente é ignorado no decorrer do longa.
[3] A platéia, como bom termômetro que é, geralmente fica com a primeira opção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dicas da Semana #-03 - 03/02/2012


Dicas da Semana # 03 – 03/02/2012
Por Marlon Fonseca


            Semana repleta de estréias interessantes no cinema para todos os gostos e a inclusão de indicações de filmes para serem assistidos no Netflix estão entre as dicas desta semana.



CINEMA:

         Nessa semana temos a estréia de nada mais nada menos 5 filmes dos mais variados gêneros e ainda o relançamento de um clássico da Disney com nova roupagem em 3D.






À beira do Abismo: Ex-polical ameaça de se jogar de um prédio e requisita a presença de uma negociadora específica para o caso. No decorrer do longa somos apresentados ao seu real motivo. Com Sam Worthingtom (Avatar) e Elizabeth Banks (72 horas e O Virgem de 40 anos).








Filha do Mal: Filme de terror no estilo “falso documentário” que narra a história de uma jovem mulher que descobre que sua mãe encontra-se em hospício após assassinar três pessoas em um ritual de exorcismo. Como parte de sua investigação do ocorrido, decide presenciar e documentar um exorcismo de verdade.
Obs: Amanhã teremos um “opiniões” sobre este filme.






Viagem 2: a ilha misteriosa: Com um elenco extremamente heterogêneo formado por The Rock, Vanessa Hudgens e Michael Caine a continuação do “Viagem ao Centro da Terra” promete ser uma aventura divertida, repleta de efeitos especiais e usando e abusando dos efeitos em três dimensões.








Histórias Cruzadas: Com várias indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme, a trama ambientada no Mississipi da década de 60, nos apresenta a história de jovem jornalista e escritora que resolve contar a história das empregadas negras, lutar pelos seus direitos e criticar esta situação perante a sociedade.
Obs: “Opiniões” sobre este filme em breve.






O Homem que mudou o jogo: Também indicado ao Oscar de melhor filme, temos Brad Pitt (indicado ao Oscar de melhor ator pelo papel) como Billy Beane, sujeito que mudou a forma de gerenciamento nos times de Beisebol nos EUA.









Bela e a Fera 3d: A clássica animação da Disney volta aos cinemas agora com deslumbrante visual em 3D.













DVD/BLU-RAY:

            “Filha do Mal” é mais um filme rodado e produzido ao estilo “falso documentário”. Trata-se de gênero cada vez mais explorado pelos estúdios sendo utilizados principalmente em filme de terror. Além dos conhecidos “A Bruxa de Blair” e a série “Atividade Paranormal” (que nesse ano terá sua quarta parte) as locadoras e lojas já contém vários filmes nesse estilo com qualidade, também, da mais variada.
            Abaixo seguem alguns dos melhores filmes do gênero:



Cloverfield – Mostro: Uma caprichada produção que mostra, pelo ponta de vista de um grupo de jovens, a invasão de um monstro na cidade de Nova York e a suas conseqüências.









REC: Competentíssima produção espanhola de terror que mostra um grupo de reportagem que fazia uma reportagem sobre os bombeiros e que ao acompanhá-los em atendimento de chamada de um prédio defrontam-se com situação aterrorizante. O filme já ganhou uma boa continuação e mais duas estão sendo filmadas e logo serão lançadas. Também ganhou uma refilmagem americana denominada de Quarentena bastante parecida, mas mesmo assim inferior e que também ganhou uma continuação.






O Caçador de Troll (Troll Hunter): Um filme a ser descoberto pelo público e que pode ser difícil de ser achado no Brasil. Na trama de origem Norueguesa, um grupo de estudantes de jornalismos que quando estão fazndo um documentário sobre caça á ursos, depara-se com um caçador de Trolls (!) que os revela não só a existência dos monstros (!!) como um plano do governo para a caça e ocultação da existência destas criaturas (!!!). Os jovens então, passam a segui-lo e a documentar a caça ás mais variadas espécies desses monstros. A trama absurda por natureza resulta em um filme divertidíssimo e muito bem feito.
           





            NETFLIX

            Conforme mencionado no “Tecnologia 1” a partir dessa semana incluiremos indicações de filmes constantes no catálogo do serviço.



Drácula de Bran Stoker: Quem ainda não assistiu a essa obra prima de Francis Ford Copolla (diretor da trilogia Poderoso Chefão) terá a oportunidade de conferir a esta sombria e fiel adaptação da Obra Literária Clássica de Bran Stoker!








            Hitchcock: O mestre do suspense e um dos maiores diretores de todos os tempos e alguns exemplos de sua vasta obra são encontrados no catálogo. “Os Pássaros”, “Psicose”, “O Homem que Sabia Demais”, “Um Corpo que cai”, "Intriga Internacional", entre outros estão lá e são excelentes filmes para quem quer conhecer mais o talento do diretor ou apenas conferir excelentes tramas de suspense.






Nesse fim de semana só não assiste filme quem não quer!
Bom Divertimento!
            

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Opiniões #05 - J. Edgar


Opiniões # 05 – J. Edgar (J. Edgar, USA, 2011).
Por Marlon Fonseca



            A cinebiografia da figura polêmica, controversa e obscura de Jonh Edgar Roover era um projeto que há tempos circulava por Hollywood. Com toda a razão, pois a vida e trabalho do fundador e diretor do FBI (Federal Bureu of Investigation) é “cinematográfica” por natureza. O projeto ganhou força total quando Clint Eastwood e Leonardo Di Caprio se interessaram pelo projeto. Mesmo com esses dois talentosos e consagrados nomes encabeçando o projeto e com excelente elenco de apoio o resultado do filme é apenas regular.
           
            A história é contada na forma de memórias do próprio personagem, indo e vindo no tempo e foca-se não somente na criação do FBI como tem espaço para abordar seus relacionamentos com as três pessoas mais importantes da sua vida: sua fiel secretária (Naomi Watts), sua mãe (Judi Dench) e seu braço direito e companheiro Tolson (Armie Hammer).

            Como o próprio personagem declama em certo momento “A história do FBI e a minha se confundem” e o longa é competente no sentido de corroborar tal assertiva. Aos poucos vamos conhecendo os motivos e os atos que o puseram no comando da instituição por quase 50 anos, implementando modernas e revolucionarias (á época) medidas no auxílio de resolução de crimes como o uso de cientistas especializados para analisar as cenas do crime e a implementação do uso de impressão digital como forma de identificação.

            Seu jeito duro, obcecado na condução do Bureau não sofre atenuações, sendo, inclusive, mostrados momentos no qual ele utiliza-se de seus conhecimentos secretos para manter-se no cargo ou conseguir alguma benesse política.

            Já com relação aos seus relacionamentos, vemos a sua personalidade dividida pelo seu amor “edipiano” pela sua mãe e o seu relacionamento homo afetivo com seu braço direito. Oprimindo seus impulsos sexuais e seus sentimentos em razão da educação severa ministrada pela sua mãe, Hoover, oscila entre momentos de afeição e rejeição á Tolson, operando, inclusive, desajeitadas tentativas de se envolver com o sexo oposto.

            Leonardo Dicaprio entrega mais uma atuação competente e segura no papel do protagonista em todas as suas vertentes e fragilidades. Naomi Watts e Judi Dench que sempre entregaram bons trabalhos exprimem o respeito e fidelidade no caso da primeira e alternância de carinhos e rigidez no caso da segunda. Já Armie Hammer (que vem desde A Rede Social onde interpretou os gêmeos Winklevoss, sendo apontado como grande revelação) está bem como a parte mais sensível do relacionamento conturbado com Hoover.

            Os aspectos técnicos do filme vão de excelente a fraco o que prejudica o resultado final do filme. Apesar das idas e vindas temporais, o espectador não se sente confuso, mas o ritmo, porém é irregular. A fotografia injustificadamente escura também não agrada. Direção de arte e figurinos, porém, estão impecáveis como toda produção que passa pelas mais variadas épocas deve ser. Mas é na maquiagem que o filme peca: além de soar ao tempo todo superficial em alguns momentos chega a prejudicar a atuação do elenco.

            O fato de ser um filme centrado na história americana e feito para o público americano prejudica o longa no aspecto internacional. A história de Hoover e do FBI por confundir-se com a história e figuras americanas ao longo de décadas, pode tornar-se de difícil acompanhamento para quem não possui noção sobre o assunto.[1]
Assim, mesmo dirigido por um dos maiores diretores da atualidade e protagonizado por um dos maiores atores de sua geração, o filme nos apresenta a figura densa e conflituosa de Hoover apenas de forma satisfatória mesmo que possuindo algumas falhas que prejudicaram o resultado final do filme.


Cotação: 


Ficha Técnica: J. Edgar (J. Edgar, USA, 2011). Drama, Biografia. Direção: Clint Eastwood. Elenco: Leonardo Dicaprio, Arnie Hammer, Naomi Watts e Judi Dench. 137 min.


[1] As seis pessoas que abandonaram a sala de projeção ao longo do filme atestam tal fato.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DVD/Blu-Ray # 2 - Aprendendo com os extras.


DVD/Blu-ray #2 – Aprendendo com os “extras”.
Por Marlon Fonseca


            Com o advento do DVD (e posteriormente o Blu-ray), além dos filmes serem apresentados em qualidade superior de imagem, o espaço do disco permite a inserção de vários materiais além do filme tais como trailer, imagens dos pôsteres, cenas que não foram aproveitadas na versão final do filme, documentários e etc. São os chamados “extras”.

            Tais conteúdos agregam ainda mais divertimento ao assistir ao filme e, principalmente, servem como forma de aprendizado de como uma produção cinematográfica realizada.

Atualmente, e diante da recepção entusiasmada pelos consumidores por esses materiais, os diretores, já dentro o processo de filmagem de um filme, preparam materiais para a inclusão nos discos.

            Os documentários, se bem produzidos e realizados, são uma verdadeira aula de cinema e nos explicam todo o processo criativo envolvendo a obra, desde o surgimento da idéia, a elaboração do roteiro, a utilização de storyboards, preparação dos atores, as filmagens e curiosidades.

            Com a constante visualização deles, se consegue enxergar melhor a importância e função de cada integrante da equipe[1], as técnicas de filmagens enfim todo o trabalho para que a “magia do cinema” se torne “real”.

            Termos e técnicas como chroma-key, bullet time, “captura de movimentos” passarão a integrar o vocabulário do espectador. O mesmo também, e com o tempo, passará a observar com mais detalhe o trabalho de uma direção de arte ou uma iluminação mais qualificada na fotografia. Passamos a conhecer o processo de criação de uma trilha sonora de um filme ou de dublagem de uma animação.

            Nos documentários constantes da série Alien[2], por exemplo, somos desde apresentados á curiosa regra dos trabalhadores ingleses pela obrigatoriedade de parada do trabalho ás 17 horas para o chá, passando pela concepção do visual das criaturas até um interessante fato contado por James Cameron (diretor do segundo filme da série) que, diante das deficiências técnicas da época, teve que usar um enquadramento específico para que tais deficiências não estragassem uma cena específica.

            É extremamente gratificante assistir ao diretor de arte e ao ilustrador de “O Senhor dos Anéis” afirmarem que a deslumbrante cidade dos Elfos vista nos filmes se misturava ás árvores sem danificá-las por “se tratar da natureza do povo élfico”.

            Ao assistir a um filme de ação e se espantar com os efeitos vistos em tela, é bacana ver, após o final do filme, como eles são criados, as técnicas utilizadas, o trabalho dos atores e dos dublês. Os extras da Série “Matrix” são um prato cheio nesse quesito.

            Em filmes clássicos, geralmente se produz documentários atualizados contando o impacto da obra na sociedade e no cinema á época de seu lançamento, numa verdadeira aula de história.

            Outra fonte de informação e diversão os “comentários em áudio”. Neles, assiste-se ao filme sendo o som ao fundo o diretor e/ou os atores contando como a cena foi criada, curiosidades, etc.

            Enfim, são muitas as informações que podem ser obtidas ao se assistir aos “extras” que acompanham um filme em DVD e Blu-ray.Assim, assistindo aos extras de um DVD/Blu-ray você saberá não somente mais sobre o filme recém-assistido como expandirá seu conhecimento sobre todo o aspecto de uma produção cinematográfica. Experimente!









[1] No Cineclopédia # 01 detalhamos e explicamos tais funções.
[2] Edições mencionadas no ” DVD/Blu-Ray #01”

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tecnologia #01 - Filmes On Demand


Tecnologia # 01 – Filmes on demand[1]
Por Marlon Fonseca




            Atendendo á pertinente solicitação do leitor e amigo Rafael Mansano, vamos tratar de uma nova forma de assistir filmes: o sistema de filmes on demand.

            Até pouco tempo atrás Cinema, Televisão e locadoras de filmes eram a única opção para se assistir a um bom filme. Com a modernidade e a facilidade da internet uma nova opção surgiu há alguns anos: o vídeo on demand. Trata-se de uma sistema de aluguel e venda de filme através da grande rede.

            Através do sistema de streaming (transmissão), não há necessidade de fazer o download do filme para depois vê-lo. O usuário do sistema assistirá ao filme desejado na mesma forma e tempo em que ele vai sendo carregado.

Popular no EUA há algum tempo, esse serviço entrou de vez no mercado nacional ano passado.

            O mais conhecido é o Netflix. Pelo seu PC, PS3, Xbox 360, Nintendo Wii ou Blu-ray (nem todos aparelhos de blu-ray constam esse serviço) e com o pagamento de uma taxa mensal de R$ 14,90 (o primeiro mês é grátis) o usuário poderá assistir a filmes, documentários, seriados constantes da biblioteca do serviço o quanto quiser. Prático, barato o seu aspecto negativo, porém, consiste no fato de a sua biblioteca, pesar de vasta e diferenciada, conter material apenas mais antigo.

            Sistema similar é o utilizado pela NetMovies (www.netmovies.com.br). Anteriormente tratava-se de uma locadora virtual na qual enviava os filmes na residência dos usuários através dos correios. Hoje adota sistema similar ao Netflix, porém com sua utilização mais restrita ao PC.

            A qualidade de imagem em ambos os sistemas varia da qualidade digital vista em um DVD como os de alta definição como vistos em Blu-ray. Dependerá para tanto da qualidade do filme escolhido bem como das configurações do sistema e da velocidade da internet do usuário.

            Igualmente, ainda há serviços similares nas TV´s a cabo como o “Sky on Demand” ou o NOW da Net. A aquisição dos produtos se faz por controle remoto pelo próprio aparelho da operadora de TV á cabo.Nestes, se paga uma taxa mensal ou paga-se por conteúdo individual e este ficará disponibilizado por período determinado (geralmente 24 horas) para que possa ser assistido o quanto quiser dentro desse período. Aqui, os filmes á disposição seguem o calendário dos lançamentos das locadoras.

            Algumas lojas on line tanto nos Eua como no Brasil adotaram esse tipo de serviço também. A maior rede de comércio on line a amazon disponibiliza catálogo de filmes para que possam ser adquiridos e vistos por dado período de tempo (similar aos das operadoras de TV á cabo). No Brasil o site da livraria saraiva também disponibiliza esse serviço.

            Nos EUA o impacto desse sistema já atingiu ás locadoras físicas. A Netflix de lá, bem como seus similares como o Hulu, por exemplo, ao contrário do que ocorre no Brasil, tem um catálogo muito mais diferenciado bem como disponibiliza os lançamentos na mesma data do que as locadoras e as lojas. Com isso a maior rede de locadoras, a Blockbuster “quebrou” e a extinção das locadoras físicas por lá está se tornando uma realidade. No Brasil tais sistemas servem, por enquanto, como mais uma e bem-vinda opção ou um bom complemento de acesso á filmes em razão de constarem com filmes mais “antigos” em seu catálogo.


[1] Na tradução literal “por pedido”.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cenas de Cinema #7 - A Rede Social e a Solidão


Cenas de Cinema # 07 – A Rede Social e a Solidão
Por Marlon Fonseca



            O Diretor David Fincher e o Roteirista Aaron Sorkin conseguiram um feito e tanto: transformar a história da criação do Facebook em um conto sobre a solidão.

             Enquanto a rede social mais conhecida do mundo conquistava mais espaço na vida das pessoas e as conectava cada vez mais, seu criador, Mark Zuckemberg, conseguia, através de sua arrogância, afastar as poucas pessoas que se importavam com ele.

            A cena final, antológica, resume bem toda a obra ao mostrar criador, através de sua criatura, observando,solitário e com semblante desolado, o perfil da ex-namorada. 


sábado, 28 de janeiro de 2012

Opiniões #4 - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres


Opiniões #4 – Millenium- Os Homens que não amavam as mulheres (The Gilr With The Dragon Tatoo, 2011).


 Stieg Larsson através da sua trilogia literária Millenium criou tramas e personagens interessantíssimos que tornaram as suas obras Best-seller´s internacionais. Uma pena que o Autor sueco faleceu antes de ver seus livros se tornarem sucessos e gerarem ótimos filmes.

Para quem ainda não sabe a trilogia composta por esse “Os Homens que não amavam as mulheres” e ainda “A menina que brincava com fogos” e “A Rainha do Castelo do ar” já foi lançada em sua totalidade na Suécia.

A trama mistériosa e investigativa ambientada na Suécia, precedida de uma bela abertura, nos apresenta a Mikael Blonkvist jornalista investigativo da revista Millenium do título que após ter a sua credibilidade e finanças abaladas por um processo de calúnia se ver obrigado a aceitar o convite do milionário Henrik Wenger para investigar o desaparecimento de sua sobrinha no seio de sua misteriosa e obscura família.

Paralelamente passamos a conhecer a hacker e investigadora Lisbeth Salander, uma jovem brilhante e misteriosa que carrega um passado traumático que tem que lidar com seu novo tutor e que mais tarde se vê ela mesma envolvida com Mikael e sua investigação.

Para esse remake e adaptação americanas, fora convocado o excelente diretor David Fincher habituado a trabalhar com temas, personagens e fotografia sombrios (conforme visto em Alien 3, Seven, Clube da Luta e Zodíaco). Fincher mais uma vez mostra toda a sua competência ainda que atuando de forma mais convencional do que o seu habitual.

            O elenco, de primeira linha, defende seus personagens com maestria. Para quem só conhece o Daniel Craig cínico, agressivo e letal de suas recentes encarnações de James Bond, se gratificará com um Mikael Blonkvitst honesto, idealista, porém egocêntrico e frágil. Cristopher Plummer traz toda sua elegância e talento para o patriarca da família Wenger e empresário bem sucedido sendo simpático e incisivo quando preciso: características necessárias a qualquer homem na sua posição. Encabeçando o resto do núcleo da misteriosa família, Stellan Skarsgård brilha no pouco tempo que tem em tela.

Mas a tarefa mais difícil, sem sombra de dúvidas recaiu sobre Rooney Mara. O papel de Lisbeth Salander, uma das personagens mais marcantes e fascinantes dos últimos tempos, foi disputado por várias atrizes do mundo todo e já havia sido encarnado com extrema competência por Noomi Rapace na trilogia Sueca. Mara entrega uma composição arrebatadora sobre a complexa personagem. Apesar de sua aparente fragilidade física em razão de sua magreza excessiva, ombros curvados e falas curtas a personagem apresenta momentos de agressividade tanto visual (com seus piercings, penteados, tatuagens, roupas escuras) como verbal e gestual (atitudes, olhares), dando espaço ainda a raros momentos de demonstração de carinho (principalmente ao seu antigo e enfermo tutor). [1]

A espetacular fotografia de Jeff Cronenweth (e indicada ao Oscar desse ano) ajuda com extrema competência a compor o clima sombrio do longa auxiliada, ainda pela mixagem e edição de som (também indicados ao Oscar) com o uivo do vento e o barulho do mar substituindo a trilha sonora para caracterizar o clima de solidão e perigo que cercam a dupla de investigadores. A trama e a investigação são tratadas de forma meticulosa, sem pressa, mas nunca de forma aborrecida e a montagem (mais um aspecto técnico indicado ao Oscar) auxilia na ótima fluidez do filme.

            Esse misto de remake e adaptação apresenta-se superior e mais completo ao filme original sueco e fiel ao livro mesmo com as mudanças apresentadas. As principais mudanças não afetam o longa como a forma que Lisbeth e Mikael se conhecem e a cena final do filme. Esta, entretanto, gerará mudanças significativas entre a relação dos protagonistas nos próximos longas.

            Importante destacar, também, a fidelidade e a manutenção das fortes e realistas cenas de sexo e violência mostrando respeito ao material e ao público alvo da série por parte dos seus realizadores.

            A longa duração do filme, os temas sombrios e as cenas mais fortes podem assustar uma parcela do público, mas quem já conhece a obra ou deseja conhece-la assistirá a um filme de suspense investigativo como há tempos não se via.

            Maduro, sombrio, misterioso, com personagens marcantes e bem trabalhados Os Homens que não amavam as mulheres é um ótimo filme e Lisbeth Salander merece ser conhecida e apreciada pelo público.


Cotação: 

Ficha Técnica: Millenium – Os Homens que não amavam as mulheres (EUA, Suécia, 2011). Thriller, Suspense. Direção: David Fincher. Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Robin Wright. Durção: 158 min)








[1] Sua postura auto-defensiva também é demonstrada das mais variadas formas sendo a mais curiosa quando indagada há quanto tempo havia se alimentado responde que é magra em razão de seu metabolismo e surpreende-se ao saber que o autor da pergunta não tinha o objetivo de criticá-la.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dicas da Semana - 27/01/2012


Dicas da Semana #2 – 27/01/2012
Por Marlon Fonseca

Cinema:

Com as indicações ao Oscar 2011 já definidas, começam a cegar ao Brasil a maioria dos principais filmes que o disputam.
            Nessa semana temos dois destaques:




 Millenium: Os Homens que não amavam as mulheres: Primeiro filme da trilogia concebida por Stieg Larsson a trama mostra o jornalista Mikael Blonkvist e a Hacker Lisbeth Salander juntando forças para investigar um misterioso desaparecimento no seio familiar de importante e obscura família Suécia . Paralelamente ambos tem que cuidar de seus próprios “fantasmas”.
Principais indicações ao Oscar: Atriz (Rooney Mara) e Fotografia.
Obs: Amanhã será publicado o “Opiniões” sobre o filme – não percam!







   Os Descendentes: Um dos grandes favoritos ao Oscar o filme, a comédia dramática mostra George Clooney como um rico proprietário de terras do Havaí que precisa restabelecer sua ligação com as duas filhas depois que a sua esposa sofre um acidente de barco.
Principais Indicações: Filme, Diretor (Alexander Payne), Ator (George Clooney) e roteiro adaptado.







DVD/Blu-ray:

          


  Já nas locadoras, a sugestão fica por conta da versão Sueca de Os Homens que não Amavam as Mulheres.  Além do filme ser muito bom, serve também como uma espécie de exercício a comparação entre este e o remake americano. (Na Suécia a trilogia toda já foi lançada mas no Brasil as continuações “A Menina que brincava com fogo” e a “A Rainha do Castelo do Ar” infelizmente ainda não chegaram.)





            Aproveitando a deixa sobre o cinema Sueco, fica a recomendação do filme sobre vampiros mais “realista” desde Entrevista com Vampiro: Deixe Ela Entrar. Neste excelente e sombrio filme presenciamos a relação de um tímido garoto de 12 anos e a sua vizinha, digamos, suspeita. Caso não consigam acha-lo em sua locadora de preferência e/ou queiram enriquecer a experiência, assistam á (também muito boa) refilmagem americana Deixe-me Entrar.
 

Bom divertimento a todos!!!

BEM-VINDOS!!!!!!


BEM-VINDOS!!!


           
Caros amigos, esse espaço foi criado para juntos compartilharmos a paixão pelo cinema debatendo assuntos como curiosidades, opiniões, sobre filmes, tecnologia, ligados á “sétima arte”.
A participação de todos não somente é bem-vinda como também necessária e importante para esse espaço. Comentem, opinem, sugestionem, enfim, colaborem para o engrandecimento contínuo desse espaço.

            O “Falando de...” é composto por várias seções, cada uma com uma peculiaridade e forma a tratar de seus temas conforme veremos abaixo:


No Opiniões constará de forma simples e informativa a impressão acerca de algum filme seja lançamento, algum clássico que mereça atenção ou indicado por algum leitor.
No Cenas de Cinema, periodicamente será compartilhada uma ou algumas cenas de filme com vocês e tecerei comentários simples e sucintos a respeito delas, do filme em questão e/ou de algum tema relacionado à mesma.

Em Matérias Especiais um filme, assunto ou tema específico será debatido de forma mais elaborada.

Na seção de DVD/Blu-ray teremos artigos sobre o assunto bem como periodicamente “opiniões” sobre lançamentos ou edições importantes.

O Curiosidades será dedicado ás curiosidades do mundo do cinema.

Ás sextas-feiras nas dicas da semana constará a indicação de filmes tanto que estejam passando nos cinemas como já lançados em DVD;Blu-ray ou integrantes da programação televisiva.

Explicações sobre termos, funções e outros assuntos relativos ao cinema serão incluídos no Cineclopédia.

Diariamente começaremos o trabalho no blog com a adição de uma frase ou diálogo de filme seja para reflexão ou apenas por diversão. Esse é o frases do dia.

            Em Séries de Tv e Tecnologia constarão matérias sobre os respectivos temas.

            Vez ou outra serão inseridas Enquetes sobre assuntos ligados ao cinema.

            O acesso á essas seções poderão ser feitos de três formas;

a)      Pela página principal do site, sendo as postagens mais recentes á frente e as anteriores sendo acessadas em “postagens mais antigas” abaixo da tela.
b)      Pelos títulos das seções mantidos no canto direito da tela. Cada seção terá um espaço próprio.
c)      Pelo arquivo (separado por data de postagem) localizado abaixo do quadro onde consta ás seções.

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Obrigado pela presença e apoio de vocês!

VAMOS FALAR DE CINEMA?


Atenciosamente,


Marlon Fonseca