sábado, 23 de fevereiro de 2013

...CINEMA. Opiniões #55 - Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer


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Opiniões # 55 – Duro de Matar: Um bom dia para morrer ( A good day to die hard, USA 2013).

Por Marlon Fonseca


                Em 1988, o primeiro Duro de Matar quebrou alguns paradigmas do cinema de ação. Era a época dos filmes de “exército de um homem só”, protagonizados por heróis anabolizados, semi-inexpressivos, infalíveis, geralmente interpretados por Stallone e Scwarzenneger.

            Seu protagonista, John Mclane, era interpretado pelo, então galã do seriado de comédia romântica A Gata e o Rato, Bruce Wiliis. Com o porte físico de uma pessoa normal, Mclane ainda trazia consigo um humor sarcástico e, o mais importante, se machucava e se arrebentava durante todo o filme. Sem contar seus problemas familiares que sempre apareciam para lhe perturbar em meio á luta contra os terroristas. Era um herói humano e falível.

            Hoje uma franquia de sucesso e alternado altos e baixos, Duro de Matar: Um bom dia para morrer chega aos cinemas no momento em que os filmes de ação enfrentam sua maior crise. Gênero que representava as maiores bilheterias, hoje está padecendo com poucas produções de qualidade e sucesso. Estamos falando aqui do filme de ação descompromissado, sem a necessidade de incluir um viés dramático, aquele passatempo simples, explosivo e divertido. O cinema também precisa disso.
Em 1988 uma quebra de paradigma e um clássico do gênero
            Na trama, Mclane viaja à Rússia após descobrir o paradeiro de seu filho e se envolve em uma intricada operação enquanto tenta reatar seus laços familiares partidos.

            Não esperem um roteiro intricado. Ele é simplório. O “plano do vilão” é ridículo e mal explorado assim como a crise familiar.  O filme é extremamente corrido e praticamente vai deixar a plateia sem poder respirar. É o tal passatempo explosivo e descompromissado citado acima. Curioso, que, enquanto isso seria demérito para a maioria dos filmes atualmente, aqui é seu maior mérito.

Pai, filhe e uma missão
            Dirigido por John Moore[1], o filme apresenta cenas de ação absurdas e tecnicamente impecáveis. Moore parece ter aprendido alguns truques com Michael Bay[2] e apresenta um verdadeiro espetáculo visual em meio ao caos.

            O fato de Bruce Willis ter pavimentado a sua carreira com muitos filmes e personagens de ação pode ter esvaziado um pouco o John McClane de Duro de Matar. Mesmo assim, há tempos não se via o ator tão empolgado em um filme do gênero e ainda pode se enxergar o sarcasmo peculiar de McClane. Mesmo dividindo as cenas de ação com seu filho (o esforçado Jai Courtney) é ele que domina o filme. Fato lamentável apenas é que o personagem vem perdendo um pouco de sua essência de falibilidade a cada filme chegando perto daquele paradigma que ele mesmo começou a quebrar

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.            Mesmo assim, devemos alertar que esta quinta incursão na série é um dos seus capítulos mais fracos, se sobressaindo hoje exatamente pelo cenário desfavorável que passa os filmes de ação e o prestígio que ainda possui o nome da franquia.

            Exagerado, absurdo, munido de cenas de ação espetaculosas e tecnicamente muito bem executadas além de contrer um protagonista que se mostra ainda ativo. Duro de Matar: Um bom dia para morrer tem suas falhas mas mesmo assim diverte como todo filme bom do gênero que ele mesmo ajudou a consagrar e que agora sofre.

Cotação: 7,5 /10.00

Ficha técnica: Duro de Matar: Um bom dia para morrer (A Good Day to Die Hard, USA 2013). Ação. Direção: John Moore. Elenco: Bruce Willis, Jai Courtney, Mary Elizabeth, Winstead, Sebastian Koch. Duração: 97 min.



[1] Uma espécie de “diretor de aluguel” da fox.
[2] Diretor odiado por muitos mas que possui um inegável domínio técnico.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SONY ANUNCIA O PLAYSTATION 4


SONY ANUNCIA O PLAYSTATION 4
Em conferência realizada ontem á noite empresa anuncia o sucessor do PS3.

Por Marlon Fonseca



            Em conferência realizada ontem em Nova York, o Playstation Meting 2013, a Sony oficializou a data de lançamento de seu novo console e mostrou algumas de suas funções e jogos. O evento, que durou pouco mais de 2 horas, foi acompanhado por milhões de pessoas ao redor do mundo.

            Comandada por Andrew House, Presidente da Sony Computer Entertainment, a apresentação começou focando no novo conceito de entretenimento e imersão que o console pretende proporcionar. Após apresentar o novo controle, o Dualshock 4, e uma espécie de acessório similar ao kinect, desenvolvedores foram subindo ao palco para mostrar alguns jogos e novos motores gráficos que arrancaram aplausos entusiasmados da platéia.





            O futuro console conterá a seguinte configuração: CPU x86, com GPÙ 1,84 TFLOPS AMD RODEON e uma memória RAM de 8GB e leitor Blu-ray, em uma arquitetura similar á um computador de ponta.


Funcionalidades:

            Além de mostrar o controle do console, que terá área sensível a toque e uma espécie de sensor de movimento similar ao kinect, algumas das funcionalidades do console foram apresentadas.

            Uma melhor integração entre o PS Vita foi prometida com jogos para o console, algo como o apresentado pelo Wii U e seu gamepad. Ainda nessa linha, um aplicativo para smartphones e tablets também será lançado para aumentar a imersão, experiência de jogo e interação entre os jogadores.

Dualshock 4 virá com área sensível a toque

            Ainda no quesito de interação social, o novo controle conterá o botão “share” que permite que vídeos de jogos sejam enviados para as redes sociais direto do console. "O jogador com dificuldade em passar por uma fase poderá compartilhar e pedir ajuda dos seus amigos na hora" – exemplificou Mark Cerny, um dos engenheiros do projeto e o responsável por apresentar as funcionalidades do aparelho na demonstração.

            Foi confirmada, também, a retrocompatibilidade, ou seja, a possibilidade do aparelho de rodar os discos e jogos do Playstation 3.


Jogos:
            Passada a apresentação das funcionalidades e requisitos técnicos do aparelho, era chegada a hora de alguns jogos da linha inicial do console aparecer mostrando o inegável avanço nos gráficos e fluidez de jogo.

            O primeiro mostrado foi Killzone: Shadow Fall que impressionou a todos pela qualidade gráfica do jogo. Em seguida, Driveclub, um jogo de carros com foco em partidas multiplayer continuou comprovando o inegável salto de qualidade da futura geração.




            Outros jogos, como um novo game da franquia Infamous e Deep Down da Capcom também agradaram. Por fim, a confirmação de que o sucesso da E3 do ano passado, Watch Dogs e Diablo 3 aparecerão tanto no console como no Playstation 3 empolgou a todos.
           




E o console?

            A maior decepção e surpresa da noite foi o fato de a Sony não ter mostrado o console em si. Tanto seu visual como novas informações sobre o aparelho e seus jogos foram prometidos para a E3 desse ano.

            Também não fora informado o seu preço. Já a data de lançamento foi marcada para “as férias de 2013”, apontando provavelmente um lançamento perto do natal deste ano. A largada foi dada e novidades á partir de agora surgirão constantemente. Fiquem ligados para mais novidades.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

OS 7 PECADOS NO CINEMA - PARTE 3: IRA


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OS 7 PECADOS NO CINEMA – PARTE 3: IRA

Por Marlon Fonseca

        
    A ira é o sentimento proveniente da raiva causando descontrole na pessoa que a sente e impactando o seu redor.

      Em Um dia de Fúria de 1993, o personagem vivido por Michael Douglas, após ser demitido, se deixa dominar por tal sentimento causando o terror em sua cidade e seus moradores. O fim desse dia mostra deixa a lição que determinados caminhos que seguimos ás vezes não tem volta, principalmente os que tomamos cegos pela raiva.




              Mas ninguém conhece melhor tal sentimento do que o Dr. Bruce Banner. Afinal de contas, se ele não conseguir controlar sua raiva ele libera a sua fera interior, o Incrível Hulk. O personagem sempre foi uma alegoria á raiva reprimida e o diretor Ang Lee aproveitou o mote em sua adaptação para o personagem no ano de 2003. Mesmo irregular e não agradando aos fãs, o filme sobe tocar fundo no tema. Já no mega sucesso de 2012, Os vingadores, Dr Banner parece ter encontrado a fórmula para o seu controle.



           
           Não necessariamente nos tornamos um monstro verde ou saímos por aí aterrorizando uma cidade quando estamos com raiva, mas devemos sempre tentar controla-la para que ela não nos cegue e nos empurre para a realização de atos desagradáveis.


Próximo pecado: Gula.


Pecados anteriores:

 Inveja - http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2013/02/os-7-pecados-no-cinema-parte-1-inveja.html

Ganância - http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2013/02/os-7-pecados-no-cinema-parte-2-ganancia.html

domingo, 10 de fevereiro de 2013

...CINEMA. Opiniões #54 - Meu namorado é um zumbi


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Opiniões #53 – Meu namorado é um zumbi (Warm Bodies, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca



            Filme que traz dois gêneros bastante em voga nas mídias de entretenimento, o apocalipse zumbi e romance entre um jovem casal com pano de fundo sobrenatural. E felizmente os une de forma leve e satisfatória.

            Adaptação do romance Sangue Quente de Isaac Marion, (sim, mais uma vez os distribuidores resolveram inventar e lançar um título “espertinho”), acompanhamos o jovem zumbi “R” (Nicholas Hoult, o jovem fera em X-men Primeira classe), mais desenvolvido e existencialista que os demais de sua “espécie” que ao se apaixonar pela jovem (e viva) Julie (Teresa Palmer recentemente vista em O Aprendiz de Feiticeiro e Eu sou o numero Quatro) desencadeia um fenômeno que pode ser a cura para a praga que assola a Terra.

            A premissa de que o amor pode “reviver” a sociedade é simpática ainda que desenvolvida rasamente. A crítica á sociedade, cânone imposto por Romero, o pai do gênero zumbi, também se faz presente ainda que também de forma rasa. O espectador mais atento com certeza vai se incomodar com as soluções rápidas e rasas de alguns momentos-chave.[1]
Romance improvável em um mundo deolado

            Na verdade o que temos é um filme que, apesar não desenvolver muito bem suas premissas, não se leva mais a sério do que deveria o que acaba por lhe fazer muito bem. A trilha sonora muito boa, que evoca as décadas de 80 e 90, e o humor simples adotado com algumas boas sacadas, qualificam mais o longa.

            Enquanto a maquiagem dos zumbis não assusta ninguém, os “esqueléticos” - zumbis mais desenvolvidos e malignos- são os responsáveis pelos momentos de tensão, ainda que mesmo esses momentos levem em consideração a proposta de leveza do filme.

A maquiagem não assusta ninguém mas a direção de arte é correta

            A direção de arte é a padrão para filmes com toques apocalípticos se apresentando correta e bem feita. E como um bem-vindo ‘Bônus” temos John Malkovich como o general e pai da mocinha.

            Inofensivo como seu protagonista, Meu Namorado é um Zumbi surpreende por ser melhor do que se esperava. Leve, bem humorado e simpático, é um gratificante passatempo.
           
Cotação: 7,0/10,0

Ficha Técnica: Meu namorado é um zumbi (Warm Bodies, USA, 2013).  Romance. Comédia. Direção: Jonhatan Levine.  Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Dave Franco, Rob Cordry e John Malkovich. Duração: 98 min.

Obs: A “cena da sacada” é uma óbvia homenagem para Romeu e Julieta de Shakespeare.




[1] Principalmente com os sentimentos da protagonista quanto ao seu antigo namorado (vivido pele irmão de James Franco, Dave Franco.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

OS 7 PECADOS NO CINEMA- PARTE 2: GANÂNCIA


Cenas de Cinema Especial – Os 7 pecados no cinema

Parte 2 – Ganância/Avareza

Por Marlon Fonseca

            Ter muito mais dinheiro ou bens do que precisa, acumular riquezas desenfreadamente e o pior, passar por cima da moral, ética e pessoas para consegui-lo é algo do mais baixo sentimento que um ser humano pode ter.

            Ebenezer Scrooge que o diga. No célebre Conto de Natal de Charles Dickens, o avarento personagem precisa ser assombrado por três diferentes fantasmas para enxergar o mal que tal sentimento faz ás pessoas. Adaptado inúmeras vezes e das mais variadas formas para o cinema, Scrooge já foi interpretado por Tio Patinhas (quem mais?) e por Jim Carey, por exemplo.


              No Brilhante Sangue Negro Paul Thomas Anderson vai ainda mais longe ao retratar tal sentimento mostrando o embate entre dois seres extremamente gananciosos: Daniel Plainview, um rígido e focado empresário do ramo de petróleo (Daniel Day-Lewis em uma das interpretações mais impressionantes da história do cinema) e um jovem e ambicioso pastor Eli Sunday.


              Ter sonhos e ambições é normal e recomendado para qualquer ser humano. Mas no momento em que se passa do limite e vira ganância fazendo com que os bens materiais fiquem á frente da ética e das pessoas é um veneno á alma que mais cedo ou mais tarde irá lhe assombrar.




Próximo pecado: Ira

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

OS 7 PECADOS NO CINEMA - PARTE 1: INVEJA


Cenas de Cinema Especial – Os 7 pecados no cinema

Parte 1 – Inveja

Por Marlon Fonseca


        Nesse “Cenas de Cinema Especial – Os 7 pecados no cinema” , traremos em cada capítulo, como o cinema retratou determinado pecado capital.



           Começando com um dos sentimentos mais mesquinhos que o ser humano pode ter: a inveja. Trata-se do ato de ter, desejar algo que outra pessoa tem de forma maliciosa e negativa. Em algumas pessoas esse sentimento é tão forte que descamba para a competitividade desnecessária.

         Não se pode falar nesse assunto envolvendo cinema sem citar o verdadeiro “tratado” sobre ele: Amadeus de 1984. No filme de Milos Forman, acompanhamos a degradação que esse sentimento causa em Salieri (interpretação oscarizada de F. Murray Abraham) que tenta de todas as formas prejudicar a careira do jovem e ingênuo Amadeus (Tom Hulce).


                  Mais de duas décadas depois, o então em ascensão Cristopher Nolan, trouxe o mesmo tema para o mundo dos mágicos em O Grande Truque, onde dois rivais (vividos por Cristhian Bale e Hugh Jackman) disputam ferozmente a mesma mulher (Scarlett Johansson) e a busca pelo truque perfeito.



                      Sentimento que corrói a alma, a inveja só prejudica quem o sente e as pessoas ao seu redor e esses dois filmes deixam claramente essa lição para os espectadores.








Próximo pecado: Avaeza/Ganância

domingo, 3 de fevereiro de 2013

...CINEMA. Opiniões # 53 - Caça aos Gânsgsteres


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Opiniões #53 – Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

                Depois de Zumbilândia e 30 minutos ou menos, Caça aos Gangsteres é a primeira incursão mais “séria” do diretor Rubem Fleischer. Ambientando na Los Angeles pós-segunda guerra tomada por toda a sorte de criminalidade, o filme mostra a luta de um honestíssimo policial e seu secreto esquadrão “anti-gangster” contra o temível mafioso Mickey Cohen (Sean Penn).

            Mesmo dotado de direção de arte e figurino que retratam muito bem a época em questão, o filme não é tão denso como um “Os Intocáveis”, por exemplo. Seu maior pecado, sem dúvidas, é não aproveitar o elenco estelar que possui (um dos grandes chamarizes do filme), pois os personagens são extremamente superficiais, beirando ao caricato, sem qualquer aprofundamento.

            O culpado dessa história é o roteiro que apresenta os personagens e as situações quase que em forma de esquetes, não conseguindo estabelecer minimamente as personalidades ou motivações dos personagens e seus relacionamentos. O casal formado por Ryan Gosling e Emma Stone[1] é o que mais sofre em razão disso.

Roteiro prejudica relacionamentos e torna os personagens caricatos

            Ainda assim, trata-se de um bom filme de ação que vai entreter o público com suas boas e movimentadas cenas de tiroteio e com as atividades da equipe comandada por Josh Brolin para desmantelar o império criminoso de seu alvo. O elenco acima da média, mesmo que subaproveitado, qualifica o filme.
Mas o elenco, a ação e ambientaçaõ salvam o filme.

Caça aos Gângsteres apresenta-se, portanto e tão somente como um passatempo descompromissado e que supre de forma apenas satisfatória a (lamentável) falta de bons filmes policiais no cinema atual.

Cotação: 7,0/10,0

Ficha Técnica: Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, USA, 2013). Ação policial. Direção: Rubem Fleischer. Elenco: Josh Brolin, Sean Penn, Ryan Gosling, Emma Stone, Nick Nolte, Anthony Mackie, Michael Pena, Robert Patrick, Giovanni Ribisi,  Duração: 113 min.



[1] Que repetem a dobradinha amorosa feita no ótimo Amor á toda Prova. Stone também repete a parceria com o diretor uma vez que estrelou Zumbilândia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

...CINEMA. Opiniões # 52 – Lincoln (USA, 2012)


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Opiniões # 52 – Lincoln (USA, 2012)

Por Marlon Fonseca

            Projeto muito antigo de Spielberg, Lincoln ao invés de fazer uma cinebiografia convencional contando toda a trajetória do 16º Presidente dos EUA prefere focar em sua derradeira batalha: a aprovação da 13ª Emenda abolindo a escravidão nos EUA e o fim da guerra civil que assolou o país. Em paralelo, destaca ainda os problemas familiares que enfrentou nesse período.

            Acusado por muitos pelo excesso de pieguice em seus últimos trabalhos, o diretor apresenta um filme completamente sóbrio, contido, sem excessos, lembrando bastante o que fizera em Munique, ancorado por um elenco de respeito e direção de arte, maquiagem e figurinos bastante acurados.

            Ainda que em muitos momentos enfadonho e lento, o filme mostra de forma interessante os expedientes políticos utilizados (nem todos lícitos e morais) pelo então presidente e seus assessores para que a emenda pudesse ser aprovada. Os debates em torno do tema são interessantes, quase teatrais.
Artimahnas políticas, atuações, figurino e direção de arte são o destaque

            No aspecto drama familiar o filme peca pela superficialidade mesmo tendo intérpretes tão brilhantes em cena, chegando a sacrificar, por exemplo, Joseph Gordon Levitt (interpretando o filho mais velho que deseja se alistar na guerra) que se torna tão somente coadjuvante de luxo na produção.
Mesmo com garndes intérpretes o drama familiar apresenta-se superficial

            Encabeçando o espetacular elenco temos Daniel Day-Lewis como Lincoln em mais uma atuação minuciosa e impressionante ainda que em menor escala de seu trabalho irretocável no brilhante Sangue Negro. Importante destacar que em momento algum há o errado expediente de se “endeusar” o personagem apresentando-o como um homem de virtudes, defeitos e conflitos e que vivia uma fase de extrema pressão psicológica. Daí a necessidade de um intérprete do porte de Day-Lewis.

Sally Field e Tommy Lee Jones encabeçam a extensa lista de coadjuvantes[1] e brilham em cada segundo que aparecem na tela. Menção honrosa para James Spader em uma divertida participação como um dos assistentes da presidência.

            Nem espetacular e nem espetaculoso. Ainda que cercado por qualidades técnicas e artísticas inegáveis Lincoln peca em não executar de forma satisfatória tudo o que se pretendia. Arrastado em determinados momentos e brilhante em outros o resultado é aquém do esperado.

Cotação: 7,5/10,0

Ficha técnica: Lincoln (USA, 2012). Drama histórico. Direção: Steven Spielberg. Elenco: Daniel Day-Lewis, Sally Fiel, Tommy Lee-Jones, David Stratahirn, Jared Harris, Tim Blake Nelson, Jackie Earle Haley, Soseph Gordon-Levitt. Duração: 150 min.



[1] Engrossada por nomes como David Stratahirn, Jared Harris, Tim Blake Nelson, Jackie Earle Haley, etc.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

...GAMES. Opiniões #27 - Epic Mickey: Power of Illusion (3DS)


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Opiniões # 27 – Epic Mickey: Power of Illusion (3DS)

Por Marlon Fonseca

          
        Quem viveu a época gloriosa e inesquecível do Master System e do Mega-Drive guarda certamente com muito carinho a recordação do game Castle of Illusion. Protagonizado pelo camundongo Mickey Mouse, o jogo de plataforma fez frente aos grandes nomes do Gênero da época como Mario, Alex Kidd e Mega-Man.

         Após esse jogo, Mickey por um bom tempo passou a ser um protagonista de destaque no mundo dos games para ser relegado ao ostracismo logo depois retornando com qualidade somente em Epic Mickey lançado com exclusividade para o Wii.


+


=



            Com esse Epic Mickey: Power of Illusion temos a bem sucedida junção do clássico e do recente sucesso tanto em sua história como em sua mecânica de jogo.

            A bruxa Mizrabel volta a atormentar a vida de Mickey ao transportar seu Castelo de Ilusões para Wasteland e sequestrar vários personagens clássicos da Disney. Cabe ao camundongo mais famoso do mundo aventurar-se para resgatar os amigos e retomar o mundo dos desenhos.

            Trata-se de um jogo de aventura side-scrolling aos moldes de Castle Of Illusion inclusive com o “golpe da bundada” e alguns inimigos antigos. De Epic Mickey, temos a utilização da mecânica de tinta e thinner para a criação ou destruição de objetos e inimigos (com a utilização da caneta stylus e a tela de toque do 3DS).
A tela de toque serve para o desenho de objetos

            Durante o jogo, mickey deve percorrer três alas do Castelo, cada uma com quatro fases e ao fim enfrentar um chefe. Nas fases, além de enfrentar inimigos e obstáculos, o jogador deve ficar atento aos personagens que devem ser resgatados.

            Á medida que os personagens vão sendo resgatados, novas áreas do castelo vão aparecendo. Mickey também deve interagir com eles para resolver situações que, após completas, podem lhe dar melhorias. Estas melhoras também podem ser adquiridas na loja do Tio Patinhas com os e-tickets que são adquiridas matando inimigos ou coletando nos cenários.

            Os gráficos são muito bonitos e coloridos e os efeitos em 3D só reforçam a imersão do jogo. A trilha sonora é ótima. A jogabilidade é simples com curva de aprendizado bastante pequena.

Jogo conta com um belo visual

            A curiosidade fica pela acentuada drástica na dificuldade do jogo perto do seu fim. Se no início o game parece muito fácil, na última ala do castelo a dificuldade sobe bastante exigindo um pouco mais de perícia e paciência ao jogador, mesmo assim consegue se terminar o jogo com menos de 8 horas de gameplay[1].

            De lamentar mesmo, somente o pequeno número de fases e chefes de fases, deixando um gosto inegável de “quero mais”.

            Colorido, bonito, divertido e desafiante em sua parte final, Epic Mickey Power of Illusion é um deleite tanto para os fãs nostálgicos como para os jogadores mais novos. Aliando bem a mecânica de Castle of Illusion e Epic Mickey, o jogo só peca pelo desproporcional e brusco aumento de dificuldade e por ser muito curto. Mas vale muito á pena acompanhar Mickey em mais uma aventura.

Cotação: 8,0/10.00

Ficha Técnica: Epic Mickey: Power of Illusion (3DS). Aventura. Produtora: Disney Interactive Studios.

Obs: O jogo tem opção de legenda em português brasileiro.



[1] Mas para fazer 100% dele exige-se mais tempo e o retorno ás mesmas fases várias vezes.