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Uma
idéia inicialmente simples. Um game viciante, inteligente e desafiante. Angry Birds é tudo isso é muito mais.
Ele agora é um fenômeno pop.
Para uma obra
alcançar o status de “fenômeno pop” ela precisa ir além da sua mídia original. Deve
expandir-se até chegar ao ponto no qual a maioria das pessoas a conheça de
alguma forma.
No game produzido pela Rovio Móbile da
Finlândia, os tais pássaros furiosos do título devem ser lançados de um
estilingue(!!??) contra porcos verdes (!!??) dispostos em estruturas de
madeira, vidro e metais. Na história do jogo, tais porcos teriam roubados seus
ovos, daí o motivo de tanta raiva.
Inicialmente
comercializado para os celulares, hoje ele pode ser jogado em iphones, ipad´s,
PC´s, PS3´s, PSP, XBOX 360, Mac, celulares com sistema android e até no facebook.
Juntando o numero de vendas em todas estas plataformas ele já alcançou a marca
de mais de 250 milhões de cópias vendidas.
Sua mais nova
continuação, Angry Birds in Space
provavelmente seguirá o mesmo rumo do sucesso. Acrescentando as noções físicas de
gravidade e atmosfera na jogabilidade ele é ainda mais desafiante. (O original
já se utiliza de noções de ângulo e velocidade).
Seu alcance,
hoje, porém, vai muito além dos games.
Seus carismáticos personagens podem ser encontrados em bichos de pelúcia, álbum
de figurinhas, cadernos escolares e diversos outros produtos. Recentemente a Róvio acertou patrocínio com
seu patriota, o piloto Finlandês Kimi Raikkonen, para estampar seus personagens
em seu capacete nas corridas de fórmula 1. Uma série de animação está sendo
produzida e já se fala em um provável filme.
Se não
bastasse tudo dito e mostrado acima, o que dizer da união de dois fenômenos pop em um só clipe?
Alçados de um
estilingue para a fama e dominação mundial (e agora espacial) os carismáticos e
tresloucados pássaros conquistaram a todos. Mais que um fenômeno pop, Angry Birds é mais uma amostra de que
uma idéia simples e inteligente pode cativar.
Opiniões #22- Xingu (Brasil, 2012)
Por Marlon Fonseca
Dá
gosto ver o cinema nacional em franca produção. Filmes dos mais variados
estilos e temas chegando ao país mensalmente e com muita qualidade. [1] E Xingu é mais uma mostra do talento de
nossos cineastas.
Dirigido
por Cao Hamburger
(do ótimo O Dia em que meus pais saíram
de férias) o filme conta a história, baseada em fatos reais, dos três
irmãos Villas-Bôas e sua expedição aos recantos do Brasil Central e
relacionamento com grupos indígenas que encontram em tal empreitada bem como a
sua posterior luta pela preservação dos mesmos.
Obras
cinematográficas que tratam de choques culturais, imposição de uma cultura á
outra e relacionamentos com índios já resultaram em grandes clássicos do cinema
como 1492 – A conquista do Paraíso e A Missão.
O
filme, além de mostrar as etapas comuns do processo de encontro de culturas
díspares (conhecimento, troca), destaca dois importantes fatos históricos, a
saber, a construção e permanência do Parque Nacional do Xingu e os bastidores
do progresso brasileiro. Por fim, ainda evidencia o impacto que a luta pela
preservação dos índios causa em cada um dos irmãos.
João
Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat que interpretam os desbravadores e
idealistas irmãos Cláudio, Orlando e Leonardo, conseguem expressar as suas
características e visões particulares sobre o assunto com bastante competência.
Após perceberem o efeito devastador que a expedição que lideram possa causar
aos índios, passam a defendê-los, embora sofreram com as conseqüências de
tais atos, tanto pessoal e individualmente como em sua dinâmica e
relacionamento como irmãos e parceiros. Sobre o elenco ainda deve se destacar
que os indígenas foram interpretados por nativos autênticos, das mais variadas
tribos.
A
bela fotografia de Adriano Goldman é auxiliada pelas deslumbrantes paisagens do
centro-oeste pátrio.
O
aspecto negativo mais evidente é que, apesar de a história passar por mais de
vinte anos, não se observa essa passagem no tempo no aspecto visual dos personagens.
Eles não envelhecem aparentemente. Careceu, portanto, de uma maquiagem mais
eficiente, o que é de se estranhar ante uma produção tão bem cuidada.
A
árdua luta dos irmãos deu certo e o Parque Nacional do Xingu continua
preservado até hoje, mais de 50 anos após a sua criação. O filme que conta a
trajetória deste importante trabalho, além de ser uma produção bem cuidada e
executada, é uma aula de história e de cultura brasileira.
Cotação: (4/5)
Ficha técnica: Xingu (Brasil,
2012). Drama histórico. Direção: Cão Hamburger. Elenco: João Miguel, Felipe
Camargo, Caio Blat, Maria Flor, Maiarim Kaiabi, Tapaié, Waurã. Duração: 102
min.
Opiniões #21- Espelho, espelho meu (Mirror, mirror, USA,
2012)
Por Marlon Fonseca
Periodicamente
em Hollywood acontece um fato inusitado: são lançados em pouco espaço de tempo
dois filmes com o mesmo tema. Em 1997 foi a vez de dois filmes sobre vulcão: O Inferno de Dante e Volcano. Já em 1998
Armaggeddon e Impacto Profundo
competiam o posto de “filme catástrofe de asteróides que cairão na terra” Agora
em 2012 é a vez da Branca de Neve ganhar dois filmes reimaginando a sua
história.
Esse
Espelho, espelho meu é o primeiro a
ser lançado. Na trama, a princesa Branca de Neve, após o desaparecimento de seu
pai, é mantida no castelo pela terrível rainha e sua madrasta. Ao completar 18
anos resolve conhecer seu reino e descobre a opressão que ele vem sofrendo. Com
a ajuda de um grupo de anões e de um príncipe atrapalhado tentará salvar seu
reino.
O
filme é uma mescla de comédia e aventura com resultado irregular e visivelmente
fora do tom e alterna entre o cartunesco e o exageradamente teatral. O roteiro
é inconsistente e desconexo.
O diretor indiano Tarsem Singh de
filmes como A cela e Imortais é reconhecido principalmente
pelo seu apuro estético. Aqui ele repete os erros e acertos de seus filmes
anteriores, principalmente do épico de ação mitológico. Tal qual em seu filme
anterior, há uma predileção e excessivo uso do tom dourado tanto nos cenários
como nos belos figurinos. Os cenários são bonitos, mas soam extremamente
artificiais, principalmente a floresta.
Desde
que o filme fora anunciado o fato de Julia Roberts interpretar a rainha má era
o seu maior chamariz. E acabou sendo o seu maior atrativo realmente. Ela está
completamente á vontade e aparenta está se divertindo muito no papel. O casal
principal, porém já não padece de tanta sorte, pois foi diretamente afetado pelo excesso de tom de todo o filme. Lily Collins (do thriller de ação Sem saída) se sai um pouco melhor e
consegue expressar a doçura e espírito aventureiro de sua personagem, ainda que
o roteiro em momento algum aprofunde as suas motivações. Já Armie Hammer (que
havia se saído muito bem em A
Rede Social e J. Edgar) passa vergonha com “caras e
bocas” abobalhadas do seu príncipe, tendo sido a vítima principal do tom
cartunesco do filme. O elenco ainda conta com o sempre divertido Nathan Lane que repete aqui seus maneirismos de outrora e também é mal aproveitado.
Os
anões, ainda que também não muito bem desenvolvidos, são, ao lado de Roberts, o
alívio do filme. Mesmo adstritos a uma característica de personalidade cada,
suas cenas sempre valem uma conferida, principalmente a do “treinamento” de
Branca de Neve.
Conforme
falado em Fúria de Titãs 2, nada
contra “liberdades criativas”. Mas aqui elas são problemáticas e soam forçadas
demais como se o objetivo fosse apenas inovar, mesmo sem sentido algum. [1]
Enfim,
esta tentativa de inovar e modernizar o conto da Branca de Neve resultou em
algo extremamente fora do tom e que pouco diverte. Se salva Julia Roberts que
leva o filme “nas costas”, mas não o ajuda totalmente em razão de um roteiro
inconsistente e em muitas vezes aborrecido.
Cotação: (2/5 - regular)
Ficha técnica: Espelho, espelho
meu (Mirror, mirror, USA 2012). Comédia, aventura. Direção: Tarsem Sing.
Elenco: Julia Roberts, Lily collins. Armie Hammer, Nathan Lane. Duração: 106
min.
Curiosidade:
O outro filme: “Branca de Neve e
o caçador”: O “rival” de Espelho,
espelho meu será lançado ainda este ano, dia 1º de Junho, e é mais voltado para o drama e aventura épica. Como o próprio nome do filme revela, ele será
mais focado no relacionamento entre a Branca de Neve e o caçador que será seu
mentor. A maior dificuldade do filme será convencer que a Branca de Neve de
Kristen Stweart (a Bella de Crepúsculo) é mais bela que Charlize Theron que
interpretará a rainha má. O Thor Chris
Hemsworth viverá o caçador.
Primeiramente o "Falando de..." gostaria de desculpar-se com seus leitores em razão do atraso desta publicação que estava programada para ser publicada na Sexta-feira dia 16 de Março. Porém, para uma melhor visualização e obervação dos jogos preferimos atrasá-la. Um dos compromissos do blog é sempre manter-se atualizado e pontual, porém, também focamos na melhor forma possível, dentro de nossas limitações, em entregar as informações na forma mais completa possível.
Então, conforme prometido, hoje continuaremos a nossa análise sobre o PS Vita. Agora focaremos em alguns jogos testados em sua versão full focando mais nos aspectos gráficos e de como as funções do aparelho estão sendo empregadas na jogabilidade.
Os jogos podem ser adquiridos na forma de cartucho e/ou por download na PSN.
O cartucho é inserido na parte de cima
A caixa dos jogos do Vita é bem pequena
Confiram abaixo a pequena análise de alguns dos jogos presentes na variada linha de lançamento do aparelho:
Uncarted: Golden Abyss: Sem sombra de dúvidas o game "abre-alas" do portátil. Trata-se de uma das maiores franquias da Sony e uma das mais respeitadas no mundo dos games. Vindo com a missão de mostrar o poderio gráfico e a aplicabilidade das funcionalidades do portátil esta nova aventura de Nathan Drake cumpre o que promete. Produzido pela primeira vez por outro estúdio sem ser a naughty dog, no caso o Bend Studio, a aventura contém todos os elementos que fizeram da série o sucesso que é e ainda apresenta novidades bacanas. Usando e abusando principalmente da tela em touch screen do portátil, com ela podemos "comandar" Nathan a pular para determinado lugar ou "desenhar" com os dedos seu caminho entre as escaladas. Tudo de forma muito fácil, rápida e intuitiva. Outro uso gratificante é a utilização da tela para resolver alguns puzzles como "raspar" com os dedos alguns papéis para descobrir seu significado. Já os gráficos impressionam, cores vivas, cenários belíssimos e detalhados e personagens extremamente bem renderizados e expressivos. Efeitos da água e de luz também impressionam e em nenhum momento nota-se scream tearing ou algo do Gênero.Um jogaço!
Cotação: (5/5)
Little Deviants: Feito para apresentar as funções do console e divertir um público mais jovem ou sua namorada, noiva ou esposa. Simples, 'bonitinho" e divertido em algum momento. Não é nenhuma "obra-prima" mas distrai, diverte e aplica as funções do console com competência. Vem incluso no First Editon Bundle ou pode ser adquirido pela PSN ou cartucho. Cotação:
FIFA SOCCER: Jogo de futebol em um portátil não pode faltar. E o FIFA está aí para isso.Com menus e apresentações idênticas ao FIFA 12 dos consoles,porém com gráficos levemente inferiores.Mas a maior inovação está na jogabilidade. Os passe podem ser feitos pela tela frontal do aparelho e os chutes a gol pela parte traseira. Esta inovação, quando dominada pelo jogador, permite um total controle para onde se deseja colocar a bola. Vale á pena conferir.
Cotação:
Superstardust Delta: Quem conhece a franquia sabe como ela é cativante e viciante. Simples de entender e difícil para dominar, a saga "caiu bem" no VITA. Usando e abusando da tela de OLED o jogo possui gráficos competentes com uma vistosa paleta de cores. As telas de toque são utilizadas sedo a frontal para misseis e a traseira para a colocação de buracos negros (úteis quando cercado por uma horda de inimigos). O SIXAXIS também é aplicado para a inclinação da 'Câmera do jogo". Disponível na PSN por U$ 9,99 vale o investimento.
Cotação:
Wipeout 2048: Assim como Stardust, outra série que fez sucesso no PS3 e agora retorna ao Vita com qualidade.Outro game que explora as variadas funcionalidades do aparelho e possui gráficos e jogabilidade bastante competentes. Tanto o modo campanha como o multiplayer são bastante robustos.
Cotação:
Ultimate Marvel Vs. Capcom 3: As lutas frenéticas da já consagrada série aportou ao Vita com gráficos e jogabilidade similares ao das versões em console. Ainda há a adição de novas e exclusivas funcionalidades como a utilização das tela de toque e a opção de envio de "presentes" com a função NEAR.
Cotação:
MotorStorm RC (PSN): RC é a sigla para Radio Control ou seja carros em controle remoto. Trata-se de um game da série Motorstorm no estilo RC Grand Prix do lendário Master System. O mote aqui é a diversão. O jogador controla seu "carrrinho" em várias pistas no estilo consagrado da série com uma jogabilidade bastante acessível. Disponível gratuitamente na PSN.
Cotação:
Rayman Origins: Bonito e desafiante na medida certa e que agora também está presente no VITA. O jogo traz as excelência visual de hoje com a dificuldade dos "jogos de plataforma" do passado. Com gráficos e jogabilidade idênticas ao que já fora mostrado no console o game continua excelente no portátil. Imperdível.
Cotação:
Jogos de realidade aumentada: Realidade aumentada (1) atualmente não é nada demais,mas com certeza ainda causará muito espanto nas pessoas que não conhecem como ela funciona. O Nintendo 3DS foi o primeiro videogame a fazer uso dessa tecnologia com alguns mini-games que, embora não fossem muito divertidos eram agradáveis. A brincadeira só começou a ficar legal realmente com a chegada do PS Vita e sua Wide-Area Augmented Reality (algo como realidade aumentada de grande área).
Poucos dias depois do lançamento foram lançados jogos no PSN, de forma gratuita, que utilizavam dessa tecnologia. O priemiro deles, Fireworks, é provavelmente o mais bobo deles, pois nele os jogadores precisam somente e apenas estourar os fogos de artifício que aparecem na tela. O segundo, Cliff Diving, já é um pouco mais interessante. Nele o objetivo é controlar os saltos com inúmeras variações de plataformas e estilos de saltos.
Por fim, o mais interessante é o TABLE SOCCER. Com ele utiliza-se as cartas de Realidade aumentada que vem com o aparelho para demarcar o campo e a posição das arquibancadas e o placar.Para comandar os jogadores utiliza-se a tela de toque tronando o jogo bastante similar ao futebol de botão ou ao futebol Gulliver. Os gráficos não são bons mas o games diverte bastante principalmente no multiplayer.
O que vem por aí: Alguns jogos que ainda serão lançados neste ano para o aparelho
Littlebigplanet: Sackboy parece realmente ter assumido o posto de mascote da Sony e um jogo do LBP para o vita não poderia faltar.
Data de lançamento: Ainda não definido
Resistanece Burning Skies: Franquia que já teve jogos no PS3 e PSP aporta agora no vita. Será o primeiro FPS para o aparelho é a expectativa é de que comprove que a jogabilidade para esse gênero fique muito boa nele. O Multiplayer tem tudo também para agradar.
Data de lançamento: 29 de Maio
Gravity Rush (Gravity Daze no Japão): Este game já foi lançado no Japão e fez muito sucesso de público e crítica. Com lançamento previsto nos EUA e Brasil para Maio, inclusive com legendas em português brasleiro.
Data de lançamento: 12 de Junho nos EUA
Silent Hill Book of Memories: A saga de terror Silent Hill também se fará presente em breve para o portátil em um game exclusivo e com novidades na jogabilidade.
Data de lançamento: 15 de Maio de 2012
CONCLUSÃO: Conforme se pode observar a linha de lançamento de jogos do Vita foi bastante variada e com títulos que conseguiram aplicar inicialmente bem suas funcionalidade. O aparelho e seu futuro são promissores. Não deixem de acompanhar o "Falando de..." com futuras análises de games do Vita e demais plataformas.