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O diretor Breno Silveira já emocionou o Brasil com 2 Filhos de Francisco. E agora com À Beira do Caminho tenta repetir a
dose.
Nele, o espectador vai acompanhar a história do
caminhoneiro João. Amargurado, leva a vida carregando mercadorias pelo Brasil
ao som de Roberto Carlos. Ao cruzar com o menino “Duda” se vê obrigado a
enfrentar seu passado.
Silveira utiliza-se de dois expedientes interessantes
para contar esta história. A utilização de músicas de Roberto Carlos ao longo
do filme (o diretor diz que a trama do filme foi baseada em suas músicas e se
percebe esta inspiração em alguns pontos da trama de fato) e a aparição pontual
de frases de para-choques de caminhão.
O
aspecto mais importante do filme, porém, é o fato de o protagonista ser
totalmente imperfeito. Fechado, monossilábico, alcóolatra, João encontra no
jovem Duda um catalisador para aos poucos e enfim realizar atos e sentimentos
perdidos no caminho. João Miguel, seu intérprete, revela suas nuances de forma
impecável.
Utilizando
de estrutura narrativa entrecortada, aos poucos, vamos conhecendo o que de fato
levara João a se exilar pelas estradas do Brasil enquanto o relacionamento
entre ele e o menino vai se desenvolvendo. Roteiro e montagem neste sentido se
saem muito bem.
O
único fator que incomoda no quesito roteiro é certa incoerência por parte da
personagem Rosa defendida por Dira Paes (com a sua competência habitual).
Apesar de ser “engrenagem” importante em toda a história, sua participação
efetiva é mal trabalhada.
O
estreante Vinícius Nascimento se sai muito bem como o menino Duda. Seu olhar
expressivo e seu sorriso contido ante os percalços que já enfrentara na vida
são um show à parte.
É
um filme bonito, que emociona, mas não chega a ser um dramalhão. Esta emoção
pontual, sem ser explícita, também colabora positivamente para a sua apreciação.
Uma
trama sobre erros, escolhas e caminhos. Caminhos que aparentemente diferentes e
afastados e ao se cruzarem formam outros caminhos.
Cotação:
4/5
Ficha
Técnica: À Beira do Caminho (Brasil,
2012).Drama. Direção: Breno
Silveira. Elenco: João Miguel, Dira Paes, Ludmila Rosa, Ângelo Antônio,
Vinícius Nascimento. Duração: 102 min.
Assim como feito no dia das mães, o “Falando de...”
presta uma homenagem aos pais relembrando alguns dos pais mais marcantes em
cinema, seriados e games.
Cinema:
Darth
Vader: Anakin
Skywalker resolveu trilhar o lado negro da força, abandonando seus filhos. Anos
mais tarde foram eles os responsáveis pela sua redenção.
Pai
do Nemo: Viúvo e tendo que cuidar de seu filho, Marlin, ainda
tem que correr atrás do seu filho desaparecido em uma das mais divertidas
animações de todos os tempos.
Pai
do Jim: Durante toda a “saga American Pie”, o pai do Jim
sempre aparece dando os conselhos mais desajeitados já vistos. No último filme,
porém ,o papel se inverte e Jim age da mesma forma atrapalhada.
Thomas
Wayne: Se a morte de seus pais foi o motivo catalisador
da incessante luta contra o crime imposto por Bruce Wayne, foram os conselhos
de seu pai, em vida, que o tornaram um homem digno. Afinal de contas nos caímos
para nos levantarmos.
Séries:
John
Winchester: O patriarca da família Winchester
possuía um dos “empregos” mais sinistros do mundo: caçar demônios e seres
sobrenaturais. Seu desaparecimento e posterior morte foi essencial para a
reunião de seus filhos e a continuidade de seu trabalho.
Rick:
Cuidar
de um filho já não é fácil nos tempos de hoje. Imagina, então, em meio à uma
apocalipse zumbi. O Xerife Rick de The Walking Dead tem muito trabalho ao
passar para seu filho Carl noções de sobrevivência e força para enfrentar esta
nova realidade.
Alan
Harper: Ser pai do Jake não é nada fácil, mas em
contrapartida ser filho do Alan também não é.
Homem
Simpson: Precisa dizer alguma coisa sobre ele?
Games:
Darth
Vader: Realmente Vader não tem traquejo para a paternidade.
Além da luta contra seus filhos, resolveu adotar o filho de um inimigo e torna-lo
seu aprendiz no game Star Wars: The Force Unleashed. O resultado? Mais um que se rebelou
contra ele.
Dicas da Semana/Contra-indicação # 22 – 10/08/2012
Por Marlon Fonseca
CINEMA:
À
Beira do Caminho: Breno Silveira, que dirigiu 2 Filhos de
Francisco, traz mais uma história emocionante pelas estradas do Brasil. O
diretor utiliza músicas de Roberto Carlos para auxiliar a contar a história do
caminhoneiro João que ao conhecer o jovem Duda terá o seu destino mudado.
O “Falando de” irá conferir e em breve contará para você.
DVD/BLU-RAY:
Projeto
X: Utilizando-se
do expediente de falso documentário, o filme mostra três amigos organizando e
depois curtindo uma festa de arromba na casa de um deles. Logicamente, tudo sai
do controle e gera uma bagunça como nunca vista. A parte final do filme é
exagerada, mas extremamente divertida.
Thundercats
(primeira temporada): O clássico desenho da década de
80/90 ganhou uma elogiada nova versão. Fo lançado na semana passada dvd com a
primeira parte da primeira temporada. Em breve falaremos sobre ela.
NETFLIX:
A
Fistfull of Dollars (Por um punhado de dólares): Western
clássico estrelado por Clint Eastwood e dirigido por Sergio Leone. Um
pistoleiro aceita trabalhar para gangues e acaba colocando duas facções rivais
em guerra.
Um
drink no Inferno: Primeira parceria de Robert Rodriguez
com Quentin Tarantino que fez um grande sucesso em 1996. Assaltantes em fuga
param em um bar misterioso que se revelará um terrível covil de vampiros.
CONTRA-INDICAÇÃO:
12 Horas: Nem
a beleza e o talento de Amanda Seyfried salvam esse filme do fracasso. Um
suspense que em nenhum momento prende atenção, com roteiro muito mal cuidado e
um clímax sem a menor emoção.
Opiniões
#23 – Max Anarchy (Anarchy Reigns –
PS3/XBOX 360)
Por Marlon
Fonseca
A
produtora Platinum Dunes tem uma curta, porém marcante história nos games. Seus
únicos jogos lançados até o momento (distribuídos pela clássica SEGA) foram
muito bem recebidos pela indústria e jogadores. Bayonetta foi um estrondoso sucesso e Vanquish uma pérola que deve ser descoberta. Agora com esse Max
Anarchy (lançado somente no Japão e que no ano que vem sairá nos EUA e Europa com
o nome de Anarchy Reigns) a empresa tenta se firmar ainda mais no mercado.
Ambientando
em um universo de fantasia habitado por homens que possuem aspectos robóticos,
o jogo foca a história de dois personagens (Leo um agente de um Bureau e Jack
um mercenário de bom coração) atrás de um mesmo objetivo: caçar o renegado Max,
um ex-agente que aparentemente enlouqueceu.
Trata-se
de um beat em up com toques de “mundo
aberto” que tenta trazer algumas inovações ao gênero. A campanha pode ser
jogada por dois lados. O “lado branco” protagonizado por Leo e o “lado negro”
protagonizado por Jack. Ambas as histórias em um dado momento do jogo se
interligam. A produtora prometia uma campanha single player de mais de dez
horas de duração. Termina-se o jogo, porém, por volta de umas cinco horas, mas
mesmo que em dado momento as história se liguem, para alcançar todo o seu
aspecto, tem que se jogar novamente com o lado que não escolhera anteriormente,
o que acaba por alcançar o número de horas prometidas.
Dividido
por capítulos, em cada um há missões livres e missões principais ao redor de
seu “mapa” (bem pequeno). Mas elas não aparecem de imediato no cenário. Para
desbloqueá-las deve-se alcançar um determinado número de pontos.
O
ritmo do jogo é frenético e exagerado. Há uma variação boa de missões e
principalmente de inimigos, acima da média da grande maioria de jogos desse
estilo. Também há itens espalhados pelos cenários que servem como armas, sendo
que cada um possui um efeito e animação diferentes nos personagens. Em alguns
momentos do jogo, certos eventos acontecem para dar mais emoção como bombardeio
de aviões no cenário, tempestades de areia, etc
A
jogabilidade é boa e os combos saem com muita facilidade. Somente o sistema de
“mira” pode falhar em alguns momentos. . Infelizmente não há sistema de
progressão de habilidades e atributos, ficando esta limitada somente ao
desbloqueio de certas habilidades para se jogar no modo multiplayer.
Os
gráficos estão muito bons principalmente nas cutscenes em CG. O visual dos personagens (bastante exagerado
também) é bem bacana e estes são muito bem definidos e detalhados ,ainda que
apresentem uma animação limitada e muitas das vezes endurecida.
O
multiplayer, novidade entre os jogos da empresa, possui várias modalidades como
Battle Royale, Death Match, Survvival mode entre outros, podendo ser jogados
em até 16 pessoas online. Como o gênero ainda não possui tantos jogos com esta modalidade ele acaba por ganhar uma "sobrevida" maior.
Max Anarchy não chega ser briilhante
como os anteriores jogos da produtora, mas também não manchará sua crescente
reputação. Simplifica alguns aspectos e inova outros no gênero do beat em up e
apresenta-se competente e divertido, ainda que curto.
Cotação: 4/5
Ficha
Técnica: Max Anarchy (Anarchy Reigns –
PS3/XBOX 360). Beat em up. Ação.Pdodutora: Platinum Dunes. Distribuidora:
Sega. Data de lançamento: 05 de Julho de 2012 no Japão e 2013 EUA e Europa (sem
data definida)
Obs:
A versão japonesa vem com código para um DLC gratuito para a utilização da
Bayonetta no Multiplayer.
Primeiro
FPS do Vita, Resistance Burning Skies veio
com o objetivo de mostrar que o portátil é capaz de suportar jogos nesse
estilo. A boa notícia é que ele cumpriu com esta missão de forma exemplar. A má
é que o jogo é muito fraco e superficial nos demais quesitos.
A
trama desta franquia da Sony iniciada no Playstation 3 é interessante. Em plena
época de Segunda Guerra Mundial, uma espécie alienígena invade a terra e os
humanos precisam combate-la ao redor do mundo. Nesta nova versão, um bombeiro
norte americano se vê as voltas com esta invasão.
A
jogabilidade, que é o que importa de fato no game, é muito boa. Os dois
analógicos, essenciais para jogos no estilo, se saem muito bem. A tela de toque
é utilizada para lançamentos de granadas, ataques com o machado e as armas
secundárias (cada arma possui uma diferente).
Mas
o resto é feito de forma irregular, o que acaba por tornar o jogo esquecível e
superficial. A história não empolga e o fato de o protagonista ser um bombeiro
é muito pouco utilizado.
Os
gráficos decepcionam. O Vita pode mais do que o apresentado no jogo. Já o som
até que é bem cuidado (mesmo com a limitação do portátil neste aspecto) com
alguns efeitos interessantes como o de fogo e os das balas da carabina caindo
ao chão.
A
campanha é curta, dura no máximo umas cinco horas. O multiplayer, pode até divertir,
até por ser o primeiro do Gênero no aparelho, mas também não apresenta novidade
alguma. Mas roda muito bem, não apresentando nenhum lag durante as partidas.
Resistance Burning Skies, como jogo não
se apresenta muito bem, mas consegue demonstrar de forma eficaz que o Vita pode
rodar tranquilamente jogos em FPS.
Cotação:
2/5
Ficha
técnica: Resistance Burning Skies. FPS.
Produtora: Sony. Desenvolvido por: Nihilistic. Data de lançamento: 29 de Maio
de 2012.
Obs: Para os caçadores de troféus
e platinadores de plantão uma boa notícia: é muito mas muito fácil conseguir a
platina do jogo.
Opiniões # 45 –
Katy Perry: part of me 3D (USA,2012)
Por Marlon Fonseca
Seguindo a onda de musicais e documentários com artistas
de sucesso, chegou a vez da cantora, compositora e performática Katy Parry
ganhar o seu. Nesse Katy Perry: part of
me 3D, a acompanhamos durante o período de sua maior turnê, california dreams, que ocorreu no ano de
2011 e, paralelamente, são destacados pessoas e momentos importantes para sua
carreira e vida.
Logicamente, trata-se de um filme mais voltado aos fãs da
cantora. Mesmo assim, há certo cuidado em apresentá-la para a parcela do
público que acompanha a sua carreira. E esse acaba por ser um dos seus trunfos
que, se beneficia também pelo bom ritmo e pela curta duração.
Importante
destacar o fato de que vários dos assistentes da cantora e pessoas de seu Staff têm participação destacada no
filme, o que demonstra a ausência de estrelismo do longa que em nenhum momento
passa a sensação de ser uma “propaganda gratuita” (ainda que seja) para a carreira de sua
protagonista. Inclusive, dá até mesmo para tirar algumas lições de sua
história, principalmente na luta pela preservação de sua autenticidade.
Como
era de se esperar, as cenas dos shows são muito bem cuidadas. Já as dos
bastidores algumas vezes soam um pouco artificiais (um exemplo é a da visita na
casa de sua avó que, mesmo muito divertida, soa mecânica).
Curiosamente,
um dos momentos mais marcantes de sua vida e do filme ocorreu no Brasil e o
espectador, fã ou não, acaba por se comover nesta sequência que denota um misto
de sofrimento e “raça” de dar orgulho e emocionar.
A
utilização do 3D é irregular, mas quando perceptível resulta em ótimos efeitos.
Katy Perry: part of me 3D, ainda
que bem cuidado, é um produto mais vendável aos devotos fãs da cantor e para um público mais jovem. Pode
até que consiga angariar mais alguns admiradores por aí ante a lição de determinação e
autenticidade de sua estrela. E seu inegável talento e carisma.
Cotação: 3/5
Ficha técnica: Katy
Perry: part of me 3D (USA,2012).Documentário. Musical. Direção: Dan Cuthforth e Jane Lipsitz. Elenco: Kate
Perrry, Russel Brand, Glenn Ballard. Duração: 93 min.
Dia movimentado aqui no blog para os amantes de futebol virtual. Depois de tratarmos sobre a demo do PES 2013 (leia aqui), chegou a notícia de que a EA divulgou a capa oficial do vindouro FIFA 13.
A capa estampará o craque Lionel Messi, continuando com o contrato de exclusividade com o craque argentino e do Barcelona iniciado com o Fifa Street (confira nossa análise do jogo aqui)
Vejam a imagem abaixo:
Fifa 13 tem data de lançamento confirmada para o dia 25 de Setembro
Após
ter perdido um considerável número de adeptos para o concorrente FIFA, a Konami
vêm tentando melhorar a sua franquia para captar novamente os descrentes.Para o
PES 2013, cujo lançamento está previsto para 1 de Novembro de 2012, a produtora diz ter
utilizado o feedback dos jogadores nas redes sociais.
Lançada
na semana passada nas PSN´s da Europa e japonesa e ontem na Americana e
Brasileira, a demo 1 da sua futura versão já demonstra algumas das novidades.
Vamos analisá-las abaixo:
Gráficos: Percebe-se uma leve melhoria neste sentido. Os
personagens estão ainda mais detalhados e contam com mais animações. As camisas
também estão com um aspecto mais bonito com texturas mais caprichadas. Já o menu está mais simples e menos atraente
e aqui há muitos serrilhados nas figuras dos jogadores.
Sons: Nesse aspecto há poucas mudanças. Os efeitos são os mesmos
das versões anteriores. Os cantos da torcida ganharam mais diversidade mas durante
o jogo continuam apresentando-se de forma bastante repetitiva.
Jogabilidade: Aqui é onde ocorreram as maiores mudanças. O jogo
está mais cadenciado se baseando mais no toque de bola. Os jogadores estão mais
maleáveis e os dribles e cortes rápidos saem de forma muito mais fácil e
competente. Os chutes agora podem ser melhor direcionados para o gol, assim
como os passes.. A inteligência artificial dos jogadores foram aprimoradas e
agora, finalmente, eles se deslocam e posicional pelo campo de forma mais
abrangente. Já os goleiros não sofreram tantas alterações conforme o prometido,
mas a saída de bola está mais variada e menos afobada. No geral, as partidas estão mais agradáveis de
serem disputadas e as jogadas possuem um maior número de variações.
Vídeo da techtudo
Conclusão: As melhorias existem e
a jogabilidade foi beneficiada. Ainda é cedo para sabermos se o PES vai
conseguir resgatar alguma parcela dos fãs que vêm perdendo ao longo dos anos.
Fiquemos de olho!
Obs: Nesta primeira demo, os
times/seleções disponíveis são: Santos, Internacional. Fluminense, Flamengo,
Itália, Portugal, Inglaterra e Alemanha.
Lançado
neste ano de forma exclusiva para o 3DS, Resident
Evil Revelations é uma tentativa de trazer a famosa e bem-sucedida franquia
de volta ao gênero que a consagrou (o survival
horror) e fornece uma opção de game hardcore
aos usuários do portátil da Nintendo.
Na
história do jogo, que se passa entre RE 4 e RE 5, a BSAA (Bioterrorism Security Assessment Aliance),
manda Jill Valentine e seu parceiro Parker para um misterioso navio que
encontra-se no mar mediterrâneo para investigar o desaparecimento de Chris
Redfield e sua parceira Jessica. Mais uma vez, deverão enfrentar terríveis
criaturas.
Na
verdade, a trama é contada de forma paralela entre as investigações de Jill,
onde o aspecto de survival horror impera e as ações de Chris onde o enfoque é
na ação. Ainda há algumas missões onde dois agentes novatos (Quint e Keith) na
franquia aparecem também mais calcados na ação.
O
cenário principal do game, o navio Queen
Zenobia, relembra o aspecto labiríntico e intricado da mansão do primeiro
game da franquia. Nunca se sabe de que canto ou sala surgirá um inimigo. Ainda
parecendo com o primeiro Resident Evil, enquanto no navio, o jogador deverá ir
e vir no mapa procurando itens e resolvendo alguns puzzles na tela de toque (simples e repetitivos) para avançar na
narrativa.
A
jogabilidade foi um pouco simplificada para se adaptar ao aparelho e é a parte
mais problemática do game junto com sua câmera. Os personagens ainda não se movimentam
quando executam a mira (que passa à visão em primeira pessoa nesse momento) e o
analógico do aparelho é um pouco rígido para executar movimentos mais bruscos.
A tela de toque que serve como mapa e administração de inventario, no entanto,
foi uma ótima adição. Há, ainda, um novo aparato que permite que scanear partes
e objetos dos cenários que auxilia na procura de itens como energia e munição.
Os
gráficos estão muito bons e parecem usar ao máximo a capacidade do portátil. Os
efeitos em 3D estão bastante discretos, sendo mais perceptíveis nas cutscenes. Volta e meia, porém, o jogo
dá uma queda de performance apresentando slowdonwns
principalmente nos momentos de abertura de determinadas portas e dentro de
elevadores.
Investindo mesmo no clima sombrio, a trilha
sonora é bacana e reproduz bem a atmosfera assim como os efeitos sonoros.
A campanha,
dividida em doze capítulos e que dura por volta de dez horas, é competente e a
história é menos exagerada e acelerada do que os capítulos anteriores da franquia. Há maior destaque aos bastidores da BSAA. A presença e dinâmica entre Jill e Chris
é sempre marcante na franquia. Os novos personagens, no entanto, pouco
empolgam.
Novos
e antigos inimigos irão marcar presença na empreitada. Mas a variação deles é
bem pequena ao longo da aventura, ainda que há uma ou outra batalha
interessante contra chefes.
Resident Evil Revelations promove a
volta da série aos elementos de terror. Ainda que se torne repetitivo em alguns
momentos, é um dos grandes jogos da extensa franquia. Imprescindível para os fãs
da série e donos do portátil da Nintendo.
Cotação: (4/5)
Ficha
técnica: Resident Evil Revelations
(3DS). Produtora e distribuidora: Capcom. Data de lançamento: 07 de Fevereiro
de 2012 (USA) e 26 de Janeiro de 2012 (Japão).
Na época de seu
lançamento, o game apresentou um problema com a sua capa em uma de suas
tiragens. O erro constava no nome do jogo na lateral da embalagem conforme a
foto ao lado. A Capcom ao saber do fasto, prontamente se pôs à disposição dos
jogadores para efetuar a troca gratuita. Alguns preferiram ficar com a
“raridade”.
2012 promete um ano muito movimentado para os fãs da série tanto nos games como no cinema. Alem deste Resident Evil Revelations, já foi lançado um spin-off da série mais calcado na ação intitulado Resident Evil: Operation Raccon City. (confira análise clicando aqui). Mas o game mais aguardado, sem dúvida é Resident Evil 6, que reúne pela primeira vez Chris Redfield e Leon Kennedy, com data de lançamento marcada para o dia 02 de Outubro e já bateu todos os recorde de pré-venda da franquia.
Já nos cinemas serão duas novidades. A primeira é o lançamento do quinto filme que continua com a saga cinematográfica repleta de liberdade criativas intitulada Resident Evil Retribution (Resident Evil: a Retribuição na Brasil). O filme está com lançamento previsto para Setembro e novamente se utilizará da tecnologia em 3D.
Por fim, será lançado também em Setembro, o longa metragem em Animação intitulado Resident Evil Damnation que continuará os eventos da animação anterior intitulada Resident Evil Degeneration, que fez muito sucesso entre os fãs.
Um ano muito movimentado para os fãs de Resident Evil, sem dúvidas.
Opiniões # 44 – O Que Esperar Quando Você Está Esperando (What To Expect When You´re Expecting,
USA, 2012).
Por Marlon Fonseca
Maternidade.
Momento mágico, milagroso e sagrado da mulher. Paternidade. É quando o homem
produz seu legado e ganha um companheiro (a) para toda a vida. O que Esperar quando você está esperando
desmistifica essa afirmativa de forma divertida e um pouco dramática para ao
final corrobora-la.
Inspirado
pelo best seller de Heidi Murkoff, e
com um elenco estrelado, o filme apresenta quatro histórias abordando a
gravidez. Autora sobre assuntos
relacionados à gravidez (Elizabeth Banks, ótima e grande destaque do filme)
finalmente consegue engravidar, mas vai à loucura. Enquanto isso seu marido(Bem
Falcone), tem que lidar com a relação mal resolvida com seu competitivo e
milionário pai (Dennis Quaid) que também está para ter gêmeos. Apresentadora de
um programa de fitness (Cameron Diaz, mais musculosa e contida do que o normal)
engravida de um companheiro de profissão (Matthew Morrison) e vive se
desentendendo com o mesmo acerca dos assuntos sobre o futuro filho. Jovem (Anna
Kendricks) acaba engravidando de uma antiga paquera de infância (Chance
Crawford) após um único encontro e precisa se adaptar a esta situação. Por fim,
casal (Jennifer Lopez e Rodrigo Santoro, cada vez mais à vontade em Hollywood) decide
participar de um programa de adoção de crianças da África ainda que o marido
tenha suas dúvidas sobre a paternidade.
Por
se tratar de um longa que apresenta histórias variadas, ocorre o comum fato da
irregularidade entre elas. Seja na qualidade. Seja no tratamento. A história da
personagem de Elizabeth Banks é de longe a mais divertida e bem realizada. Como
‘bônus” ainda há a presença engraçadíssima de Rebel Wilson (uma espécie de
Jonah Hill feminina) como sua assistente. A contraposição entre seu desespero e
a tranqüilidade da esposa de seu sogro (Brooklyn Decker) também rende bons
momentos. Já a trama encabeçada por Anne Kendricks é a mais dramática e
sensível e também recebe um tratamento competente ainda que seja a que menos
tenha tempo de tela.
Por
outro lado, a parte destinada ao drama do casal postulante à adoção, padece da
falta de empatia de ambos (principalmente de Lopez) e só se salva pelas cenas
divertidíssimas nas quais Santoro acompanha um grupo de pais (encabeçado por um
Chris Rock surpreendentemente sem nenhum exagero) experientes no “batente” da
paternidade. A história liderada por Cameron Diaz é extremamente sem graça e
razão de existir ainda que esta se apresente muito bem.
Mesmo
oscilando entre drama e comédia e entre boas histórias e outras não tanto
inspiradas, o filme diverte e com certeza na platéia mães e pais experientes
vão se identificar em algum momento. Destaque também para caprichada edição que
abusa de algumas trucagens interessantes entre algumas trocas de cenas.
Sem
nenhuma conotação sexista, deve se destacar, também, o curioso fato de que em
um filme que é baseado em um romance escrito por uma mulher e roteirizado por
roteiristas mulheres, apresenta as protagonistas como dominadoras e/ou
neuróticas.
O Que Esperar Quando Você Está Esperando,
ainda que padecendo de certa irregularidade, é um filme agradável ao abordar de
forma divertida e dramática o caminho da gravidez, maternidade e paternidade.
Cotação: (3/5)
Ficha
técnica: O Que Esperar Quando Você Está Esperando (What To Expect When You´re
Expecting, USA, 2012). Drama. Comédia. Romance. Direção: Kirk Jones. Elenco:
Jennifer Lopez, Cameron Diaz, Elizabeth Banks, Anna Kendricks, Rodrigo Santoro,
Chris Rock, Dennis Quaid. Duração: 110 min.