sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

...GAMES. opiniões #03 - Asura´s Wrath


...GAMES
Opiniões #03 – Asura´s Wrath
Por Marlon Fonseca


Os jogos de ação do gênero Hack N, Slash e/ou Beat em up, são dos mais antigos da história do Videogame. Black Belt, Golden Axe, Final Fight, entre outros marcaram época e até hoje são muito queridos pelos jogadores. Já God Of War, Devil May Cry, Ninja Gaiden, Bayonetta e Dante´s Inferno redefiniram a forma de como o gênero deve portar-se nessas últimas gerações.

Asura´s Wrath chegou esta semana ás lojas de todo o mundo tentando estabelecer-se como um novo parâmetro ao gênero. Vendido e anunciado como uma espécie de “God Of War oriental”, o game mistura Mitologia Oriental com Ficção Científica, ao mostrar a história de vingança do Deus Asura contra seus traidores companheiros.

Com a apresentação e estrutura de um Anime, que vai desde ao belíssimo visual cartunesco, passado por longas e freqüentes cutscenes contando a história, contendo, inclusive, com cada “episódio” com sua respectiva abertura, e um “to be continued” ao seu final.




O game é dotado de gráficos exuberantes, com animações e modelos dos seus personagens dentre os mais competentes já vistos. Além disso, os cenários e detalhes são vastos e únicos, seguindo o padrão de qualidade da CAPCOM neste sentido.

A Jogabilidade é basicamente focada nos combates e em Quick Time Events (QTE) e não apresenta desafio algum, pois é similar aos jogos do gênero e qualquer dúvida que possa surgir é dirimida por informações e tutoriais no decorrer do game.




            Porém, deve ser destacado que a produtora optou por fazer do jogo mais “um anime jogado” do que “um jogo animado”. Ao longo do jogo e de seus episódios há mais cutscenes do que partes para jogar em si o que pode frustrar a grande maioria dos jogadores.

            Tal aspecto não seria tão grave se o jogo tivesse duração maior. Em menos de 6 horas termina-se o modo história e fica a sensação desagradável de que se assistiu um interessante anime e não que tenha se jogado um ótimo jogo. As séries Uncharted, Metal Gear, Final Fantsy e Assassin´s Creed, por exemplo, possuem longas e fantásticas cutscenes o que só engrandeceram e qualificaram tais obras, mas também continham grandes e fantásticas seqüências jogadas equilibrando a equação[1]. Em Asura´s Wrath, contudo isso não ocorre o que acabou por comprometer a qualidade do game.

            O fato de só contar com o curto modo história e não ter mais nenhum outro modo de jogo que possa prolongar a vida útil do jogo serve, ainda mais, para depreciar seu resultado.

            Assim, dotado de exuberância técnica e momentos e batalhas grandiosos Asura´s Wrath peca por deixá-los por pouquíssimo tempo no controle do jogador, resultando numa bela, porém rasa e incompleta experiência.

Cotação: 


Ficha técnica: Asura´s Wrath. Plataformas: Playstation 3 e Xbox 360. Gênero: Ação Produtora: Capcom. Estúdio: Cyberconetc2.  Data de Lançamento: 21 de Fevereiro de 2012. Versão testada: Playstation 3


Curiosidade:

            Mal o jogo saiu e já fora anunciado seu primeiro conteúdo adicional. Trata-se da presença do icônico personagem Ryu da série Street Fighter. A forma de como ele será inserido no jogo, porém, ainda não foi revelada.

Fonte: uol jogos


Indicação:

El shaddai: The Ascension of Metraton(PS3/XBOX360): Passou despercebido pela maioria dos jogadores no ano passado essa outra tentativa de incursão no gênero. Merece uma espiada pelo menos este game que possui conotação religiosa e belíssima e inovadora direção de arte e trilha sonora e conta a história de um humano selecionado pelo anjos para lutar contra os anjos caídos.



[1] A Excelência da série Uncharted já foi objeto de um “Matérias Especiais” qui no site. Confiram: http://blogdofalandode.blogspot.com/2012/02/games-materias-especiais-1-o-cinema-de.html

Dicas da Semana #05- 24/02/2012


Dicas da Semana #05 – 24/02/2012
Por Marlon Fonseca


            No Domingo, dia 26, acontecerá mais uma entrega do Oscar, portanto a dica principal dessa semana é para que corram e assistam o maior numero possível dos filmes que concorrem ás principais premiações. Somente dessa forma poderão concluir se as premiações foram acertadas ou não.   
            O “Falando de...” conferiu muitos deles e na manhã desse Domingo publicará um resumo dos filmes que foram vistos e “opinados”.
            No mais confiram as estréias da semana no cinema e nos games e dicas para o home cinema em DVD/Blu-ray e Netflix.



Cinema:


Drive: Filme aclamado pela crítica e que demorou uma eternidade para chegar aos cinemas nacionais. Ryan Gosling é um dublê de hollywood e assaltante que decide ajudar uma família a pagar uma dívida com perigosos bandidos.
Obs: opiniões sobre o filme em breve.










A Mulher de Preto: Daniel Radcliff que passou uma década interpretando Harry Potter tenta prosseguir com sua carreira nesse filme de terror gótico á moda antiga. Ele interpreta um jovem advogado que viaja para uma região remota da Inglaterra á trabalho e se vê ás voltas com o fantasma de uma mulher que amaldiçoa todo o vilarejo.
Obs: opiniões sobre o filme amanhã.






Tão forte e Tão Perto: Concorrendo ao Oscar de melhor filme deste ano, o filme conta a história de um menino de 11 anos de idade que depois de encontrar uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no World Trade Center no 11/09, ele embarca em uma incrível jornada -- uma urgente e secreta busca por um segredo pelas cinco regiões de Nova York.







Albert Noobs: Glenn Close concorre ao Oscar de melhor atriz no papel de uma mulher que se passa por homem na tentativa de trabalhar e sobreviver na Irlanda do Século XIX. Porém ,passados 30 anos nessa situação, ela encontra-se presa em sua própria criação.









DVD/Blu-ray:

No “dicas da semana” passado[1], mais de 20 filmes que se encontram nas locadoras foram indicados. Já viram todos? Então vamos indicar mais alguns:


Amor á toda Prova: Com um elenco com grandes nomes, essa comédia O quarentão Cal Weaver (Steve Carell) tem a vida dos sonhos: bom emprego, boas condições de vida, é casado com seu amor da adolescência, filhos bem comportados... Mas essa vida perfeita desaba depois da descoberta de que Emily (Julianne Moore), sua esposa, está tendo um caso e quer divórcio. Desamparado, Cal conhece Jacob Palmer (Ryan Gosling), um cara que vai ensiná-lo a ter estilo, beber e paquerar mulheres.





Os Três Mosqueteiros: Mais uma versão sobre o clássico de Alexandre Dumas. Caprichando na pirotecnia e nas malabarísticas cenas de ação, o filme dirigido por Paul S. Anderson (de Alien vs. Predador e a série Residen Evil) toma várias liberdade com relação á história original. Filmado em 3D Nativo, merece ser visto neste formato.







Senna: Quem ainda não assistiu esse documentário inglês sobre Ayrton Senna está perdendo a oportunidade de conhecer detalhes interessantes da carreira do grande ídolo pátrio. Destaque para os bastidores políticos e o embate entre o piloto e o chefão da FIA. Vencedor do BAFTA 2012 de melhor documentário.







Netflix:

            Once (Apenas uma vez): Dois jovens, ele um músico de ruas, ela uma vendedora de flores e rua, se conhecem nas ruas de Dublin e formam uma amizade e amor platônico. O filme mostra uma semana da dupla, em estilo semi-documental, tentando gravar um CD para o musico. Uma espécie de “Antes do amanhecer” musicado o filme venceu o Oscar de melhor canção em 2008 bem como vários outros prêmios.

           





  The Office: A série americana de comédia (na verdade uma remake de uma série britânica que durou apenas duas temporadas) que se encontra atualmente na oitava temporada lá fora marca presença no sistema com as suas seis primeiras temporadas completas. Nela, os espectadores acompanham a divertidíssima rotina da empresa de papéis Dundler Mifflin e seus bizarros funcionários liderados por um chefe extremamente “sem noção”. Hillária!

         




   Golpe de Mestre: Neste filmaço vencedor de 7 Oscars em 1974, Paul Newman e Robert Redford são dois vigaristas que, na Chicago da década de 30, unem-se para aplicar um golpe complexo e inteligente para ganhar uma fortuna de um banqueiro criminoso.









Games:

Playstation Vita. Chegou às lojas americanas na Quarta dia 22 (e chega no dia 29 no Brasil)o sucessor do PSP, o PlayStation Vita. O portátil tem tela de toque, duas câmeras (uma à frente e outra atrás, como nos novos Iphones ou Ipods) e dois controles analógicos. A parte traseira do portátil também é sensível ao toque. Outro diferencial técnico é que o aparelho tem quatro núcleos simétricos de processamento – o PSP continha somente um. Comercializado no Japão desde Novembro de 2011, vem tendo vendas abaixo da expectativa esperando-se que se recupere nos mercados americanos europeu.
Em breve o “Falando de...” fará uma avaliação sobre o portátil.



Asura´s Wrath (PS3/XBOX 360): Nessa espécie de “God of War” do Oriente seguimos a busca pela vingança de Asura, uma divindade Oriental, que fora traído pelos seus companheiros e desprovido de seus poderes.
O “Falando de...” já está com o game e apresentará um “Opiniões” sobre ele amanhã.







Syndicate(PS3/XBOX 360): O antigo game de estratégia passa a engrossar o rol de FPS´s dessa geração.




BOM DIVERTIMENTO A TODOS!!!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema #09 - Bicicletas voadoras e a volta para casa


Cenas de Cinema # 09  - Bicicletas voadoras e a volta para casa.
Por Marlon Fonseca




            A história do extraterrestre esquecido por engano por seus colegas, abandonado á sorte em um planeta desconhecido e ajudado por um grupo de crianças é um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos. Sim, estamos falando de “E.T – o Extraterrestre”.

            Dirigido por um Spielberg em cada vez maior ascensão, o filme apresenta vário momentos marcantes e cenas emocionantes, mas duas delas merecem maior destaque nesta seção.

            Na primeira Elliot e seus amigos em uma fuga alucinada de bicicleta se vêem cercados pela polícia quando seu amigo extraterrestre os auxilia de forma inusitada e espetacular. A segunda, já ao final do filme, somos brindados com uma das despedidas mais comoventes, quando os amigos se separam e o visitante, enfim, consegue o seu tão desejado retorno á sua casa. Antes, porém, E.T avisa á Elliot que sempre estará com ele em seu coração. E permanece. Até hoje. Em todos os nossos.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

...CINEMA. Opiniões #11 - A Dama de Ferro


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Opiniões #11 – A Dama de Ferro (The Iron Lady, Reino Unido, USA 2011)
Por Marlon Fonseca




            A Dama de Ferro traz duas forças femininas em seu conjunto. A Biografia com toques ficcionais sobre a vida da ex-Primeira Ministra Britânica Margareth Tacher é um retrato de dois talentos femininos únicos.

            Margaret Tatcher foi uma pioneira em sua área. Atuando em um ramo predominantemente masculino na sua época, galgou com luta e determinação seus espaços até alcançar o posto então inédito para uma mulher, a de Primeira-Ministra da Inglaterra. Sua postura inflexível e algumas de suas polêmicas medidas ao longo de mais de 10 anos no cargo renderam o apelido que dá nome ao filme.

            Já a atriz americana Meryl Streep, sua interprete, é considerada com razão uma das maiores atrizes de todos os tempos. Suas 17 indicações e 2 Vitórias no Oscar, além de outras dezenas de premiações, comprovam tal assertiva.

            A união de ambos os talentos com Streep interpretando a ex-Primeira Ministra gerou grande expectativa por parte do público. O Resultado, porém, é aquém á qualidade de ambas.

            O Filme, alternando entre flashbacks e supostos momentos da vida atual da política, é realizado de forma bastante superficial, apresentando-se mais como uma sucessão de passagens sobre a vida da cinebiografada do que uma obra mais coesa sobre a sua vida, motivações e relacionamentos.

            Além disso, utiliza-se de um estranho e errôneo recurso ao apresentá-la, nas seqüências passadas nos tempos atuais, atormentada pela “assombração” de seu falecido marido (Jim Broadbent) numa tentativa ridícula de reforçar a sua fragilidade diante do Alzheimer que a acomete. Tais seqüências, diga-se de passagem, ocupam boa parte do filme o que contribui não somente para o desnivelamento do tom como no empobrecimento da narrativa.

            Imune a esses defeitos, Streep apresenta uma atuação formidável e torna-se o verdadeiro interesse do longa. Sua composição completa e complexa de Tachter vai desde os gestos á entonação de voz e postura. Trabalho impecável que provável e merecidamente lhe dará seu terceiro Oscar.

            Se salva, também, a maquiagem que ao contrário do visto recentemente em J. Edgar[1], está extremamente competente e ajuda na composição e no trabalho de Streep para dar vida á Tacher em vários momentos de sua vida.

            Duas seqüências que merecem atenção e que se sobressaem ás demais. A do primeiro dia que Tatcher ainda jovem ingressa ao parlamento mostrando em cenas rápidas e ritmo ágil como aquele ambiente não estava preparado para a incursão de uma mulher e a de um atentando em um hotel realizada com grande apuro técnico.

            Por tratar-se de uma biografia extremamente superficial e ao perder tempo demais com a vida atual da biografa ao invés de focar na sua proeminente e extensa carreira política, o filme só desperta interessa de fato pelo exuberante desempenho de sua intérprete.



Cotação: 

           
Ficha Técnica: A Dama de Ferro (The Iron Lady, Reino Unido, USA, 2011). Drama. Cnebiografia. Direção: Phyllida Loyde. Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Alexandra Roach. Duração: 100 min.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

...CINEMA. Opiniões #10 - A invenção de Hugo Cabret


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Opiniões #10 – A Invenção de Hugo Cabret 3D (Hugo, USA, 2011)
Por Marlon Fonseca




            Aos 70 anos e com uma carreira consagrada com obras como Touro Indomável, Táxi Driver, Os bons Companheiros, Os Infiltrados em seu valoroso currículo, o diretor Martin Scorcese não somente continua em atividade como resolveu inovar a sua filmografia. Pela primeira vez, Scorcese dirige um filme infanto-juvenil e utiliza-se da tecnologia 3D. E o faz muito bem.

            Baseado no livro homônimo de Brian Selnick, o filme passado na Paris da década de 30, mostra as aventuras do jovem Hugo que, após o falecimento de seu pai, passa a viver dentro da estação de trem e precisa descobrir qual a ligação que um misterioso autônomo tem com o seu genitor.

            No decorrer desta aventura o garoto é auxiliado pela jovem Isabelle e é perseguido pelo Inspetor da Estação. Além disso, tem que entender com a ligação do tio da moca com o autônomo.
           
            O filme na verdade é uma belíssima homenagem aos primeiros anos do cinema e á literatura. Á medida que a sua “investigação” avança, Hugo descobre que o autônomo que está em mãos tem relação direta com o início do cinema.

            Assim, além de divertir e emocionar adultos e crianças ao longo da projeção, o filme dá uma verdadeira aula sobre o início do cinema e de como a arte era feita nos seus primórdios. Além disso, a personagem Isabelle e o Livreiro vivido por Cristopher Lee ressaltam a grande importância dos livros.

            Embalado por uma trilha sonora que pontua bem os momentos de drama e aventura o longa apresenta ainda belíssimos diálogos, sendo o mais tocante o qual Hugo faz uma alegoria entre a sua importância na vida e as peças de uma máquina.

            O elenco é de primeira linha. O jovem Asa Butterfield encara com competência o trabalho do protagonista e é no seu olhar que reside o seu maior trunfo interpretativo. Chloe Moretz que apesar da pouca idade já mostrara talento como a Hit-Girl de Kick-Ass- Quebrando tudo e a vampira de Deixe-me Entrar , se sai novamente muito bem, firmando-se cada vez mais na carreira como Isabelle. Sir Bem Kingsley como o ex-cineasta Geroge Mélies e tio de Isabelle entrega, como se era esperado, mais uma atuação. A grande surpresa fica para Sacha Baron Cohen. O ator dos infames e divertidos Borat e Bruno está devidamente contido e consegue passar tanto rigidez como sensibilidade no papel do Inspetor da Estação.

            Concebido e filmado em 3D Nativo[1]é desta forma que o filme deve ser assistido. Scorcese, mesmo debutando na utilização da tecnologia apresenta uma das melhores atualizações da mesma desde Avatar. O 3D do filme funciona ora para preencher a sala de projeção com neve, folhas de papel, faíscas e fumaça, ora para “dar vida” ás intricadas maquinarias do relógio da estação e das peças do autônomo. E mais: a profundidade muito bem aplicada causa ótima sensação de imersão e o mais importante realça a belíssima direção de arte.

            O que destoa de roda a qualidade do longa é o seu roteiro e ritmo irregulares. Se no começo, o filme emociona e chama logo a atenção, aos poucos vai perdendo ritmo só retomando seu fôlego nas seqüências mostrando a história do cinema. Além disso, incomoda o fato de certas situações serem apresentadas, para imediatamente serem descartadas ou não mais utilizadas.

            Mesmo assim o resultado é uma aventura emocionante e emocional e uma belíssima homenagem ao cinema de um dos seus maiores diretores da atualidade. Com 11 indicações ao Oscar desse ano, vem forte para brigar com outra obra única “O Artista”. O cinema agradece por esse “embate de homenagens” e belos trabalhos.

            Cotação: 

            Ficha técnica: A invenção de Hugo Canret (Hugo, USA, 2011). Aventura. Drama. Diretor: Martin Scorcese. Elenco: Asa Butterfield, Clhoe Moretz, Ben, Kingsley, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen. Duração: 129 min.


[1] Caso queiram saber a diferença entre 3D Nativo e convertido e de como funciona o 3D convido-lhes para a leitura do Tecnologia #02 (http://blogdofalandode.blogspot.com/2012/02/tecnologia-2-o-3d-e-suas-possibilidades.html)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

...GAMES. Opiniões #02 - Twisted Metal


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Opiniões #02 – Twisted Metal
Por Marlon Fonseca
(PSN: MARLON_VASCO;/XBOX LIVE: MARLON VASCAINO)






            A série de games Twisted Metal teve início no primeiro Playstation no ano de 1995 e, desde então, figura entre todos os consoles da Sony. Assim, era aguardada pelos fãs a sua versão no Playstation 3. Essa espera chegou ao fim e os embates entre carros e personagens sanguinários e perturbados[1] recomeça agora.

            Novamente produzido pelo polêmico David Jaffe criador da série God of War  e pelos estúdios Santa Mônica e Eat Slee Play, a série tenta reaver seu lugar de destaque entre as franquias exclusivas da Sony.


  
            Mesmo mantendo a essência da série, os combates armados entre veículos o game utiliza os recursos do console desta geração para apresentar uma das melhores experiências de toda a franquia.

            Começando pelos modos Single Player o destaque é o modo história. Nele o jogador é apresentado (ou reapresentado) a três histórias e personagens diferentes que, no fim, possuem certa ligação. A primeira é a do icônico personagem Sweet Tooth, seguida pela figura sinistra de Mr. Grimm e terminando com a não menos perturbada Doll face. Todos desejando vencer o torneio Twisted Metal para que seu organizador Calypso conceda-lhe um desejo. Cada personagem tem sua história e desafios próprios seguindo a estrutura de seis “fases” sendo a última uma batalha épica com um boss.

            As histórias são contadas através de excelentes cutscenes com atores e imagens reais e que não economizam na violência e brutalidade tanto física como moral. Já as fases seguem o padrão de combate veicular com armamentos pesados da série, mas além do tradicional deathmatch existem outros modos incluindo uma modalidade de corrida. Os jogadores poderão preencher sua garagem com três carros e podem trocá-los durante a grande maioria das fases..

                           
                 
            







     Ainda no single palyer, além do modo história que, apesar de muito bom é relativamente curto, há um modo challenges onde o jogdor enfrentará desafios e o modo training que conforme o seu nome serve para treinamento.

Mas o jogo e o seu foco mesmo é no multiplayer online. Apesar de não ser novidade na série, pois em Twisted Metal Black do PS 2 esse modo já existia, pode-se dizer que é aqui que a série se encontra nessa modalidade. As partidas entre até 15 jogadores em Deathmatch e team deathmatch propiciam horas de diversão.

Continuando no aspecto do multiplayer, a possibilidade de partidas por split screen para dois jogadores e jogatina por lan também é encontrada.





A jogabilidade do game é muito boa e fluída, mas o fato de utilizar-se de todos os comandos do Dualshock 3, inclusive o controle de movimentos do sixaxis, a sua curva e aprendizado pode ser um pouco longa para os jogadores mais desacostumados. Porém, quando dominada o jogador terá todo o domínio sobre o jogo e suas possibilidades. O aspecto negativo, porém, é o sistema de mira automático que atrapalha em determinadas situações.

            Outro aspecto é a Intligência Artificial nos modos single player. Os inimigos são extremamente agressivos e não dão um segundo de folga. Todos vão com tudo para cima do seu veículo então se deve ter muita calma e estratégia para derrotá-los, o que aumenta a dificuldade do jogo.[2] A dificuldade vai aumentando fase a fase, capítulo a capítulo podendo ser penosa para alguns jogadores


            A insana velocidade do jogo e a trilha sonora repleta de punk rock contribuem ainda mais para o estilo frenético dos combates. Aproveitando-se do poderio do Playstation 3, os cenários são enormes e detalhados e completamente destrutíveis. Os incautos pedestres que oram são atropelados jorrando-se sangue para a tela completam a violência e o caos no game.



            Por fim, deve-se destacar, que há um modo de customização dos veículos, onde o jogador poderá deixa-lo a “sua cara” e fazer a sua fama pela PSN.




            A roupagem moderna que a série Twisted Metal sofreu nessa nova versão traz um frescor à série e não somente agrada aos fãs antigos como aos eventuais e potenciais novos fãs. Com a adesão de um divertido e completo modo multiplayer o jogador passará horas imerso nesse mundo virtual de carros e personagens perturbados e embates violentos.



Cotação: 


  
Ficha Técnica: Twisted Metal Consoles: Playstation 3  Gênero: Combate veicular.  Produtora: Sony. Estúdios: Santa Mônica e Eat Sleep Play.  Lançamento: 14 de Fevereiro de 2012.



[1] Twisted na tradução para o português seria “retorcido” sendo a tradução livre do título algo como “Metal Retorcido” Mas também é utilizado como adjetivo para pessoas doentes, perturbadas.
[2] Uma boa estratégia é a de enfrentá-los próximo da localização de sua garagem, assim fica mais fácil trocar de carro quando a sua energia estiver baixa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Opiniões #09 - Motoqueiro Fantasma: Espírito da Vingança


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Opiniões #09 – Motoqueiro Fantasma: Espírito da Vingança (USA, 2012)
Por Marlon Fonseca




            A união do cada vez mais excêntrico (e talentoso) ator Nicolas Cage com os amalucados diretores de Adrenalina 1 e 2 e Gamer Mark Neveldine e Brain Taylor para dar seqüência ás aventuras cinematográficos do obscuro herói da Marvel estava sendo aguardada com ansiedade pelos fãs, principalmente pelos que reclamaram do tom do primeiro filme.

         

                 Lançada em 2007, a primeira adaptação das histórias do herói, obteve um razoável resultado mas pecou no tom mais aventuresco do que obscuro carecendo de uma ambientação mais sombria, essência do anti-herói demoníaco.

                A convocação da dupla de diretores para a continuação deu certa esperança quanto á mudança de tom e na qualidade das seqüências de ação. Esperava-se, também, tratamento mais violento e sombrio.

            O Resultado, porém, é decepcionante. Na trama Johnny Blaze encontra-se refugiado na Europa, porém a sua luta contra seus “demônios interiores” é interrompida quando uma seita secreta o recruta para tentar impedir que o jovem Danny[1] torne-se o anticristo.

            Esse fiapo de história veio acompanhado de um roteiro aborrecido e desinteressante em quase sua totalidade esbarrando na falta de identidade do longa que ora quer ser sombrio ora quer ser pop. Já na abertura do filme se observa isso, pois somos reapresentados a Johnny numa introspecção interessante sobre sua maldição para logo depois surgir uma seqüência em animação com diálogos “espertos”.

           A superficialidade de como tudo é tratada também contribui para o aspecto negativo do filme. Extremamente lamentável a forma que é contada a história do “Espírito da Vingança” do título.

            Entretanto, nem tudo é desperdício. As cenas de ação são muito bem feitas e os efeitos especiais estão altamente competentes. O Motoqueiro desta vez apresenta-se como uma figura muito mais assustadora do que no primeiro filme tanto pela excelência dos efeitos que compõem o seu rosto como o seu figurino chamuscado.

            Para os entusiastas da tecnologia 3D fica a má notícia de que esta foi muito pouco utilizada, sendo raros os momentos em que percebe-se sua utilização. O que não deixa de ser lamentável, pois se bem utilizada contribuiria para um possível aumento de qualidade do filme.

            Quem já está acostumado com o estilo dos diretores o reconhecerá facilmente em momentos do filme mesmo ainda que aqui eles tenham tentado dar uma atenuada. Mas as seqüências com câmera em ritmo acelerado e a já divulgada cena da “urinada infernal” fazem jus a eles.

            Nicolas Cage, ator de inegável talento, mas que vem alternado boas e más atuações e escolhas na sua carreira entrega um trabalho correto, ainda que atrapalhado também pela inconstância no tom do filme.

O filme, portanto, apresenta-se como um filme de ação genérico que pode divertir alguns espectadores menos exigentes, mas que não entrega ainda o tom certo que o personagem merece.

Cotação: 

Ficha técnica: Motoqueiro Fantasma: Espírito da Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance, USA, 2012). Ação. Direção: Mark Neveldine e Brain Taylor. Elenco: Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds. Duração: 95 min.




Curiosiddade:

            Deixo-lhes com uma curiosidade interessante. Cage durante as filmagens utilizou-se de um método compatível com o seu jeito excêntrico. Nas cenas em que atuou como Motoqueiro ele estava pintado como uma máscara vodu[2] para dar mais “veracidade” ás cenas e de quebra assustar os membros da produção.



(fonte desta curiosidade: www.omelete.com.br)


[1] Possível referência á Denny Ketch que sucedeu por um tempo Johnny Blaze no papel de Motoqueiro Fantasma  nos quadrinhos.
[2] Os efeitos do rosto do personagem são inseridos na pós-produção.

Games. Opiniões #01 - UFC Undisputed 3

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Opiniões #01 – UFC Undisputed 3.
Por Marlon Fonseca
(PSN: MARLON_VASCO;/XBOX LIVE: MARLON VASCAINO)






            
A série Fight Night Round da produtora EA reinventou o modo de como um jogo de boxe deve ser. Realista, brutal, com um sistema de danos e fadiga dos lutadores extremamente competente e um modo carreira bem completo. Em 2009 a THQ utilizou tais parâmetros e os aplicou no mundo do UFC criando a série UFC Undisputed.

            

            Com a popularidade do esporte crescendo ano a ano a produtora vem apresentando em cada versão novidades e aprimoramentos á série. Quanto á isso, aliás, deve se destacar que a THQ evitou o expediente de lançar uma versão ano a ano como na maioria dos games de esportes e sim com espaço de tempo mais alargados como se vê em séries como Top Spin e na própria Fight Night Round.

            Esse tempo de desenvolvimento maior ajudou a fazer o game UFC Undisputed 3 ser o mais completo e polido já feito para o esporte. Mesmo mantendo o espírito e a base dos seus sucessores o jogo apresenta novidades e polimentos e novas opções que vão além de uma simples atualização anual.

            A primeira adição que deve ser destacada e muito bem recepcionada pelos fãs de longa data foi a inclusão do Pride Grand Prix. O antecessor do UFC, com eventos realizados no Japão, possuía regras ainda mais brutais (como a possibilidade de chutar o rosto do adversário caído) e foi a pedra fundamental para o evento que é hoje. Essa novidade está inclusa em todos os modos de jogo, inclusive no modo carreira.

Chute no rosto de um adversário caído era permitido no pride








            









            Quanto aos modos de jogo, os vistos nos games anteriores retornam com adições interessantes além de outros que debutam nessa versão.

O modo Carreira veio mais completo e detalhado. Dessa vez além de fazê-lo com um lutador criado (no mais ainda detalhado modo de criação) agora o jogador poderá utilizar os lutadores “de verdade” do evento. Para o aprimoramento das habilidades de seu lutador, nos intervalos entre uma luta e outra se deve escolher e jogar alguns “mini-games” como o de “virar pneus”, luta com sparrings, etc como já visto na série Fight Night e em jogos de Tênis como Virtua Tennnis e Top Spin (Tais intervalos nos jogos anteriores variavam de oito a 12 semanas e nesse jogo foi substituído por uma ou duas “Ações”). Novos golpes serão aprendidos ao visitar e treinar nas escolas mais consagradas do esporte.



Novidade também é a presença de vídeos introdutórios em cada nova etapa da sua carreira com lutadores consagrados e conhecidos falando sobre o tema em questão como “a primeira luta”, “primeira vitória”, “primeira derrota”, etc. Além de bacana serve como uma verdadeira aula sobre a história do esporte.



Ainda no modo carreira a customização do lutador expandiu-se trazendo novas opções. A Customização de roupas está mais detalhada com mais variedades e opções de colocação de patrocínio. A edição de tatuagens também está aprimorada podendo o jogador, inclusive, criar a sua própria. Ainda houve a inclusão de criação de banners para o seu lutador utilizando todas as ferramentas do modo de criação de tatuagens dando a liberdade para fazê-lo como quiser. Músicas e poses para a entrada no ringue também estão disponíveis.



Coisas que só o Videogame pode proporcionar...
                                            
Além do aperfeiçoamento do modo carreira e a inclusão do Pride uma novidade que merece ser destacada é o novo modo denominado de Ultimate Fights. Nele, os jogadores poderão reviver os embates mais emocionantes da história, podendo, inclusive, mudar o seu resultado. As lutas sempre começam com um vídeo relembrado a luta em questão.



            Outra inclusão foi a ferramenta de criação e edição de vídeos de suas lutas.Com ela o jogador poderá rever e editar os momentos de suas lutas mais marcantes, bem como publicar online e visualizar as criações de outros jogadores.  


Os modos de jogo já conhecidos dos games anteriores como o “Título”, “defesa de título” e evento retornam bastante similares. Salientando que em todos os modos e opções de jogos há um vídeo introdutório explicando os mecanismos do jogo. Para quem não domina o inglês uma novidade: menus e vídeos estão todos devidamente legendados com o Português do Brasil.
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            A jogabilidade continua fluída e eficaz e apresenta ainda um novo sistema de submissão. Se antigamente a mesma era feita rodando o analógico direito agora aparece uma espécie de “mini-games” onde o símbolo do adversário não pode se sobrepor ao outro. Ficou mais interessante e simples. Ainda neste quesito as transições agora possuem a opção de serem simplificadas facilitando a vida dos novatos. A Inteligência Artificial dos adversários, porém, está um pouco mais elevada tornando as lutas mais emocionantes e imprevisíveis.




Os gráficos continuam evoluindo de versão em versão com os modelos dos lutadores e árbitros muito bem feitos e definidos, mantendo-se e reconhecendo-se facilmente as suas características físicas e de estilo. Curiosa e infelizmente, o icônico Bruce Buffer e as belas Ring Girls não mantêm esse padrão. O sistema de danos e fadiga continua excelente, ficando entretanto, a ausência do suor na pele e cabelo nos lutadores, algo feito com muita qualidade na série Fight Niight Round e no rival EA Sports MMA.


            A imersão e a sensação de estar assistindo a um verdadeiro evento de UFC se mantêm e continuam como um dos pontos altos da série.



            Por fim, o modo online do jogo apresenta-se mais robusto e completo, adicionando a possibilidade de envio e de assistir vídeos dos lutadores, bem como a possibilidade de união em uma academia, aumentando ainda mais a diversão, integração e competitividade saudável entre os jogadores.

            UFC Undisputed 3, portanto, apresenta-se como um belo e caprichado trabalho da THQ que aproveitando a cada vez mais crescente popularidade do esporte entrega o jogo mais completo do mesmo até o momento.

            Are you ready?
            Are you ready?


Cotação: 


Ficha Técinica: UFC Undisputed 3.  Consoles: Playstation 3 e XBOX 360. Gênero: Luta. Esportes. Produtora: THQ Lançamento: 15 de Fevereiro de 2012.



           
Leitura complementar:

Para os iniciados e para os que desejam conhecer mais sobre o esporte e sua história sugiro as seguintes leituras:

 
Revista Placar Especial: Encontra-se ainda nas bancas esse guia bastante bem feito sobre o esporte.

UFC Encyclopedia: Para quem tem facilidade com o inglês e para os fãs uma obra obrigatória.