quarta-feira, 27 de junho de 2012

...GAMES. The Amazing Spider-Man (PS3/XBOX 360)


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Opiniões #17 – The Amazing Spider-Man (PS3/XBOX 360)
Por Marlon Fonseca




            Figura extremamente popular e carismática nos quadrinhos, cinema e games, Homem-Aranha retorna em mais um game. A Activision, acreditando no potencial do aracnídeo, continua a sua meta de lançar um game com o personagem por ano nesta geração[1]. Os resultados estavam sendo desfavoráveis ate a entrada da desenvolvedora Beenox  com o muito bom Spider-Man: Shattered Dimensions.

            Em seu terceiro título à frente do “amigão da vizinhança”, a empreitada agora é adaptar o novo filme do herói O Espetacular Homem-Aranha que estréia nos cinemas na semana que vem.

            A trama se passa logo após os eventos do filme. Nova York está sendo acometida por um vírus e o aranha precisa correr contra o tempo para acabar com a infecção. Para quem não gosta de ter nenhuma surpresa revelada fica a recomendação para só jogar o game após o filme, pois logo em seu início já são reveladas pelo menos três coisas importantes sobre o seu final.



            A mecânica é baseada (e muito) nos excelentes jogos da série Arkhan do Batman, ainda que, logicamente, adaptadas à história e habilidades do personagem. O combate dinâmico, a forma de evolução e progressão do personagem, o ângulo de câmera, o tamanho dos personagens, e o fato de o uniforme se rasgar durante o combate são claramente inspirados nos games do Homem-morcego[2].

Sendo assim, há o retorno do herói ao estilo sandbox (ou mundo aberto se preferirem). Além das “missões principais” que fazem parte da história do game, e ao longo do mapa existem missões secundárias como salvar cidadãos de assaltos, perseguir carros de bandidos em fuga (bacana), tirar fotografias que implicam na responsabilidade da Oscorp, invasão de laboratórios da empresa para investigação, carregar cidadão infectados para o hospital etc.  Estas missões, infelizmente, são bastante repetitivas. Todas as missões são fáceis de ser achadas no mapa, que por sinal, não é muito grande.
 
Ainda pelos cenários existem páginas de histórias em quadrinhos que, quando reunidas, liberam quadrinhos clássicos do personagem para leitura no menu de extras. No apartamento de um certo Stan[3], ficam as informações da missões já realizadas e a opção para refaze-las para coletar itens deixados para trás.

Além do combate, há a opção de atacar os inimigos de forma stealth, também muito similar aos games Arkhan. Quando há muitos inimigos em tela essa é a melhor opção ante a pequena energia do personagem e, tal qual no jogo do homem-morcego, o ideal é movimentar-se bastante pelo cenário para atordoar os inimigos. A movimentação é fluída e a implementação do Web Rush é essencial para esta fluidez, Neste sistema, aperta-se o botão R1 (RB no XBOX360) e pode-se colocar rapidamente o personagem nos locais do cenário ou atacar os inimigos. Assim, a jogabilidade não apresenta nenhum mistério (ainda mais para quem já jogou os games do Batman).

À medida que se vai cumprindo as missões (tanto primárias e secundárias), defendendo inimigos ou coletando as revistas, pontos de experiência são atribuídos e a cada vez que se aumenta de nível, pode-se melhorar uma das habilidades de combate do herói. Derrotando inimigos robóticos ou achando peças pelos cenários ajudam na aquisição de tech points que podem ser utilizados para melhorias nas habilidades com a teia e o uniforme do aranha.
Perseguir veículos é uma das modalidades de missão secundária

Ainda que com nova roupagem[4] alguns dos personagens clássicos do Aranha marcam presença nos games. Rhino, Rattus, Escorpião e os esmaga-aranha de Alistair Smythe[5] são alguma das “dores de cabeça” que o aracnídeo enfrentará. As batalhas contra eles são diversificadas, mas, curiosamente, simples e pouco emocionantes (as contra os robôs são mais bacanas).

A história normal, a campanha, dura por volta de umas oito horas. Ao final do game ele pode se tornar repetitivo, mas não aborrecido. Depois de terminada retorna-se ao mapa para completar as missões secundárias e coleta das páginas de revistas faltantes (uma missão bacana envolvendo uma certa Gata Negra também é liberada). Após isso, porém, não há nada a fazer a não ser aguardar possíveis DLC´s.

Os gráficos estão bons principalmente o design do herói e a sua movimentação assim como as dos vilões. Outros personagens, porém, não receberam o mesmo capricho . Algumas animações que aparecem durante as lutas ou em momentos importantes do jogo também estão muito boas. Nova York também está bem bonita, mas repetitiva assim como os demais cenários. A dublagem dos personagens, ainda que não feita pelos atores do filme, é competente.

Uma animação bacana do jogo


The Amazing Síder-Man apresenta-se como um dos melhores games do Homem-Aranha já feito. Contém uma campanha razoável, jogabilidade sólida, gráficos bons que vão fazer manter os jogadores ligados até o final.

Cotação:  (4/5)

Ficha técnica: The Amazing Spider-Man (PS3/XBOX360). Ação. Produtora: Activision. Desenvolvedora: Beenox. Data de Lançamento: 26 de Junho de 2012. Versão Testada: Playstation 3

Obs: - A caixa do jogo vem dentro de uma “luva” metalizada e em alto relevo bonita e caprichada.

- Na tela de loading entre os capítulos existem mensagens dos “habitantes de NY” em uma espécie de Twitter dando o clima da cidade e seus acontecimentos.


[1] 2007: Spider-man 3; 2008: Spider-man: Friend or foe; 2009: Spider-man : Web of shadows; 2010: Spider-man: shattered Dimensions; 2011: Spider-man: Edge of time.
[2] Que recebe uma homenagem em uma divertida piada.
[3] Vocês sabem quem né?
[4] No univesro do game e do novo filme, a maioria dos vilões é ligada aos experimentos iniciados pelo pai de Peter e continuado pelo Dr. Connors (o Lagarto) para a Oscorp.
[5] Figura importante no jogo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Adaptações parte 3 - Dos games para as telas.



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Adaptações  (Parte 3) - dos Games para as telas.
Por Marlon Fonseca





            Encerrando a “trilogia” sobre adaptações passamos a falar, agora, sobre as conversões de jogos de vídeo-game para o cinema que, sem sombra de dúvidas, apresentou os priores resultados e qualidade até o momento.

            A indústria de games cresce em força ano a ano, tendo, inclusive, suplantado a cinematográfica em arrecadação nos últimos anos. Assim como nos cinemas grandes franquias de jogos tornaram-se verdadeiros blockbusters com milhões de unidades vendidas e gerando verdadeira comoção em seus lançamentos.

            Sendo assim, nada mais que lógico que as grandes franquias gamísticas, e seu público fiel, estejam sempre nos “radares” dos produtores e estúdios de hollywood. 

            A esmagadora maioria dos games que tiveram adaptações ás telas apresentou resultado insatisfatório e de baixa qualidade.

            Isso ocorreu principalmente pela falta de respeito ao material adaptado e/ou pela excessiva tomada de liberdade por falta de seus realizadores descaracterizando que  por completo o jogo adaptado.

            Exemplo de adaptações equivocadas é o que mais podemos trazer á tona. O popularíssimo personagem Mario Bros foi vítima de uma delas. Lançado em 1993 o filme foi execrado por público e crítica principalmente por ter se afastado quase que completo do jogo original. Nem o fato de ter Dennis Hopper como vilão salvou o filme.

Um ícone dos games muito mal aproveitado
no cinema.

            A popular franquia de jogos de luta (e que nesse ano completa 25 anos de existência) Street Fighter também não escapou do fiasco. Em duas sofríveis adaptações Street Fighter – o filme e Street Fighter: a Lenda de Chun Li os mesmos problemas apareceram: descaracterização por completo dos personagens e suas histórias e filmes que não empolgaram nem mesmo os fãs mais radicais. Curiosamente, no Japão, foi lançado um filme em animação baseado no jogo Street Fighter 2 apresentado resultado muito mais satisfatório e fiel.

A imagem que retrata um fiasco

Uwe Boll
            O “fundo do poço”, porém tem um nome: Uwe Boll. Trata-se de um produtor e diretor de “filmes” alemão que cometeu (e infelizmente ainda comete) as piores adaptações de games que se tem notícia.  Jogos como House of the Dead, Bloodrayne, Postal, Alone in the Dark foram suas vítimas e figuram entre listas dos 100 piores filmes de todos os tempos.

             A franquia Resident Evil apresenta dados curiosos. Inspirada livremente numa das mais famosas e rentáveis séries de games, os filmes, apesar de também apresentarem-se distantes com relação ao material adaptado, gozam de relativo sucesso nos cinemas, sendo que cada novo filme lançado supera o anterior em bilheteria. (esse ano será lançada a quinta parte). Os games, que são mais focados no gênero survival horrror[1]foram adaptados com enfoque mais em cenas vertiginosas de ação, inclusive com seus protagonistas sendo relegados á aparições como coadjuvantes e, por muitas vezes, descaracterizados dando lugar á uma história e protagonista completamente novos no filme.

Resident Evil



             A aventureira e musa dos videogames Lara Croft da franquia Tomb Raider também ficou no meio do caminho. Mesmo sendo interpretada com gosto pela super-estrela Angelina Jolie, suas duas empreitadas cinematográficas são apenas medianos filmes de ação.
Jolie em Tomb Raider
               Esse gênero, porém não vive somente de fracassos. Terror em Silent Hill, filme baseado na série de jogos Silent Hill resultou em um filme de terror e suspense extremamente competente e intrigante .Utilizando personagens e história inédita, porém fiel á atmosfera sombria e misteriosa dos games (utilizando inclusive a sua aclamada trilha sonora), o filme é considerado por muitos a melhor adaptação feita até hoje.
O clima (e a trilha sonora) da série Silen hill foi mantido no seu filme
           Outra adaptação que se saiu muito bem foi a do jogo Mortal Kombat. Feito de forma simples, porém fiel, o filme agradou aos fãs de todo o mundo mesmo tendo acentuado a violência marcantes dos jogos para se enquadrar numa classificação mais favorável e rentável ao estúdio. Infelizmente a sua continuação Mortal Kombat- a Aniquilação não teve a mesma qualidade.

            A relação filme e games, contudo não para por aí. Contando com consoles e PC´s potentes que permitem aos programadores e produtores opções diversificados a industria dos games flerta a cada dia mais com a cinematográfica.

            Hoje há um cuidado maior com as histórias e roteiros dos jogos sendo comumente contratados profissionais que trabalham ou trabalharam no cinema. Também se vê a utilização de captura de movimentos seja em jogos de esportes como FIFA Soccer como em jogos de ação para dar aos personagens movimentos e expressões mais realistas. Trilha sonora, dublagem dos personagens passaram a ter sua devida atenção também contando com profissionais de ponta dos cinemas.

            Sem sombra de dúvidas o maior exemplo disso é a fanquia Uncharted que conta com três jogos para Playstation 3 e um para o novo portátil da Sony PS vita. Nela somos apresentados ás aventuras de Nathan Drake uma espécie de Indiana Jones moderno. Com movimentos e voz de Nolan North o personagem extremamente carismático e bem construído enfrenta vários desafios atrás dos mais ocultos tesouros. Na franquia há espaço para tudo: romance, relação e história entre os personagens, cenários belíssimos e seqüências de ação de tirar o fôlego todos apresentados como se fossem verdadeiros “filmes jogados”.

            No quesito “imersão” a franquia Call of Duty, principalmente em sua série Modrern Warfare é insuperável. Jogada da forma de primeira pessoa, as situações e seqüências de tiro e ação “transportam” os jogadores para a tela. Não é á toa que seus jogos a cada lançamento batem todos os recordes de arrecadação de toda a indústria de entretenimento.


            Porém,  como a adaptação de games para as telas nem sempre são de qualidade a recíproca também é verdadeira. Os games baseados em filmes geralmente apresentam-se de baixa qualidade. Isso ocorre, principalmente, pelo fato de que o jogo tem que ser produzido em um curto espaço de tempo (e financeiro) para poder chegar ás lojas no dia do lançamento do filme adaptado.

            Assim, mesmo sendo o tipo de adaptação mais deficitária de todas as comentadas no decorrer desses três textos, a cada vez maior aproximação de ambas as indústrias pode no futuro próximo apresentar filmes mais fiéis e de maior qualidade.

sábado, 23 de junho de 2012

...CINEMA. Opiniões #34 - Sombras da Noite


...CINEMA
Opiniões #34 – Sombras da Noite (Dark Shadows, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca





            Tim Burton e Johnny Depp retomam mais uma vez sua longa parceria. Desta vez o objetivo é adaptar uma antiga série querida por Burton, Sombras da Noite. Burton, assim, traz mais um conto gótico à sua carreira.

Neste filme homônimo, acompanhamos a história de Barnabas Colins, oriundo de uma família rica e de grande tino comercial que se vê amaldiçoado pela bruxa Angelique. Vampirizado e escapando de sua prisão dentro de um caixão em que viveu por quase dois séculos, Barnabas reencontra sua mansão agora habitada por membros de sua família, mas sem a tradição e fortuna que antes ostentava.

Muitas das características positivas da obra de Burton e desta parceria permanecem intactas como a apurada direção de arte e a trilha sonora de Danny Elfman (outra parceria longilínea de Burton). Já Depp mais uma vez acerta em um personagem à margem de seu tempo e sociedade, ainda que repita um ou outro trejeito já conhecido, e seu Barnabas é extremamente carismático.

Ocorre, porém, que o mesmo não se pode dizer do resto da disfuncional família Collins e seus agregados. Ainda que interpretados por grandes nomes do cinema, todos os demais personagens que transitam pela mansão dos Collins são aborrecidos. A jovem e talentosa Chloe Moretz então está irritante e fora de sintonia. Mesmo assim, é gratificante rever Michelle Pfeiffer em um papel de destaque [1].

Outro fato negativo é o próprio desenrolar da história em si. Aborrecida e com um roteiro completamente desestruturado, parecendo mais uma colação de situações do que um enredo coeso. O ritmo do filme contribui bastante para esta irregularidade. O clímax, então, destoa-se ainda mais do todo. Salvam-se as cenas de “choque cultural” que Barnabas sofre na estranha década de 70.[2]

Mesmo com Depp e Pfeiffer no elenco quem surpreende de forma positiva é Eva Green como Angelique. Linda e maléfica, o filme cresce bastante com sua presença. Os momentos em que contracena com Depp são os melhores do filme. 

Sombras da Noite, portanto, é um filme extremamente irregular e está á margem de outros grandes trabalhos de Burton. O roteiro deficitárioe na maioria das vezes aborrecido só consegue manter o espectador ainda atento em razão do carisma do protagonista e a presença esfuziante de Eva Green.

Cotação:  (2/5)

Ficha Técnica: Sombras da Noite (Dark Shadows, USA, 2012). Comédia. Direção: Tim Burton. Elenco: Johnny Depp, Eva Green, Michelle Pfeifer, Jackie Earle Haley, Helena Bonham Carter, Chloe Grace Moretz. Duração: 113 min.


[1] E não aquela bobeira vista em Noite de Ano novo.
[2] As com McDonald´s, hippies e televisão são as mais engraçadas. Sem contar a participação especial de Alice Cooper.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dicas da Semana #18- 22/06/2012


Dicas da Semana # 18 – 22/06/2012
Por Marlon Fonseca





            Confira mais um “Dias da Semana” repleto de filmes dos mais variados gêneros e games que vão divertir a galera.



CINEMA:


Sombras da Noite: Johnny Depp e Tim Bruton em mais um filme da sua longa parceria. Baseado em um antigo seriado, Barnabas Collins (Deep) um vampiro amaldiçoado, retorna após dois séculos preso em um caixão e tem que reaprender a viver nos dias modernos bem como a convivência com a família que agora ocupa a sua casa e com a bruxa que o enfeitiçou.
            Comédia com um grande elenco e que o “Falando de” conta tudo amanhã.








DVD/Blu-ray:


A condenação: Baseado em uma impressionante história real. Garçonete (Hillary Swank, competente como sempre) decide estudar direito para tentar livrar seu irmão de uma condenação por homicídio (Sam Rockwell, ótimo). “Prato cheio” para quem gosta de dramas de superação, “filmes de tribunal”.







O Abrigo: Fiquem atentos a este filme que está chegando direto nas locadoras no Brasil. Em uma das atuações mais surpreendentes dos últimos tempos, Michael Shannon é um operário pai de família que começa a ter visões apocalípticas e começa a construir um abrigo no quintal de sua casa. Estaria ele louco ou prevendo o pior?







Um método perigoso: o diretor David Cronenberg continua sua fase de excepcionais filmes e desta vez conta com as atuações irretocáveis de Michale Fassbender e Viggo Mortessen respectivamente na pele de Carl Jung e Sigmund Freud.








O Homem que mudou o jogo: Filme que concorreu a alguns oscar´s no início do ano e que conta como o personagem de Brad Pitt desenvolveu um método novo para a formação de elenco de times de Baseball.










NETFLIX:


Sem limite para vingar: Esse é para quem está com saudades dos filmes absurdos de ação/policial do começo da década de 90. Denzel Washingtom é um promotor público que é alvo da vingança de um assassino diabólico que prendeu quando ainda era um policial.








Atividade Paranormal Tóquio: Se você é fã da franquia e ainda não viu este spin-off japonês, chegou a sua hora. Jovem retorna de uma temporada nos EUA e volta a morar com o irmão, mas ela não voltou sozinha.









Warriors – os guerreiros da noite: Cult violento dirigido por Walter Hill que mostra os embates entre as gangues de Nova Iorque e policiais.










À Prova de Fogo: Bombeiro em crise conjugal decide lutar pelo seu casamento e para isso utiliza-se de um método indicado pelo seu religioso pai.











GAMES:


Os Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário(PS3): Adaptação da Saga do Santuário do cultuado anime Cavaleiros do Zodíaco que saiu recentemente no Brasil com legendas em português para os deleites dos fãs e já é um sucesso de vendas.
            O ‘Falando de...” já jogou e opinou em: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/06/games-opinioes-15-cavaleiros-do-zodiaco.html






Lego Batman 2: DC Super Heroes (PS3/Vita/XBOX 360?/DS/Wii): A versão Lego do cavaleiro das trevas retorna agora com a companhia de Superman, Lanterna Verde e outros heróis do Universo DC.
            O “Falando de...” já está com o game e na semana que vem conta tudo para você.







quinta-feira, 21 de junho de 2012

...GAMES. opiniões #16 - Lollipop Chainsaw


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Opiniões # 16 – Lollipop chainsaw (PS3/ XBOX 360).
Por Marlon Fonseca




            O amalucado produtor Suda 51 (Killer 7, No more Heroes, Shadows of the Damned) retorna com mais um jogo que não destoa de seu estilo e universo repleto de referências pop/geek e obscenidades. Em Lollipop Chainsaw, somos apresentados à Juliet, uma jovem líder de torcida, que justamente no dia do seu aniversário de 18 anos, precisa lidar com uma invasão de zumbis e demônios em sua cidade.

            Oriunda de uma família caçadora de zumbis, Juliet enfrenta as criaturas com a sua serra – elétrica (??) e acompanhada da cabeça de seu namorado Nick (???). É nesse clima non sense que o jogo acontece e se desenvolve com diálogos, palavrões e obscenidades disparadas a todo o tempo.[1]




            A mecânica do jogo é no estilo Hack ´n slash e linear. A personagem percorre os cenários dando cabo de todo e qualquer zumbi que aparecer para, ao final de cada fase, enfrentar um dos demônios como chefes de fase. Ainda no decorrer das fases, surgem mini-jogos e momentos QTE para variar um pouco a ação.

            Juliet vai adquirindo medalhas de ouro e platina para aquisição nos pontos de venda espalhados pelas fases de melhorias e novos golpes, além de novas roupas, artes e músicas. Os pirulitos (lollipop´s em inglês) ajudam a restaurar a energia. Ao longo do game irão surgir situações nas quais se deve salvar alguns de seus colegas de classe.[2]

Os golpes e combos saem surpreendentemente com muita facilidade resultado em um jogo com uma jogabilidade simples e gostosa. Não há muita dificuldade em jogá-lo e as lutas com os chefes de fase são inspiradas e interessantes. A câmera, porém, pode atrapalhar em algumas ocasiões e a mira e tão deficitária como em Shadows of The Damned.




O que pode incomodar no jogo talvez seja exatamente a simplicade do combate, pois apesar de os golpes e combos saírem facilmente, não há muita variedade e profundidade neste sentido.

Os gráficos são em estilo cartunesco e o visual é extremamente colorido. Não é nenhuma obra-prima neste sentido, mas são competentes. A trilha sonora é fantástica contendo músicas de pop, rock e metal das mais variadas décadas. As referências e o clima do jogo vão manter o jogo divertido ao longo das suas 6 a 7 horas para ser finalizado.

  Lollipop Chainsaw, assim é uma opção de diversão rápida e curiosa. Não é um jogo difícil nem tão pouco profundo em sua mecânica. A história é louca, os diálogos são divertidos, a obscenidade é freqüente e a trilha sonora compõe bem o climão do jogo. 

            Ficha técnica: Lollipop chainsaw (PS3/ XBOB 360). Ação. Desenvolvedora: Grasshopper Manufacture Produtora: Warner Bros. Intereactive Entertaiment. Data de Lançamento: 12 de Junho de 2012. Versão Testada: Playstation 3
  

Obs: -Como de praxe nos últimos jogos laçados pela Warner Bros. Games há opções de legendas em Português brasileiro

         -O nome do colégio de Juliet é uma clara referência ao mestre de cinema de terror George Romero


Cotação:  (3/5)


[1] Para os caçadores de troféus e conquistas: existe uma que para ser conseguida deve-se olhar por debaixo da saia de Juliet. Mais inventiva conquista/troféu do ano?
[2] Para se assistir ao “final bom” do jogo deve-se se salvar todos ao longo dos games.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

CINEMA... Adaptações (parte 2) - Histórias em Quadrinhos para as telas


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Adaptações parte 2 –Histórias em Quadrinhos para as telas.
Por Marlon Fonseca


            
         Hollywood demorou a achar o tom certo para as adaptações de histórias em Quadrinhos. Gênero hoje muito bem estabelecido e respeitado, que demorou a ter o seu devido tratamento e respeito.

            Se antes era tratado como “subgênero de filmes de ação” com filmes feitos com baixo orçamento e de forma errada e desapaixonada hoje trata-se de um gênero próprio com grandes filmes feitos por excelentes cineastas e realizadores como Bryan Singer, Kenneth Brannagh e Cristopher Nolan.

            Assim como nos livros, adaptar uma história em quadrinhos (na abreviatura Hq´s) ou Graphic Novel ou fazer um filme sobre um personagem desse tipo de mídia requer certos requisitos e atenções.

             Tal como em qualquer tipo de adaptação, a essência é a “pedra fundamental”. No caso em tela considera-se para tal os aspectos psicológicos dos personagens (engana-se quem acha que isso não existe nos quadrinhos – tal assunto e ponto de vista será devidamente tratado em outra ocasião), motivações, sua origem. Aqui a liberdade é um pouco maior com relação aos livros, pois comum e logicamente, não se adapta uma história em específico (principalmente por que a grande maioria dos super-heróis tem histórias publicadas há mais de 50 anos). No caso de Graphics Novels por serem obras mais fechadas aplica-se mais o que fora falado no tocante aos livros.

X-men 2: um grande exemplo de adaptação até hoje.
Manteve a subtrama de luta pelo preconceito e a es-
-ssência dos personagens, sem perder sua própria
identidade.

            Saber dosar ação, humor e drama nesse tipo de gênero também resulta em bons frutos, claro, que, repito, dentro da sua essência: um filme bem-humorado demais do Batman foge á sua essência sombria (o infame Batman e Robin de Joel Schumacher está aí para comprovar), já o excessivamente “engraçadinho” O Quarteto Fantástico prejudicou o sucesso e a continuidade da franquia.

            Um curioso requisito também deve ser observado: a questão do uniforme. Parece brincadeira, mas no que tange a um Super-herói o seu uniforme é um elemento tão identificador como a sua personalidade e motivação - se não acreditam procurem em qualquer fórum ou site de notícias da internet sobre cinema e vejam os comentários quando a primeira foto de um filme do personagem com seu uniforme surge. Algumas modificações no tocante a esse assunto, porém, foram muito bem sucedidas como o fato de Tim Burton ter enxergado o óbvio e ter transformado o uniforme do Batman em negro ou a troca realizada por Bryan Singer nos uniformes coloridos dos X-men por também uniformes negros para casar com o tom mais realista que empregou na franquia.

Muito certo...

            




...com alguns equívocos






      

















            Conhecido como o “primeiro dos super-heróis”, Superman também ostenta o título de primeira grande adaptação de um personagem em quadrinhos para as telas. Estrelado pelos saudosos e talentosos Cristopher Reeve, Marlon Brando e Gene Hackman, roteirizado por Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão) e dirigido com muita competência por Richard Donner “Superman – o filme” de 1973 é uma aventura romântica, bem humorada e fiel á essência do personagem.



            Após o sucesso retumbante de público e crítica de Superman -o filme e sua espetacular continuação o gênero passou a apresentar resultados irregulares com erros como as demais continuações dos filme do homem de aço e filmes fraquíssimos de personagens não tão populares e acertos como os filmes do Conan (que catapultaram Scwarzenegger ao estrelato) e os dois Batman de Tim Burton.

            Com fracasso de público e crítica de Batman e Robin em 1997, que serviu, apenas, para se mostrar como não se faz um filme, o gênero sofreu um “baque” e correu o risco de ficar relegado.
           
Nem o bom elenco do filme conseguiu salvar esse desastre com história ridícula (!), perda da essência do personagem com um filme excessivamente colorido e bobo(!!?), piadas infames e uniformes descaracterizados e...com mamilos (!!!!????).)

            Porém em 2000, estreava X-men- o Filme mostrando que um filme do Gênero pode ser maduro, divertido e rentável. Dirigido por Bryan Singer de forma inteligente o filme acerta ao preservar o tema central dos personagens: a busca por aceitação e o aspecto do preconceito entre raças. Curto, “redondinho” fez e sucesso e ganhou outras continuações sendo a segunda parte um dos melhores filmes de todos os tempos no Gênero.

          A partir daí as salas dos cinemas, ano a ano foram tomadas por todo e qualquer tipo de super-herói gerando filmes em sua grande maioria de ótima qualidade e tornando-se sucessos de público e crítica.

A Trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi
foi um retumbante sucesso ainda que criticas
surgiram em sua terceira parte. O herói retorna
este ano para um recomeço

            Com esse reconhecimento o gênero foi aumentando e os cineastas mais talentosos passaram a ousar cada vez mais o inovando e aperfeiçoando-o gênero. Batman – O Cavaleiros das Trevas é tido dentre outras coisas como uma das grandes obras primas do cinema. Ao realizar o melhor filme do Batman (e do gênero) de todos os tempos, Cristopher Nolan o fez como um grande drama policial.

Batman e Coringa em "O Cavaleiro das Trevas)


            Graphics Novels, geralmente obras ainda mais maduras, também tiveram seu espaço e a maior delas e considerada com extrema justiça uma das maiores obras literárias de todos os tempos teve sua correta e fiel adptação: Watchmen de Alan Moore. Mesmo com o seu final modificado sem perder o conteúdo (o que se mostrou uma atitude acertada) o filme é maduro, violento,sexy e complexo.



            Outro triunfo foi o misto de prequel e reboot X-Men: primeira classe. Tomando várias liberdades criativas ao material adaptado e até mesmo aos filmes anteriores, a trama que mostra a origem dos personagens e o início da relação conturbada entre o Professor Xavier e Magneto é mais um competente drama do que um filme de ação.

            Um grande passo também foi dado pela Marvel (que diante do sucesso dos seus personagens nas telas fundou seu próprio estúdio para tratar de seus personagens que ainda não estavam sob contrato com outros estúdios). A empresa trouxe ás telas a forma coesa e interligada que seu “Universo” nos Quadrinhos é tratada pavimentando e, todos os seus filmes Homem de Ferro, O Incrivel Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América o caminho para uma das maiores empreitadas nos gênero: o filme da equipe composta por esses personagens OS Vingadores que irá estrear daqui há poucos meses.[1]



            Porém com sua popularidade e grande quantidade de produções do gênero erros também ocorreram: Lanterna Verde é exemplo mais recente. O personagem e seu universo tinham tudo para gerar um ótimo filme ficou no meio do caminho com um espetáculo visual, porém superficial no conteúdo e com roteiro bastante deficitário. Seu fracasso, contudo, mostrou que o público também soube amadurecer e tornou-se mais exigente.

Lanterna Verde decepcionou


            Felizmente, hoje vivemos momento de grandes filmes do gênero com mais acertos que erros e que ainda consegue inovar, amadurecer e, por que não, até ousar.
           

           


[1] Nota: este texto foi escrito no inicio do ano antes da Estréia de Os Vingadores que hoje já é um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos.

domingo, 17 de junho de 2012

...CINEMA. Opiniões #33 - Madagascar 3


...CINEMA
Opiniões #33 – Madagascar 3 –Os Procurados (Madagascar3: Europe´s Most Wanted, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca



           
Esta terceira incursão das aventuras dos personagens da franquia Madagascar sai do ambiente africano e transporta seus carismáticos e amalucados personagens para a Europa numa acertada tentativa de trazer um frescor à trama.

            Nela, Alex, Marty, Gloria e Melman vão atrás dos famigerados pingüins em Monte Carlo e, após uma terrível confusão, acabam parando em um circo que pode os levar de volta para Nova Iorque.

            O filme começa extremamente acelerado e divertido ainda que, para isso, ignore todo e qualquer laço afetivo criado no segundo filme e qualquer sentido razoável em suas decisões.[1] Mas a seqüência inicial em Monte Carlo é impagável de tão divertida e non sense.

        Após este início, o ritmo cai bastante enquanto no “desenvolvimento” de sua aborrecida trama principal, só vindo a ganhar força novamente no final com um espetáculo circense psicodélico ao som de Katy Perrry e o seu posterior clímax.

            Outro ponto positivo da animação é a sua vilã (cuja voz original é dublada por Frances McDormand) que, de tão inverossímil, acaba por ser a mais divertida e odiada de toda a série.

            Tecnicamente o filme é impecável. A animação está ainda mais bonita do que nos filmes anteriores e os efeitos em 3D, muito bem empregados, encantam crianças e adultos.

            Por falar em adultos, estes são os mais sabotados no longa, pois as piadas e referências direcionadas a eles são poucas e quando aparecem são sem graça.[2]   

            Madagascar 3 portanto se ancora em momentos divertidos em seu início e clímax, seu esmero técnico e nos seus personagens reconhecidamente carismáticos. A trama, ainda que em uma acertada tentativa de mudança na série, não se desenvolve de forma satisfatória e poderá aborrecer tanto crianças como adultos em sua metade.
           

            Cotação:  (3/5)

            Ficha Técnica: – Madagascar 3 –Os Procurados (Madagascar3: Europe´s Most Wanted, USA, 2012). Animação. Vozes Originais: Bem Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Jessica Chanstain, Francis McDormand. Duração: 93 min.



[1]  Eles decidem partir em busca dos pingüins em Monte Carlo e em momento algum aparentam sentir remorso por deixar famílias e amigos recém conquistados no segundo filme em um furo de lógica imperdoável.
[2] A referência ao Cirque Du Soleil pelo fato de eles não usarem animais e o posterior discurso favorável à presença dos animais nos circos causa estranheza

sábado, 16 de junho de 2012

...GAMES. Opiniões #15 - Cavaleiros do Zodíaco - A Batalha do Santuário


...GAMES
Opiniões # 15 – Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle).
Por Marlon Fonseca




            Lançado desde o final do ano passado no Japão e chegando aqui no Brasil cercado de grande ansiedade pelos milhares de fãs fiéis, Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é o primeiro game dos heróis nesta geração.

            Legendado em português (a versão nacional) e exclusivo para o Playstation 3, ele é focado na saga do Santuário onde os Cavaleiros de Bronze devem passar pelas casas dos Cavaleiros de Ouro e enfrenta-los para poder defender a reencarnação da deusa Athena.

            A mecânica do jogo é similar aos jogos da franquia Dynasty Warriors e do recente Bleach Soul Ressurrection. É assim, um beat´em up onde o jogador atravessa um mapa repleto de personagens e chegar a um sub boss ou a um boss final. A jogabilidade é bastante simples e um tutorial no começo do jogo já elucida qualquer questão sobre este aspecto.




            A campanha é dividida por capítulos que, logicamente, se dividem por cada uma das casas a serem passadas. Seguindo o anime de perto, o jogador controlará o Cavaleiro de Bronze que está atravessando aquela casa. Cada cavaleiro possui golpes e especiais próprios e quando uma “barra de cosmos” estiver cheia pode-se se usar um super golpe com uma animação bacana tal qual no desenho.

            Á medida que vão passando das fases os personagens vão adquirindo pontos, que podem ser alocados para a evolução de seus poderes, força energia, etc.

            As batalhas contra os Cavaleiros de Ouro, os bosses finais de cada capítulo são irregulares, umas interessantes outras chatas, que, apesar de serem fiéis às habilidades e poderes de cada um, na prática pouco importa para a batalha em si.

           
          Os cenários são fiéis ao anime, mas muito repetitivos e pouco inspirados. As animações em CG´s que aparecem durante a campanha por outro lado estão caprichadas e reproduzem momentos clássicos da série. Já os sons e evocação dos golpes estão fiéis.

            Mas o forte mesmo do game é sua ambientação. Desde a abertura com a música clássica à estrutura dos capítulos que lembram os episódios da série (recapitulação do capítulo anterior, preview do próximo capítulo, etc) e as animações relembrando os momentos importantes da saga acertarão em cheio o coração dos fãs.

               Falha, o game, portanto, em fazer jus a esta ambientação toda e ter tido um capricho maior na variação da jogabilidade e na batalha ante os Cavaleiros de Ouro.

            Após o término da campanha, há ainda fases desbloqueadas a serem jogadas por coadjuvantes da série como Aiolos, Marin, etc. Há também um modo mission mode onde o jogador poderá utilizar qualquer personagem desbloqueado (inclusive Cavaleiros de Ouro) para jogar durante algumas das fases.
           
            Assim, Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é um game feito para os fãs relembrarem e se divertirem com a primeira saga do Anime. Como game não é algo classe A, pois falta diversificação na jogabilidade e capricho em alguns aspectos. Mas como passatempo descompromissado e  um tributo aos fãs, ele se sai bem.


              Cotação:  (3/5)

           Ficha Técnica: Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle). Ação. Produtora: Nanco Bandai.