quinta-feira, 26 de julho de 2012

...SÉRIES. Os seriados do Batman - parte 1


...SÉRIES
As séries do Batman – parte 1
Por Marlon Fonseca





            Antes de fazer sucesso com produções cinematográficas de alto orçamento e arrecadação, o homem-morcego teve alguns seriados que foram difundidos tanto nos cinemas como na televisão.

           
Seriados do Cinema.

            Antigamente era muito comum que nos cinemas a projeção de seriados e noticiários. O Batman, assim como seu “colega” Superman, teve algumas produções neste sentido durante a década de 40.

            O primeiro cine-seriado do super-herói em 1943, intitulado de Batman: O Homeme-morrcego trazia Batman e Robin enfrentando um agente japonês intitulado Daka cujo objetivo era formar um exército para atacar os Estados unidos(lembrando que era a época da Segunda Guerra...daí um inimigo japonês). Não era lá muito fiel ao personagem e algumas liberdades criativas incomodam, mas foi a primeira aparição do Homem-morcego nas telas. Teve 15 capítulos e foi distribuído pela Columbia.

         


  Em 1949, outro seriado aportou aos cinemas no mesmo formato de divisão em 15 episódios e intitulado de Batman e Robin (alguns também o chamam de A volta do Homeme-morcego). Dessa vez a dupla dinâmica enfrenta outro vilão inédito: o Mago. Também com cunho militar e reflexo da época, o vilão possuía um raio da morte com poder similar ao de uma bomba nuclear.





O Seriado da Década de 60.

            Mas o seriado mais famoso (ou infame para alguns) foi o desenvolvido pela rede de televisão americana ABC e intitulada apenas como Batman. Vinculado entre os anos de 1966 e 1968 a série é objeto de culto até hoje.

            Nela, Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward) travaram batalhas contra os clássicos vilões de quadrinhos. Este eram interpretados por grande nomes da época como César Romero (Coringa), Frank Gorshin (Charada), Julie Newmar (e sua marcante Mulher-gato), Vincent Price (cabeça de ovo) e Burgess Meredith (como o Pingüim). Foram 120 episódios.

            Declaradamente cômica, a série é marcada de várias curiosidades e situações interessantes. A música tema, por exemplo, é lembrada até hoje. A utilização de onomatopéias também é um fato que a marcou.

Mas os aspectos “toscos” é o que acabam sobressaindo como a visível falta de forma do homem-morcego, o bigode do Coringa (Romero não aceitou raspar seu marcante bigode para o papel) e algumas cenas “clássicas” como no episódio que dança drogado e desengonçado e a utilização do “bat-repelente de tubarão” no filme oriundo da série.

            É uma série que divide opiniões entre os fãs até hoje. Apesar de ser inegavelmente divertida, muitos não gostaram do tratamento cômico e alegre ao personagem, afastando seu lado sombrio. Independente da opinião a seu respeito ela foi marcante para várias gerações.
           
           
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Na parte 2, veremos os seriados de animações com o personagem.
            

Cenas de Cinema Especial - O Batman de Nolan


Cenas de Cinema Especial – A versão de Christopher Nolan para o Batman.
Por Marlon Fonseca



            Ante ao fiasco de Batman e Robin, o estúdio Warner (detentor da DC comics e, em razão disso, dos direitos do Batman), ficou sem saber como abordar novamente seu lucrativo e popular personagem nos cinemas.

            Depois de muitos projetos, especulações, fora anunciada a contratação do então ascendente diretor inglês Christopher Nolan para a produção de que prometia uma nova versão do personagem intitulada Batman Begins. Conforme o nome indica, a origem do personagem foi retratada sob outro enfoque, da forma mais realista possível, dando assim início a uma nova fase do homem-morcego nos cinemas.

            Nunca esquecendo o desenvolvimento dos personagens, o filme aborda os anos de treinamento que Bruce Wayne se impôs para a sua formação como combatente ao crime. E mesmo tomando liberdades criativas e inovando em muitos aspectos, é visível a inspiração de histórias e sagas clássicas como Batman: Ano Um e O Longo dia das Bruxas.

            Assim, sob esta ótica, o público e os fãs tiveram contato com o Batman mais palpável e fiel possível (a atuação marcante de Christian Bale faz toda a diferença). Um Batman que inflige medo aos adversários, determinado e atormentado pela escolha de vida que faz. E sua primeira aparição no filme, impondo sua voz grossa e visual assustador para um bandido fez os fãs enlouquecerem e constatarem estar diante do personagem de fato.

O medo, aliás, é uma das subtramas mais claras e interessantes do filme. Afinal de contas, e em uma cena já clássica que lembraremos agora, Bruce Wayne explica ao Alfred o porquê de vestir-se de Homem-morcego: “Morcegos me assustam. Está na hora de meus inimigos partilharem desse pavor”. A utilização do Espantalho como um dos vilões só reforçam esta ideia.

          Em razão do merecido sucesso de Batman Begins, sua continuação imediatamente passou a ser prioridade da Warner e foi objeto de demanda por todos. E, quando finalmente lançada em 2008, se apresentou não somente superior ao primeiro filme como uma das maiores obras do cinema.

         Assumidamente inspirado em Fogo Contra Fogo de Michael Mann (e observa-se esta inspiração principalmente em sua estrutura narrativa e ligação entre os personagens), Batman- O Cavaleiro das Trevas é cercado de infinitas qualidades. Trata-se de uma das grandes obras do cinema moderno indo muito além do gênero “filme de super-herói”.

            Com mais liberdade criativa e orçamento, Nolan orquestrou mais do que um filme de ação. Trata-se de um drama policial ambientado em sua Gotham City realista. O cuidado ao tratamento e ligação entre todos os personagens é ímpar, fruto de um roteiro extremamente bem trabalhado.

            E não dá para falar deste filme sem falar da presença marcante do Coringa. Em primeiro lugar destaca-se a assombrosa atuação de Heath Ledger. Toda a sua composição (voz, gestuário, etc) para o personagem é impecável ao ponto de já nos primeiros minutos de projeção ele “sumir” por detrás do personagem. Além disso, a visão do Nolan sobre o palhaço do crime e seu relacionamento é claramente inspirada em uma das mais clássicas histórias do homem-morcego, a Graphic Novel A Piada Mortal. Nela, Batman e Coringa são lados de uma mesma moeda. Um não vive sem o outro. “Você me completa” diz o Coringa na fantástica seqüência de interrogatório na delegacia de Gotham.
           
            Um filme marcante que termina com Batman se tornando um renegado e encarando o peso de suas escolhas.

            Estriou na semana passada nos EUA e chega neste fim de Semana no Brasil O Cavaleiro das Trevas Ressurge que encerra esta visão do Nolan que marcou a história do Batman e do cinema.


terça-feira, 24 de julho de 2012

O Batman no cinema


...CINEMA
...ESPECIAL BATMAN
O Batman no Cinema
Por Marlon Fonseca



            O Homem-morcego conta, ao longo das décadas, com vários filmes lançados com enfoques completamente diferentes sobre ele.

Sua primeira aparição nas telas de cinema na verdade foi em forma de série, fato que iremos tratar em outra ocasião[1].Aqui vamos nos ater ao tratamento dado ao personagem por três diretores distintos que dividiremos em fases.



Fase Tim Burton: No final da década de 80 e início da de 90, as adaptações para os cinemas de personagem oriundos de história em quadrinho não gozavam do prestígio que têm atualmente. Os estúdios Warner, detentora dos direitos da DC Comics e do personagem, achou que já era hora de explorar o homem-morcego nesta mídia. Para tanto chamou o diretor Tim Burton, bastante identificado por filmes de atmosfera gótica.

            Intitulado apenas como Batman e lançado em 1989, com uma esmagadora campanha de marketing, que criou parâmetros de divulgação utilizados até hoje nesse sentido, e tendo (o contestado) Michael Keaton como Bruce Wayne/Batman e o astro Jack Nicholson como o arquiinimigo Coringa. O interesse amoroso do herói, a jornalista Vicky Vale, foi interpretada pela estonteante Kim Basinger. O visual gótico de Gothan City, em uma direção de arte muito bem caprichada, a trilha sonora marcante de Danny Elfman e as figuras do herói e do Coringa (que no filme fora responsável pela morte dos pais de Bruce, o que não ocorre nos Quadrinhos) transformam um filme em um grande sucesso de público e crítica.

            Em razão desse sucesso todo e com uma pressão do próprio público por uma continuação, Batman –O Retorno estréia em 1982 agora trazendo a Mulher-Gato e o Pingüim como vilões em atuações espetacular de Michelle Pfeifer e Danny Devito respectivamente.

            A direção de arte e o aspecto sombrio apresentaram-se ainda mais carregadas nesta continuação o que foi objeto de restrições por algumas pessoas. Em razão disso, Burton considerou sua “missão” cumprida e passou a atuar apenas como produtor dos longas seguintes terminando esta fase e começando a próxima.




Fase Joel Schumacher: A fase cinematográfica mais contestada do homem-morcego. Assustada com as criticas sofridas pelo caminho sombrio trilhado por Tim Burton, a Waner decidiu atenuar este aspecto. Para isso chamou o diretor Joel Schumacher.

            Batman Eternamente, de 1995, dá início a esta nova fase mesclando o lado sombrio com o aspecto mais leve do famoso seriado da década de 60[2]. Val Kilmer substituiu Michael Keaton no manto/armadura do herói e há a inclusão do Robin (Chris O´Donnel). Os vilões foram interpretados, histrionicamente, por Jim Carrey e Tommy Lee Jones. O filme ainda contava com uma Nicole Kidman no auge da beleza como interesse amoroso de Bruce Wayne. Foi o maior sucesso comercial do personagem até então.

            Diante do sucesso do anterior, a Warner e Schumacher achavam que tinha “achado o caminho”,[3] mas o que aconteceu foi que a coisa degringolou de vez em Batman e Robin de 1997. George Clonney, um astro em ascensão foi o Batman da vez e Scwarzenneger fez de tudo até conseguir o papel de Sr. Frio. Um filme extremamente caricato, com um personagem descaracterizado e excessivamente apelando para um lado cômico infame ("Bat-cartão de crédito"???). Se junta a isso uma “mistureba” danada de heróis e vilões e chegamos a uma das piores adaptações de histórias em quadrinhos de todos os tempos e o pior filme do Batman.





Fase Christopher Nolan: Ante a tragédia e fracasso resultantes de Batman e Robin a Warner ficou anos sem saber o que fazer com seu famoso e lucrativo personagem. Depois de vários projetos em estudo deu-se início a fase Nolan que terá tratamento em um texto especial amanhã.







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Batman Dead End (Fan Film): O personagem também é alvo constante de filmes em curta metragem feitos por fãs, conhecidos como fan films. O Mais famoso dele é Batman Dead End. Dirigido por Sandy Corolla, técnico de efeitos especiais, um Batman extremamente bem caracterizado enfrenta o Coringa e mais dois "vilões-surpresa" em um beco de Gothan. O filme fez tanto sucesso que Corolla chegou a ser cogitado para reinicar a franquia do morcego após o fracasso de Batman e Robin, algo que não ocorreu na prática. Veja o filme abaixo na íntegra.







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Curiosidades:
Evolução dos uniformes ao longo dos anos tanto nos seriados (primeira linha) quanto no cinema


Batmoveis



[1] . Também há um longa metragem oriunda da série da década de 60 que será apreciado em outra ocasião.
[2] Que será objeto de apreciação em um futuro texto.
[3] Tanto que a Waner já estava com o projeto de mais um filme engatilhado. Com o espantalho como vilão.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

...CINEMA. Opiniões #42 - Chernobyl


...CINEMA
Opiniões # 42 – Chernobyl (Chernobyl Diaries, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca



            O diretor e produtor Oren Peli despontou em Hollyood graças ao sucesso de Atividade Paranormal. A partir daí continua identificado com os filmes de gênero falso documentário/filmagens escondidas[1] e além de atuar como produtor na continuidade da franquia, dirigiu o vindouro Área 51, que também será neste estilo. Já Chernobyl, no qual produziu e escreveu, foge desse subgênero.

          Na trama, seis jovens contratam um guia para levá-los a uma cidade que fora abandonada na época do incidente nuclear de Chernobyl. Mas o “passeio” vai ser mais aterrorizante do que esperavam.

            Ainda que não se utiliza do recurso do falso documentário, o filme tem um estilo totalmente documental. Percebe-se tal fato principalmente pela fotografia sem capricho, pelos enquadramentos, mudanças abruptas na câmera e closes forçados. É uma produção barata, o que se percebe também na falta de variação e capricho dos cenários e na criação de uma ambientação decente.

            Os personagens são de uma burrice irritante[2] e passa longe qualquer tentativa de aprofundamento sobre eles. Não há um sequer que o público se conecte ou torça pela sua sobrevivência de fato. O roteiro além, disso tem bastante “furos” e falta lógica em vários momentos. E os diálogos seguem a linha apresentando-se completamente fracos.

            Mesmo assim, o filme até que possui alguns (poucos) bons momentos de suspense e pode dar algum susto na platéia.

            Chernobyl falha na ambientação, caracterização de clima e de personagens. Promove um ou outro susto, mas não é nem de longe bem desenvolvido. Oren Peli, assim, acaba por entregar um filme semi-amador.


Cotação: (1/5 - 3,5/10)

Ficha técnica: Chernobyl (Chernobyl Diaries, USA, 2012). Terror. Direção:Bradley Parker. Elenco: Jessé McCarteney, Jonathan Sadowski e Olívia Duldley. Duração: 86 min.


Obs: O filme foi distribuído apenas com cópias dubladas o que, com certeza, aumentará ainda mais a discussão acerca dos filmes dublados x filmes legendados que tem esquentado nos últimos meses entre alguns críticos do Brasil.

           


[1] Na ocasião da análise de Filha do Mal dissertamos sobre os aspectos deste gênero. Confiram aqui:http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/02/opinioes-06-filha-do-mal.html
[2] O exemplo mor é o da jovem metida á fotógrafa. Ela tira foto de tudo durante o passeio, mas não se anima em tirar a de uma espécie nova de um peixe mutante devida à radiação.

Ícones #2 - Batman


Ícones #2 - Batman
Por Marlon Fonseca







            Seja nos quadrinhos, cinema, games, série, animações. O Batman é um dos personagens mais populares de todos os tempos. Ao longo de décadas, transitando por todas as mídias citadas, o Homem-Morcego sempre deixa a sua marca.

            Criado por Bob Kane e originário dos Quadrinhos onde apareceu pela primeira vez na revista Detective Comics nº 27 em 1939, a figura sombria e encapuzada não cansa na sua luta contra o crime na cidade de Gotham City. O milionário Bruce Wayne aos dez anos de idade presencia o assassinato de seus pais Thomas e Martha Wayne. Amargurado, decide dedicar a sua vida a combater os criminosos vestido de morcego, sua fobia.

            Bruce Wayne/Batman não possui qualquer tipo de superpoder. Ele utilizou a sua fortuna e inteligência para moldar seu corpo e mente para atingir seu objetivo. É dotado de uma grande capacidade de investigação, concentração e obstinação (e/ou obsessão), além de força muscular e domínio de várias artes marciais. Também se utiliza de veículos e aparatos da mais alta tecnologia.

            Contando com alguns aliados e enfrentando perigosos e psicopatas inimigos, Bruce Wayne não descansará enquanto Gotham City não for uma cidade segura.

sábado, 21 de julho de 2012

ESPECIAL BATMAN. Apresentação.


ESPECIAL BATMAN - Apresentação
Por Marlon Fonseca



            Muitos leitores e amigos me perguntam desde o início deste blog o porquê de o Batman (personagem que sou muito identificado e meu favorito ao lado do Homem-Aranha) não ter aparecido ainda por aqui.

            Na verdade isto foi proposital, pois é com ele que teremos aqui no blog a cobertura e série de textos mais extensa e ousada de todos estes seis meses de “Falando de...”. Trata-se do Especial Batman.

            O Homem-morcego invadirá todas as seções daqui, nestes próximos dias e até a data do lançamento do muito esperado O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Vamos, assim, ao longo de uma semana inteira e de forma diária, acompanhar e relembrar a carreira do personagem em todas as mídias nas quais ele deixou sua imponente marca: quadrinhos, cinema, séries, animações, games.

            Espero que embarquem conosco nesta empreitada. Está aberto então o ESPECIAL BATMAN DO FALANDO DE...

            Vamos falar de Batman no “Falando de...”?


            E olha o que vem por aí*...


CINEMA:




















SÉRIES:


ANIMAÇÕES:




















GAMES:




















QUADRINHOS:





















COLECIONÁVEIS:




* fotos tiradas da coleção particular do autor.


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Montagm retirada da internet
#LUTO.

Nem tudo, no entanto, é alegria. Com muito pesar fomos todos atordoados com mais um incidente praticado pela mente de um doente que infelizmente ceifou vidas e fãs do herói que estavam assistindo a estreia de O Cavaleiros das Trevas Ressurge em um cinema nos EUA. O "Falando de..." presta aqui uma singela homenagem ás vítimas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dicas da Semana #21 - 20/07/2012


Dicas da Semana # 21 – 20/07/2012
Por Marlon Fonseca



            Semana passada, excepcionalmente, não foi possível a publicação do nosso “Dicas”. Pedimos desculpas aos nossos leitores e prometemos caprichar nesta semana com dicas das mais variadas. Há ainda a nova subseção contra-indicação onde os livramos de certas “bombas”.



CINEMA


Valente: A animação da Pixar chega este ano numa história muito bem trabalhada sobre a luta pelo seu destino.







Chernobyl: Mais um filme de “filmagem encontrada/falso documentário”.  Produzido por Oren Pili diretor do primeiro Atividade Paranormal e produtor de suas demais seqüências, seis jovens em uma viagem de férias decidem visitar a cidade de Pripyat, abandonada após o desastre em Chernobyl ocorrido em 1986. Lá defrontam-se com seres sobrenaturais.











DVD/BLU-RAY

Heleno: Muito bem produzida e executada cinebiografia de um dos jogadores mais problemáticos da história do nosso futebol. Munida de uma belíssima fotografia em preto e branco. Uma obra que deve ser apreciada.
            Confira nosso texto sobre o filme publicado na época de seu lançamento: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/04/cinema-opinioes-20-heleno.html







A Separação: Uma jóia rara que arrebatou, merecidamente, muitos prêmios no ano passado e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro do ano. Após se separar de sua esposa, homem é obrigado a cuidar de sua filha e de seu pai que sofre de Alzheimer. Para tanto contrata uma jovem para ajudá-lo com o serviço. Após um acontecimento, ambas as famílias entram em choque. Trata-se de um daqueles raros e magnéticos filmes que segura a atenção do espectador desde o começo.






Casa de Areia e névoa: Se você gostou de A separação e achou interessante o forte embate entre as pessoas, aproveite e veja este filme também. Nele, duas pessoas travam uma disputa até as ultimas conseqüências por uma casa. Atuações fantásticas de Jennifer Connely e Bem Kingsley.










NETFLIX:

O menino do pijama listrado (the boy in the striped pijamas): Emocionante e forte drama sobre a amizade entre um menino filho de oficial do exército alemão e um refugiado em um campo de concentração.









Bill e Ted- dois loucos no tempo: Seqüência de um dos primeiros filmes do imortal ator Keanu Reeves  (não sabiam disso? Leiam aqui http://hackeandoamatrix.blogspot.com.br/2012/03/conspiracao-keanu-reeves-seria-ele.html).








Green Zone (A Zona Verde): Odiretor Paul Greengass e o ator Matt Damon repetem a dobradinha da franquia Bourne nesse filme de ação político. Agente da inteligência americana descobre toda a farsa sobra a divulgação da existência de armas de destruição em massa no Iraque. Ignorado nos cinemas, chegou a hora de ser conferido.











CONTRA-INDICAÇÃO:

            Inauguramos esta nova parte do “dicas” , onde salvamos o seu tempo e evitamos que assistam  “bombas cinematográficas”:


The Spirit: Mesmo dotado de um elenco de ponta e adaptando um dos grandes ícones dos quadrinhos, o filme é uma das piores adaptaçãos já feitas. Chato, sem ritmo, quase nada se salva nesse filme.

Espelho, espelho meu: Bobo ao extremo, sem graça. Se salva apenas pela atuação de Julia Roberts que parece a única a estar se divertindo de fato com o filme.



BOM DIVERTIMENTO E BOM FINAL DE SEMANA PARA TODOS!!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

...CINEMA. Opiniões # 41 - Valente


...CINEMA
Opiniões # 41 – Valente (Brave, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca



           
Em Valente, a mais nova animação da Pixar, conhecemos Merida. Dotada de longos cabelos ruivos, personalidade forte e muita determinação, vive o seu dia-a-dia comandado por mãos de ferro pela sua rígida mãe. Seus irmãos podem e fazem de tudo. Ela não, pois deve ser moldada a portar-se como a futura rainha que será. Descontente com a sua situação lutará para fazer valer a sua vontade e destino.

            O parágrafo acima resume bem a trama da animação. Mas quem conhece a Pixar já sabe que seu forte é a subtrama adulta que advém de seus filmes. É o seu “algo a mais”, seu diferencial. No sensacional Procurando Nemo, por exemplo, temos a subtrama da paternidade responsável e no lírico Wall-E, além de uma bela história de amor, há um recado ao consumismo exagerado.

       A Pixar sempre soube equilibrar bem em seus filmes seus aspectos cômicos e suas tramas mais adultas. Despertando emoções diferenciadas entre as plateias adultos e mais jovens e, assim, os agradar por igual. Curiosamente, desta vez, há um desequilíbrio, pois Valente é uma das animações mais maduras já realizadas no cinema.

            Desta vez o estúdio de animação vai ainda mais além e faz da sua subtrama ainda mais contundente. Trata-se de um filme sobre a emancipação da mulher, a necessidade de luta para moldar o seu destino e da importância da utilização do diálogo para a resolução de todo e qualquer problema. Para tanto, ao invés de jogar tais temas com diálogo fáceis e auto-explicativos, utiliza-se do expediente de inteligentes e muito bem implementadas metáforas e alegorias.[1]

A relação entre mãe e filha, o fio condutor de todo o filme, é extremamente bem realizada. Tão iguais e tão diferentes, com vontade conflitantes e bastante orgulhosas as duas são incapazes de travar um diálogo para a tentativa de resolução de seus problemas. Uma tentando impor vontade sobre a outra. Somente após um ato impensado e de forte egoísmo da moça, há uma inversão de papéis, muito bem sacada, diga-se de passagem, que pode finalmente aproxima-las.

Há ainda sim espaço para as cenas cômicas, principalmente vindas dos carismáticos pai e irmãos da moça e cenas de ação. Mas seu forte mesmo é a forma de como apresenta a sua história e a construção, desconstrução e reconstrução dos relacionamentos. E dessa vez, com certeza, será uma animação que agradará mais aos adultos.     

Nos aspectos técnicos a animação é visualmente deslumbrante e competente como sempre. A trilha sonora com toques de gaita constrói bem o clima nórdico do filme. As seqüências de cantoria, porém são desnecessárias e as musicas pouco marcantes.

            Valente, assim, á um passo á frente na maturidade ao tratamento de uma trama em um longa de animação. A execução impecável e o tratamento dado a sua trama é digna de aplausos. Tal fato irá tirar um pouco de sua magia para o público mais jovem, mas é uma pérola a ser apreciada pelos adultos.

            Cotação: (4/5)

            Ficha técnica: Valente (Brave, USA, 2012). Animação. Direção: Mark Andrews, Brendan chapman e Steve Purcell.  Com as vozes originais de: Kelly Macdonald, Billy Connoly, Emma Thompson, Julie Walters. Duração: 100 min.

           

Obs: As animações da Pixar já foram objeto de apreciação no Cenas de Cinema #5. Não leram ainda? Então fiquem á vontade: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/01/cenas-de-cinema-5-animacoes-da-pixar.html


[1] Sem querer estragar a surpresa, mas reparem nas questões relativas à tapeçaria e aos pontos de luz, por exemplo.