segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

...CINEMA. Opiniões #89 - Como não perder essa mulher

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Opiniões # 89 – Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

            Gozando de boa reputação e credibilidade ante os bons trabalhos que vêm desempenhando, Joseph Gordon-Levitt estreia como roteirista e diretos nesse Como Não Perder Essa Mulher (em mais uma daquelas adaptações de título pelas distribuidoras brasileiras equivocadas).

            Na trama, Levitt é Jon, uma espécie de “Don Juan” moderno que vive uma vida fútil e sem muitas expectativas até que conhece Barbara (Scarlett Johansson, se divertindo e usando e abusando de seu momento musa) e tenta, pela primeira vez, manter um relacionamento sério com uma mulher. Mas o problema é seu vício incontrolável por pornografias.

            À primeira vista o filme vai incomodar o público feminino mais pudico em razão de uma ou outra grosseria e do tratamento dado às mulheres. Mas ao longo da projeção essa sensação diminui consideravelmente e percebe-se que esses fatos são importantes à trama.

Don Juan regenerado?

            O roteiro apesar de simples tem uma sacada interessante que é apresentar o desenvolvimento e evolução do personagem, de forma cíclica. Através dos pontos que ele próprio no início do filme destaca como importante para a sua vida (academia, família, carro, igreja, amigos, mulheres e pornografia), observamos como as suas decisões afetam tais situações, seu humor e relacionamentos.

            O filme rende momentos e diálogos divertidos, mas vai, infelizmente, perdendo força no final quando, justamente, vai ganhando um tom mais sério e descobrimos o caminho da evolução de Jon.
Tal pai tal filho: Tony Danza rouba as cenas como o pai de Jon.

            Além de Levitt e Johansson temos Julianne Moore como uma personagem importante e que também vai crescendo ao longo do fime e Tony Danza roubando a cena como o pai do protagonista.

            Em seu primeiro trabalho como diretor e escritor Joseph Gordon-Levitt apresenta um bom filme com um tema e pegadas curiosas. Cercado de um bom elenco o filme é digerido sem sobressaltos, ainda que seja prontamente esquecível.

Cotação: 7,0


Ficha Técnica: Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, USA, 2013). Comédia. Direção: Joseph Gordon-Levitt. Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore, Tony Danza, Brie Larson. Duração: 90 min.


sábado, 7 de dezembro de 2013

...CINEMA. Opiniões # 88 - Carrie, a estranha (2013)

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Opiniões #88 – Carrie, a estranha (USA, 2013).
Por Marlon Fonseca

            Contando com um bom elenco e uma campanha de marketing bacana (vide informativo abaixo), essa refilmagem do clássico de1976, dirigido por Brian de Palma e adaptação de uma das primeiras obras de Stephen King, retoma a trama da menina subjugada socialmente que descobre ser detentora de poderes telecinéticos.

            Sufocada por uma mãe fanática religiosa e violenta (a sempre competente Julianne Moore) e esnobada pelas colegas de classe, Carrie, ao menstruar pela primeira vez, desenvolve poderes paranormais, fato este que desencadeará um caos em sua vida e nas pessoas que a cercam. Na verdade, tanto o livro quanto suas adaptações cinematográficas, possuem como subtrama a emancipação da mulher na sociedade e a busca de espaço no mundo.

            Quem conhece a obra sabe que seu forte está no clímax, quando Carrie explode com toda a sua raiva reprimida. E nessa versão ele continua importante e apresenta-se bastante violento mas, em alguns momentos, exagerado. Porém, antes de chegar a ele a condução da trama é simples, sendo o único destaque as tensas cenas de embate moral entre mãe e filha.

            A escolha de Chloe Grace Moretz causou desconfiança por parte do público e dos fãs do original, mas sem fundamento. De talento já reconhecido e acostumada a papeis fortes como a hit-girl da franquia Kick-ass e a vampira de Deixe-me entrar ela soube tirar de letra as alternâncias de tristeza e raiva da personagem. A atriz, diga-se de passagem e fã confessa da obra original.
Carrie: tragédia e violência

            Carrie, é uma personagem trágica, vítima de uma sociedade cruel e de uma criação opressora por parte de sua mãe. É uma das personagens mais dramáticas dentre os filmes e livros de terror. Sente-se pena da protagonista do início ao fim da projeção.

            O roteiro falha em não desenvolver os personagens secundários e suas motivações e o mais grave: em aprofundar melhor a “virada” da personalidade de Carrie. Tudo acaba ficando muito superficial, prejudicando bastante o resultado do longa.

            Sendo assim, Carrie, a estranha é um filme com boas performances de sua dupla central e continua trazendo um clímax arrebatador, mas que se enfraquece ante a superficialidade do roteiro e da construção da trama até seu momento chave.

                   Cotação: 7,0

            Ficha Técnica: Carrie, a esranha ( Carrie, USA, 2013). Terror. Direção: Kimberly Pierce. Elenco: Chloe Grace Moretz, Julianne Moore, Gabriella Wilde, Judy Greer. Duração: 100 min.





A assustadora campanha de marketing
Um dos grandes destaque do filme foram as inventivas campanhas publicitárias que ele recebeu. Em um deles, a equipe montou uma pegadinha que deixou pessoas incautas apavoradas, conforme o vídeo abaixo:



            Alguns cinemas receberam um pôster que fazia os cabelos dos espectadores levantarem ao se aproximarem dele.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

...CINEMA. Opiniões # 87- Blue Jasmine

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Opiniões #87  - Blue Jasmine (USA, 2013)

Por Marlon Fonseca


            Mantendo a tradição em escrever papeis femininos memoráveis, Woody Allen traz em seu novo filme Cate Blanchett no papel de Jasmine, uma ex-socialite de Nova York que após um colapso em decorrência da falência da família, ante a descoberta de golpes de seu marido, tem que ir morar com a irmã em um bairro humilde em São Francisco.

            Trata-se de um trabalho onde o humor é mais sútil, muito menos escrachado e/ou fantasioso que o diretor costuma utilizar. O filme tem tons mais dramáticos e até melancólicos.

            Há, também, na montagem e roteiro, uma utilização incomum nos longas de Allen, que é a alternância entre passado e futuro, construindo, assim toda a história da protagonista aos poucos.

.           Uma das personagens mais interessantes criadas pelo diretor nos últimos anos, Jasmine, na verdade, é uma mulher que tanto no presente como no passado, reluta em aceitar a realidade, nunca a confrontando de perto.

Jasmine e Ginbger: duas formas diferentes de encarar a vida

            Do outro ponto da história sua irmã Ginger (Sally Hawkins) sente-se feliz com a sua vida simples que, o que leva Jasmine erroneamente a encarar como “conformismo”.

            Cate Blanchett e Sally Hawkings sem dúvidas são o forte do filme com suas atuações e com certeza estarão cotadas para as premiações vindouras.

             O aspecto negativo mais forte do filme é o seu ritmo bastante irregular.

            Ancorado principalmente na brilhante personagem que criou e na excelência do desempenho de sua atriz principal, Blue Jasmine é um bom trabalho ainda que, como filme em geral, não alcance a maestria das melhores obras do diretor.

Cotação: 7,5


Ficha Técnica: Blue Jasmine (USA, 2013). Direção: Woody Allen. Elenco: Cate Blanchett, Sally Hawkings, Alec Baldwin, Andrew Dice Caly. Duração 98 min.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

...CINEMA. Opiniões # 86 - O Ataque



Por Marlon Fonseca

            Conforme falado em outras ocasiões aqui no blog, ocasionalmente em Hollywood são lançados dois filmes no mesmo ano sob o mesmo tema. Nesse ano o “fenômeno” aconteceu com dois filmes de ação no estilo “Duro de Matar” cuja temática é ataque terrorista à casa branca. O primeiro lançado foi Invasão à Casa Branca[1] e agora temos esse O Ataque.

            Na trama, um jovem policial do capitólio (Channing Tatum) leva a sua filha (Joey King) para um tour na Casa Branca e acaba envolvido em um violento ataque terrorista no local. Agora, ele precisa tanto salvar sua filha como o Presidente dos Estados Unidos (Jamie Foxx).

            Dirigido pelo especialista em “filmes catástrofe” Roland Emmerich (de Godzilla, 2012, O dia depois do Amanhã e Independence Day, que, inclusive, sofre uma homenagem), trata-se de um filme de ação com alguns momentos que beiram o absurdo e exagera na patriotada em situações constrangedoras.
Presidente em perigo em filme ao estilo "Duro de Matar".

            Mas o pior problema do filme, mesmo com o ótimo elenco e sendo tecnicamente bem executado e movimentado, é que ele não empolga. Ao final da projeção não ficará nenhuma cena na memória e digna de nota.

            Por fim, o roteiro tenta estabelecer situações ou uma ou outra reviravolta que além de óbvias sofrem de má resolução.

            Assim, temos um passatempo razoável e descartável e não mais que isso.
           
Cotação: 6,0
Ficha técnica: O Ataque (White House Down, USA, 2013). Ação. Direção: Roland Emmerich. Elenco: Channing Tatum, Jamie Foxx, James Woods, Maggie Gyllenhaal, Richard Jenkins,  Joey King. Duração: 131 min.
           
           
           

sábado, 24 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões #85 - Sem dor, sem ganho

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Opiniões #85 – Sem dor, Sem ganho (Pain e Gain, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca
 
            Acostumado a fazer produções caríssimas e repletas de explosões – e ser duramente criticado por isso – o diretor Michael Bay viu na história verídica de um grupo de “marombeiros” que se voltaram para o cirme. a chance de fazer um filme “menor” e em tom assumidamente cômico.

            Em Sem dor, sem ganho, título em alusão a uma frase bastante conhecida no meio das academias, acompanhamos essa história onde três fisiculturistas arquitetam e executam um plano de extorsão que sai completamente errado.

            Puxando muito mais para a comédia do que para a ação, o filme peca por idiotizar demais os personagens tornando-os meras caricaturas. Mesmo que consiga fazer graça em alguns poucos momentos, trata-se de um filme muito bobo.

            Os melhores momentos são os inspirados no universo das academias que estourou na década de 90 (época onde se passa a trama), principalmente os pensamentos em off do personagem de Mark Whalberg.

Anthonie Mackie tem o personagem mais simpático e que também rende algumas boas situações. Ver “The rock” atrapalhado como nunca também vale. Mas no fundo nenhum personagem consegue passar qualquer noção de carisma.
Criminosos e atrapalkhados

            Bay tentou aqui trazer uma fábula distorcida sobre realizações e a busca do “sonho americano”. Por falar nisso sua conhecida patriotada sai mais do tom do que de costume com frases grosseiras definindo uma ou outra atitude como sendo ou não “americana”.

            Dotado de uma inegável habilidade técnica, o diretor as utiliza no filme alguns joguetes de Câmera apenas para exercício de estilo empregando-os em momentos desnecessários.

            Assim como a busca por realizações de seus protagonistas, Bay não alcança grandes sucessos com Sem dor, sem ganho. Em alguns momentos até parece ter alcançado mas o resultado não é satisfatório.
                       

Cotação: 5


Ficha Técnica: Sem dor, Sem ganho (Pain e Gain, USA, 2013). Comédia. Policial. Direção: Michael Bay. Elenco: Mark Whalberg, Dwayne “The Rock” Johnson, Anthony Mackie, Tony shaloub, Ed Harris. Duração 129 min.


domingo, 18 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 84 - Indie Game - The Movie

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Opiniões # 84 – Indie Game – The Movie (USA, 2012)

Por Marlon Fonseca

            Com a popularidade de jogos em smartphones e a distribuição digital por redes como PSN (Família Playstation), Live (Família Xbox) e Steam (Computadores), os criadores independentes nunca tiveram tanto espaço para a criação e publicação de suas obras. E até uma contraposição em um mercado que vem recebendo críticas em relações a pouca criatividade e excesso de continuidade de franquias em seus jogos mais populares.

            Disponível aqui no Brasil por meio do sistema Netflix, Indie Game-The Movie, mostra os bastidores da produção de jogos independentes e da vida de alguns de seus criadores em busca do término se seus jogos e aceitação no mercado.

            O filme foca basicamente a criação e criadores de três jogos em três momentos diferentes: o já lançado Braid, um dos sinônimos de sucesso no segmento, a metade do desenvolvimento para o final de Super Meat Boy e a luta do criador de Fez para termina-lo.[1]

            O documentário serve tanto para o público gamer como para qualquer outro tipo de espectador. Para os entusiastas em jogos, é interessante acompanhar e conhecer um lado um pouco mais romântico da indústria, onde somente uma ou duas pessoas passa pelo desenvolvimento de um jogo todo.
O árduo e solitário trabalho

            Enquanto os jogos publicados e desenvolvidos pelas produtoras gigantes envolvem milhares de funcionários, os jogos independentes são frutos da imaginação e trabalho única e exclusivamente de seus criadores.

            Para o espectador médio que não se interessa muito por jogos eletrônicos, serve como uma história de luta por um ideal e todos os percalços enfrentados por um objetivo.

            Ao mesmo tempo em que os espectadores se comovem com as histórias pessoais desses programadores, sentem ao lado deles os problemas enfrentados no caminho, como o aperto financeiro, a pressão dos prazos e a incerteza de seu sucesso.
O criador de Braid confessa ter sofrido de depressão após
o lançamento do game.

            É curioso e até alarmante notar, que todos em algum momento do processo sofrem de depressão em razão dos problemas enfrentados e se sentem inseguros a todo o tempo, algo normal em qualquer pessoa que abraça um empreendimento.

            Em seus aspectos técnicos, o filme apresenta-se como um documentário padrão sem nenhuma invencionice ou trucagem desnecessária, focando nos seus personagens e conseguindo de forma bastante competente apresentar seus dramas.

            Ainda consegue, também, passar uma geral no mercado de games, até mesmo na relação complicada que os desenvolvedores têm com os gamers pela internet.

            Enfim, Indie Game- the movie é uma visão sincera sobre pessoas que sacrificam suas vidas pela busca de um sonho e que mostra de forma simples e competente seu cotidiano e boa parte do mercado em questão. Vale a conferida.

Cotação: 8,5

Ficha Técnica: Indie Game – The Movie (USA, 2012). Documentário. Direção: Lisanne Pajot, James Swirsky. Elenco: Jonathan Blow, Phil Fish, Edmund Mcmillen, Tommy Refenes. Duração: 100 min.




[1] Este último foi lançado após o documentário e alcançou grande sucesso.

sábado, 10 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 83 - Círculo de Fogo

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Opiniões # 83 – Círculo de Fogo (Pacific Rim, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

            O Fascínio do diretor e produtor Guillermo Del Toro por monstros é nítido. Basta percorrer sua interessante filmografia e atestar tal fato. Mas é com Círculo de Fogo que ele presta sua apaixonada homenagem ao seu gênero preferido.

            Inspirado nos filmes de monstros como os de Godzilla, nos seriados japoneses, os tokusatsus, tipo Jaspion, Changeman e demais, além de animes//mangãs como Evangellion, Robotech[1], Gundam, o filme transporta as batalhas entre robes gigantes e criaturas abissais para as telas com tudo que a tecnologia atual tem a oferecer.

E engana-se quem tenta compara-lo com os filmes de Transformers, que, infelizmente, tornaram-se sinônimo de barulheira e destruição desenfreada e descerebrada em razão do seu diretor e a duvidosa qualidade do segundo e terceiro filmes.

            Na trama, ambientada em um futuro não tão distante, a Terra passa a ser assolada por ataques dos Kajui (“monstros” ou “fera estranha” em Japonês), criaturas surgindo do oceano e para combatê-los são criados os Jaegers (“caçadores” em alemão). Após anos de combates os ataques passam a ser mais intensos e o programa e a humanidade estão ameaçados. É chegada, a hora, portanto de uma última iniciativa. E dois pilotos, um ex-combatente desacredito (Charlie Hunnam, competente) e uma jovem e novata cadete (Rinko Kikuchi, excelente) são a esperança.
Para controlar os Jaegers são necessários dois pilotos em uma conexão neural

            Tanto a história como o roteiro são executados de forma bastante simples. A maior inventividade é a forma como os Jaegers são controlados. São necessários dois pilotos conectados psiquicamente para fazê-los funcionar.

            Tal fato seria o catalisador no roteiro paras as situações dramáticas do filme, mas elas pouco ocorrem. Mesmo sendo um filme feito de alma e coração pelo seu diretor e nitidamente “abraçado” pelo competente e dedicado elenco, o aspecto emocional é o que há de mais fraco no filme. Todas as relações entre os personagens são rápida e superficialmente estabelecidas.[2]
O Visual é deslumbrante

            Outrossim, a dupla de cientistas (interpretados por Charlie Day e Burn gorman) ás voltas com um experimento que pode mudar o rumo da batalha e sua aventura no submundo comandado por um traficante estilo cafetão americano (interpretador pelo figuraça Ron Pearlman, o Hellboy dos dois ótimos filmes do personagem dirigidos por Del Toro), não conseguem atingir a comicidade esperada.

            Mesmo esses aspectos não tiram a espetacularidade do filme. As (muitas) batalhas entres Kajui e Jaegers são empolgantes e extremamente bem executadas. É até curioso identificar na “coreografia” de suas lutas golpes já vistos em Ultraman e etc.

            Outro aspecto interessante a ser destacado é o cuidado da produção em mostrar o impacto cultural e físico de anos de batalhas nas cidades atingidas. Ao contrário de filmes recentes como Os Vingadores, Homem de Aço, e Transformers, as destruições são “sentidas” e passam a incorporar os cenários resultando em um belíssimo trabalho de direção de arte.
O Estrago dos terríveis Kajui é sentido no ambiente e na sociedade

            Aliás, é no aspecto visual que o filme se sobressai. Os efeitos especiais estão impecáveis e o design dos mechs e dos monstros muito bacanas.

            A fotografia alternando entre o azul e o cinza, a constate e forte chuva caindo servem para ambientar o espectador no aspecto apocalíptico e oprimido em que o mundo se encontra.[3]
            Inicialmente avesso em converter o filme para o 3D, o diretor acabou cedendo á pressão do estúdio e o filme acabou sofrendo uma conversão para o formato muito bem feita, agregando ainda mais qualidade ao seu visual. Círculo de Fogo, inclusive, é para ser assistido na maior e melhor tela e sons possíveis.
Os confrontos são fantásticos

            Em contraposição, e não se garantindo apenas nos efeitos, Del toro e sua equipe entregaram cenários reais gigantescos e bem trabalhados, como, por exemplo, as “cabines dos pilotos” dos Jaegers.

            Empolgante, apaixonado e bem executado Círculo de Fogo é uma homenagem sincera e um entretenimento de primeira. A sua simplicidade e superficialidade na história e personagens não prejudicam em todo o seu ótimo resultado final.

Nota: Há uma cena após os belíssimos créditos finais.

Cotação: 9,0

Ficha Técnica: Círculo de Fogo (Pacific Rim, USA, 2013). Aventura. Ficção Científica. Direção: Guillermo Del Toro. Elenco: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Burn Gorman, Ron Pearlman. Duração: 131 min.




[1] Que ganhará um filme em breve protagonizado e produzido por Leonardo dicaprio
[2] Há até uma rivalidade entre pilotos ao estilo Top Gun
[3] Reparem que o céu só fica claro na sequência final do filme.

domingo, 4 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 82 - RED 2 - Aposentados e ainda mais perigosos

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Opiniões # 82 – RED 2 – Aposentados e ainda mais perigosos (RED 2, USA, 2013).

Por Marlon Fonseca

            Lançado em 2010, o primeiro RED, adaptação de uma minissérie em quadrinhos criada por Warren Ellis e Cully Hammer, fez relativo sucesso de público e crítica ao trazer um elenco interessante composto por veteranos em situações de ação e comédias. Afinal, quem não se lembra da emblemática cena em que a grande dama Helen Mirren portava uma imponente metralhadora?

            Nessa continuação, todo o elenco do anterior retorna e ainda conta com as adições de Anthony Hopkins e Catherine Zeta Jones. Dessa vez, Frank Moses (Bruce Willis), Marvin (John Malkovich) e Sarah (Mary-Louise Parker) são envolvidos em uma operação para rastrear um dispositivo nuclear portátil.

            Assim como no primeiro, o elenco é o principal atrativo. Além de conter nomes importantes, tarimbados, premiados e conhecidos do cinema, é nítido que todos estão se divertindo muito fazendo o filme. Impossível não se deliciar com as sandices de Marvin, o ponto alto nesse quesito. As trapalhadas de Sarah também rendem bons momentos.

O trio central. Filme funciona mais na comédia

Já a ação vem ainda mais exagerada e apesar de apresentar cenas bem feitas, não empolga. Assim como a história que não consegue prender a atenção e o roteiro tem lá seus furos habituais.

Seguindo as características de seu antecessor, mas com menos brilho, RED 2 resulta em um desequilíbrio entre os gêneros que contém. Ao mesmo tempo em que consegue arrancar algumas risadas da plateia nos momentos de comédia, não consegue ser eficiente ao despertar interesse na trama e em suas cenas de ação.

Cotação: 6,5


Ficha Técnica: RED 2 – Aposentados e ainda mais perigosos (RED 2, USA, 2013). Ação. Comédia. Direção: Dean Parisot. Elenco: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren,Anthony Hopkins, Catherine Zeta Jones, Byung-Hun Lee, Brian Cox e Neal McDonough. Duração: 116 min.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 81 - Truque de Mestre

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Opiniões # 81 – Truque de Mestre (Now You See Me, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

          
             Segundo os próprios personagens de Truque de Mestre um número mágico e composto basicamente de artifícios para distrair a atenção a fim de se atingir o resultado pretendido: surpresa, admiração e aplausos.  E o filme usa dos mesmos artifícios em busca dos mesmos resultados mesmo que trapaceie para tanto.

            Na trama, quatro ilusionistas, atraídos por um estranho, se juntam para realizar apresentações pelos palcos dos Estados Unidos. Após uma delas resultar em um audacioso furto, um obstinado agente do FBI e uma novata agente da Interpol passam a persegui-los.

            Trata-se de um thriller bastante interessante, com elenco de primeira qualidade e um final daqueles que será discutido em várias rodas de amigos e fóruns de discussões internet afora.

            Seu maior trunfo é o eficiente jogo de “gato e rato” durante todo o longa e a ambientação no mundo da mágica, utilizando várias referências desse universo particular.
Quarteto suspeito.

            Louis Leterrier, diretor egresso de bons filmes de ação como Cão de Briga, Carga Explsiva 2, Fúria de Titãs, e O Incrível Hulk, traz do gênero a montagem acelerada e os cortes abruptos como um dos expedientes do filme para manter a atenção constante do espectador.

            O roteiro, porém, apresenta situações forçadas o tempo todo para atingir o final pretendido sem se importar com os furos que vai deixado no meio do caminho. As constantes reviravoltas, muitas previsíveis, acabam cansando o espectador em algumas ocasiões. E o romance é sem graça.
Mark Rufalo lidera a caçada aos ilusionistas

            Valendo-se de elenco, ambientação e alternâncias constantes de situações, Truque de Mestre tem o suficiente para manter a plateia entretida e atenta. O final surpresa é enfraquecido em razão da forçada de barra do roteiro para alcança-lo, mas mesmo assim é bacana.

            Cotação: 7,5


Ficha técnica: Truque de Mestre (Now You See Me, USA, 2013). Suspense. Thriller. Direção: Louis Leterrier. Elenco: Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woody Harrelson, Isla Fisher, Dave Franco, Mélanie Laurent, Morgan Freeman e Michael Caine. Duração: 115 min.