sábado, 12 de maio de 2012

...CINEMA. Opiniões #28- Battleship - A Batalha dos Mares


...CINEMA
Opiniões #28- Battleship – A Batalha dos Mares (Battleship, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca



            Battleship – A Batalha dos Mares é um projeto inusitado. Quem não vem acompanhando o seu desenvolvimento talvez não saiba, mas ele é inspirado no clássico jogo de tabuleiro batizado aqui no Brasil de Batalha Naval. Para incrementar a adaptação, e aproveitando o mega sucesso de Transformers, os produtores resolveram adicionar alienígenas robóticos na história. Saiba aqui e agora, o que resultou dessa ideia.

            Na trama, em meio a jogos envolvendo as forças marítimas de vários países, a terra é invadida por alienígenas hostis. A batalha é focada em grupo de marinheiros americanos liderados por um jovem e irresponsável comandante.

            Não esperem um roteiro que faça qualquer tipo de sentido. O filme gasta sua meia hora inicial apresentando personagens, estabelecendo conflitos e relacionamentos (irmão mais velho com irmão mais novo, sogro e genro, fisioterapeuta com cliente revoltado) para logo após o início da invasão abandonar tudo em prol da ação.

Assim, o filme é o exponencial do dito “cinema-pipoca”. É aquele tipo de longa que serve apenas e tão somente como diversão fugaz e esquecível. Barulhento, exagerado e com cenas de ação e efeitos especiais competentes.

Nesse quesito, ele chega a empolgar em alguns momentos. As seqüências de destruição e batalhas são muito bem orquestradas pelo diretor Peter Berg (de Bem vindo á Selva, Hancock e O Reino) que evita o expediente de câmera tremida, habitual de seu colega, Michael Bay[1]. Principalmente quando se vislumbra, ainda que rapidamente e em uma seqüência apenas, o jogo no qual fora “inspirado” ao mostrar uma verdadeira guerra estratégica. Já a ação envolvendo a namorada do protagonista e seu paciente, juntos a um cientista atrapalhado, aborrece um pouco.

Os efeitos, como era de se esperar de uma produção galgada principalmente neles, estão muito bons e os designs de veículos e criaturas ficaram bacanas.

Quanto ao elenco, temos Taylor Kitsch como o herói estilo “talento desperdiçado”[2] se saindo bem tal qual em John Carter. Ainda que continue imitando a voz de James Franco. Alexander Skargasd (O vampiro Eric de True Blood e do excelente Melancolia se sai bem com o pouco que tem). Brooklyn Decker (a namorada de Adam Sandler em Esposa de Mentirinha) está ali mais para enfeitar a tela e é prejudicada por estar na parte mais aborrecida do filme. Rihanna, outro aspecto curioso deste filme, está mais para uma imitação chata de Michelle Rodriguez.[3] Já Liam Nesson pouco aparece e está ali para tentar dar mais credibilidade ao projeto e “tira de letra” a tarefa, como de costume.

            Battleship é isso. Uma idéia absurda que resultou em um filme com tudo de bom e ruim que o cinema de ação descompromissado pode oferecer: muito barulho, correria, efeitos especiais de ponta e sentido algum no que você está assistindo.
           


Cotação:  (3/5)

Ficha Técnica:Battleship – A batalha dos Mares (Battleship, USA, 2012). Ação. Direção: Peter Berg. Elenco: Taylor Kitsch, Alexander Skargard, Rihanna, Brooklyn Decker e Liam Nesson. Duração: 132 min.


[1] Comparar o filme a Transformers e citar Bay são enormes clichês que foram impossíveis de afastar
[2] Característica esta realçada em um diálogo.
[3] A original, pelo menos, é autêntica.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Especial. Postagem 100: Falando do "Falando de..."

Especial
Postagem 100: Falando do "Falando de...'
Por Marlon Fonseca



        E em pouco mais de três meses de blog chegamos a centésima postagem. Cem textos. Muitos filmes, jogos e seriados discutidos. Emoções, novos amigos,lições de vida e muito prazer e trabalho.

        Poucos leitores sabem a história da criação deste blog. Em 2011, em uma festa de um amigo, eu, cinéfilo como sempre, discutia com outro grande amigo sobre a cronologia de Velozes e Furiosos (!!!!!???). O debate chamou a atenção de várias pessoas e a namorada deste amigo virou para mim e disse "Nossa Marlon, você tem que fazer um blog sobre cinema."

        Parece piegas, mas essa história realmente mudou minha vida. Fiquei meses e meses martelando essa possibilidade, mas confesso que demorei a criar coragem para colocá-la em prática. Porém, esta ideia aliada ao meu gosto pela escrita e o fato de estar sempre sendo indagado pelos amigos sobre filmes, seriados e games venceram.Ainda um pouco receoso fiz pelo facebook um teste: o "Cenas de Cinema" que hoje é seção regular do blog.

        E no dia 16 de Janeiro de 2012 o "Falando de..." foi criado. Mas somente no dia 29 deste mesmo mês ele foi divulgado

        Desde então e com a proposta de manter, sempre que possível, uma atualização diária ele me vem servindo de muita coisa. Além de ser um hobby trabalhoso e um trabalho prazeroso ele me propicia um verdadeiro laboratório para a profissão que, finalmente, resolvi abraçar de coração: o Jornalismo.Ele me serve, também, como uma verdadeira lição de vida, pois não foi somente de bons momentos que vivo com ele. Já sofri e sofro uma sorte de situações desagradáveis que em dados momentos cheguei a duvidar de minha capacidade e ponderar sobre o sentido disso tudo.

      Mas é aí que entra o principal elemento dessa história. VOCÊ. Amigo, leitor, colaborador, pois a verdadeira moeda deste blog é a sua visita. Cada comentário, participação, divulgação espontânea, crítica e elogio são verdadeiros tesouros e molas propulsoras deste trabalho. Cada informação que por ventura eu tenha passado, cada dica que possa ter lhe ajudado, não chegam nem perto do sorriso e da alegria quando recebo uma manifestação sua. Mais do que celebrar este trabalho esta postagem é feita para AGRADECER AO LEITOR DESTE BLOG POR TUDO.

      E, com a palavra, alguns de vocês:

"Marlon tem sido ultimamente minha maior referência em video-games e cinema (dado o vasto conhecimento que ele possui), por isso, de uma forma geral, esse blog tem sido de grande ajuda com todas as suas dicas. Mas meus posts favoritos com certeza são os de jogos e os de dicas do Netflix. Marlon, parabéns por sua iniciativa, parabéns por não ter medo de expor suas opiniões e por estar sempre de mente aberta para discussões. Feliz centésimo post!!" - Rafael Mansano


"Virou um habito alem de um divertimento ler todos os dias pela manha...o melhor e que depois do falando de tenho sempre assunto para debater com os meus amigos!" - Bruna Alves.


"Sem dúvida o que mais gosto no site é ler o seu ponto de vista e mais do que isso é ler o seu modo de pensar. A escrita é o que mais me impressiona. Você consegue ser imparcial e mostrar o filme da forma como ele o é. Muito melhor e diferente das leituras dos críticos de jornal e revista, que ou amam ou odeiam o filme, deixando em nós uma impressão ruim e muitas das vezes descaracterizada. embora não esteja indo ao cinema ultimamente, gosto do site! parabéns!" - Fernanda Marques



        Não sei aonde eu e meu querido blog iremos parar. Mas garanto que a história continua. E o "Falando de..."  está aí: ativo como sempre, simples mas de coração. Novidades surgirão. Novas seções, novo layout e, se Deus quiser, mais e mais novos leitores e amigos. Fiquem juntos comigo e vamos Falar no "Falando de...".


Atenciosamente,
Marlon Fonseca
Criador, Editor e Redator
www.falandode.com.br

Página do facebook: https://www.facebook.com/pages/Falando-de/389826627699857

Próximas metas:
- 10.000 visualizações totais (estamos perto dessa)
-100 amigos cadastrados
-100 pessoas curtindo a página no facebook

Quem vai nos ajudar nessa? :)


quinta-feira, 10 de maio de 2012

...CINEMA. Opiniões #27- Paraísos Artificiais


...CINEMA
Opiniões #27- Paraísos Artificiais (Brasil, 2012)
Por Marlon Fonseca



            As festas rave cujo ápice foi até meados dos anos 2000, hoje não são tão divulgadas e são acusadas por seus freqüentadores de outrora de terem perdido o seu sentido e essência. O Filme Paraísos Artificiais usa esta época de auge destas festas como pano de fundo para contar a história de encontros e desencontros da DJ Érica e do jovem Fernando.

            Com roteiro e montagem entrecortados, o filme vai alternando entre momentos do passado e do presente para compor a sua história.[1] Do relacionamento de Fernando com seu irmão, passando pelas incertezas de Érica e seu momento “vida louca e livre” ao lado de sua amiga Lívia, a história flui bem, desenvolve os protagonistas e mostra como o elo entre eles foi construído. Há também o efeito das drogas como outro pano de fundo na história.

            Do elenco afinado o grande destaque mesmo é Nathalia Dill. Livre das amaras das novelas globais, ela se despe literal e artisticamente e entrega uma excelente performance.  Luca Bianchi como “Nando” não compromete nem um pouco mas seu personagem inegavelmente é menos exigido do que a de Nathalia.

            Tecnicamente o filme é bem dirigido por Marcos Prado[2] que em dados momentos consegue até empregar enquadramentos interessantes, ainda que em alguns momentos apele para o close excessivo[3]. A fotografia é competente, algo felizmente e cada vez mais natural no cinema nacional e chega deslumbrar em algumas seqüências em Amsterdã. A montagem, entrecortada, conforme falado, não atrapalha o espectador e deixa o filme em um ritmo ágil, mesmo que deixando a impressão contrária em seu início e final.

            As seqüências da festa rave são interessantes e muito bem filmadas. O som do filme é extremamente competente nestas horas e a acústica é bem interessante. Ele, ainda, não maneira nas cenas de sexo, sendo algumas quase que explícitas.

            Paraísos Artificais é mais um bom resultado do cinema nacional. Além de apresentar uma história de amor de forma diferente e competente, apresenta o problema das drogas sem apologia ou condenação. A mostra apenas como um caminho de ruína ou amadurecimento.

           
            Cotação:  (4/5)

            Ficha Técnica: Paraísos Artificiais (Brasil, 2012). Drama. Direção: Marcos Prado Elenco: Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de Bueno,César Cardadeiro, Emilio Orciollo Neto, Duração: 96 min.


Confiram outros filmes nacionais já comentados no "Falando de..."






E ATENÇÃO!!!!! Esta foi a postagem de número 99. A próxima, de número 100, será especial e logicamente contará com a presença dos nossos amigos e leitores.



[1] E o roteiro é bastante competente em ligar tudo á uma festa rave.
[2] Produtor dos excelentes ônibus 174 e Tropas de Elite 1 e 2.
[3] Mania de vários cineastas nacionais

quarta-feira, 9 de maio de 2012

...GAMES. Diário de um matador de Colossus - parte 3 (final)


...GAMES
Especial – Diário de um matador de Colossos – parte 3 (final)
Por Marlon Fonseca
Vídeos: usuário theRadBrad do youtube (c/ comentário em inglês)





4º dia:

            Minhas habilidades de caçada melhoraram bastante, pois neste dia tive pouco tempo para me dedicar ás batalhas e mesmo assim consegui derrotar dois Colossos.


10º Colosso:

            Esta bestialidade que vive escondida nas areias resultou em uma das batalhas mais interessantes, pois Aro, meu cavalo foi extremamente exigido. Montado em meu alazão me afastei da criatura e deixei me perseguir até que mostrasse seus olhos. Ao acertar uma flechada neles a criatura se desorientou e foi a chance de desferir alguns golpes em seu ponto fraco. Ao se recuperar, me jogou longe e me fez repetir mais uma vez a perseguição. Com ela novamente acertada e desorientada, pude terminar o serviço.



           
11º Colosso:

            A batalha contra esta espécie de touro resultou eu um rodeio macabro. Á primeira vista, sua armadura parecia impenetrável e a opção foi fugir de seus ataques em áreas mais elevadas. Quando tentei afugenta-lo com fogo, descobri seu medo e a joguei de um penhasco. Sua armadura rompeu-se mostrando seu ponto fraco. Mais uma vez fiz a criatura ficar desnorteada com um seu ataque e pude realizar a montaria que resultou em sua derrota.




5º dia:

12º Colosso:

            Mais um colosso que possui seu covil no mar. Tive que contornar pelo mar seu corpo monstruoso para poder subir em suas costas. Já em cima dele, não achei qualquer ponto fraco para atingi-lo. Sendo assim, precisei “guia-lo” até uma estrutura onde pude avaliar melhor a situação. A criatura, ao avançar onde eu estava mostrou seu ponto fraco, sua barriga, onde finalmente pude atacá-la.  Sendo jogado para longe após desferis 3 golpes tive que novamente retomar o procedimento. Com mais 3 golpes deferidos, o monstro então, tombou.



13º Colosso:

            Mais uma batalha aérea. O longuilíneo colosso que se escondia na areias ao revelar-se se mostrava inicialmente inalcançável. Reparei em alguns detalhes em sua barriga e tente lançar flechas para feri-lo. Deu certo e o monstro passou a dar rasante. Perseguindo-o com Aro tive que pular com precisão em uma de suas ???. Já em cima da criatura percebi seus pontos fracos e comecei a golpear um deles. Consegui por um tempo mas a criatura mergulhou na areia e me fez repetir todo o procedimento por mais duas vezes, para, enfim, mata-la de vez.
           



6º dia:

14º Colosso:

            Mais um colosso que proporcionou um terrível rodeio. Todo cercado de armadura, aparentemente enfrenta-lo parecia uma tarefa impossível Após muito deliberar percebi que tinha que destruí-la tal como o 11º Colosso. Ao vislumbrar uma possibilidade ao reparar que seus ataques destruíam as estruturas ao redor de seu esconderijo, passei a realizar uma verdadeira fuga de pilar a pilar. Até que uma maior estrutura maior tombou sobre ele, destruindo parte de sua armadura. Com seu ponto fraco á mostra, primeiramente desferi algumas flechadas para enfraquecê-lo. Após uma investida de ataque mal dada por parte dele, montei no monstro para terminar o serviço.




15º Colosso:

            Era de causar espanto a fúria e tamanho desta criatura. Não me envergonho em dizer que no primeiro momento me afastei da criatura. Ao desviar de seus ataques percebi que as estruturas afetadas ao redor me propiciavam alcançar lugares mais altos. Ciente de que isso me ajudara passei a inscintar o monstro a atacar e revelar novas possibilidades. Já em cima da estrutura pude pular em sua cabeça e desferir ataques violentos. Após muito machucar-lhe percebi que os ataques somente ali não seriam suficientes. Em um golpe de sorte parei perante seu cotovelo que se mostrou outro ponto fraco. Machucado, o monstro largou sua arma, mas não se deu por vencido. Ao ser alçado ao chão, percebi que seu ultimo ponto fraco era em sua palma da mão. Esperei ele socar o chão, subi pela sua mão e desferi o golpe fatal. Com certeza o mundo tremeu ante sua queda.




            Muito cansado após estas batalhas, preferi descansar para me preparar para a derradeira batalha.


7º dia:

            Último dia. Última batalha. Ciente de que nada adiantaria se não vencesse esta batalha, enchi-me de coragem e fui ao encalço do castelo do meu último alvo. Ao passar por uma ponte fui surpreendido por um triste fato. Aro, meu cavalo, sacrificou-se para me deslocar seguro para o outro lado. Foi extremamente doloroso vê-lo caindo naquele abismo sem fim. Ms não havia tempo para um pesar maior.


16º Colosso:

Era a hora de enfrentar meu destino. Ao me deparar com aquele demônio assombrei-me. Mais que um colosso, tratava-se de uma estrutura. Ao caminhar em sua direção fui atacado por raios perigosos. Tive que me acalmar e estudar o caminho mais seguro para alcançá-lo. Curiosamente esta parte foi a mais penosa. Após chegar a estrutura de fato e alcançar a cabeça do monstro matei-o com rapidez. Mesmo com ele desesperadamente tentando me jogar ao longe. Antes de desferir o último golpe, lembrei de tudo o que havia passado: cada monstro, cada sacrifício, a queda mortal de Aro e a bela princesa que precisava de minha ajuda. Por um tempo foi tudo escuridão. Ao acordar no templo fui de encontro à princesa. Esperem. Estou ouvindo vozes e passos...





FIM.



            Com o fim da jornada ficam os agradecimentos dos amigos e leitores que embarcaram na idéia e me mandaram recados via PSN, por facebook e até mesmo pessoalmente a apoiando. Espero que tenham curtido este diário e minha viagem (no duplo sentido).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

...CINEMA. Opiniões #26 - Anjos da Lei.


...CINEMA
Opiniões #26 – Anjos da Lei (21  Jump Street, USA, 2012)



            Quando foi anunciado que a adaptação da série de drama policial oitentista Anjos da Lei se tornaria uma comédia de ação, muita gente torceu o nariz. Lançado há algum tempo nos Estados Unidos e na semana passada aqui no Brasil, o filme, porém, se tornou uma das maiores surpresas do ano. É bobo, mas muito engraçado.

            Na trama do filme, o programa que infiltra jovens e desajustados policiais em escolas e faculdades para a investigação de crimes é reaberta. Dois amigos policiais atrapalhados são recrutados para integrá-lo e devem investigar o surgimento de um novo tipo de droga.

            Em sua primeira metade, é onde se concentram os momentos mais engraçados e as piadas mais grosseiras. O início rápido mostrando os dois quando adolescentes de fato e posteriormente se tornando amigos na academia de polícia serve para estabelecer a amizade entre os personagens e suas características. Enquanto um é o inteligente atrapalhado e tímido o outro é o viril, mas não é tão bom em estudo.

            Aqui somos brindados com diálogos surpreendentemente inspirados, inclusive zombando das adaptações de seriados para os cinemas e dos personagens estereotipados. Há uma seqüência, ainda, antológica que dificilmente deixará o espectador sério. [1]

            Há, também, uma curiosa inversão de papéis neste reingresso ao ensino médio, resultado de mais uma trapalhada dos amigos. Enquanto o personagem de Jonas Hill que era o nerd e bom em ciências passa a ser o popular, o de Tatum que era o popular de outrora passa a conviver com os nerds. Isso acaba por influir diretamente na dinâmica da dupla e na investigação. Mas servem, também, como forma de amadurecimento e redenção.

            Com espaço ainda para um romance, e para cenas de bromance[2], o aspecto policial do filme só toma força mesmo a partir do ato final com cenas de tiroteio e perseguição até mais violentas do que se imaginava para uma comédia.

            A dupla central surpreendentemente, tem uma “química” muito boa. Jonah Hill repete os maneirismos de sempre com seus olhos arregalados e o misto de inocência e escatologia que permeia seus personagens. Channing Tatum que parece egresso da escola Mark Whalberg de (má) atuação e (falta de) carisma surpreende e consegue contornar suas deficiências.[3] Já no elenco de apoio, destaques para Ice Cube como o chefe da divisão e Rob Riggle como o professor de Educação física desbocado.

            Logicamente o filme tem suas falhas. Ainda que não aborreça em momento algum, a parte do romance é “sem sal”. Alguns personagens que pareciam ter certa relevância entram e saem sem contribuir com nada. A investigação policial em si é mal executada ainda que com alguns momentos interessantes. E, claro, as piadas grosseiras podem desagradar uma parcela do público.

            Anjos da Lei é sim uma grata surpresa. O filme resultou em uma comédia de ação divertida que parece apontar uma nova e merecida franquia. Há tempos não se via um filme de “dupla de policiais” tão divertido.


Obs: Quem acompanhou a série fique atento nas participações especiais ao longo da projeção.


Cotação:  (4/5)

Ficha técnica: Anjos da Lei (21 Jump Street). Come´dia de Ação. Direção:Phil Lord e Chris Miller. Elenco: Jonah Hill, Channing Tatum, Ice cube, Brie Larson, Dave Franco e Rob Riggle. Duração: 109 min.

           


[1] SPOILER – A seqüência em questão é quando os dois, drogados, tentam se ajudar mutuamente a vomitar e não conseguindo passam por todos os estágios dos efeitos das drogas.
[2] Termo dado a cenas de amizade e carinho entre homens, criado principalmente a partir dos filmes do diretor e produtor Judd Apatow.
[3] O Sucesso que outro filme seu teve nos EUA recentemente, o romance The Vow, ainda inédito no Brasil, parece lhe apontar um novo horizonte.

domingo, 6 de maio de 2012

...SÉRIES Game of Thrones - Segunda Temporada- parte 1 (Episódios 2.01 a 2.05)


...SÉRIES
Opiniões. Games Of Thrones Segunda temporada – 1ª parte (Episódios 2.01 a 2.05)
Por Marlon Fonseca



CUIDADO! O TEXTO CONTÉM INFORMAÇÕES QUE PODEM ESTRAGAR A SURPRESA DE QUEM AINDA NÃO VIU OS EPISÓDIOS!!!





            Repetindo o sucesso das discussões acerca dos episódios finais da última temporada de The Walking Dead, trataremos agora da segunda temporada de Game of Thrones. Essa primeira parte enfocará os cinco primeiros episódios da atual segunda temporada.

            Em sua primeira metade, a temporada já mostrou o enfoque dado, além de apontar que, de fato, a história principal na verdade é sobre os caminhos de cada um dos filhos da casa Stark. Enquanto Robb tornou-se um hábil senhor da guerra e rei por natureza, John Snow continua em sua busca por reconhecimento na patrulha da noite. Arya e Sansa cada uma a seu modo estão reféns dos Lannisters e Bran começa a mostrar uma surpreendente maturidade e serenidade como Lorde de Whinterfell. A história de Gendry, bastardo do finado Rei Robert, também ganha força.


Selo da Casa Stark.


            Além disso, novos personagens e casas surgiram tornando o número de personagens ainda maior. Lorde Stannis Baratheon que anteriormente era apenas citado, agora aparece e junto com ele a subtrama de bruxaria. Sua guerra particular contra seu irmão que aparentava ter maior vulto já se encerrou de forma súbita levando a novos caminhos. Principalmente para Catelyn Stark que ganhou uma importante e interessante aliada em Brienne.

            Mas mesmo com toda uma nova casta de personagens e a trama se expandindo, quem continua sendo o personagem mais interessante é Tyrion Lannister. Agora como a mão do rei, ele vem fazendo um jogo de poder e intriga bem interessante mexendo com a cabeça de todos na corte. (não é á toa que agora o nome de seu intérprete Peter Dinklage encabeça o elenco).

Tyrion como "a mão" fica ainda mais interessante


            O rei Jofrrey continua dando sinais de extremo sadismo e crueldade, sendo o personagem que todos adoram odiar.[1]Sua mãe, Cersei, também não fica atrás mas começa a enfraquecer ante as manipulações de Tyrion.


O odioso rei
           
  Theon Greyjoy passa a ter mais destaque quando volta á sua casa e depara-se com o desprezo de seu pai e a rivalidade com sua irmã. Ele está balançado entre a amizade com os Stark´s e a vontade de se estabelecer novamente em sua casa. Já Daenerys Targeryan continua a sua peregrinação pelo deserto chegando á bela e misteriosa cidade de Qarth.

            Com relação aos aspectos técnicos, a excelência da série continua se destacando, sendo ainda a produção mais suntuosa da televisão. As cenas de sexo e brutalidade ficaram ainda mais fortes, sendo o destaque no segundo caso, a caça aos bastardos do Rei Robert, onde até recém nascidos não foram poupados.

Qarth contribuindo para a excelente direção de arte.


            A história se amplia, personagens novos aparecem e a guerra pelo Trono de Ferro vai ficando mais acirrada. A série vem em um crescente e fica muito difícil de deixa de acompanhar. Que venha a segunda metade da temporada.


PS: Os espectadores mais atentos já perceberam que na abertura teve uma leve mudança no mapa apresentando os novos locais desta temporada.





Não deixem de ler também o “Visões” sobre a série, focado na primeira temporada:http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/04/series-visoes-02-game-of-thrones.html


[1] Há desde a primeira temporada uma insinuação de que ou ele seria homessexual ou assexuado. O Que acham?

sábado, 5 de maio de 2012

...GAMES. Especial. Diário de um matador de Colossos - parte 2


...GAMES
Especial – Diário de um matador de Colossos – parte 2
Vídeos: usuário theRadBrad do youtube (c/ comentário em inglês)

Por Marlon Fonseca



            Hoje retomo as minhas anotações. Somo até o momento 3 dias de caça com 9 colossos exterminados. Vamos as minhas ponderações por cada batalha:






2º Dia:

5º Colosso: O monstro voador me proporcionou a batalha mais interessante e vertiginosa. Primeiro, tive que chamar atenção flechando-o para, a seguir, segurá-lo após um rasante. Ele se mexia demais e foi muito difícil manter o equilíbrio. Cai algumas vezes, principalmente quando passei a acertar suas asas. Mas triunfei ao fim, tendo apreciado bastante a viagem. Espero que ele tenha gostado do seu último vôo.




3º dia:

Após a batalha com o colosso alado, fui acometido de uma intensa febre e me vi obrigado a descansar, só retomando a caçada no dia seguinte. E foi deveras produtivo, pois mais 4 colossos foram enfrentados e aniquilados. Sinto que já dominei a câmera e o controle.


6º: Colosso: Após chegar ao covil de monstruosa besta, fui surpreendido por sua fúria me vendo obrigado a me esconder. Tal atitude foi providencial, pois o monstro abaixou-se pra me procurar e pude subir pela sua barba. A partir daí mantive o equilíbrio e pude dar cabo da criatura.





7º Colosso: Esta serpente marinha monstruosa também foi uma batalha interessante. Demorei um pouco para chamar a sua atenção, mas quando o fiz consegui um ponto de apoio e ataca-lo. Na parte fina, nos golpes em sua cabeça, ele passou a se mexer muito e dar uns mergulhos que dificultaram um pouco a aplicação dos últimos golpes. Mas com calma e perseverança deu tudo certo e o monstro mergulhou para não mais voltar.



8º Colosso: O monstro que age como lagarto foi uma das batalhas mais rápidas e foi necessário chamar a sua atenção para que subisse a estrutura que o abrigava. Flechei seus pés o que o fez cair de costas atordoado. Foi a oportunidade de acertar a sua barriga, seu ponto fraco. Repetindo este procedimento umas três vezes foi o suficiente para mata-lo.



9º Colosso: A batalha contra o quarto colosso ainda foi a mais chata e complicada, mas essa também aborreceu. Em primeiro lugar, os projéteis disparados pelo monstro são quase que certeiros, sendo difíceis de não me atingir (mesmo estando muito longe e me desviando o tem todo). Em segundo lugar, posiciona-lo em cima de um dos gaisers também pode ser uma tarefa complicada. Por fim, a escalada é bastante complicada. Mas quando finalmente consegui aliar todos esses fatores, só desci da besta após matá-la.




            E assim, foram minhas últimas caçadas. Escrevo estas páginas já á caminho do 10º Colosso. Até as próximas batalhas.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dicas da Semana #14 - 04/05/2012


Dicas da Semana #  14 - 04/05/2012
Por Marlon Fonseca




            Confiram lançamentos e indicações em mais um “dicas”.




CINEMA:


Anjos da Lei: Comédia de inesperado sucesso nos EUA baseado no seriado que catapultou Johnny Depp á fama. Na trama dois amigos policiais ingressam em um programa secreto da polícia onde agem infiltrados em escolas para investigar crimes cometidos por alunos.








Paraísos Artificiais: Filme que conta, através de uma história de romance, os meandros do mundo e da geração freqüentadora de raves e de usuários de drogas.

  










DVD/Blu-ray:


Mateus, o balconista: Seriado filmado por câmeras de celular onde Mateus Solano interpreta um balconista de locadora que sonha seguir os passos de Quentin Tarantino. Mas a sua realidade é composta pelo enfrentamento diário das situações comuns em uma locadora. Impagável.

Um exemplo:






Um dia: Emma e Dexter se conhecem em sua festa de formatura e a partir daí nasce uma complicada amizade. Anualmente eles se encontram na mesma data. O filme mostra mais de uma década de encontros e as mudanças nas vidas de ambas nesse período. Baseado no livro de David Nicholls que também escreve o roteiro do filme. Curiosamente, quem leu o livro não gostou muito da adaptação cinematográfica. Mas o filme emociona.







GAMES:


Mortal Kombat Vita: A versão Komplete Edition de Mortal Kombat chega ao portátil da Sony abusando de sua tela de toque. Fatalities podem ser acionados por ela e há a opção de se limpar o sangue da tela com os dedos. Ainda há o uso da funcionalidade de realidade aumentada transportando as lutas para “cenário reais”.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

...GAMES. Especial. Diário de um matador de Colossos (parte 1)


...GAMES
Especial. O Diário de um matador de Colossus – parte 1
Textos de Marlon Fonseca
Vídeos: usuário theRadBrad do youtube (c/ comentário em inglês)




            Mesmo com muitos games jogados e terminados[1] na vida e muitos filmes assistidos[2] sempre existem os que costumo chamar de “furos”. São para mim aqueles clássicos obrigatórios que de uma forma ou outra eu deixei passar.

            Shadows of the Colossus era um deles. Até que finalmente resolvi começar a jogá-lo. Neste caso a demora foi recompensada, pois estou jogando a versão do Playtation 3 que é a sua definitiva com gráficos em HD e rodando muito mais suave.

            Como se trata de um jogo bem antigo (ele é de 2005) não achei que valeria a pena um “opiniões” sobre ele. Resolvi, então, no meio em uma batalha colossal transformar minhas experiências com o game neste “diário”. Com os textos trago vídeos do usuário do youtube theRadBrad para ilustrar melhor as batalhas.

            Para começar algumas ponderações gerais sobre o game. Nota-se de imediato o porque dele ser considerado uma das grande obras primas da história dos games. Ele é belíssimo. Seu mundo, ainda que pouco habitado, vazio é extremamente deslumbrante. Em alguns momentos chega a ser vertiginoso. É uma obra única, sem dúvidas.



            Tecnicamente a única coisa que tem me irritado é a câmera que em alguns momentos atrapalha e o controle que não responde sempre muito bem ao meu comando. Mesmo assim, a experiência tem valido á pena. As batalhas são fenomenais e a sensação da última estocada em cada monstro é compensadora.

            Bom, agora vamos aos monstros em questão.  Ontem matei quatro Colossus[3].



1-º Colosso:

            Realmente a primeira vez é inesquecível. Desde a busca pelo lugar onde ele se encontra até a sua aparição dão uma sensação única. Passada admiração pelo encontro foi a hora de partir para a luta. O único problema dela foi que, como era a primeira batalha, eu ainda estava dominando e entendo a jogabilidade. Mas de qualquer forma não foi lá muito difícil este primeiro oponente. Colosso no chão e o jogo já me cativou.


2º Colosso:
            Esse foi o mais fácil até o momento. Após conseguir subi-lo só cai com ele morto. Mais um para a conta.





3º Colosso:
            Aqui o meu problema crônico de direção me fez demorar uma eternidade para encontrar a criatura. Após o encontro parti para a briga confiante. Após mais uma demora em finalmente alcançar seu primeiro ponto fraco o resto foi mais tranqüilo. Terceiro Colosso no chão e eu já achando que estava dominando o jogo.



4º Colosso:
            Aqui a coisa ficou bem feia. E dramática. Foi a batalha mais demorada e a câmera e o controle me atrapalharam absurdamente. Outro ponto que me fez demorar foi o modo de chamar a atenção da criatura para subi-la. Por muitas vezes eu estava á sua frente chamando a sua atenção e ele insistia em ir para outra direção. Para complicar quando faltava o último golpe a stamina acabou e fui jogado para baixo de novo, demorando novamente até conseguir subi-la. Quando finalmente consegui dei a estocada de misericórdia e com ela uma grande sensação de alívio de dever cumprido. Fim do primeiro dia de caçada.




OS: Foi no meio dessa cansativa batalha que decidi fazer esse diário.

Até as próximas batalhas!


[1] Mais de 700.
[2] Quase 3.000
[3] Em um total de 16.

terça-feira, 1 de maio de 2012

...GAMES. Silent Hill Downpour


...GAMES
Opiniões #10- Silent Hill: Downpour
Por Marlon Fonseca




            Com Resident Evil se deslocando cada vez mais para o campo da ação, Silent Hill lidera o posto de franquia de terror mais popular nos games. Focado na ambientação e no terror psicológico e contendo puzzles e momentos macabros e uma trilha sonora premiada, a série conquistou fãs em todo o mundo. Nos últimos jogos, porém, houve uma perda da identidade e qualidade em comparação aos mais antigos.

            Silent Hill Downpour tenta resgatar os elementos que consagraram a série. Consegue em parte. Na trama, o jogador controla Murphy Pendleton um presidiário que na ocasião de sua transferência para uma penitenciária, sofre um acidente de ônibus. Esse caminho o levará á cidade atormentada de Silent Hill.


            A ambientação é muito boa. Além da neblina característica da série houve a adição de uma tempestade forte com direito á trovoada. A trilha sonora se não repete a excelência dos jogos mais populares da série é pelo menos competente e compõe bem o clima. Risadas ao fundo, portas batendo e objetos caindo complementam a atmosfera. Percebe-se realmente um retorno aos primeiros jogos neste sentido. Não chega a ir tão fundo no terror como nos primeiros games da série, mas possui inegáveis bons momentos.




            Os gráficos estão muito bons e sem dúvidas é o jogo mais bonito de toda a franquia. Efeitos de iluminação muito bem aplicados e CG´s competentes contribuem para o clima.

            A novidade do jogo para a série são as sidequests que, assim como em jogos de RPG e de “mundo aberto” são missões á parte da história principal que podem ser feitas ou não dependendo da vontade do jogador. A maioria é interessante e umas chegam a ser bem macabras. O sistema de escolhas está de volta[1] e estas influenciam diretamente o final do jogo, que são vários (outra tradição da série).

            A jogabilidade continua a mesma: o jogador deverá percorrer a cidade e resolver puzzles na tentativa de fugir de lá e entender o que anda acontecendo. Há ainda momentos em que se tem que enfrentar algumas criaturas ou fugir delas. Esses momentos não são muitos, revelando-se mais uma tentativa de retorno aos elementos antigos da série. A história, apesar de mais simples do que em outras visitas á cidade, é boa e prende a atenção até o fim.

            Mas o combate é falho demais e prejudica muito o jogador. O pior problema do game, porém, reside nos aspectos técnicos. Constantes e irritantes slowdowns (queda na velocidade do jogo) irritam e atrapalham demais, chegando a quase travá-lo em várias ocasiões. Somando ao aspecto “lavado” dos (bons) gráficos mostra que não houve um cuidado no acabamento do game.

            Silent Hill Downpour pode não ser o melhor game da franquia, mas não a deturpa e prejudica. Com bons momentos de terror, história com desenvolvimento satisfatório e bom visual vai conseguir prender o jogador até o final. Seus maiores problemas residem no combate falho e em problemas técnicos imperdoáveis, mas vale á pena ser conferido.

            Cotação:   (3/5)

            Ficha técnica: Silent Hill Downpour (PS3, XBOX 360). Terror/suspense. Produtora: Konami. Estúdio: Vatra. Data de Lançamento: 13 de Março de 2012. Versão Testada: PS3


[1] São três ao longo do jogo.