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Filme
que causou forte burburinho entre festivais, aclamado pelos críticos e por
aqueles que tiveram o prazer de assisti-lo, Drive
ainda não alcançou o grande público e circuito.
Já passou da hora de fazê-lo.
A
trama, baseada no até então desconhecido livro de James Sallis, conta a
história de um dublê de Hollywood que nas horas vagas serve de motorista para
assaltantes. Ao envolver-se com sua vizinha e família tenta salva-los das mãos
de bandidos, porém tudo foge ao controle e ele tem que lidar com todas as
conseqüências deste ato.
Nos
poucos mais de 90 minutos do longa, drama, ação, romance, suspense, tensão,
introspecção, violência tomam conta de forma impressionantemente e orgânica
arrebatando o espectador. Mas o trunfo maior está na força de seu protagonista
e intérprete.
Interpretado
por um Ryan Gosling, que vem se destacando a cada filme, a cada interpretação,
o “herói” (sem nome e calado) é imprevisível, nunca se sabe qual será a sua
reação e atitude mediante uma situação ou pessoa. Pessoa econômica nas palavras
são seus gestos e olhares (também econômicos[1])
que entregam o que sente naquele momento. Tendo que lidar, aparentemente, pela
primeira vez, uma situação que foge ao seu controle, quanto mais passado o
tempo mais imprevisíveis são seus atos. O fato de ocasionalmente constar com um
palito em sua boca recorda e homenageia os pistoleiros interpretados por Clint
Eastwood. [2]
Cercado ainda
de outros talentosos atores, o filme conta ainda com a também atriz em ascensão Carey
Mulligan (dos excelentes Educação
e Não me Abandone Jamais) como sua
vizinha Irene e um surpreendente e assustador Albert Brooks. [3]
Ron Perlman e Bryan Cranston (da elogiadíssima série Breaking Bad) qualificam ainda mais o elenco.
O roteiro “redondo”,
direto, assim como o livro no qual foi inspirado, não dá margem á aborrecimentos
ou momentos desnecessários. O filme tem sua síntese em uma fantástica cena
passada dentro de um elevador, pois ela consegue ao mesmo tempo ser
introspecta, romântica e brutal. O Final, poético, encerra a excelência da
obra.
Se
você é uma das pessoas que não havia ouvido falar sobre o filme ou se ouviu não
se interessou na ocasião, ele está devidamente apresentado. Agora assista. Ele
merece ser apreciado.
Cotação:
Ficha Técnica: Drive (Drive, USA,
2011). Ação, Drama. Direção:
Nicolas Winding Refn. Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Alberto Brooks, Ron
Pearlman e Bryan Cranston. Duração: 100 min.
[1] Reparem
que mesmo ao sorrir ele o faz de maneira esboçada, incompleta.
[2] Ainda há
o simbolismo por traz de sua jaqueta (uniforme?). Inicialmente ele começa
limpa, branca e ao final do filme ela encontra-se suja de graça ou
ensangüentada. Seria Desapego á vida ou o reflexo da imundice que se encontra?
Tire suas próprias conslusões.
[3] Brooks é mais conhecido pelo público americano por
comédias intelectualizadas.
...CINEMA
Curiosidades #02 - O oráculo de Bacon.
Por Marlon Fonseca
Curiosidade interessante envolvendo um dos atores preferidos do blog e enviada pelo leitor e amigo do "Falando de..." Alan Oliveira. O oráculo de Bacon consiste em jogo dentro de um site da internet onde a pessoa digita um nome de um ator ou atriz e no máximo em seis passos ele ou ela serão ligados ao ator Kevin Bacon.
Tal jogo forra criado por Brett Tjaden cientista em computação pela Universidade da Virgínia e trata-se da aplicação cinematográfica da teoria dos seis graus de separação, um estudo científico que defende que bastam apenas seis laços de amizades para que duas pessoas estejam conectadas.
O jogo foi testado aqui na "redação" do blog com nomes dos mais variados como os brasileiros Wagner Moura e Juliana Paes e até mesmo com o dublador Nolan North que dubla o personagem Nathan Drake da série de Games Uncharted e todos tiveram resultado positivo.
Essa teoria hoje, também, é incorporada aos softwares de redes sociais como orkut e facebook.
Opiniões 15- John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter,
USA , 2012)
Por Marlon Fonseca
A
adaptação do livro “A Princesa de Marte” (lançado na década de 20) de Edgar
Buroughs[1] vem
sendo tentada em Hollywood há muitos anos. Passando de diretor para diretor,
estúdio para estúdio até finalmente cair nas “mãos” da Disney e Pixar. E elas
não pouparam esforços afinal estima-se que gastaram mais de 200 milhões de
dólares com a produção e marketing do filme. Para a missão convocaram um
diretor “caseiro” (que já dirigiu para os estúdios Procurando Nemo e Wall-e) e
que estréia, assim junto com a Pixar, em um filme live action.
O
filme, tal qual o livro, conta a história do veterano herói da guerra civil
americana John Carter que inexplicavelmente é transportado para Marte e se vê
envolvido na Guerra entre seres deste planeta para salvar a Princesa que dá o
título do livro.
Mesmo
dotado de situações vistas exaustivamente em todo o tipo de mídia (o forasteiro
em uma terra desconhecida, a princesa e seu povo precisando ser salvos, os
discursos inflados antes das batalhas) John Carter consegue ter vida própria e
diverte muito.
Como
produção caríssima e bem cuidada que é o filme impressiona nos aspectos
estéticos. Os efeitos especiais estão magníficos seja nos variados personagens
digitais ou na composição dos cenários da Marte imaginada por Buroughs e pelos
roteiristas. O pecado nesse quesito é a má utilização do 3D. Chega a espantar a
baixa qualidade desta tecnologia no filme tendo em vista o Cuidado da Disney e
da Pixar para com o projeto bem como as conversões bem sucedidas do estúdio em
filmes como Alice no País das Maravilhas
e Piratas do Caribe: Navegando em Águas
Misteriosas.
O
casal protagonista do filme é formado por dois jovens atores que estão galgando
espaço em Hollywood e “abraçaram” seus papéis com vontade. Enquanto Taylor
Kitsch não compromete no papel de John Carter (embora esteja usando uma voz a
lá James Franco) Lynn Collins entrega a princesa mais emblemática dos cinemas
desde certa Leia Organa. Se sua exuberância já lhe dá crédito suficiente como
princesa, ela vai além e consegue compor todas as facetas de sua personagem:
inteligência, espírito de luta, etc.[2] O
elenco de apoio ajuda a qualificar o elenco incluindo Willem Defoe, Samantha
Morton e Thomas Haden Church dublando personagens digitais.
Um
aspecto louvável, e que se deve destacar, é que a produção não se escora apenas
em seus efeitos especiais. O roteiro apesar de não ser nenhuma obra prima não
compromete e o ritmo do filme é cadenciado, porém quase nunca aborrecido. As
relações entre os personagens têm seu dado valor e atenção.
Chega
a ser corajoso nos dias de hoje repleto de filmes com seqüências aceleradas e
com cortes rápidos vislumbrar uma na qual John Carter enfrenta sozinho um
exército inimigo ao mesmo tempo em que recorda de esposa e filha falecidas, com
uma música lenta ao fundo. Chega a ser lírico.
Mas
o aspecto principal, sem dúvidas é a união dos efeitos especiais de hoje com o
tom “aventuresco” de outrora. Quase que ingênuo. Afinal de contas o filme é
inspirado em um livro lançado há quase 100 anos, onde este tom era bastante
comum. [3]
Cumprindo
o seu objetivo de entreter as platéias com qualidade e aventura, John Carter é um filme bastante competente.
Quem embarcar no clima do filme com certeza sairá bastante satisfeito.
Cotação:
Ficha Técnica: John Carter: Entre
dois mundos (John Carter, USA, 2012). Aventura. Direção: Andrew Stanton. Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins,
Mark Strong, Ciarán Hinds, Willem Defoe, ThomasHadenChurch, Samantha Morton. Duração: 130 min.
Observação final: Preparem seus
corações, pois antes do filme irá passar o trailer em 3D dos “Vingadores”
[2]
Curiosamente ela e Hitsch já atuaram em outros filmes juntos. Trata-se do
X-men:Origins: Wolverine. Ele como o mutante Gambit e ela como a Silver Fox.
[3] Não se
revoltem, portanto ao ver lagos em Marte.
Lançamentos
para todos os gostos nos cinemas e importantes nos games. Dicas curiosas no
Netflix e algumas indicações em DVD e Blu-ray marcam o “dicas” desta semana que
está caprichado e bastante variado.
Cinema:
John Carter: Projeto ambicioso e caro da Disney e primeiro live
action da Pixar que demorou anos para enfim ser lançado. Baseado no livro “A
Princesa de Marte” de Edgar Burroughs O filme conta a história de John Carter,
que é inexplicavelmente transportado para Marte onde se vê envolvido em um
conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars
Tarkas e a atraente Princesa Dejah Thoris.
Obs: O “Falando de...” conferirá o filme já nesta sexta e publicará o
“opiniões” sobre ele no Sábado.
12 Horas: A cada vez mais eclética (e linda) Amanda Seiyfried é uma
jovem que volta para casa e descobre que sua irmã desapareceu. Ela começa a
procurar a irmã, que já havia sido perseguida por um serial killer, e tenta fazer justiça com as próprias mãos. Dirigido pelo brasileiro Heitor Dhalia.
O Pacto: Ainda estamos em Março mas Nic Cage já emplaca o seu
segundo filme no ano. A história se passa em Nova Orleans e
acompanha um homem, desesperado por vingança depois que sua esposa foi quase
morta em um crime brutal. Para isso, ele une-se com um grupo de vigilantes undergrounds. Essa união, porém, pode custar-lhe caro
demais.
Raul Seixas: O Inicio, o fim, o meio: Documentário sobre a vida e a obra de um dos mais inusitados e talentosos artistas brasileiros.
Obs: As informações de estréia são obtidas através do site da rede
cinemark. Sujeito a alterações nas datas de lançamento sem aviso prévio.
DVD/Blu-ray:
O Retorno de Johnny English: Auto-explicativo. A volta do
comediante Rowan Atkison (o eterno Mr.
Bean) ao seu personagem alusivo á James Bond.
A Casa dos Sonhos: Filme de terror do diretor Irlandês Jim
Sheridan. Apesar de sua batuta e do elenco estelar (Daneil Craig, Naomi Watts e
Rachel Weisz) o filme foi fracasso de público e crítica, mas pode, enfim,
encontrar o seu público no home video.
Hanna: Exercício de estilo do diretor Joe Wright ou um bom filme de
suspense ou ação? Fico com os dois. Lançado ano passado nas locadoras. Vale á
pena conferir.
Vício Fenético: Sob a direção do experiente cineasta alemão Werner
Herzog, Nicolas Cage entrega sua ultima grande atuação neste misto de drama
policial, comédia de situações e momentos
nonsense.
NETFLIX:
Filmes trash: Se em seu coração de cinéfilo há espaço para filmes trash o netflix é o lugar para
aquecê-lo. O Acervo do sistema tem vários deles. Intitulado com o ser e apelido
da moda Troll é um dos exponenciais do gênero e de quebra ainda traz
uma curiosidade: um dos personagens se chama Harry Potter e seus realizadores
processaram J.K rowling pelo uso do nome numa certa saga de um certo menino
bruxo. Já Killer Clown From the Outer Space, como o próprio nome já diz,
mostra uma cidadezinha americana sendo atacada por palhaços assassinos do
espaço sideral (!!!??).
Perigo Mortal: Chuck
Norris mandou um e-mail ao “Falando de...” indicando este filme. E foi
prontamente atendido. Saiba por que em: http://www.chucknorris.com.br/verdades/1.
GAMES:
Street Fighter x Tekken(PS3, XBOX 360 e futuramente PS Vita)A reunião de duas das maiores franquias de
luta finalmente foi lançado. O “Falando de...” cada vez mais atualizado já
conferiu o jogo e fez uma análise bem detalhada publicada no dia de seu
lançamento: http://blogdofalandode.blogspot.com/2012/03/games-opinioes-04-street-fighter-x.html
Mass Effect 3:(XBOX 360, PS3, PC): Romance, sexo, aventura, intriga, relacionamentos
conturbados, ação. Tudo isso e muito mais fizeram da série Mass Effect um sucesso de público e vendas. Este terceiro capítulo
promete encerrar as aventuras do Capitão Sheppard. Quais serão as conseqüências
de seus atos (e de seus jogadores)?
Resumo:
Perdeu alguma das “Dicas da
Semana” já publicadas? Eis abaixo a lista:
...SÉRIES
Opiniões #01- Episódio 2.11 de The Walking Dead.
Análises de Flávio Dreux e Marlon Fonseca
Organização, Introdução e conclusão por Marlon Fosneca
Aviso! Aqui contém informações que podem estragar a surpresa de quem ainda não assistiu ao episódio!!!
Introdução: Por Marlon Fonseca
O objetivo principal do "Falando de..." é a participação dos amigos e leitores sempre. Ao ser abordado esta semana pelo nosso leitor e amigo Flávio Dreux com uma ideia sobra analise do 11º episódio da segunda temporada de The Walking Dead, inclusive com a sugestão de título, sugeri-lhe que ele mesmo a fizesse e compartilhasse conosco a sua opinião.
No "Visões" sobre a série publicado na semana passada (vide link no fim de toda a postagem), fora falado que o maior atrativo é a dinâmica do grupo e a disputa pelo poder entre dois de seus membros. Coincidente e felizmente os episódios posteriores a essa publicação, a saber o 10º e o 11 focaram exatamente nisso.
Disputa de opiniões é o ponto alto da série
Sendo assim segue abaixo a análise feita pelo leitor. Ao final desta tecerei alguns comentários.
"Hora de Separar o Joio do Trigo.
Por Flávio Dreux
Após o término do 11º episódio da 2ª temporada da série The Walking Dead (série esta que eu particularmente acho ser a melhor dos últimos 5 anos), faz-se necessário um olhar sob o estado atual em que o grupo se encontra.
Ao conseguirem abrigo na fazenda de Hershel, em virtude de Otis ter baleado Carl acidentalmente, o foco da série fica voltada para a recuperação do filho de Rick e Lori, além de também manterem o centro das atenções para o resgate de Sophia (que teve um destino brilhante dado pelo autor, uma vez que a menina esteve presa dentro do celeiro o tempo todo, mas já tendo virado uma zumbi), sem que ninguém soubesse da existência de zumbis dentro da fazenda.
Contudo, após ser descoberta o real paradeiro da menina, o foco da série volta novamente para o trio Rick, Lori e Shane, fazendo com que as histórias dos demais personagens não sejam devidamente exploradas. O fato de Shane ser apaixonado pela Lori, além da liderança de Rick, faz com que Shane comece a ter conflito com alguns personagens, uma vez que estes não vêem Shane como um líder a ser seguido. Desta forma, Shane deixa seu lado emocional falar mais alto, sendo irracional em muitas das suas atitudes, sendo criticado por parte do grupo (Maggie, Lori, Glenn, Hershel e, especialmente, Dale).
Acredito que a trama da série não precisaria ficar sempre presa ao vínculo que envolvem estes três personagens. Sim, eles são os principais, e merecem destaque; mas isso não significa que os secundários precisem ser deixados de lado.
Acho que a morte do Dale neste 11º episódio serviu justamente para mostrar o quanto que há elementos ali poucos explorados. T-Dog, Andrea, Carol, Daryl, Glenn, pouco se sabe sobre estes personagens.
Eu acreditava que a transformação da Sophia em zumbi pudesse fortalecer o papel da Carol e do Daryl dentro da série. Porém, os dois continuam afastados, fazendo com que algumas vezes até sejam esquecidos pelos espectadores.
O único personagem secundário que ganhou algum tipo de destaque nesta segunda temporada foi Glenn, com o envolvimento com a filha de Hershel, Maggie. Mesmo assim, não foi algo que pudesse prender a atenção do espectador.
Talvez com o surgimento deste novo grupo (do qual o prisioneiro Randall faz parte), possa fazer com que os personagens secundários consigam maiores destaques. Uma coisa parece ser evidente: se os personagens secundários não ganharem maiores destaques, provavelmente vão acabar morrendo para dar entrada para novos personagens, assim como aconteceu com o Dale.
A partir do 10º episódio, fica evidente que o foco da série parece ser a conquista definitiva da liderança. Shane já não aceita mais as ordens de Rick e articula junto com Andrea uma forma de afastá-lo dos demais membros. Não é de hoje que Shane busca uma forma de derrubar Rick. Prova disso é que na 1ª temporada Shane quase aproveitou uma oportunidade que teve para atirar em Rick, coisa que não o fez somente por que Dale presenciou a cena, fazendo com que Shane desistisse de atirar. Vendo o aumento do prestígio de Rick com os demais membros, principalmente com Hershel, Shane acredita que a melhor forma de conseguir impor seu método é afastando Rick e Hershel de uma vez por todas.
A disputa pela liderança se acentua a cada episódio
Uma coisa é certa: o “grupo” já não existe mais! Dale estava correto ao criticar neste 11º episódio a imposição da lei de que sobrevive quem é o mais forte. Dale peca em achar que o mundo pode voltar a ser como era antes, coisa que parece ser impossível no atual estágio em que se encontram. Mas Dale acredita que eles não devem perder o sentimento de compaixão com o ser humano, o que diferencia em relação aos outros animais. Mas Shane também tem razão ao dizer que manter o sentimento de humanidade no estado que o mundo se encontra é arriscado, principalmente no que concerne a manter preso no grupo um indivíduo que já atentou diretamente contra a vida de Rick, Glenn e Hershel.
Cabe agora ao Rick saber o que vai fazer: manterá o pouco de civilidade e compaixão que ainda sente pelo ser humano, ou agirá friamente pensando sempre em prol da sobrevivência do grupo?
Chegou a hora de decidir se a esperança num futuro melhor ainda existe, ou se chegou o momento onde o único instinto que eles devem preservar é o da sobrevivência."
Comentários finais e Conclusão: Por Marlon Fonseca
A Relação do Grupo em Walking Dead é um "barril de pólvoras" e este episódio dá um passo á frente para a relação ficar ainda mais conturbada. Cada situação é motivo para tensão e disputa pela liderança entre Rick e Shane. Uma coisa já é certa: não vai terminar bem. Não tem jeito.
O Episódio foi extremamente interessante ao mostrar todos os personagens debatendo acerca do destino do jovem intruso. Ambos os argumentos tem fundamentos fortes. Se de um lado deveria se sacrificar o rapaz para manter a falsa sensação de "segurança" do grupo no outro havia a preocupação de, ao fazê-lo, caminhar-se ainda mais para a perda de humanidade. Faltou á Dale, defensor árduo da segunda opinião, destacar que esse "Tribunal" formado abriria um sério precedente que, no futuro, poderia voltar-se contra membros do próprio grupo.
Por falar em perda de humanidade está sendo assustadora (e, diga-se lá, irritante) a mudança de personalidade de Carl que parece estar mais tendendo ás opiniões de Shane do que de seu próprio pai. Porém, o seu arrependimento ao observar as consequências de um dos seus atos podem ser a sua salvação no futuro.
As consequências deste ato impensado e imaturo afetaram o destino do grupo
Por fim, a morte de um dos personagens que sempre apelava ao lado humano do grupo pode desequilibrar ainda mais a balança para o lado mais racional e prático. Porém, o possível arrependimento de Carl e a volta ao lado emocional de Andrea podem equilibrar tudo de novo. Ou não.
O embate entre lutadores de duas das maiores séries de luta da história dos games enfim chegou.Produzido pelo simpático Yoshi Ono[1] que trouxe de volta a série Street Fighter nesta geração com o consagrado Street Fighter 4 e suas edições, Street Fighter X Tekken estava sendo esperado por vários fãs de todo o mundo.
Esta na verdade será a primeira reunião das franquias. Enquanto este Street fighter x Tekken é focado mais nos gráficos e jogabilidade 2D da série da Capcom, está sendo produzido e será lançado em breve Tekken x Street fighter, que utilizará os gráficos e jogabilidades 3D da série da Nanco.
Usando a Engine de Street Fighter 4 e Marvel vs. capcom 3, os gráficos, assim como nestes jogos, seguem a linha de animação e estão belíssimos com personagens grandes e detalhados, animações e movimentações caprichadas e a expressão dos rostos bem marcantes e estilizadas. Já os cenários estão variados e detalhados (um dos destaques é o inspirado no filme Jurasick Park - impressionante a quantidade de detalhes e elementos se mexendo na tela).
A Jogabilidade é a já velha conhecida dos jogos de luta da Capcom.. O jogo é atrativo para qualquer jogador seja o iniciante que só quer se divertir ou aos mais hardocres que pretendem dominar todas as técnicas e lutadores. O ritmo é mais cadenciado, ao estilo de Street Fighter do que nas batalhas alucinadas da série Marvel Vs. Capcom. Herdados da série Tekken estão o tag system e os "agarrões" manuais. Personagens podem ser trocados no meio de um combo, fazendo com que tais combinações sejam bastante variadas. Uma observação importante a ser feita é, que apesar de tratar-se de lutas em duplas (tag team), quando a barra de energia de um jogador acaba termina o round, fazendo com que as trocas entre lutadores seja constante para que isso não ocorra.
O jogo porém, ainda apresenta novidades importantes. A mais destacada é a utilização de gems. Elas adicionam vários boosts ao seu lutador seja defensiva ou ofensivamente e só podem ser utilizados caso se alcance certos parâmetros em uma luta como, por exemplo, atacar ou bloquear 5 vezes em um round. Barras de poder. Há também o Pandora mode que funciona da seguinte forma: se algum dos personagens da sua dupla estiver com apenas 25% de energia para terminar ele poderá "sacrificar-se" e o lutador restante ficará por um tempo mais forte e poderoso. Para isso deve-se pressionar o direcional para baixo duas vezes mais os botões de soco e chute médio. Este modo serve para tentar reverter uma luta quase perdida, porém se o gamer não conseguir derrotar o adversário neste espeço de tempo ele perderá a luta imediatamente conforme veremos abaixo:
A Barra de poder ao canto da tela é única, contendo três blocos, mas pode ser utilizada das mais variadas formas: com um bloco pode-se realizar os quick combos pressionando os botões L3 ou R3 que, conforme o nome já diz, permite uma sucessão automática de combos (pdoem ser personalizados no menu customise), com dois blocos completos pode-se executar o Super Art golpe epecial que varia de personagem parta personagem. Com a barra completa executa-se o Super Cross com direito á um super combo ou um fortíssimo golpe especial e uma animação espetacular em close tal qual o Super Combo Finishes de Street Fighter 4.
Os modos Arcade, Trials (contendo Challenges e Missions), Endlesse Batlles e Online estão presentes no game. No Online temos as já comuns customizações e cards dos jogadores e as Fight requests inauguradas em SF 4. Há também a opção de salvamento e visualização de replays. Ainda houve a inclusão da possibilidade de treinamento online e o Endless Match Battles onde o jogador enfrentará sucessivas partidas não ranqueadas onde o Spectator Mode retorna dando ainda mais o saudoso "ar de disputa nos fliperamas" . Por fim, o Scramble Battle permite partidas online de até 4 jogadores simultâneos tal qual no modo versus. Nas partidas testadas, foi percebido um certo lag e inconstância (inclusive contra brasileiros), prejudicando, inclusive o som e os efeitos sonoros, o que atrapalha o desenrolar das lutas, o que deve ser corrigido imediatamente para não estragar a diversão.
Os modos Arcade, Versus, Trial (Challenges e Mission) dispensam apresentações para quem já conhece os jogos de luta da Capcom mas o diferencial é que desta vez no Versus podem jogar até 4 lutadores simultaneamente. Já o Mission Mode consiste em lutar contra os oponentes sobre certas circunstâncias tais como, por exemplo, vencer usando apenas golpes normais. Os Challenges estão de volta para desafiar os mais intrépidos jogadores. Por fim no Arcade Mode temos a história do jogo onde um meteoro contendo a caixa de Pandora cai na terra e todos os lutadores enfrentam-se pelo seu poder. Podem jogar até dois jogadores simultâneos nesta modalidade.
Presentes no embates estão os seguintes lutadores:
Street Fighter: Ryu, Ken, Chun-Li, Guile, Abel, Cammy, Sagat, Dhalsim, Poison, Hugo, Ibuki, Rolento, Zangief, Balrog, Vega, Juri, M. Bison e Akuma.
Tekken: Kazuya, Nina, King, Marduk, Bob, Julia, Hwoarang, Steve, Yoshimitsu, Raven, Kuma, Heinachi, Lili, Asuka, Law, Paul, Jin e Ogre.
E exclusivos para o PS3 e o Vita: Cole Mcgrath (da franquia Infamous), Toro, Kuro, Mega-man e Pac- Man.
Obs: A Versão do Vita ainda não foi lançada e contará com 12 novos lutadores incluindo o nosso compatriota Blanka.
A espera da união destas duas franquias enfim chega ao fim com um jogo repleto de modalidades e opções. Unindo características de ambas as séries e adicionando novas opções, trata-se de mais um excelente jogo de luta a ser lançado nesta geração de consoles. O modo online vai manter os jogadores fiéis por muito tempo e os trials "entreterão" os jogadores mais hardcore, pelo menos, até o lançamento de Tekken x Streer Fighter.
Cotação:
Ficha técnica: Street Fighter X Tekken. Luta. Plataformas: PS3 , XBOX 360 e futuramente PS Vita. Produtora: Capcom e Nanco Data de Lançamento: 06 de Março de 2012. Versões testadas: Playstation 3 (Normal Sulamerciana e Special Editon Americana)
Versões Testadas:
Regular Sulamericana:
Para os entusiastas em regionalização a versão sulamericana que será comercializada no Brasil vem com capa, manual em português mas infelizmente não contém menus e legendas com a nossa língua.
Edição Especial:
A “Special Edition” vendida nos EUA por apenas dez dólares a mais do que a comum e contém:
- Uma cópia do jogo.
- Uma miniatura de cabine de arcade.
-Uma prequel da história do jogo em Quadrinhos
-Um livro com a arte do jogo
- 36 Gems Power-ups
[1] O autor teve o prazer de conhecê-lo e “trocar uma idéia” com ele na Brasil Game Show do ano passado.
Conhecido
como “mestre do suspense” e um dos maiores diretores da história do cinema,
Alfred Hitchcock, com seus filmes recheados de intrigas, mistérios e tensão
dominou o imaginário (e ainda domina) das platéias do mundo inteiro.
Além
do esmero técnico e narrativo o diretor era conhecido pelas “pontas” (cameo appearences em inglês) em seus
filmes. Acha-lo em determinada cena tornou-se uma experiência a mais para
apreciadores e espectadores de seus filmes.
Opiniões #14 – Anjos da Noite: O Despertar (Underworld Awakening, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca
Em
2003 fora lançado o primeiro filme da agora franquia Anjos da Noite. A trama que mostrava batalha entre clãs de vampiros
e lobisomens com visual escuro e cenas de ação e vestuário a lá Matrix agradou parcela do público,
tornando-se relativo sucesso e agora chega ao seu quarto filme.
Nesta
nova incursão da série acompanhamos a protagonista Selene (Kate Beckinsale
ausente apenas no terceiro filme que era um prequel)
que após ser mantida em estado de coma por quinze anos, acorda e descobre que
possui uma filha, híbrida de vampiro e lobisomem. Sendo assim, parte em busca
dela e de respostas enfrentando inclusive uma empresa que possui o objetivo de
criar uma raça de super lobisomens para assim exterminar os vampiros ainda
existentes.
Começando
com uma recapitulação dos três últimos filmes para depois nos apresentar á nova
situação da história: em um futuro não muito distante, será descoberta a existência
dos lobisomens e vampiros pelos humanos que passam a caçá-los violentamente.
Assim, logo em seu início o filme já dá o tom de como será: mais violento e
acelerado. Resta pouquíssimo tempo para sutilezas e o que importa mesmo são as
bem feitas e cruas cenas de ação.
O
roteiro está longe de ser um primor. Diálogos básicos e situações absurdas
tomam conta de todo o filme.[1] A
mistura de elementos de terror com ação da série agora ganha ares de ficção
científica com a inclusão da empresa vilã da trama, e assim como seu co-irmão Resident Evil[2]
deve ser encarado como um passatempo razoável e só, quase como um guilty pleasure[3].
A
fotografia azul escura marca da série está volta e o uso do 3D apesar de não
apresentar nenhuma novidade é bem realizado. A profundidade é bem utilizada
principalmente na seqüência onde vemos Selene congelada. A contraposição entre
ela e o gelo ficou muito boa. Do resto sangues, armas, balas, cacos de vidros e
fumaça “saem da tela” e/ou compõem o ambiente e de certa forma aumentam a
diversão em assisti-lo.[4]
Kate
Beckinsale está cada vez mais á vontade (e linda) como heroína de ação[5],
sendo que a sua Selene está cada vez mais mortal e habilidosa e ela consegue
passar muito bem isso. A atriz que faz sua filha é bem “canastrinha”, assim
como seu novo aliado vampiro.
Assim,
o filme cumpre a sua proposta de ser apenas um filme para entreter o espectador
na sua curta duração de menos de 90 minutos. Não espere nada mais inspirado que
isso e você pode até se divertir.
Cotação:
Ficha Técnica: Anjos da Noite: O
Despertar (Underworld Awakening, USA,
2012). Ação. Direção: Måns Mårlind, Björn Stein. Elenco:
Kate Beckinsale, Charles Dance, Michael Ealy, India Eisley, Stephen Rea,
Sandrine Holt, Kris Holden-Ried. Duração: 89 min.
[1] O fato
da roupa de Selene estar na sala de Criogenia onde se encontrava há mais de uma
década é de uma “facilidade” absurda. Isso sem contar personagens que
inicialmente aparentam ter alguma relevância na trama e somem sem qualquer
explicação.
[3] Termo
dado aos filmes que apesar de reconhecidamente defeituosos, agradam. Eles serão
em breve objeto de uma matéria aqui no blog. Comecem a fazer uma listinha do de
vocês para debatermos.
[4] O Autor
mesmo habituado com os filmes em 3D e seus efeitos levou um susto, assim como um casal sentado ao seu lado, em uma seqüência onde cacos de vidro saem da tela em direção ao espectador.
[5] Ela será
vista ainda este ano na refilmagem de O Vingador do Futuro que será dirigido
pelo seu marido Len Wiseman – diretor dos dois primeiros Anjos da Noite e
atuando como produtor e escritor dos demais.
Opiniões #13 – Poder sem limites (Chronicle, USA 2012)
Por Marlon Fonseca.
No
opiniões # 06 referente ao filme Filha do
Mal[1]já
foi discorrido sobre os filmes do gênero
conhecido como “falso documentário” ou “filmagem encontrada” e as regras que
seus realizadores parecem ter criado para ele e de como engessaram este tipo
de filme, salvo raras exceções.
Poder sem Limites, felizmente foge á
regra e dá um passo á frente em termos de qualidade, inovando não somente este
gênero, mas também o de “filme de Super-heróis”.
O
filme acompanha três jovens rapazes que, ao se depararem com um artefato misterioso
adquirem super poderes, precisando lidar com as conseqüências de seu uso.
A
trama se desenvolve com calma, sem pressa, apresentando os personagens e pontuando
os momentos de descobrimento e desenvolvimento dos poderes paralelo á amizade
que cresce entre eles. Merece destaque importante que todos eles possuem um
background emocional, principalmente Andrew que se sente á margem da sociedade
sofrendo com os abusos dos colegas da escola, vivendo sem amigos, com sua mãe
muito doente e com um relacionamento terrível com seu agressivo pai.
O elenco,
propositalmente desconhecido para auxiliar na sensação documental e dar um tom
mais “realista”, se sai muito bem. Todos os três jovens estão bem em seus
papeis indo do deslumbramento ao descobrir seus novos poderes á seriedade e
desespero após conseqüências mais desastrosas. A tarefa mais difícil com
certeza foi de Dane Dehann que interpreta Andrew que, conforme citado acima,
possui um caráter emocional mais forte. Vendo nos poderes e amigos recém
adquiridos a tábua de salvação da sua vida ele pode estar na verdade a perder-se
de vez.
Desta
forma, e em razão da atenção ao desenvolvimento da trama e personagens o
resultado é um filme extremamente bem realizado e não soa forçado em nenhum
momento. E, felizmente, ele não cai na armadilha de seus “colegas” de gênero
que costumam apresentar finais abruptos e terminar de “qualquer maneira”. Ao seu final, percebe-se que todas as conseqüências ocorridas foram em razão
de todos os acontecimentos apresentados anteriormente.
Os
efeitos especiais são de uma competência ímpar[2],
sendo utilizados com parcimônia e para compor o tom realista desejado na
história. O clímax é fantástico e muito bem feito.
Ponto
positivo também para o estreante diretor Josh Trank que segura as rédeas muito
bem e utiliza todos os bem apresentados elementos do filme á seu favor. Não é a
toa que seu nome anda cotado para o reinício e revitalização do Quarteto Fantástico nos cinemas.
O
que pode incomodar um pouco o espectador é a necessidade de os personagens
estarem sempre filmando os acontecimentos mostrados. Mas isso é característico
dos filmes do gênero e aqui é atenuada com a utilização dos mais variados meios
de gravação, ampliando, assim, a visão dos acontecimentos.
Poder sem limites, então, é um grande trunfo, que vai muito além de ser apenas um bem feito filme de super heróis ou
de “filmagem encontrada”. É a história da construção e desconstrução de
amizades e da lição de que não é o poder que faz o homem e sim a forma de que
ele o utiliza.
Cotação:
Ficha Técnica: Poder Sem Limites
(Chronicle, USA, 2012). Ação. Direção: Josh Trank. Elenco: Michael B. Jordan, Michael Kelly, Dane
DeHaan e Ashley Hinshaw. Duração: 84 min.