quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

...MOMENTOS MARCANTES #2 - OS SERIADOS JAPONESES EXIBIDOS NA TV MANCHETE


...MOMENTOS MARCANTES 2
Seriados japoneses exibidos na TV Manchete.
Por Marlon Fonseca


Quem tem mais de 30 anos não pode negar: assistia avidamente todos os seriados japoneses (chamados em sua terra natal de tokusatsu) na extinta TV Manchete. E foi muito feliz com isso.

Mesmo padecendo de incontáveis e inegáveis defeitos técnicos, Jaspion, Changeman, Jiraya, Flashman, Jiban, Lion Man, Black Kamen Rider e muitos outros animaram a infância da garotada da época 

Foi uma verdadeira febre: foram lançados bonecos, acessórios, discos com a trilha sonora (sim, de vinil), álbum de figurinhas e muito mais produtos dos queridos personagens.
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Quem viveu essa época não esquece. Vamos relembrar juntos??




Não esqueçamos de Ultraman e Spectreman ainda mais antigos mas tão emocionantes quanto(esses foram transmitidos em outros canais):





Obrigado TV Manchete



Digam nos comentários: quais eram os seriados preferidos. Discorram sobre as suas lembranças. Vamos reviver isso juntos.



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Obs: O Autor quando criança chorou horrores com a morte do Ultraman e sua mãe lembra dele até hoje

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

...MOMENTOS MARCANTES #1 - A despedida de um amigo


...MOMENTOS MARCANTES

#1 – A despedida de um amigo.

Por Marlon Fonseca

            
       Inaugurando mais uma seção no blog. “primo-irmão” do “Cenas de Cinema”, no “Momentos marcantes” traremos sequências importantes, emocionantes e marcantes envolvendo games, seriados, animes, etc.

            Para iniciar, trouxemos uma cena marcante do universo dos animes.

            
           Toda despedida é dolorosa. Seja por alguns minutos ou para todo o sempre, o ato de se separar de um ente querido é sempre doloroso. Eis que Eichiro Oda, criador do popularíssimo mangá e anime One Piece elevou essa sensação a outro patamar na ocasião da inevitável despedida do grupo liderado por Luffy do seu, até então, inseparável navio Going Merry.

            Nem o aspecto divertido e cartunesco dos personagens aos prantos, nem o discurso de Luffy se desculpando e criticando seus companheiros consegue apaziguar o verdadeiro sentimento de tristeza da despedida da sequência. As “palavras” de despedida do navio compõem este lírico momento.

            Peguem seus lenços e confiram o funeral de Merry:



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

...GAMES. DMC: Devil May Cry (PS3/XBOX 360)


...GAMES
Opiniões # 26 - DMC: Devil May Cry (PS3/XBOX 360, 2013)
Por Marlon Fonseca



                Devil May Cry, a franquia iniciada no Playstation 2, é uma das mais rentáveis da gigante Capcom e Dante, seu protagonista, um dos personagens mais carismáticos e idolatrados dos games. Mesmo assim, sua produtora, decidiu que tanto a série como seu protagonista deveriam passar por um processo de mudança e renovação para atrair o público ocidental.

            Para o desafio, chamou a desenvolvedora ascendente Ninja Theory que mostrou competência nos cults Heavenly Sword e Enslaved e que encarou com peito aberto a tarefa. Mas, assim que o jogo foi anunciado pela primeira vez, algo incomodou de cara os fãs de longa data: o visual de Dante havia mudado, principalmente seus cabelos que de branco longos passaram a ser pretos em um corte mais curto[1]. Houve uma chiadeira generalizada que só começou a amenizar com o lançamento da (ótima) demo do game.

            Lançado esta semana (com legendas em português e DLC exclusivo na edição nacional), o game finalmente pode ser conferido. DMC: Devil May Cry, é uma espécie de prequel e reboot da série. Conhecemos um Dante mais jovem e sem ciência de seu real passado que acaba por se envolver em uma batalha contra terríveis demônios e a descoberta de sua origem e verdadeira natureza.


            DMC é basicamente um Hack n, slash, linear em sua grande maioria, com muita ação e um visual estupendo. Sua direção de arte é o que mais salta aos olhos do jogador. Seja na paleta de cores escolhida, seja no visual dos cenários e as suas mudanças ao longo de seu progresso[2]. As cutsecenes também estão muito competentes ainda que inexplicavelmente um tom pouco abaixo da excelência mostrada em Ensalved e apresentam uma ou outra queda na taxa de frame.

            Além de se apresentar como um jogo inegavelmente bonito, sua jogabilidade fora preservada e a possibilidade e facilidade de aplicação de combos é imensa. Quanto mais armas são desbloqueadas ao longo das missões, maior esta variedade fica. Há também a possibilidade de aprimorar as habilidades e armas com os pontos conquistados durante as missões.

            A necessidade em alguns casos da utilização entre armas angelicais ou demoníacas para passar de determinada área/inimigo lembra o recente (e ótimo) Ouland, mesmo que esta mecânica esteja muito mais simplificada aqui.

            No quesito jogabilidade o único pecado visível é a ausência de um modo de foco em personagem específico ou um sistema de mira, o que acaba prejudicando um pouco as batalhas quando há seres aéreos e terrestres na arena ao mesmo tempo. Mesmo assim o jogador mais experiente consegue contornar esse aspecto.

            Além do visual do personagem, outra mudança na série que salta aos olhos é a queda da dificuldade do jogo no modo normal. Termina-se o game sem grandes problemas nessa dificuldade. Mas os jogadores ávidos por desafios não foram esquecidos e novas (e mais penosas) dificuldades vão surgindo após o término do game.[3] (A própria Capcom admitiu que o desejo era tornar DMC palatável para todo e qualquer tipo de jogador).


                As batalhas entre os bosses são bacanas e algumas deliciosamente nojentas e divertidas. Os inimigos "comuns" possuem um ótimo visual e variedade de ataques mas são poucos variados entre eles.

A história se desenvolve de forma razoável, muitas vezes até simples, mas acrescenta novos elementos e personagens á série. Devil May Cry nunca foi tão urbano como neste jogo. Dante continua sarcástico como habitual, mas assim como o próprio objetivo do game está em uma jornada de auto reconhecimento e auto afirmação.[4]

DMC: Devil May Cry cumpre sua missão. Inova a franquia com um jogo de ação extremamente competente, bonito e divertido e introduz um novo ponto de partida para o personagem. E o principal é que Dante continua bacana e Devil May Cry ainda se mantém uma das grandes franquias de ação nos games. Ao término do jogo vai ficar aquela vontade de ver para qual caminho o personahgem vai a seguir. Que venha o próximo.

Cotação: 8,5/10

Ficha Técnica: DMC: Devil May Cry (PS3/XBOX 360, 2013). Ação. Capcom e Ninja Theory. Versão testada: PS3.



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Curiosidade:
A produtora levou para o lado positivo as reclamações sobre a mudança do visual do personagem e fez uma rápida brincadeira sobre o assunto logo no começo do game




[1] Imediatamente esse visual ganhou va´ris apelidos dentre eles Rihanna e Débora Fallabela.
[2] As sequências de “distorção” dos cenários nunca cansam.
[3] A mais difícil lembra os velhos tempos da era 8 e 16 bits pois com apenas um golpe de inimigo já é suficiente para matar Dante.
[4] Um dos diálogos finais mostra claramente isso.

domingo, 20 de janeiro de 2013

...CINEMA. Opiniões #50 Django Livre


...CINEMA
Opiniões #50 Django Livre (Django Unchained, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca

Em Django Livre, Tarantino continua a nos brindar com suas saladas de referências cinematográficas e musicais, diálogos afiados, humor nonsense em sua particular homenagem aos westerns tendo o espinhoso tema da escravidão como fio condutor.

            Django, personagem que dá nome ao filme vivido por Jamie Foxx[1] (que finalmente volta a fazer algo relevante no papel que por muito tempo era atrelado à Will Smith) é um escravo que é vendido em separado de sua esposa e após um encontro com um caçador de recompensas (materializado por um Cristopher Waltz cínico e impagável, vencedor do globo de Ouro como melhor ator coadjuvante pelo papel) decide procurar a e libertá-la.

            O roteiro vencedor do Globo de Ouro desse ano apresenta três atos diferenciados, mas que compõem a trama geral de forma interligada e interessante e, apesar de contar com os já tradicionais diálogos extensos, se mostra mais contido que o habitual. São raros também os momentos de flashback e a trama se desenvolve em uma linha temporal direta, algo pouco habitual nas obras de Tarantino.[2]

            O humor típico das obras do diretor e roteirista continua presente na maior parte do tempo, mas em Django Livre vislumbramos as cenas mais densas e sérias que Tarantino conseguiu exprimir em sua carreira. Mesmo que o ato final seja uma sucessão de momentos pastiche.
Elenco de primeira e afiado
            Quanto ao elenco, além da dupla principal, temos Leonardo Dicaprio deixando os papéis densos de lado e se divertindo e aterrorizando como o implacável fazendeiro Calvin Candie. Kerry Washington como Brunhilde não só embeleza a tela como consegue passar os momentos de dor, aflição e felicidade de sua personagem com o pouco tempo que tem no filme. Mas o destaque mesmo recai sobre Samuel L. Jackson que, como o odioso Stephen, finalmente deixa o “piloto automático” de lado e apresenta sua melhor atuação desde o pouco visto “Entre o Céu e o Inferno”.

            Divertido e brutal, Django Livre apresenta-se, portanto como um dos melhores filmes e um dos mais “enxutos’ da carreira de Tarantino, que deixa os seus conhecidos excessos para parte final e foca na muito boa história que criou.

            Cotação: 8,5/10

Ficha Técnica: Opiniões #50 Django Livre (Django Unchained, USA, 2012). Western. Direção: Quentin Tarantino. Elenco: Jamie Foxx, Chrstopher Waltz, Leonardo Dicaprio, Kerry Washingtom, Samuel L. Jackson. Duração: 165 min.




[1] Que por sua vez é uma homenagem ao filme homônimo do diretor Franco Nero nos anos 50
[2] Salvando-se apenas um divertido momento envolvendo membros de uma espécie de “pré-klu-klux-klan” com a participação relâmpago de Jonah Hill).

domingo, 6 de janeiro de 2013

...CINEMA. Opiniões #49 - Detona Ralph.


...CINEMA
Opiniões #49 – Detona Ralph (Wreck it Ralph, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca


            Cinema e games vivem uma relação curiosa. São os maiores postulantes em arrecadação no mundo do entretenimento, com maior vantagem para o segundo atualmente, e vivem “bebendo da fonte” um do outro.  Nessa geração de games atual, por exemplo, observa-se claramente o cuidado na roteirização das histórias e nas cenas de ação com cunho “hollywoodiano” (alguns jogos até superam os filmes nesse quesito). Já o cinema ainda padece em criar adaptações cinematográficas dos jogos (algo que já foi discutido aqui no blog[1]).

            Mas foi com uma história ambientada no universo gamer, e em forma de homenagem que o cinema melhor se fundiu com os games. Em “Detona Ralph” o vilão Ralph (Dublado originalmente por John c. Reilly com a competência habitual) do game “Conserta Felix”, no aniversário de 30 anos de seu jogo, encontra-se cansado da eterna rotina de ser o indesejado antagonista. Quer ser herói para variar, sair da rotina.

            Ainda que simplória e nem tão bem desenvolvida assim, observa-se na animação essa subtrama da fuga da rotina e da procura e aceitação do seu lugar e espaço no mundo
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 Mas o que importa mesmo no filme são as referências[2] ao universo gamer. É onde ele brilha de fato e vai agradar principalmente aos jogadores veteranos, os com mais de 30 anos de idade. Desde a ótima trilha sonora remetendo aos “acordes” digitalizados comuns até a era 16 bits, seja nas pontuais participações especiais de personagens conhecidos. Sem contar nas expressões técnicas que permeiam esse universo (o bug, erro de programação em um jogo, é peça chave da trama).


O filme é dotado de referências e participações especiais
do mundo dos games.

O maior problema do filme é quando passa essa fase da homenagem e referência e entra na sua história de fato. Á partir daí cai muito o seu interesse, ritmo e desenvolvimento só ganhando novamente força no seu final de arrancar lágrimas.

A escolha em ambientar a maior parte da história em um só mundo/jogo em uma espécie de “Mario Kart” em um mundo de doces é um pecado, deixando-se de lado outros mundos e gêneros de jogos a serem explorados. Ainda que a interação entre Ralph e sua nova amiga Vanellope (uma fofa) seja tocante e verdadeira, os demais personagens criados para o jogo são esquecíveis.


A amizade de Ralph e Vanellope é outro ponto forte

Outro fato a se lamentar é que os efeitos em 3D poderiam e deveriam ser melhor aproveitados e implementados. Estava aí uma animação que pedia isso, mas ficou aquém das animações mais recentes (principalmente da ótima utilização no muito bom A origem dos Guardiões)

Assim, como paródia e homenagem Detona Ralph é um primor. Como filme independente desses alicerces padece de um desenvolvimento melhor em sua real história ao ponto de sua subtrama passar despercebida a olhos menos atentos. Ralph, Vanellope o vasto mundo dos games merecem ainda mais. Mas foi um bom começo. O resultado geral é um filme agradável e divertido ainda que com sua quebra de ritmo. Que Detona Ralph 2 venha ainda melhor.[3]

Cotação: 7,5 / 10,00

Ficha técnica: Detona Ralph (Wreck it Ralph, USA, 2012). Com as vozes de John c. Reilly, Sarah Silverman, Jane Lynch. Animação. 108 min.

Obs: Não deixem de assistir aos créditos finais onde aparecem os jogos que serviram de homenagem e inspiração ao filme.




[1] http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/06/adaptacoes-parte-3-dos-games-para-as.html
[2] A do cheat code clássico da Konami foi de arrancar lágrimas dos olhos de satisfação.
[3] Uma continuação já foi confirmada, inclusive com a participação de nada mais nada menos que o querido Mario.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Unboxing Nintendo Wii U

UNBOXING NINTENDO WII U



    Em uma parceria do Falando de com a loja Gamemart Niteroi e seu blog, apesentamos esse video onde o nosso editor chefe e redator apresenta o novo videogame da Nintendo. Filmado diretamente da loja de Niterói. Confiram:



Em breve traremos um video focando nas funcionalidades do aparelho e uma olhar sobre alguns dos jogos da leva inicial do console.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

EM MANUTENÇÃO


Caros amigos e leitores,

O Blog está passando por uma reformulação visual e de conteúdo e em breve vocês terão um site muito mais bonito e acessível.

Aguarde e fiquem ligados nas novidades!!


Atenciosamente,

Marlon Fonseca
Editor

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cenas de Cinema Especial - Relembrando Tony Scott (1944-2012)


Cenas de Cinema Especial – Relembrando Tony Scott (1944-2012)
Por Marlon Fonseca


            Fora noticiada na madrugada de Domingo e durante toda a Segunda que passou o falecimento do diretor e produtor Tony Scott. Scott, irmão do famoso diretor Ridley Scott, que aparentemente teria se jogado de uma ponte de Los Angeles deixa um legado de filmes calcados em adrenalina, usando e abusando dos cortes rápidos e montagem acelerada, característica dos seus filmes mais recentes. Vamos abaixo relembrar alguns dos seus sucessos mais marcantes.

         Não dá para começar sem citar o seu maior sucesso. Top Gun –Asses indomáveis catapultou tanto o diretor como seu protagonista para o estrelato e é, até hoje, bastante reverenciado.

            Em outra parceria com Cruise, Scott traz ás telas toda a adrenalina das corridas de Nascar em Dias de Trovão. Mas a cena mais favorável acontece em um hospital.

            Já ao fim dos anos 90, em Inimigo de Estado juntou-se ao então postulante a astro Will Smith para tratar de um tema ainda atual: a falta de privacidade.


            Encontrou em Denzel Washington um intérprete e parceiro resultando em cinco filmes juntos. Em Chamas da Vingança, um dos melhores do diretor, Wasington está perfeito como um ex-assasssino tentando se reconciliar com a vida trabalhando como guarda-costas, mas algo dá errado e logo ele entre novamente em um aspiral de violência. E Em seu derradeiro filme, o elogiado Incontrolável, mostra um domínio técnico invejável ao contar esta corrida de funcionários para parar um trem desgovernado.

            Há boatos de que o diretor se suicidara em razão da descoberta de um câncer inoperável no cérebro. Independente do que tenha levado o diretor a este ato não estamos aqui para julgá-lo. Portanto, celebremos agora o legado deixado pelo diretor.

Descanse em paz!

domingo, 19 de agosto de 2012

...CINEMA. Opiniões 48 - O ditador


...CINEMA
Opiniões #48 – O Ditador (The Dictator, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca

           
            Nos últimos anos Sacha Baron Cohen vem povoando os cinemas com seus subversivos personagens como Ali G, Borat, Bruno. E agora chega a vez da sua nova criação o General –Almirante Aladeen, que comanda o seu país Wadyia com mãos de ferro e muitas trapalhadas.

             Escrito pelo próprio Cohen, e possuindo uma estrutura narrativa mais convencional do que seus filmes anteriores, o longa mostra o ditador indo para os EUA se explicar para a ONU. Mas sofre traição do seu tio e acaba perambulando como um indigente por Nova York. Com a ajuda de um ex-funcionário e uma ativista certinha, tenta retomar seu posto.

            O filme consegue ser ainda mais grosseiro e escatológico do que as demais incursões do comediante. Mas há aqui uma crítica muito inteligente à xenofobia americana, o país pós 11 de Setembro e ao capitalismo. Sem contar que possui pelo menos duas sequências antológicas que levam o cinema abaixo.[1]

            Ainda assim é irregular em muitas partes e não espere nenhum brilhantismo do roteiro, possuindo ao menos um furo indesculpável.

            O personagem é uma figura e Cohen mais uma vez se sai bem. Ainda no elenco há um Ben Kingsley discreto como seu tio e vilão e uma Anna Farris cada vez mais esquisita. Sem contar as participações especiais de nomes como John C.Reilly, Megan Fox e Edward Norton.

            O Ditador não é o filme mais brilhante do comediante Sacha Baron Cohem, mas mesmo com algumas irregularidades é divertido e possui inteligência ao cutucar os assuntos mais espinhosos da sociedade americana. Vale uma espiada.

            Cotação: 3/5

            Ficha técnica: O Ditador (The Dictator, USA, 2012). Comédia. Direção: Larry Charles. Elenco: Sacha Baron Cohen,Anna Ferris, Ben Kingsley, John C.Reilly. Duração: 84 min.



[1]  A do diálogo de duplo sentido no helicóptero e a da masturbação.

sábado, 18 de agosto de 2012

...CINEMA. Opiniões #47 - O Vingador do Futuro


...CINEMA
Opiniões #47 – O Vingador do Futuro (Total Recall, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca

        
          Há 22 anos atrás, o Vingador do Futuro, ficção científica estrelada por Schwarzeneger e dirigida por Paul Verhoeven, ambos no auge da forma ganhou imediatamente status cult e se mantém assim até hoje. Esta nova versão, é mais ambiciosa e quer se impor como um blockbuster de sucesso. Mas dificilmente conseguirá.

            Adaptação de um conto de Philip K. Dick, o filme apresenta Colin Ferrel como Douglas Quaid, um operário cansado da rotina e com um grande sentimento de vazio em sua vida. Tentado por uma empresa que oferece experiências ilusórias acaba por descobrir a verdade sobre a sua vida e passa a ser perseguido pelo governo.

            Ainda que seja uma produção caprichada e movimentada o filme pouco empolga.  A trama e seus personagens são tratados de forma bastante rasa e o que vale mesmo é a correria e as cenas de ação. O diretor Len Wiseman ( ditrretor e produtor da franquia Anjos da Lei, diretor de Duro de Matar 4.0 e marido de Kate Beckinsale) tenta impor algumas trucagens de câmera nas cenas de ação para fugir do lugar comum. Algumas (poucas) chegam a ser estilosas (principalmente a primeira).

            A fotografia é exageradamente escura e sendo assim acaba por desagradar. A direção de arte lembra bastante Blade Runner e Minority Report, filmes também baseados em contos de K. Dick.   

            O que se salva verdadeiramente no filme é o seu elenco. Colin Ferrel, voltando a tomar gosto por grandes produções desde A Hora do Espanto (outro remake) se apresenta bem como astro de ação, ainda que em alguns momentos repita a sua já clássica expressão com olhos esbugalhados. Kate Backinsale e Jessica Biel elevam o sex appeal do filme, mas enquanto a primeira se sai excelente como vilã, algo que não estamos acostumados a ver muito em sua carreira, a segunda está bem apagada, principalmente em razão de sua personagem ser a mais prejudicada pelo roteiro. A tal alardeada luta entre as duas é bacana ainda que rápida. Por fim, Bryan Cranstron, protagonista da elogiadíssima série Breaking Bed, faz o que pode com seu Chanceler Chageen, mesmo com muito pouco tempo de tela

Nem sucesso, muito menos cult. Esta versão de O Vingador do Futuro, por ser irregular apresenta-se apenas e tão somente como um passatempo rápido e esquecível não sendo relevante e marcante como a original foi e continua sendo para várias gerações.

Cotação: 2/5

Ficha Técnica: O Vingador do Futuro (Total Recall, USA, 2012). Ação. Ficção Científica. Direção: Len Wiseman. Elenco: Colin Ferrel, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Bryan Canstrom e Bill Nighy. Duração: 118 min.