quarta-feira, 14 de março de 2012

Testando e Analisando o PS VITA - parte 1


...TECNOLOGIA
...GAMES
Especial – Testando e analisando o PS VITA – Parte 1
Por Marlon Fonseca
Colaboração de: Rafael Mansano





Introdução e Especificações
           
As seções e Tecnologia e Games se unem para analisarmos o mais novo lançamento da Sony o videogame portátil PS VITA. E para uma análise mais refinada contamos com a colaboração do nosso leitor e proprietário do portátil Rafael Mansano. Sendo assim, vocês terão ao mesmo tempo duas opiniões de pessoas que possuem o aparelho.
            O VITA surgiu para suceder o portátil anterior PSP e para concorrer com o rival da Nintendo o 3DS.
            O portátil é poderoso. Conta como um processador (CPU) de quatro núcleos. Para vocês terem uma ideia de comparação o PSP continha apenas um núcleo. Ainda conta com memória interna de 512 MB e apresenta inúmeras funcionalidades, que abaixo serão melhor tratadas.


Funcionalidades:


         Dotado de diversas funcionalidade, o  PS VITA traz tudo o de mais moderno no momento. Confira elas abaixo com explicações e comentários
















Tela LCD: A Tela do aparelho é em OLED e possui o tamanho de 5 polegadas (aproximadamente 12 centímetros) e impressiona. Juntando a capacidade gráfica do aparelho com a qualidade desta tela temos jogos extremamente coloridos e com belíssimos gráficos.Seguindo as novas tendências tecnológicas a tela do aparelho é sensível á toque.



Marlon Fonseca: "Ainda deve se levar em conta o fato de que ao contrário do PSP e do 3DS a inclinação da tela não afeta na qualidade da imagem."


Rafael Mansano: " É grande, de ótima resolução e incrivelmente brilhante (coisas que só  o OLED pode fazer por você). A sensibilidade e o tempo de resposta também estão ótimos, como comparação: é a  mesma sensação que você tem com o iphone e não com aquele delay que existes nos Androids mais modestos. A única coisa que deixou  desejar foi que a Sony não colocou o Gorilla Glass (a tela super-ultra resistente que é utilizada nos Iphones) para não aumentar ainsa mais o custo no video-game."

Marlon Foneca" De fato a tela responde rapidamente e a sua utilização em Uncharted: Golden Abyss é fenomenal. O DS e o 3DS ambos da Nintendo já empregavam tal função na jogabilidade de seus jogos. Mas no Uncharted foi a mais imersiva experiência que já vivi com esta tecnologia aplicada aos games"



Botões Analógicos:


O Console apresenta dois botões analógicos para uma melhor jogabilidade.





Marlon Fonseca " A ausência de dois analógicos limitava muito a jogabilidade no PSP. Agora no VITA ela está bem mais precisa."




Câmeras:
Assim como no 3DS, ele possui câmeras tanto frontais como traseiras. A traseira é essencial para a funcionalidade de "realidade aumentada" que falaremos mais abaixo




Rafael Mansano: "As câmeras não são tão boas quanto ás câmeras dos celulares top de linha atualmente e, para piorar, a câmera de trás não tem flash. Entretanto, atendem de sobra o propósito para o qual foram cridas: realidade aumentada e video chat.




SIXAXIS:



O Sistema de movimento "SIXAXIS" inaugurado no PS3 retorna no VITA





Marlon Fonseca: "Considero a utilização do SIXAXIS no PS 3 muito fraca. Hoje então ela está quase que inexistente em razão do PS Move (nos últimos anos o único game que usou de fato esta função foi o Twisted Metal lançado neste ano). Porém em conjunto com as demais funcionalidades do VITA ele pode, enfim, encontrar maior utilidade.


Rafael Mansano: "PRECISÃO. Acho que essa é a melhor definição para o controle de movimento do PS Vita. OK, que por enquanto foram poucas as oportunidades que tive para utilizá-lo, mesmo assim a melhora em comparação ao SIXAXIS é impressionante".




Parte traseira sensível a toque:
A parte traseira do portátil é sensível ao toque dos dedos, sendo mais um acréscimo á jogabilidade.






Marlon Fonseca: " Mesmo com mais de 25 anos de experiência em games senti uma dificuldade inicial em utilizar essa funcionalidade no Little Deviants. Mais depois que se acostuma trata-se de mais uma potencial funcionalidade que, se bem utilizada, poderá acrescentar na jogabilidade dos futuros lançamentos."


Rafael Mansano: "OK, essa deve  ser a novidade mais bizarra de todas do PS Vita e a primeira vez que soube dela pensei "Meu Deus"!! Que ideia idiota!! Entretanto, embora não exista atualização dela no sistema operacional do video-game (tela principal, menu, e afins) dentro da maioria dos jogos as produtoras estão tentando fazer uso dela. Em alguns casos a utilização parece estar sendo forçada demais mas na maioria dos casos a ideia funciona bem (escolher onde abrir buracos negros em Superstardust, controlar a ondulação do terreno em Little Deviants e ModNation Racers) mas nada se compara a utilização dela no FIFA Soccer."




GPS:
Com GPS embutido, o aparelho contém serviços de localização e de mapas. Mas o mais interessante é o aplicativo Near. Com ele pode-se visualizar em um raio de até 9km quantas pessoas estão usando o aparelho e o que estão jogando no momento e ainda receber "presentes" desses jogadores.



Marlon Fonseca: "Inicialmente não levei muita fé no aplicativo NEAR mas ele é interessante. Trata-se de função típica da cultura japonesa com a necessidade de integração virtual. Há a possibilidade de "troca de presentes" entre usuários. O Mais impressionante? Quado testada a função descobri que mais de 40 pessoas na minha vizinhança já possuem o aparelho e estavam jogando naquele momento".

Rafael Mansano: "O GPS do Vita por enquanto tem duas funcionalidades principais (três se você considerar também a possibilidade de anexar informações do GPS nas fotos): Google Maps e o NEAR. O NEAR ao contrário do que muitos pensam não é igual ao Street Pass do Nintendo 3DS. Ele exibe para você informações sobre as pessoas que estão dentro de um raio de 9km: o que estão jogando atualmente, quem está na lista de amigos, havendo, inclusive a possibilidade de adicioná-las em sua lista de amigos. Felizmente a Sony também pensou na privacidade das pessoas então você pode escolher quais informações compartilhar ou não'. 





Internet 3G e WI-FI

Conexão á internet por 3G (em alguns modelos) e Wi-fi em todos.







Rafael Mansano: " O 3G do PS Vita foi recebido de braços abertos graças á ideia do "Online everywhere" o que nos leva a possibilidades impressionantes. Imagine ficar jogando o multiplayer online de Call of Duty naquele evento que você pediu pelo amor de Deus para não ser obrigado a ir. Tudo perfeito né? Bom, quase tudo. A não ser que você seja um feliz proprietário de um PS Vita vendido em Hong Kong, seu PS Vita será bloqueado (pela ATeT na versão americana, pela Voldafone na Européia...). Felizmente parece que a Sony Brasil irá oferecer uma atualização gratuita para o desbloqueio do 3G e consequente utilização do 3G no país".


Marlon Fonseca: "Eu sou um usuário de portátil sui generis, pois uso mais na minha casa mesmo. Então o wi-fi para mim já está de muito bom tamanho. No PSP deixando essa função ligada o consumo de bateria ficava maior. No Vita não há a função de desligamento do wi-fi e o desgaste de bateria é levemente menor. Agora, assim como no PS3 e o XBOX 360, o aparelho fica mais "vivo" e funcional quando conectado."




Cross-Play
Trata-se da Integração entre os sistemas PS 3 e PS Vita. Agora, pode-se através do Vita administrar conteúdos de seu PS3. Está em sua escola, faculdade ou trabalho e descobriu que aquela demo que você estava esperando saiu? tire seu Vita do bolso, conecte-se na PSN e execute o download por ele. Chegando em ca instale no PS 3 e confira a demo sem perder tempo.



Marlon Fonseca: "Outra funcionalidade que não vingou no PSP era integração com o PS3. No VITA já pode se observar um cuidado maior para com esta função. Só o tempo dirá se será mais útil como quando utilizada no PSP"




Cross Chat: Uma das maiores reclamações dos usuários do Playstaton 3 é a ausência da possibilidade de conversação por voz com usuários jogando games distintos. A sony não corrigiu isso ainda no console mas incluiu no VITA. Aqui os jogadores, podem conversar sem necessariamente estarem jogando o mesmo game.


Rafael Mansano: " E é mais do que isso!! Os usuários podem até abrir salas d bate-papo com com lugar para 8 pessoas no APP Party (permitindo o acesso de amigos e até de amigos dos amigos) o que cria ambiente perfeito para jogos multiplayer de futebol, FPS estilo Team Deathmatch e RPG´s em geral, já que funciona mais ou menos como o TeamSpeak muito utilizado em jogos de PC".




Som: O Portátil conta com auto-falantes e microfone embutido.

Marlon Foneca: "Não adianta. todo portátil possui som baixo. Nem no volume máximo ele se faz ouvir direito. Para uma melhor performance faz-se necessária a utilização do fone de ouvido".




Apps: 
O Aparelho ainda conta com a função de instalação de aplicativos além dos que já vêm instalados nele. Eles são aprsentados na tela na forma de "bolinhas" e se assemelham bastante á disposição e organização de um iphone, por exemplo.Até o fechamento desta postagem, já estavam disponíveis alguns como Netflix, Facebook, etc.



Rafael Mansano" Senti a ausência de poder organizar os Aplicativos em pastas. Testei o Netflix e para minha surpresa absoluta funcionou! A qualidade estava ótima! Enquanto isso meu Nintendo 3DS continua com o sistema sem funcionar no Brasil."

Marlon Fonseca: "Futuros e inteligentes aplicativos que saibam usar bem as funcionalidades do VITA com certeza aumentarão ainda mais sua utilidade. A visualização e administração deles é simples. Não senti a ausência de pastas como o mansano pois os organizo de outra forma: cada página para cada função: uma para jogos e demos outra para a parte online contendo browser, amigos, trofeus, psn e psn store e near e assim por diante etc). Aliás o Rafael gostou da idéia e me "copiou" (risos) "


Realidade Aumentada:

        Realidade Aumentada é definida usualmente como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico.
        Assim como no 3DS, a câmera traseira serve para a função de realidade aumentada. Ela também pode ser alcançada através das cartas de realidade aumentada que vem junto ao aparelho, também similar ao já visto no 3DS. 






PSN, Troféus e Store:

     Quem tiver uma conta na PSN feita pelo PS3 poderá utilizá-la no VITA. Há, porém, a limitação de uso de apenas uma conta por portátil.
     Já os troféus de ambos os sistemas serão somados na mesma conta, havendo, inclusive um aplicativo para gerenciamento deles. Há a opção de visualização de apenas os troféus de jogos conquistados no Vita ou de uma visão total e geral do seu perfil.



      Um aspecto negativo e até surpreendente é que do Vita pode-se ver a sua lista de amigos na PSN e o que eles estão jogando no PS3 naquele momento, mas a recíproca não é verdadeira. Seus amigos do PS3 não o vêem online enquanto você está no Vita. Uma falha grava e inexplicável que precisa ser corrigida em futura atualização.






Necessidade de Memory Card: Decisão polêmica da Sony ao colocaar pouca memória interna no aparelho obrigando os usuários a comprar memory cards para os salvamentos de jogos e games baixados na PSN. Estão sendo comercializados modelos de 4GB, 8GB, 16GB e 32GB com preços altos (o de 32GB custa cem dólares).




Retrocompatibilidade: Outra decisão da Sony que desagrada é a fraca e irregular compatibilidade com jogos do PSP. Não há no portátil slot para UMD (a mídia desenvolvida para os jogos de PSP) e somente alguns jogos baixados na PSN rodam no aparelho.




Bateria: A Sony informa que a bateria (embutida no console) consegue durar por 5hs de jogatina.

Marlon Fonseca "Ela é mais durável de fato do que as baterias do PSP e 3DS mas não chega a durar 5 horas conforme anunciado. Testei isso com o Uncharted após dar a primeira carga completa do aparelho. Durou um pouco mais de 4 horas mais não chegou á 5 horas."





Comentários Finais:

 Marlon Fonseca: "Inicialmente cumpre o que a Sony prometeu. É o portátil mais poderoso do mercado sem dúvida alguma e as suas funcionalidade expandem ainda mais a sua utilização. A resolução da tela é impressionante e a jogabilidade está bastante fluída. "Navegar" por ele é tão simples como em um Iphone, por exemplo, em razão da sua prática interface. O futuro dirá se tudo o que o aparelho pode executar será utilizada de forma inteligente e completa. Mas é promissor. Sem dúvidas"


Rafael Mansano: "INCRÍVEL! Essa é a melhor forma de descrever o PS Vita. Embora ele não seja barato, faço parte da maioria esmagadora que não se arrepende em tê-lo comprado. Como é de costume da Sony, ainda existe muito para explorar dentro do PS Vita, mas é visível que o sistema operacional dele encontra-se muito mais evoluído de quando o PS3 á época de seu lançamento.Então, para você que está na dúvida: se você é feliz jogando Angry Birds nos celulares, não perca seu tempo com o PS Vita e continue com eles. Mas se você gosta do PS3 e do XBOX 360 e games online, no fundo você já sabe o que fazer". 





            Não percam!! Na Sexta-feira teremos a segunda parte do especial com a análise de alguns dos jogos já lançados focando no poderio gráfico e como as funções do portátil estão sendo utilizadas.


         Atualizado em 07/04/2012: Segunda parte já está publicada: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/04/testando-e-analisando-o-ps-vita-parte-2.html

segunda-feira, 12 de março de 2012

...Cinema. Opiniões #16- Drive


...CINEMA
Opiniões #16- Drive (Drive ,USA, 2011)
Por Marlon Fonseca





            Filme que causou forte burburinho entre festivais, aclamado pelos críticos e por aqueles que tiveram o prazer de assisti-lo, Drive ainda não alcançou o grande público e circuito.  Já passou da hora de fazê-lo.

            A trama, baseada no até então desconhecido livro de James Sallis, conta a história de um dublê de Hollywood que nas horas vagas serve de motorista para assaltantes. Ao envolver-se com sua vizinha e família tenta salva-los das mãos de bandidos, porém tudo foge ao controle e ele tem que lidar com todas as conseqüências deste ato.

            Nos poucos mais de 90 minutos do longa, drama, ação, romance, suspense, tensão, introspecção, violência tomam conta de forma impressionantemente e orgânica arrebatando o espectador. Mas o trunfo maior está na força de seu protagonista e intérprete.

            Interpretado por um Ryan Gosling, que vem se destacando a cada filme, a cada interpretação, o “herói” (sem nome e calado) é imprevisível, nunca se sabe qual será a sua reação e atitude mediante uma situação ou pessoa. Pessoa econômica nas palavras são seus gestos e olhares (também econômicos[1]) que entregam o que sente naquele momento. Tendo que lidar, aparentemente, pela primeira vez, uma situação que foge ao seu controle, quanto mais passado o tempo mais imprevisíveis são seus atos. O fato de ocasionalmente constar com um palito em sua boca recorda e homenageia os pistoleiros interpretados por Clint Eastwood. [2]

Cercado ainda de outros talentosos atores, o filme conta ainda com a também atriz em ascensão Carey Mulligan (dos excelentes Educação e Não me Abandone Jamais) como sua vizinha Irene e um surpreendente e assustador Albert Brooks. [3] Ron Perlman e Bryan Cranston (da elogiadíssima série Breaking Bad) qualificam ainda mais o elenco.

O roteiro “redondo”, direto, assim como o livro no qual foi inspirado, não dá margem á aborrecimentos ou momentos desnecessários. O filme tem sua síntese em uma fantástica cena passada dentro de um elevador, pois ela consegue ao mesmo tempo ser introspecta, romântica e brutal. O Final, poético, encerra a excelência da obra.

            Se você é uma das pessoas que não havia ouvido falar sobre o filme ou se ouviu não se interessou na ocasião, ele está devidamente apresentado. Agora assista. Ele merece ser apreciado.


Cotação:


Ficha Técnica: Drive (Drive, USA, 2011). Ação, Drama. Direção: Nicolas Winding Refn. Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Alberto Brooks, Ron Pearlman e Bryan Cranston. Duração: 100 min.




           


[1] Reparem que mesmo ao sorrir ele o faz de maneira esboçada, incompleta.
[2] Ainda há o simbolismo por traz de sua jaqueta (uniforme?). Inicialmente ele começa limpa, branca e ao final do filme ela encontra-se suja de graça ou ensangüentada. Seria Desapego á vida ou o reflexo da imundice que se encontra? Tire suas próprias conslusões.
[3] Brooks é mais conhecido pelo público americano por comédias intelectualizadas.


domingo, 11 de março de 2012

Curiosidades #02 - O Oráculo de Bacon

...CINEMA
Curiosidades #02 - O oráculo de Bacon.
Por Marlon Fonseca


       Curiosidade interessante envolvendo um dos atores preferidos do blog e enviada pelo leitor e amigo do "Falando de..." Alan Oliveira. O oráculo de Bacon consiste em jogo dentro de um site da internet onde a pessoa digita um nome de um ator ou atriz e no máximo em seis passos ele ou ela serão ligados ao ator Kevin Bacon.
        Tal jogo forra criado por Brett Tjaden cientista em computação pela Universidade da Virgínia  e trata-se da aplicação cinematográfica da teoria dos seis graus de separação, um estudo científico que defende que bastam apenas seis laços de amizades para que duas pessoas estejam conectadas.

Imagem sobre a teoria dos seis graus de separação
(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_seis_graus_de_separa%C3%A7%C3%A3o)

      O jogo foi testado aqui na "redação" do blog com nomes dos mais variados como os brasileiros Wagner Moura e Juliana Paes e até mesmo com o dublador Nolan North que dubla o personagem Nathan Drake da série de Games Uncharted e todos tiveram resultado positivo.
       Essa teoria hoje, também, é incorporada aos softwares de redes sociais como orkut e facebook.


       Quem quiser participar da curiosa brincadeira basta ir ao site do jogo: http://oracleofbacon.org/cgi-bin/movielinks





sexta-feira, 9 de março de 2012

opiniões #15- John Carter: Entre dois Mundos


...CINEMA
Opiniões 15- John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter, USA , 2012)
Por Marlon Fonseca




            A adaptação do livro “A Princesa de Marte” (lançado na década de 20) de Edgar Buroughs[1] vem sendo tentada em Hollywood há muitos anos. Passando de diretor para diretor, estúdio para estúdio até finalmente cair nas “mãos” da Disney e Pixar. E elas não pouparam esforços afinal estima-se que gastaram mais de 200 milhões de dólares com a produção e marketing do filme. Para a missão convocaram um diretor “caseiro” (que já dirigiu para os estúdios Procurando Nemo e Wall-e) e que estréia, assim junto com a Pixar, em um filme live action.

            O filme, tal qual o livro, conta a história do veterano herói da guerra civil americana John Carter que inexplicavelmente é transportado para Marte e se vê envolvido na Guerra entre seres deste planeta para salvar a Princesa que dá o título do livro.

            Mesmo dotado de situações vistas exaustivamente em todo o tipo de mídia (o forasteiro em uma terra desconhecida, a princesa e seu povo precisando ser salvos, os discursos inflados antes das batalhas) John Carter consegue ter vida própria e diverte muito.

            Como produção caríssima e bem cuidada que é o filme impressiona nos aspectos estéticos. Os efeitos especiais estão magníficos seja nos variados personagens digitais ou na composição dos cenários da Marte imaginada por Buroughs e pelos roteiristas. O pecado nesse quesito é a má utilização do 3D. Chega a espantar a baixa qualidade desta tecnologia no filme tendo em vista o Cuidado da Disney e da Pixar para com o projeto bem como as conversões bem sucedidas do estúdio em filmes como Alice no País das Maravilhas e Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas.

            O casal protagonista do filme é formado por dois jovens atores que estão galgando espaço em Hollywood e “abraçaram” seus papéis com vontade. Enquanto Taylor Kitsch não compromete no papel de John Carter (embora esteja usando uma voz a lá James Franco) Lynn Collins entrega a princesa mais emblemática dos cinemas desde certa Leia Organa. Se sua exuberância já lhe dá crédito suficiente como princesa, ela vai além e consegue compor todas as facetas de sua personagem: inteligência, espírito de luta, etc.[2] O elenco de apoio ajuda a qualificar o elenco incluindo Willem Defoe, Samantha Morton e Thomas Haden Church dublando personagens digitais.

            Um aspecto louvável, e que se deve destacar, é que a produção não se escora apenas em seus efeitos especiais. O roteiro apesar de não ser nenhuma obra prima não compromete e o ritmo do filme é cadenciado, porém quase nunca aborrecido. As relações entre os personagens têm seu dado valor e atenção.

            Chega a ser corajoso nos dias de hoje repleto de filmes com seqüências aceleradas e com cortes rápidos vislumbrar uma na qual John Carter enfrenta sozinho um exército inimigo ao mesmo tempo em que recorda de esposa e filha falecidas, com uma música lenta ao fundo. Chega a ser lírico.

            Mas o aspecto principal, sem dúvidas é a união dos efeitos especiais de hoje com o tom “aventuresco” de outrora. Quase que ingênuo. Afinal de contas o filme é inspirado em um livro lançado há quase 100 anos, onde este tom era bastante comum. [3]

            Cumprindo o seu objetivo de entreter as platéias com qualidade e aventura, John Carter é um filme bastante competente. Quem embarcar no clima do filme com certeza sairá bastante satisfeito.


Cotação: 


Ficha Técnica: John Carter: Entre dois mundos (John Carter, USA, 2012). Aventura. Direção: Andrew Stanton. Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Mark Strong, Ciarán Hinds, Willem Defoe, Thomas Haden Church, Samantha Morton. Duração: 130 min.

   
Observação final: Preparem seus corações, pois antes do filme irá passar o trailer em 3D dos “Vingadores”


[1] É dele também a criação do personagem Tarzan.
[2] Curiosamente ela e Hitsch já atuaram em outros filmes juntos. Trata-se do X-men:Origins: Wolverine. Ele como o mutante Gambit e ela como a Silver Fox.
[3] Não se revoltem, portanto ao ver lagos em Marte.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dicas da Semana #07- 08/03/2012


Dicas da Semana #07 – 08/03/2012
Por Marlon Fonseca




            Lançamentos para todos os gostos nos cinemas e importantes nos games. Dicas curiosas no Netflix e algumas indicações em DVD e Blu-ray marcam o “dicas” desta semana que está caprichado e bastante variado.



Cinema:


John Carter: Projeto ambicioso e caro da Disney e primeiro live action da Pixar que demorou anos para enfim ser lançado. Baseado no livro “A Princesa de Marte” de Edgar Burroughs O filme conta a história de John Carter, que é inexplicavelmente transportado para Marte onde se vê envolvido em um conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars Tarkas e a atraente Princesa Dejah Thoris.
Obs: O “Falando de...” conferirá o filme já nesta sexta e publicará o “opiniões” sobre ele no Sábado.




12 Horas: A cada vez mais eclética (e linda) Amanda Seiyfried é uma jovem que volta para casa e descobre que sua irmã desapareceu. Ela começa a procurar a irmã, que já havia sido perseguida por um serial killer, e tenta fazer justiça com as próprias mãos. Dirigido pelo brasileiro Heitor Dhalia.


O Pacto: Ainda estamos em Março mas Nic Cage já emplaca o seu segundo filme no ano. A história se passa em Nova Orleans e acompanha um homem, desesperado por vingança depois que sua esposa foi quase morta em um crime brutal. Para isso, ele une-se com um grupo de vigilantes undergrounds.  Essa união, porém, pode custar-lhe caro demais.







Raul Seixas: O Inicio, o fim, o meio: Documentário sobre a vida e a obra de um dos mais inusitados e talentosos artistas brasileiros.

Obs: As informações de estréia são obtidas através do site da rede cinemark. Sujeito a alterações nas datas de lançamento sem aviso prévio.








DVD/Blu-ray:


O Retorno de Johnny English: Auto-explicativo. A volta do comediante Rowan Atkison (o eterno Mr. Bean) ao seu personagem alusivo á James Bond.










A Casa dos Sonhos: Filme de terror do diretor Irlandês Jim Sheridan. Apesar de sua batuta e do elenco estelar (Daneil Craig, Naomi Watts e Rachel Weisz) o filme foi fracasso de público e crítica, mas pode, enfim, encontrar o seu público no home video.







Hanna: Exercício de estilo do diretor Joe Wright ou um bom filme de suspense ou ação? Fico com os dois. Lançado ano passado nas locadoras. Vale á pena conferir.









Vício Fenético: Sob a direção do experiente cineasta alemão Werner Herzog, Nicolas Cage entrega sua ultima grande atuação neste misto de drama policial, comédia de situações e momentos nonsense.











NETFLIX:

Filmes trash: Se em seu coração de cinéfilo há espaço para filmes trash o netflix é o lugar para aquecê-lo. O Acervo do sistema tem vários deles. Intitulado com o ser e apelido da moda Troll é um dos exponenciais do gênero e de quebra ainda traz uma curiosidade: um dos personagens se chama Harry Potter e seus realizadores processaram J.K rowling pelo uso do nome numa certa saga de um certo menino bruxo. Já Killer Clown From the Outer Space, como o próprio nome já diz, mostra uma cidadezinha americana sendo atacada por palhaços assassinos do espaço sideral (!!!??).



Perigo Mortal: Chuck Norris mandou um e-mail ao “Falando de...” indicando este filme. E foi prontamente atendido. Saiba por que em: http://www.chucknorris.com.br/verdades/1.










GAMES:

Street Fighter x Tekken(PS3, XBOX 360 e futuramente PS Vita)A reunião de duas das maiores franquias de luta finalmente foi lançado. O “Falando de...” cada vez mais atualizado já conferiu o jogo e fez uma análise bem detalhada publicada no dia de seu lançamento: http://blogdofalandode.blogspot.com/2012/03/games-opinioes-04-street-fighter-x.html







Mass Effect 3:(XBOX 360, PS3, PC): Romance, sexo, aventura, intriga, relacionamentos conturbados, ação. Tudo isso e muito mais fizeram da série Mass Effect um sucesso de público e vendas. Este terceiro capítulo promete encerrar as aventuras do Capitão Sheppard. Quais serão as conseqüências de seus atos (e de seus jogadores)?








Resumo:

Perdeu alguma das “Dicas da Semana” já publicadas? Eis abaixo a lista:
  









quarta-feira, 7 de março de 2012

...SÉRIES. Opiniões #01- Episódio 2.11 - The Walking Dead.

...SÉRIES
Opiniões #01- Episódio 2.11 de The Walking Dead.
Análises de Flávio Dreux e Marlon Fonseca
Organização, Introdução e conclusão por Marlon Fosneca



Aviso! Aqui contém informações que podem estragar a surpresa de quem ainda não assistiu ao episódio!!!


Introdução:
Por Marlon Fonseca
        O objetivo principal do "Falando de..." é a participação dos amigos e leitores sempre. Ao ser abordado esta semana pelo nosso leitor e amigo Flávio Dreux com uma ideia sobra analise do 11º episódio da segunda temporada de The Walking Dead, inclusive com a sugestão de título, sugeri-lhe que ele mesmo a fizesse e compartilhasse conosco a sua opinião.
           No "Visões" sobre a série publicado na semana passada (vide link no fim de toda a postagem), fora falado que o maior atrativo é a dinâmica do grupo e a disputa pelo poder entre dois de seus membros. Coincidente e felizmente os episódios posteriores a essa publicação, a saber o 10º e o 11 focaram exatamente nisso.


Disputa de opiniões é o ponto alto da série


        Sendo assim segue abaixo a análise feita pelo leitor. Ao final desta tecerei alguns comentários.



"Hora de Separar o Joio do Trigo.
Por Flávio Dreux




Após o término do 11º episódio da 2ª temporada da série The Walking Dead (série esta que eu particularmente acho ser a melhor dos últimos 5 anos), faz-se necessário um olhar sob o estado atual em que o grupo se encontra.



Ao conseguirem abrigo na fazenda de Hershel, em virtude de Otis ter baleado Carl acidentalmente, o foco da série fica voltada para a recuperação do filho de Rick e Lori, além de também manterem o centro das atenções para o resgate de Sophia (que teve um destino brilhante dado pelo autor, uma vez que a menina esteve presa dentro do celeiro o tempo todo, mas já tendo virado uma zumbi), sem que ninguém soubesse da existência de zumbis dentro da fazenda.

Contudo, após ser descoberta o real paradeiro da menina, o foco da série volta novamente para o trio Rick, Lori e Shane, fazendo com que as histórias dos demais personagens não sejam devidamente exploradas.  O fato de Shane ser apaixonado pela Lori, além da liderança de Rick, faz com que Shane comece a ter conflito com alguns personagens, uma vez que estes não vêem Shane como um líder a ser seguido. Desta forma, Shane deixa seu lado emocional falar mais alto, sendo irracional em muitas das suas atitudes, sendo criticado por parte do grupo (Maggie, Lori, Glenn, Hershel e, especialmente, Dale).



Acredito que a trama da série não precisaria ficar sempre presa ao vínculo que envolvem estes três personagens. Sim, eles são os principais, e merecem destaque; mas isso não significa que os secundários precisem ser deixados de lado.

Acho que a morte do Dale neste 11º episódio serviu justamente para mostrar o quanto que há elementos ali poucos explorados. T-Dog, Andrea, Carol, Daryl, Glenn, pouco se sabe sobre estes personagens.  
Eu acreditava que a transformação da Sophia em zumbi pudesse fortalecer o papel da Carol e do Daryl dentro da série. Porém, os dois continuam afastados, fazendo com que algumas vezes até sejam esquecidos pelos espectadores.


O único personagem secundário que ganhou algum tipo de destaque nesta segunda temporada foi Glenn, com o envolvimento com a filha de Hershel, Maggie.  Mesmo assim, não foi algo que pudesse prender a atenção do espectador.

Talvez com o surgimento deste novo grupo (do qual o prisioneiro Randall faz parte), possa fazer com que os personagens secundários consigam maiores destaques.  Uma coisa parece ser evidente: se os personagens secundários não ganharem maiores destaques, provavelmente vão acabar morrendo para dar entrada para novos personagens, assim como aconteceu com o Dale.

              A partir do 10º episódio, fica evidente que o foco  da série parece ser a conquista definitiva da liderança. Shane já não aceita mais as ordens de Rick e articula junto com Andrea uma forma de afastá-lo dos demais membros. Não é de hoje que Shane busca uma forma de derrubar Rick. Prova disso é que na 1ª temporada Shane quase aproveitou uma oportunidade que teve para atirar em Rick, coisa que não o fez somente por que Dale presenciou a cena, fazendo com que Shane desistisse de atirar. Vendo o aumento do prestígio de Rick com os demais membros, principalmente com Hershel, Shane acredita que a melhor forma de conseguir impor seu método é afastando Rick e Hershel de uma vez por todas.

A disputa pela liderança se acentua a cada episódio


Uma coisa é certa: o “grupo” já não existe mais! Dale estava correto ao criticar neste 11º episódio a imposição da lei de que sobrevive quem é o mais forte. Dale peca em achar que o mundo pode voltar a ser como era antes, coisa que parece ser impossível no atual estágio em que se encontram. Mas Dale acredita que eles não devem perder o sentimento de compaixão com o ser humano, o que diferencia em relação aos outros animais.  Mas Shane também tem razão ao dizer que manter o sentimento de humanidade no estado que o mundo se encontra é arriscado, principalmente no que concerne a manter preso no grupo um indivíduo que já atentou diretamente contra a vida de Rick, Glenn e Hershel.

            Cabe agora ao Rick saber o que vai fazer: manterá o pouco de civilidade e compaixão que ainda sente pelo ser humano, ou agirá friamente pensando sempre em prol da sobrevivência do grupo?

            Chegou a hora de decidir se a esperança num futuro melhor ainda existe, ou se chegou o momento onde o único instinto que eles devem preservar é o da sobrevivência."




Comentários finais e Conclusão:
Por Marlon Fonseca

A Relação do Grupo em Walking Dead é um "barril de pólvoras" e este episódio dá um passo á frente para a relação ficar ainda mais conturbada. Cada situação é motivo para tensão e disputa pela liderança entre Rick e Shane. Uma coisa já é certa: não vai terminar bem. Não tem jeito.
O Episódio foi extremamente interessante ao mostrar todos os personagens debatendo acerca do destino do jovem intruso. Ambos os argumentos tem fundamentos fortes. Se de um lado deveria se sacrificar o rapaz para manter a falsa sensação de "segurança" do grupo no outro havia a preocupação de, ao fazê-lo, caminhar-se ainda mais para a perda de humanidade. Faltou á Dale, defensor árduo da segunda opinião, destacar que esse "Tribunal" formado abriria um sério precedente que, no futuro, poderia voltar-se contra membros do próprio grupo.
Por falar em perda de humanidade está sendo assustadora (e, diga-se lá, irritante) a mudança de personalidade de Carl que parece estar mais tendendo ás opiniões de Shane do que de seu próprio pai. Porém, o seu arrependimento ao observar as consequências de um dos seus atos podem ser a sua salvação no futuro.

As consequências deste ato impensado e imaturo afetaram o destino do grupo
Por fim, a morte de um dos personagens que sempre apelava ao lado humano do grupo pode desequilibrar ainda mais a balança para o lado mais racional e prático. Porém, o possível arrependimento de Carl e a volta ao lado emocional de Andrea podem equilibrar tudo de novo. Ou não.








 Quer ler uma visão geral sobre a série feita aqui no blog? Acesse :http://blogdofalandode.blogspot.com/2012/02/series-de-tv-visoes-01-walking-dead.html

terça-feira, 6 de março de 2012

...GAMES. Opiniões #04- Street Fighter x Tekken


...GAMES
Opiniões #04 – Street Fighter x Tekken
Por Marlon Fonseca





            O embate entre lutadores de duas das maiores séries de luta da história dos games enfim chegou.Produzido pelo simpático Yoshi Ono[1] que trouxe de volta a série Street Fighter nesta geração com o consagrado Street Fighter 4 e suas edições, Street Fighter X Tekken estava sendo esperado por vários fãs de todo o mundo.

 Esta na verdade será a primeira reunião das franquias. Enquanto este Street fighter x Tekken é focado mais nos gráficos e jogabilidade 2D da série da Capcom, está sendo produzido e será lançado em breve Tekken x Street fighter, que utilizará os gráficos e jogabilidades 3D da série da Nanco.






Usando a Engine de Street Fighter 4 e Marvel vs. capcom 3, os gráficos, assim como nestes jogos, seguem a linha de animação e estão belíssimos com personagens grandes e detalhados, animações e movimentações caprichadas e a expressão dos rostos bem marcantes e estilizadas. Já os cenários estão variados e detalhados (um dos destaques é o inspirado no filme Jurasick Park - impressionante a quantidade de detalhes e elementos se mexendo na tela).

A Jogabilidade é a já velha conhecida dos jogos de luta da Capcom.. O jogo é atrativo para qualquer jogador seja o iniciante que só quer se divertir ou aos mais hardocres que pretendem dominar todas as técnicas e lutadores. O ritmo é mais cadenciado, ao estilo de Street Fighter do que nas batalhas alucinadas da série Marvel Vs. Capcom. Herdados da série Tekken estão o tag system e os "agarrões" manuais. Personagens podem ser trocados no meio de um combo, fazendo com que tais combinações sejam bastante variadas. Uma observação importante a ser feita é, que apesar de tratar-se de lutas em duplas (tag team), quando a barra de energia de um jogador acaba termina o round, fazendo com que as trocas entre lutadores seja constante para que isso não ocorra.



O jogo porém, ainda apresenta novidades importantes. A mais destacada é a utilização de gems. Elas adicionam vários boosts ao seu lutador seja defensiva ou ofensivamente e só podem ser utilizados caso se alcance certos parâmetros em uma luta como, por exemplo, atacar ou bloquear 5 vezes em um round. Barras de poder. Há também o Pandora mode que funciona da seguinte formase algum dos personagens da sua dupla estiver com apenas 25% de energia para terminar ele poderá "sacrificar-se" e o lutador restante ficará por um tempo mais forte e poderoso. Para isso deve-se pressionar o direcional para baixo duas vezes mais os botões de soco e chute médio. Este modo serve para tentar reverter uma luta quase perdida, porém se o gamer não conseguir derrotar o adversário neste espeço de tempo ele perderá a luta imediatamente conforme veremos abaixo:



A Barra de poder ao canto da tela é única, contendo três blocos, mas pode ser utilizada das mais variadas formas: com um bloco pode-se realizar os quick combos pressionando os botões L3 ou R3 que, conforme o nome já diz, permite uma sucessão automática de combos (pdoem ser personalizados no menu customise), com dois blocos completos pode-se executar o Super Art golpe epecial que varia de personagem parta personagem. Com a barra completa executa-se o Super Cross com direito á um super combo ou um fortíssimo golpe especial e uma animação espetacular em close tal qual o Super Combo Finishes de Street Fighter 4.

Os modos ArcadeTrials (contendo Challenges e Missions), Endlesse Batlles e Online estão presentes no game. No Online temos as já comuns customizações e cards dos jogadores e as Fight requests inauguradas em SF 4. Há também a opção de salvamento e visualização de replays. Ainda houve a inclusão da possibilidade de treinamento online e o Endless Match Battles onde o jogador enfrentará sucessivas partidas não ranqueadas onde o Spectator Mode retorna dando ainda mais o saudoso "ar de disputa nos fliperamas" . Por fim, o Scramble Battle permite partidas online de até 4 jogadores simultâneos tal qual no modo versus. Nas partidas testadas, foi percebido um certo lag e inconstância (inclusive contra brasileiros), prejudicando, inclusive o som e os efeitos sonoros, o que atrapalha o desenrolar das lutas, o que deve ser corrigido imediatamente para não estragar a diversão.


Os modos Arcade, Versus, Trial (Challenges e Missiondispensam apresentações para quem já conhece os jogos de luta da Capcom mas o diferencial é que desta vez no Versus podem jogar até 4 lutadores simultaneamente. Já o Mission Mode consiste em lutar contra os oponentes sobre certas circunstâncias tais como, por exemplo,  vencer usando apenas golpes normais. Os Challenges estão de volta para desafiar os mais intrépidos jogadores. Por fim no Arcade Mode temos a história do jogo onde um meteoro contendo a caixa de Pandora cai na terra e todos os lutadores enfrentam-se pelo seu poder. Podem jogar até dois jogadores simultâneos nesta modalidade.




Presentes no embates estão os seguintes lutadores:
Street Fighter: Ryu, Ken, Chun-Li, Guile, Abel, Cammy, Sagat, Dhalsim, Poison, Hugo, Ibuki, Rolento, Zangief, Balrog, Vega, Juri, M. Bison e Akuma.

Tekken: Kazuya, Nina, King, Marduk, Bob, Julia, Hwoarang, Steve, Yoshimitsu, Raven, Kuma, Heinachi, Lili, Asuka, Law, Paul, Jin e Ogre.

E exclusivos para o PS3 e o Vita: Cole Mcgrath (da franquia Infamous), Toro, Kuro, Mega-man e Pac- Man.
Obs: A Versão do Vita ainda não foi lançada e contará com 12 novos lutadores incluindo o nosso compatriota Blanka.


           A espera da união destas duas franquias enfim chega ao fim com um jogo repleto de modalidades e opções. Unindo características de ambas as séries e adicionando novas opções, trata-se de mais um excelente jogo de luta a ser lançado nesta geração de consoles. O modo online vai manter os jogadores fiéis por muito tempo e os trials "entreterão" os jogadores mais hardcore, pelo menos, até o lançamento de Tekken x Streer Fighter.


Cotação:

Ficha técnica: Street Fighter X Tekken. Luta. Plataformas: PS3 , XBOX 360 e futuramente PS Vita. Produtora: Capcom e Nanco Data de Lançamento: 06 de Março de 2012. Versões testadas: Playstation 3 (Normal Sulamerciana e Special Editon Americana)




Versões Testadas:


Regular Sulamericana:


       Para os entusiastas em regionalização a versão sulamericana que será comercializada no Brasil vem com capa, manual em português mas infelizmente não contém menus e legendas com a nossa língua.







Edição Especial:

            A “Special Edition” vendida nos EUA por apenas dez dólares a mais do que a comum e contém:
 - Uma cópia do jogo.
 - Uma miniatura de cabine de arcade.
 -Uma prequel da história do jogo em Quadrinhos
 -Um livro com a arte do jogo
 - 36 Gems Power-ups







[1] O autor teve o prazer de conhecê-lo e “trocar uma idéia” com ele na Brasil Game Show do ano passado.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cenas de Cinema # 10 - As aparições de Hitchcock


Cenas de Cinema # 10 – As aparições de Hitchcock
Por Marlon Fonseca


            Conhecido como “mestre do suspense” e um dos maiores diretores da história do cinema, Alfred Hitchcock, com seus filmes recheados de intrigas, mistérios e tensão dominou o imaginário (e ainda domina) das platéias do mundo inteiro.

            Além do esmero técnico e narrativo o diretor era conhecido pelas “pontas” (cameo appearences em inglês) em seus filmes. Acha-lo em determinada cena tornou-se uma experiência a mais para apreciadores e espectadores de seus filmes.

            Abaixo um “medley” com muitas de suas aparições:




sábado, 3 de março de 2012

Opiniões #14 - Anjos da Noite o Despertar


...CINEMA
Opiniões #14 – Anjos da Noite: O Despertar (Underworld Awakening, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca



            Em 2003 fora lançado o primeiro filme da agora franquia Anjos da Noite. A trama que mostrava batalha entre clãs de vampiros e lobisomens com visual escuro e cenas de ação e vestuário a lá Matrix agradou parcela do público, tornando-se relativo sucesso e agora chega ao seu quarto filme.

            Nesta nova incursão da série acompanhamos a protagonista Selene (Kate Beckinsale ausente apenas no terceiro filme que era um prequel) que após ser mantida em estado de coma por quinze anos, acorda e descobre que possui uma filha, híbrida de vampiro e lobisomem. Sendo assim, parte em busca dela e de respostas enfrentando inclusive uma empresa que possui o objetivo de criar uma raça de super lobisomens para assim exterminar os vampiros ainda existentes.
           
            Começando com uma recapitulação dos três últimos filmes para depois nos apresentar á nova situação da história: em um futuro não muito distante, será descoberta a existência dos lobisomens e vampiros pelos humanos que passam a caçá-los violentamente. Assim, logo em seu início o filme já dá o tom de como será: mais violento e acelerado. Resta pouquíssimo tempo para sutilezas e o que importa mesmo são as bem feitas e cruas cenas de ação.

            O roteiro está longe de ser um primor. Diálogos básicos e situações absurdas tomam conta de todo o filme.[1] A mistura de elementos de terror com ação da série agora ganha ares de ficção científica com a inclusão da empresa vilã da trama, e assim como seu co-irmão Resident Evil[2] deve ser encarado como um passatempo razoável e só, quase como um guilty pleasure[3].

            A fotografia azul escura marca da série está volta e o uso do 3D apesar de não apresentar nenhuma novidade é bem realizado. A profundidade é bem utilizada principalmente na seqüência onde vemos Selene congelada. A contraposição entre ela e o gelo ficou muito boa. Do resto sangues, armas, balas, cacos de vidros e fumaça “saem da tela” e/ou compõem o ambiente e de certa forma aumentam a diversão em assisti-lo.[4]

            Kate Beckinsale está cada vez mais á vontade (e linda) como heroína de ação[5], sendo que a sua Selene está cada vez mais mortal e habilidosa e ela consegue passar muito bem isso. A atriz que faz sua filha é bem “canastrinha”, assim como seu novo aliado vampiro.

            Assim, o filme cumpre a sua proposta de ser apenas um filme para entreter o espectador na sua curta duração de menos de 90 minutos. Não espere nada mais inspirado que isso e você pode até se divertir.

Cotação: 


Ficha Técnica: Anjos da Noite: O Despertar (Underworld Awakening, USA, 2012). Ação. Direção: Måns Mårlind, Björn Stein. Elenco: Kate Beckinsale, Charles Dance, Michael Ealy, India Eisley, Stephen Rea, Sandrine Holt, Kris Holden-Ried. Duração: 89 min.


[1] O fato da roupa de Selene estar na sala de Criogenia onde se encontrava há mais de uma década é de uma “facilidade” absurda. Isso sem contar personagens que inicialmente aparentam ter alguma relevância na trama e somem sem qualquer explicação.
[2] O site IGN faz uma comparação bacana entre as franquias e quem entende de inglês vale a pena dar uma conferida na matéria : http://movies.ign.com/articles/121/1216477p1.html
[3] Termo dado aos filmes que apesar de reconhecidamente defeituosos, agradam. Eles serão em breve objeto de uma matéria aqui no blog. Comecem a fazer uma listinha do de vocês para debatermos.
[4] O Autor mesmo habituado com os filmes em 3D e seus efeitos levou um susto, assim como um casal sentado ao seu lado, em uma seqüência onde cacos de vidro saem da tela em direção ao espectador.
[5] Ela será vista ainda este ano na refilmagem de O Vingador do Futuro que será dirigido pelo seu marido Len Wiseman – diretor dos dois primeiros Anjos da Noite e atuando como produtor e escritor dos demais.