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A ira é o sentimento proveniente da raiva causando
descontrole na pessoa que a sente e impactando o seu redor.
Em Um dia de Fúria
de 1993, o personagem vivido por Michael Douglas, após ser demitido, se deixa
dominar por tal sentimento causando o terror em sua cidade e seus moradores. O
fim desse dia mostra deixa a lição que determinados caminhos que seguimos ás
vezes não tem volta, principalmente os que tomamos cegos pela raiva.
Mas ninguém conhece melhor tal sentimento do que o Dr. Bruce Banner.
Afinal de contas, se ele não conseguir controlar sua raiva ele libera a sua
fera interior, o Incrível Hulk. O personagem sempre foi uma alegoria á raiva
reprimida e o diretor Ang Lee aproveitou o mote em sua adaptação para o
personagem no ano de 2003. Mesmo irregular e não agradando aos fãs, o filme
sobe tocar fundo no tema. Já no mega sucesso de 2012, Os vingadores, Dr Banner parece ter encontrado a fórmula para o seu
controle.
Não necessariamente nos tornamos um monstro verde ou saímos por aí
aterrorizando uma cidade quando estamos com raiva, mas devemos sempre tentar
controla-la para que ela não nos cegue e nos empurre para a realização de atos
desagradáveis. Próximo pecado: Gula. Pecados anteriores: Inveja - http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2013/02/os-7-pecados-no-cinema-parte-1-inveja.html Ganância - http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2013/02/os-7-pecados-no-cinema-parte-2-ganancia.html
Ter muito mais dinheiro ou bens do que precisa, acumular
riquezas desenfreadamente e o pior, passar por cima da moral, ética e pessoas
para consegui-lo é algo do mais baixo sentimento que um ser humano pode ter.
Ebenezer Scrooge que o diga. No célebre Conto de Natal de Charles Dickens, o
avarento personagem precisa ser assombrado por três diferentes fantasmas para enxergar
o mal que tal sentimento faz ás pessoas. Adaptado inúmeras vezes e das mais
variadas formas para o cinema, Scrooge já foi interpretado por Tio Patinhas
(quem mais?) e por Jim Carey, por exemplo.
No Brilhante Sangue Negro Paul
Thomas Anderson vai ainda mais longe ao retratar tal sentimento mostrando o
embate entre dois seres extremamente gananciosos: Daniel Plainview, um rígido e
focado empresário do ramo de petróleo (Daniel Day-Lewis em uma das
interpretações mais impressionantes da história do cinema) e um jovem e
ambicioso pastor Eli Sunday.
Ter sonhos e ambições é
normal e recomendado para qualquer ser humano. Mas no momento em que se passa
do limite e vira ganância fazendo com que os bens materiais fiquem á frente da ética
e das pessoas é um veneno á alma que mais cedo ou mais tarde irá lhe assombrar.
Nesse “Cenas de Cinema Especial – Os 7 pecados no cinema” , traremos em cada capítulo, como o cinema retratou determinado pecado capital.
Começando com um dos sentimentos mais mesquinhos que o
ser humano pode ter: a inveja. Trata-se do ato de ter, desejar algo que outra
pessoa tem de forma maliciosa e negativa. Em algumas pessoas esse sentimento é
tão forte que descamba para a competitividade desnecessária.
Não se pode falar nesse assunto envolvendo cinema sem citar
o verdadeiro “tratado” sobre ele: Amadeus
de 1984. No filme de Milos Forman, acompanhamos a degradação que esse
sentimento causa em Salieri (interpretação oscarizada de F. Murray Abraham) que
tenta de todas as formas prejudicar a careira do jovem e ingênuo Amadeus (Tom
Hulce).
Mais de duas décadas depois, o então em ascensão Cristopher Nolan,
trouxe o mesmo tema para o mundo dos mágicos em O Grande Truque, onde dois rivais (vividos por Cristhian Bale e
Hugh Jackman) disputam ferozmente a mesma mulher (Scarlett Johansson) e a busca
pelo truque perfeito.
Sentimento que corrói a alma, a inveja só prejudica quem o sente e as
pessoas ao seu redor e esses dois filmes deixam claramente essa lição para os
espectadores.
Cenas de Cinema Especial – Relembrando Tony Scott
(1944-2012)
Por Marlon Fonseca
Fora noticiada na madrugada de Domingo e durante toda a
Segunda que passou o falecimento do diretor e produtor Tony Scott. Scott, irmão do famoso diretor Ridley Scott, que
aparentemente teria se jogado de uma ponte de Los Angeles deixa um legado de
filmes calcados em adrenalina, usando e abusando dos cortes rápidos e montagem
acelerada, característica dos seus filmes mais recentes. Vamos abaixo relembrar
alguns dos seus sucessos mais marcantes.
Não dá para começar sem citar o seu maior sucesso. Top Gun –Asses indomáveis catapultou
tanto o diretor como seu protagonista para o estrelato e é, até hoje, bastante
reverenciado.
Em outra parceria com Cruise, Scott traz ás telas toda a
adrenalina das corridas de Nascar em Dias
de Trovão. Mas a cena mais favorável acontece em um hospital.
Já ao fim dos anos 90, em Inimigo de Estado juntou-se ao então postulante a astro Will Smith
para tratar de um tema ainda atual: a falta de privacidade.
Encontrou em Denzel Washington um intérprete e parceiro
resultando em cinco filmes juntos. Em Chamas
da Vingança, um dos melhores do diretor, Wasington está perfeito como um
ex-assasssino tentando se reconciliar com a vida trabalhando como guarda-costas,
mas algo dá errado e logo ele entre novamente em um aspiral de violência. E Em
seu derradeiro filme, o elogiado
Incontrolável, mostra um domínio técnico invejável ao contar esta corrida
de funcionários para parar um trem desgovernado.
Há boatos de que o diretor se suicidara em razão da
descoberta de um câncer inoperável no cérebro. Independente do que tenha levado
o diretor a este ato não estamos aqui para julgá-lo. Portanto, celebremos agora
o legado deixado pelo diretor.
Assim como feito no dia das mães, o “Falando de...”
presta uma homenagem aos pais relembrando alguns dos pais mais marcantes em
cinema, seriados e games.
Cinema:
Darth
Vader: Anakin
Skywalker resolveu trilhar o lado negro da força, abandonando seus filhos. Anos
mais tarde foram eles os responsáveis pela sua redenção.
Pai
do Nemo: Viúvo e tendo que cuidar de seu filho, Marlin, ainda
tem que correr atrás do seu filho desaparecido em uma das mais divertidas
animações de todos os tempos.
Pai
do Jim: Durante toda a “saga American Pie”, o pai do Jim
sempre aparece dando os conselhos mais desajeitados já vistos. No último filme,
porém ,o papel se inverte e Jim age da mesma forma atrapalhada.
Thomas
Wayne: Se a morte de seus pais foi o motivo catalisador
da incessante luta contra o crime imposto por Bruce Wayne, foram os conselhos
de seu pai, em vida, que o tornaram um homem digno. Afinal de contas nos caímos
para nos levantarmos.
Séries:
John
Winchester: O patriarca da família Winchester
possuía um dos “empregos” mais sinistros do mundo: caçar demônios e seres
sobrenaturais. Seu desaparecimento e posterior morte foi essencial para a
reunião de seus filhos e a continuidade de seu trabalho.
Rick:
Cuidar
de um filho já não é fácil nos tempos de hoje. Imagina, então, em meio à uma
apocalipse zumbi. O Xerife Rick de The Walking Dead tem muito trabalho ao
passar para seu filho Carl noções de sobrevivência e força para enfrentar esta
nova realidade.
Alan
Harper: Ser pai do Jake não é nada fácil, mas em
contrapartida ser filho do Alan também não é.
Homem
Simpson: Precisa dizer alguma coisa sobre ele?
Games:
Darth
Vader: Realmente Vader não tem traquejo para a paternidade.
Além da luta contra seus filhos, resolveu adotar o filho de um inimigo e torna-lo
seu aprendiz no game Star Wars: The Force Unleashed. O resultado? Mais um que se rebelou
contra ele.
Cenas de Cinema Especial – A versão de Christopher Nolan para o Batman.
Por Marlon Fonseca
Ante ao fiasco de Batman e Robin, o estúdio Warner (detentor da DC comics e, em razão disso, dos direitos do Batman), ficou sem saber como abordar novamente seu lucrativo e popular personagem nos cinemas.
Depois de muitos projetos, especulações, fora anunciada a contratação do então ascendente diretor inglês Christopher Nolan para a produção de que prometia uma nova versão do personagem intitulada Batman Begins. Conforme o nome indica, a origem do personagem foi retratada sob outro enfoque, da forma mais realista possível, dando assim início a uma nova fase do homem-morcego nos cinemas.
Nunca esquecendo o desenvolvimento dos personagens, o filme aborda os anos de treinamento que Bruce Wayne se impôs para a sua formação como combatente ao crime. E mesmo tomando liberdades criativas e inovando em muitos aspectos, é visível a inspiração de histórias e sagas clássicas como Batman: Ano Um e O Longo dia das Bruxas.
Assim, sob esta ótica, o público e os fãs tiveram contato com o Batman mais palpável e fiel possível (a atuação marcante de Christian Bale faz toda a diferença). Um Batman que inflige medo aos adversários, determinado e atormentado pela escolha de vida que faz. E sua primeira aparição no filme, impondo sua voz grossa e visual assustador para um bandido fez os fãs enlouquecerem e constatarem estar diante do personagem de fato.
O medo, aliás, é uma das subtramas mais claras e interessantes do filme. Afinal de contas, e em uma cena já clássica que lembraremos agora, Bruce Wayne explica ao Alfred o porquê de vestir-se de Homem-morcego: “Morcegos me assustam. Está na hora de meus inimigos partilharem desse pavor”. A utilização do Espantalho como um dos vilões só reforçam esta ideia.
Em razão do merecido sucesso de Batman Begins, sua continuação
imediatamente passou a ser prioridade da Warner e foi objeto de demanda por
todos. E, quando finalmente lançada em 2008, se apresentou não somente superior
ao primeiro filme como uma das maiores obras do cinema.
Assumidamente
inspirado em Fogo
Contra Fogo
de Michael Mann (e observa-se esta inspiração principalmente em sua estrutura
narrativa e ligação entre os personagens), Batman-
O Cavaleiro das Trevas é cercado de infinitas qualidades. Trata-se de uma
das grandes obras do cinema moderno indo muito além do gênero “filme de
super-herói”.
Com
mais liberdade criativa e orçamento, Nolan orquestrou mais do que um filme de
ação. Trata-se de um drama policial ambientado em sua Gotham City
realista. O cuidado ao tratamento e ligação entre todos os personagens é ímpar,
fruto de um roteiro extremamente bem trabalhado.
E
não dá para falar deste filme sem falar da presença marcante do Coringa. Em
primeiro lugar destaca-se a assombrosa atuação de Heath Ledger. Toda a sua
composição (voz, gestuário, etc) para o personagem é impecável ao ponto de já
nos primeiros minutos de projeção ele “sumir” por detrás do personagem. Além
disso, a visão do Nolan sobre o palhaço do crime e seu relacionamento é
claramente inspirada em uma das mais clássicas histórias do homem-morcego, a
Graphic Novel A Piada Mortal. Nela,
Batman e Coringa são lados de uma mesma moeda. Um não vive sem o outro. “Você
me completa” diz o Coringa na fantástica seqüência de interrogatório na
delegacia de Gotham.
Um
filme marcante que termina com Batman se tornando um renegado e encarando o
peso de suas escolhas.
Estriou
na semana passada nos EUA e chega neste fim de Semana no Brasil O Cavaleiro das Trevas Ressurge queencerra esta visão do Nolan que marcou
a história do Batman e do cinema.
Cenas de Cinema #13 – As teias do Homem-Aranha de Sam Raimi
Por Marlon Fonseca
Estamos
em via de presenciar o reinício da história do Homem-Aranha nos cinemas. Como
todos sabem, O Espetacular Homem-Aranha
dirigido por Marc Webb vem para estabelecer uma nova origem e direção ao
personagem.
Trata-se
de uma tarefa difícil tendo em vista a marca muito mais positiva do que
negativa deixada pela trilogia de Sam Raimi. Estes três filmes marcaram toda
uma geração de fãs do herói e ainda ajudaram a cativar muitos outros. Estarão,
portanto, sempre guardados no coração dos fãs e poderão ser sempre assistidos
ou recordados. Vamos fazer isso um pouquinho agora com uma cena ou seqüência
marcante de cada um?
Depois de
décadas de imbróglios jurídicos e especulações, em 2002 Homem- Aranha fora finalmente lançado e apresentou-se como uma
excelente adaptação da origem do herói. Cercado de ação, romance, comédia e
drama, o filme ainda que tomando algumas liberdades criativas,foi bastante
competente em manter a origem e essência do personagem. E qual cena senão a
final traduz tudo isso em perfeição? Peter Parker, após o confronto derradeiro
com seu arquiinimigo Duende-Verde e figura paterna Norman Osborn percebe que de
fato “com grandes poderes surgem grandes responsabilidades” e de que sua vida
será marcada de tragédias e sacrifícios.
Já em Homem-Aranha 2, em 2004, toda a equipe
conseguiu ir além no filme que é considerado uma das maiores adaptações de
quadrinhos de todos os tempos. E como não lembrar da sensacional luta contra o
Dr.Octopus em cima de um vagão de um trem?
Por fim, em
2007, surgiu Homem-Aranha 3 sendo o
episódio mais fraco e problemático da franquia. A imposição do produtor Avi
Arad em colocar o vilão Venom (no qual Raimi declaradamente nunca gostou)
acabou por prejudicar bastante o projeto. Excesso de vilões (três no total),
implementação equivocada de importantes personagens secundários e o também equivocado
uso do lado negro de Peter Parker (emo?) foram os principais aspectos
negativos. Mesmo assim, o filme tem momentos memoráveis e não é que a
transformação de Eddie Brock em Venom não se apresenta como um deles?
Assim, entre
muitos altos e poucos baixos Sam Raimi e sua equipe trouxeram o querido
personagem à vida, filmes estes que nunca serão esquecidos pelos milhões de
fãs. Mas agora é hora de conhecermos esta nova direção ao personagem que está
surgindo e nos emocionarmos mais uma vez com o “amigão da vizinhança”.
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E o "Amigão da vizinhança" é figura marcante e imporntante no "Falando de". O texto sobre o novo filme, uma espécie de previsão, é a postagem mais popular do blog (leia aqui) e a análise de seu novo jogo the Amzing Spider-Man, publicada na semana passada, já está em 8º (leia aqui).
E mais: hoje mesmo estaremos na estréia do novo filme e amanhã contaremos tudo para vocês em uma análise caprichada!
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Não conhece a nossa sessão "Cenas de Cinema"? Perdeu alguma publicação dela? Então acesse o link abaixo e veja e reveja todas as postagens anteriores:
Para
comemorar o dia das mães, o “Falando de...” relembra algumas especiais do
cinema, seriados e games.
Cinema:
A Mãe do Bambi: Participou pouco do filme, mas sua morte foi uma
das mais comoventes da história do cinema. Relatos na época de seu lançamento
no cinema, apontam uma verdadeira histeria das crianças com a cena.
Mãe de Forrest Gump: Essas mulher criou com muita delicadeza e amor o seu excepcional (no mais variado sentido) filho e ainda proferiu um das frases mais icônicas de todos os tempos.
A Mãe do Jason: Nem todo mundo conhece o fato de que a primeira
vilã da série Sexta- Feira 13 foi a mãe do Jason. Seu “pimpolho” só assumiu seu
lado assassino a partir do segundo filme e, durante os filmes, volta e meia
lembrava de sua querida mãezinha.
Seriados:
D. Florinda: A famosa mãe do Kiko não quer nem saber. Quando houve
seu querido “tesouro” chorando chega dando bofetada em todo mundo, aliás, todo
mundo não, somente no Seu Madruga mesmo...
Games:
Mãe do Blanka: Em
Street Fighter 2,nosso
compatriota Blanka tinha como objetivo encontrar a sua mãezinha. Após derrotar
o terrível ditador M. Bison, o jogadore depara-se com o emocionante encontro.
Todas estas mães foram e são
marcantes, mas nenhuma delas se compara a sua não é verdade? Portanto, não
deixe de celebrar este dia ao seu lado... FELIZ DIA DAS MÃES!!!
Indicação
de filme enviada pelo fiel leitor Flávio Dreux, 12 Homens e uma Sentença, de 1957, de fato merece ser lembrado aqui
no “Falando de...”. O filme mostra os bastidores de reuniões na sala de um júri
para definir a vida de um jovem acusado de homicídio.
O
maior trunfo do filme é o seu lado teatral[1]:
diálogos e atuações são o seu forte. O fato também de ser passado quase todo em
único ambiente também deve ser destacado. A tensão entre os doze homens
furiosos do título original é constante e aos poucos vamos descobrindo os
preconceitos e falhas de cada um deles.
O
trabalho de um jurado não é fácil. Conforme o slogan do filme á época “eles
possuem doze pedaços de papel....doze chances de matar”. Os jurados, apesar da
posição importante, não estão acima do bem e do mal. E 12 homens e uma sentença
o mostra com maestria.