segunda-feira, 9 de abril de 2012

...CINEMA. opiniões # 22- Xingu


...CINEMA
Opiniões #22- Xingu (Brasil, 2012)
Por Marlon Fonseca



           
            Dá gosto ver o cinema nacional em franca produção. Filmes dos mais variados estilos e temas chegando ao país mensalmente e com muita qualidade. [1] E Xingu é mais uma mostra do talento de nossos cineastas.

            Dirigido por Cao Hamburger (do ótimo O Dia em que meus pais saíram de férias) o filme conta a história, baseada em fatos reais, dos três irmãos Villas-Bôas e sua expedição aos recantos do Brasil Central e relacionamento com grupos indígenas que encontram em tal empreitada bem como a sua posterior luta pela preservação dos mesmos.

Obras cinematográficas que tratam de choques culturais, imposição de uma cultura á outra e relacionamentos com índios já resultaram em grandes clássicos do cinema como 1492 – A conquista do Paraíso e A Missão.

            O filme, além de mostrar as etapas comuns do processo de encontro de culturas díspares (conhecimento, troca), destaca dois importantes fatos históricos, a saber, a construção e permanência do Parque Nacional do Xingu e os bastidores do progresso brasileiro. Por fim, ainda evidencia o impacto que a luta pela preservação dos índios causa em cada um dos irmãos.

            João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat que interpretam os desbravadores e idealistas irmãos Cláudio, Orlando e Leonardo, conseguem expressar as suas características e visões particulares sobre o assunto com bastante competência. Após perceberem o efeito devastador que a expedição que lideram possa causar aos índios, passam a defendê-los, embora sofreram com as conseqüências de tais atos, tanto pessoal e individualmente como em sua dinâmica e relacionamento como irmãos e parceiros. Sobre o elenco ainda deve se destacar que os indígenas foram interpretados por nativos autênticos, das mais variadas tribos.

            A bela fotografia de Adriano Goldman é auxiliada pelas deslumbrantes paisagens do centro-oeste pátrio.

            O aspecto negativo mais evidente é que, apesar de a história passar por mais de vinte anos, não se observa essa passagem no tempo no aspecto visual dos personagens. Eles não envelhecem aparentemente. Careceu, portanto, de uma maquiagem mais eficiente, o que é de se estranhar ante uma produção tão bem cuidada.

            A árdua luta dos irmãos deu certo e o Parque Nacional do Xingu continua preservado até hoje, mais de 50 anos após a sua criação. O filme que conta a trajetória deste importante trabalho, além de ser uma produção bem cuidada e executada, é uma aula de história e de cultura brasileira.

Cotação:  (4/5)

Ficha técnica: Xingu (Brasil, 2012). Drama histórico. Direção: Cão Hamburger. Elenco: João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat, Maria Flor, Maiarim Kaiabi, Tapaié, Waurã. Duração: 102 min.





sábado, 7 de abril de 2012

...CINEMA. Opiniões # 21- Espelho, espelho meu


...CINEMA
Opiniões #21- Espelho, espelho meu (Mirror, mirror, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca




            Periodicamente em Hollywood acontece um fato inusitado: são lançados em pouco espaço de tempo dois filmes com o mesmo tema. Em 1997 foi a vez de dois filmes sobre vulcão: O Inferno de Dante e Volcano. Já em 1998 Armaggeddon e Impacto Profundo competiam o posto de “filme catástrofe de asteróides que cairão na terra” Agora em 2012 é a vez da Branca de Neve ganhar dois filmes reimaginando a sua história.

            Esse Espelho, espelho meu é o primeiro a ser lançado. Na trama, a princesa Branca de Neve, após o desaparecimento de seu pai, é mantida no castelo pela terrível rainha e sua madrasta. Ao completar 18 anos resolve conhecer seu reino e descobre a opressão que ele vem sofrendo. Com a ajuda de um grupo de anões e de um príncipe atrapalhado tentará salvar seu reino.

            O filme é uma mescla de comédia e aventura com resultado irregular e visivelmente fora do tom e alterna entre o cartunesco e o exageradamente teatral. O roteiro é inconsistente e desconexo.

         O diretor indiano Tarsem Singh de filmes como A cela e Imortais é reconhecido principalmente pelo seu apuro estético. Aqui ele repete os erros e acertos de seus filmes anteriores, principalmente do épico de ação mitológico. Tal qual em seu filme anterior, há uma predileção e excessivo uso do tom dourado tanto nos cenários como nos belos figurinos. Os cenários são bonitos, mas soam extremamente artificiais, principalmente a floresta.

            Desde que o filme fora anunciado o fato de Julia Roberts interpretar a rainha má era o seu maior chamariz. E acabou sendo o seu maior atrativo realmente. Ela está completamente á vontade e aparenta está se divertindo muito no papel. O casal principal, porém já não padece de tanta sorte, pois foi diretamente afetado pelo excesso de tom de todo o filme. Lily Collins (do thriller de ação Sem saída) se sai um pouco melhor e consegue expressar a doçura e espírito aventureiro de sua personagem, ainda que o roteiro em momento algum aprofunde as suas motivações. Já Armie Hammer (que havia se saído muito bem em A Rede Social e J. Edgar) passa vergonha com “caras e bocas” abobalhadas do seu príncipe, tendo sido a vítima principal do tom cartunesco do filme. O elenco ainda conta com o sempre divertido Nathan Lane  que repete aqui seus maneirismos de outrora e também é mal aproveitado.

            Os anões, ainda que também não muito bem desenvolvidos, são, ao lado de Roberts, o alívio do filme. Mesmo adstritos a uma característica de personalidade cada, suas cenas sempre valem uma conferida, principalmente a do “treinamento” de Branca de Neve.

            Conforme falado em Fúria de Titãs 2, nada contra “liberdades criativas”. Mas aqui elas são problemáticas e soam forçadas demais como se o objetivo fosse apenas inovar, mesmo sem sentido algum. [1]

            Enfim, esta tentativa de inovar e modernizar o conto da Branca de Neve resultou em algo extremamente fora do tom e que pouco diverte. Se salva Julia Roberts que leva o filme “nas costas”, mas não o ajuda totalmente em razão de um roteiro inconsistente e em muitas vezes aborrecido.


        Cotação:  (2/5 - regular)

   
Ficha técnica: Espelho, espelho meu (Mirror, mirror, USA 2012). Comédia, aventura. Direção: Tarsem Sing. Elenco: Julia Roberts, Lily collins. Armie Hammer, Nathan Lane. Duração: 106 min.





Curiosidade:

O outro filme: “Branca de Neve e o caçador”: O “rival” de Espelho, espelho meu será lançado ainda este ano, dia 1º de Junho, e é mais voltado para o drama e aventura épica. Como o próprio nome do filme revela, ele será mais focado no relacionamento entre a Branca de Neve e o caçador que será seu mentor. A maior dificuldade do filme será convencer que a Branca de Neve de Kristen Stweart (a Bella de Crepúsculo) é mais bela que Charlize Theron que interpretará a rainha má. O Thor Chris Hemsworth viverá o caçador.
           







[1] A da maçã envenenada dividirá opiniões. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Testando e Analisando o PS Vita -parte 2


...GAMES
...TECNOLOGIA
Testando e analisando o Vita - parte 2:
Por Marlon Fonseca
Colaboração: Rafael Mansano


Link da primeira parte: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/03/testando-e-analisando-o-ps-vita-parte-1.html



            Primeiramente o "Falando de..." gostaria de desculpar-se com seus leitores em razão do atraso desta publicação que estava programada para ser publicada na Sexta-feira dia 16 de Março. Porém, para uma melhor visualização e obervação dos jogos preferimos atrasá-la. Um dos compromissos do blog é sempre manter-se atualizado e pontual, porém, também focamos na melhor forma possível, dentro de nossas limitações, em entregar as informações na forma mais completa possível.
      Então, conforme prometido, hoje continuaremos a nossa análise sobre o PS Vita. Agora focaremos em alguns jogos testados em sua versão full focando mais nos aspectos gráficos e de como as funções do aparelho estão sendo empregadas na jogabilidade.
    Os jogos podem ser adquiridos na forma de cartucho e/ou por download na PSN.

O cartucho é inserido na parte de cima


         
A caixa dos jogos do Vita é bem pequena


        Confiram abaixo a pequena análise de alguns dos jogos presentes na variada linha de lançamento do aparelho:


Uncarted: Golden Abyss: Sem sombra de dúvidas o game "abre-alas" do portátil. Trata-se de uma das maiores franquias da Sony e uma das mais respeitadas no mundo dos games. Vindo com a missão de mostrar o poderio gráfico e a aplicabilidade das funcionalidades do portátil esta nova aventura de Nathan Drake cumpre o que promete. Produzido pela primeira vez por outro estúdio sem ser a naughty dog, no caso o Bend Studio, a aventura contém todos os elementos que fizeram da série o sucesso que é e ainda apresenta novidades bacanas. Usando e abusando principalmente da tela em touch screen do portátil, com ela podemos "comandar" Nathan a pular para determinado lugar ou "desenhar" com os dedos seu caminho entre as escaladas. Tudo de forma muito fácil, rápida e intuitiva. Outro uso gratificante é a utilização da tela para resolver alguns puzzles como "raspar" com os dedos alguns papéis para descobrir seu significado. Já os gráficos impressionam, cores vivas, cenários belíssimos e detalhados e personagens extremamente bem renderizados e expressivos. Efeitos da água e de luz também impressionam e em nenhum momento nota-se scream tearing ou algo do Gênero.Um jogaço!
Cotação: (5/5)







Little Deviants: Feito para apresentar as funções do console e divertir um público mais jovem ou sua namorada, noiva ou esposa. Simples, 'bonitinho" e divertido em algum momento. Não é nenhuma "obra-prima" mas distrai, diverte e aplica as funções do console com competência. Vem incluso no First Editon Bundle ou pode ser adquirido pela PSN ou cartucho.
Cotação:












FIFA SOCCER: Jogo de futebol em um portátil não pode faltar. E o FIFA está aí para isso.Com menus e apresentações idênticas ao FIFA 12 dos consoles, porém com gráficos levemente inferiores.Mas a maior inovação está na jogabilidade. Os passe podem ser feitos pela tela frontal do aparelho e os chutes a gol pela parte traseira. Esta inovação, quando dominada pelo jogador, permite um total controle para onde se deseja colocar a bola. Vale á pena conferir.






Cotação:




Superstardust Delta: Quem conhece a franquia sabe como ela é cativante e viciante. Simples de entender e difícil para dominar, a saga "caiu bem" no VITA. Usando e abusando da tela de OLED o jogo possui gráficos competentes com uma vistosa paleta de cores. As telas de toque são utilizadas sedo a frontal para misseis e a traseira para a colocação de buracos negros (úteis quando cercado por uma horda de inimigos). O SIXAXIS também é aplicado para a inclinação da 'Câmera do jogo". Disponível na PSN por U$ 9,99 vale o investimento.
Cotação:












Wipeout 2048: Assim como Stardust, outra série que fez sucesso no PS3 e agora retorna ao Vita com qualidade.Outro game que explora as variadas funcionalidades do aparelho e possui gráficos e jogabilidade bastante competentes. Tanto o modo campanha como o multiplayer são bastante robustos.







Cotação:






Ultimate Marvel Vs. Capcom 3: As lutas frenéticas da já consagrada série aportou ao Vita com gráficos e jogabilidade similares ao das versões em console. Ainda há a adição de novas e exclusivas funcionalidades como a utilização das tela de toque e a opção de envio de "presentes" com a função NEAR.








Cotação: 





MotorStorm RC (PSN): RC é a sigla para Radio Control ou seja carros em controle remoto. Trata-se de um game da série Motorstorm no estilo RC Grand Prix do lendário Master System.  O mote aqui é a diversão. O jogador controla seu "carrrinho" em várias pistas no estilo consagrado da série com uma jogabilidade bastante acessível. Disponível gratuitamente na PSN.
Cotação:









Rayman Origins: Bonito e desafiante na medida certa e que agora também está presente no VITA. O jogo traz as excelência visual de hoje com a dificuldade dos "jogos de plataforma" do passado.  Com gráficos e jogabilidade idênticas ao que já fora mostrado no console o game continua excelente no portátil. Imperdível.








Cotação: 





  


Jogos de realidade aumentada: Realidade aumentada (1) atualmente não é nada demais,mas com certeza ainda causará muito espanto nas pessoas que não conhecem como ela funciona. O Nintendo 3DS foi o primeiro videogame a fazer uso dessa tecnologia com alguns mini-games que, embora não fossem muito divertidos eram agradáveis. A brincadeira só começou a ficar legal realmente com a chegada do PS Vita e sua Wide-Area Augmented Reality (algo como realidade aumentada de grande área).
             Poucos dias depois do lançamento foram lançados jogos no PSN, de forma gratuita, que utilizavam dessa tecnologia. O priemiro deles, Fireworks, é provavelmente o mais bobo deles, pois nele os jogadores precisam somente e apenas estourar os fogos de artifício que aparecem na tela. O segundo, Cliff Diving, já é um pouco mais interessante. Nele o objetivo é controlar os saltos com inúmeras variações de plataformas e estilos de saltos.
            Por fim, o mais interessante é o TABLE SOCCER. Com ele utiliza-se as cartas de Realidade aumentada que vem com o aparelho para demarcar o campo e a posição das arquibancadas e o placar.Para comandar os jogadores utiliza-se a tela de toque tronando o jogo bastante similar ao futebol de botão ou ao futebol Gulliver. Os gráficos não são bons mas o games diverte bastante principalmente no multiplayer.






Cotações:


Fireworks:




Cliff Diving:




Table soccer:






(1)http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_aumentada






O que vem por aí: Alguns jogos que ainda serão lançados neste ano para o aparelho


Littlebigplanet: Sackboy parece realmente ter assumido o posto de mascote da Sony e um jogo do LBP para o vita não poderia faltar.
Data de lançamento: Ainda não definido
















Resistanece Burning Skies: Franquia que já teve jogos no PS3 e PSP aporta agora no vita. Será o primeiro FPS para o aparelho é a expectativa é de que comprove que a jogabilidade para esse gênero fique muito boa nele. O Multiplayer tem tudo também para agradar.
Data de lançamento: 29 de Maio


















Gravity Rush (Gravity Daze no Japão): Este game já foi lançado no Japão e fez muito sucesso de público e crítica. Com lançamento previsto nos EUA e Brasil para Maio, inclusive com legendas em português brasleiro.
Data de lançamento: 12 de Junho nos EUA





Silent Hill Book of Memories: A saga de terror Silent Hill também se fará presente em breve para o portátil em um game exclusivo e com novidades na jogabilidade.
Data de lançamento: 15 de Maio de 2012












CONCLUSÃO: Conforme se pode observar a linha de lançamento de jogos do Vita foi bastante variada e com títulos que conseguiram aplicar inicialmente bem suas funcionalidade. O aparelho e seu futuro são promissores. Não deixem de acompanhar o "Falando de..." com futuras análises de games do Vita e demais plataformas.