domingo, 18 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 84 - Indie Game - The Movie

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Opiniões # 84 – Indie Game – The Movie (USA, 2012)

Por Marlon Fonseca

            Com a popularidade de jogos em smartphones e a distribuição digital por redes como PSN (Família Playstation), Live (Família Xbox) e Steam (Computadores), os criadores independentes nunca tiveram tanto espaço para a criação e publicação de suas obras. E até uma contraposição em um mercado que vem recebendo críticas em relações a pouca criatividade e excesso de continuidade de franquias em seus jogos mais populares.

            Disponível aqui no Brasil por meio do sistema Netflix, Indie Game-The Movie, mostra os bastidores da produção de jogos independentes e da vida de alguns de seus criadores em busca do término se seus jogos e aceitação no mercado.

            O filme foca basicamente a criação e criadores de três jogos em três momentos diferentes: o já lançado Braid, um dos sinônimos de sucesso no segmento, a metade do desenvolvimento para o final de Super Meat Boy e a luta do criador de Fez para termina-lo.[1]

            O documentário serve tanto para o público gamer como para qualquer outro tipo de espectador. Para os entusiastas em jogos, é interessante acompanhar e conhecer um lado um pouco mais romântico da indústria, onde somente uma ou duas pessoas passa pelo desenvolvimento de um jogo todo.
O árduo e solitário trabalho

            Enquanto os jogos publicados e desenvolvidos pelas produtoras gigantes envolvem milhares de funcionários, os jogos independentes são frutos da imaginação e trabalho única e exclusivamente de seus criadores.

            Para o espectador médio que não se interessa muito por jogos eletrônicos, serve como uma história de luta por um ideal e todos os percalços enfrentados por um objetivo.

            Ao mesmo tempo em que os espectadores se comovem com as histórias pessoais desses programadores, sentem ao lado deles os problemas enfrentados no caminho, como o aperto financeiro, a pressão dos prazos e a incerteza de seu sucesso.
O criador de Braid confessa ter sofrido de depressão após
o lançamento do game.

            É curioso e até alarmante notar, que todos em algum momento do processo sofrem de depressão em razão dos problemas enfrentados e se sentem inseguros a todo o tempo, algo normal em qualquer pessoa que abraça um empreendimento.

            Em seus aspectos técnicos, o filme apresenta-se como um documentário padrão sem nenhuma invencionice ou trucagem desnecessária, focando nos seus personagens e conseguindo de forma bastante competente apresentar seus dramas.

            Ainda consegue, também, passar uma geral no mercado de games, até mesmo na relação complicada que os desenvolvedores têm com os gamers pela internet.

            Enfim, Indie Game- the movie é uma visão sincera sobre pessoas que sacrificam suas vidas pela busca de um sonho e que mostra de forma simples e competente seu cotidiano e boa parte do mercado em questão. Vale a conferida.

Cotação: 8,5

Ficha Técnica: Indie Game – The Movie (USA, 2012). Documentário. Direção: Lisanne Pajot, James Swirsky. Elenco: Jonathan Blow, Phil Fish, Edmund Mcmillen, Tommy Refenes. Duração: 100 min.




[1] Este último foi lançado após o documentário e alcançou grande sucesso.

sábado, 10 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 83 - Círculo de Fogo

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Opiniões # 83 – Círculo de Fogo (Pacific Rim, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

            O Fascínio do diretor e produtor Guillermo Del Toro por monstros é nítido. Basta percorrer sua interessante filmografia e atestar tal fato. Mas é com Círculo de Fogo que ele presta sua apaixonada homenagem ao seu gênero preferido.

            Inspirado nos filmes de monstros como os de Godzilla, nos seriados japoneses, os tokusatsus, tipo Jaspion, Changeman e demais, além de animes//mangãs como Evangellion, Robotech[1], Gundam, o filme transporta as batalhas entre robes gigantes e criaturas abissais para as telas com tudo que a tecnologia atual tem a oferecer.

E engana-se quem tenta compara-lo com os filmes de Transformers, que, infelizmente, tornaram-se sinônimo de barulheira e destruição desenfreada e descerebrada em razão do seu diretor e a duvidosa qualidade do segundo e terceiro filmes.

            Na trama, ambientada em um futuro não tão distante, a Terra passa a ser assolada por ataques dos Kajui (“monstros” ou “fera estranha” em Japonês), criaturas surgindo do oceano e para combatê-los são criados os Jaegers (“caçadores” em alemão). Após anos de combates os ataques passam a ser mais intensos e o programa e a humanidade estão ameaçados. É chegada, a hora, portanto de uma última iniciativa. E dois pilotos, um ex-combatente desacredito (Charlie Hunnam, competente) e uma jovem e novata cadete (Rinko Kikuchi, excelente) são a esperança.
Para controlar os Jaegers são necessários dois pilotos em uma conexão neural

            Tanto a história como o roteiro são executados de forma bastante simples. A maior inventividade é a forma como os Jaegers são controlados. São necessários dois pilotos conectados psiquicamente para fazê-los funcionar.

            Tal fato seria o catalisador no roteiro paras as situações dramáticas do filme, mas elas pouco ocorrem. Mesmo sendo um filme feito de alma e coração pelo seu diretor e nitidamente “abraçado” pelo competente e dedicado elenco, o aspecto emocional é o que há de mais fraco no filme. Todas as relações entre os personagens são rápida e superficialmente estabelecidas.[2]
O Visual é deslumbrante

            Outrossim, a dupla de cientistas (interpretados por Charlie Day e Burn gorman) ás voltas com um experimento que pode mudar o rumo da batalha e sua aventura no submundo comandado por um traficante estilo cafetão americano (interpretador pelo figuraça Ron Pearlman, o Hellboy dos dois ótimos filmes do personagem dirigidos por Del Toro), não conseguem atingir a comicidade esperada.

            Mesmo esses aspectos não tiram a espetacularidade do filme. As (muitas) batalhas entres Kajui e Jaegers são empolgantes e extremamente bem executadas. É até curioso identificar na “coreografia” de suas lutas golpes já vistos em Ultraman e etc.

            Outro aspecto interessante a ser destacado é o cuidado da produção em mostrar o impacto cultural e físico de anos de batalhas nas cidades atingidas. Ao contrário de filmes recentes como Os Vingadores, Homem de Aço, e Transformers, as destruições são “sentidas” e passam a incorporar os cenários resultando em um belíssimo trabalho de direção de arte.
O Estrago dos terríveis Kajui é sentido no ambiente e na sociedade

            Aliás, é no aspecto visual que o filme se sobressai. Os efeitos especiais estão impecáveis e o design dos mechs e dos monstros muito bacanas.

            A fotografia alternando entre o azul e o cinza, a constate e forte chuva caindo servem para ambientar o espectador no aspecto apocalíptico e oprimido em que o mundo se encontra.[3]
            Inicialmente avesso em converter o filme para o 3D, o diretor acabou cedendo á pressão do estúdio e o filme acabou sofrendo uma conversão para o formato muito bem feita, agregando ainda mais qualidade ao seu visual. Círculo de Fogo, inclusive, é para ser assistido na maior e melhor tela e sons possíveis.
Os confrontos são fantásticos

            Em contraposição, e não se garantindo apenas nos efeitos, Del toro e sua equipe entregaram cenários reais gigantescos e bem trabalhados, como, por exemplo, as “cabines dos pilotos” dos Jaegers.

            Empolgante, apaixonado e bem executado Círculo de Fogo é uma homenagem sincera e um entretenimento de primeira. A sua simplicidade e superficialidade na história e personagens não prejudicam em todo o seu ótimo resultado final.

Nota: Há uma cena após os belíssimos créditos finais.

Cotação: 9,0

Ficha Técnica: Círculo de Fogo (Pacific Rim, USA, 2013). Aventura. Ficção Científica. Direção: Guillermo Del Toro. Elenco: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Burn Gorman, Ron Pearlman. Duração: 131 min.




[1] Que ganhará um filme em breve protagonizado e produzido por Leonardo dicaprio
[2] Há até uma rivalidade entre pilotos ao estilo Top Gun
[3] Reparem que o céu só fica claro na sequência final do filme.

domingo, 4 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 82 - RED 2 - Aposentados e ainda mais perigosos

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Opiniões # 82 – RED 2 – Aposentados e ainda mais perigosos (RED 2, USA, 2013).

Por Marlon Fonseca

            Lançado em 2010, o primeiro RED, adaptação de uma minissérie em quadrinhos criada por Warren Ellis e Cully Hammer, fez relativo sucesso de público e crítica ao trazer um elenco interessante composto por veteranos em situações de ação e comédias. Afinal, quem não se lembra da emblemática cena em que a grande dama Helen Mirren portava uma imponente metralhadora?

            Nessa continuação, todo o elenco do anterior retorna e ainda conta com as adições de Anthony Hopkins e Catherine Zeta Jones. Dessa vez, Frank Moses (Bruce Willis), Marvin (John Malkovich) e Sarah (Mary-Louise Parker) são envolvidos em uma operação para rastrear um dispositivo nuclear portátil.

            Assim como no primeiro, o elenco é o principal atrativo. Além de conter nomes importantes, tarimbados, premiados e conhecidos do cinema, é nítido que todos estão se divertindo muito fazendo o filme. Impossível não se deliciar com as sandices de Marvin, o ponto alto nesse quesito. As trapalhadas de Sarah também rendem bons momentos.

O trio central. Filme funciona mais na comédia

Já a ação vem ainda mais exagerada e apesar de apresentar cenas bem feitas, não empolga. Assim como a história que não consegue prender a atenção e o roteiro tem lá seus furos habituais.

Seguindo as características de seu antecessor, mas com menos brilho, RED 2 resulta em um desequilíbrio entre os gêneros que contém. Ao mesmo tempo em que consegue arrancar algumas risadas da plateia nos momentos de comédia, não consegue ser eficiente ao despertar interesse na trama e em suas cenas de ação.

Cotação: 6,5


Ficha Técnica: RED 2 – Aposentados e ainda mais perigosos (RED 2, USA, 2013). Ação. Comédia. Direção: Dean Parisot. Elenco: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren,Anthony Hopkins, Catherine Zeta Jones, Byung-Hun Lee, Brian Cox e Neal McDonough. Duração: 116 min.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

...CINEMA. Opiniões # 81 - Truque de Mestre

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Opiniões # 81 – Truque de Mestre (Now You See Me, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

          
             Segundo os próprios personagens de Truque de Mestre um número mágico e composto basicamente de artifícios para distrair a atenção a fim de se atingir o resultado pretendido: surpresa, admiração e aplausos.  E o filme usa dos mesmos artifícios em busca dos mesmos resultados mesmo que trapaceie para tanto.

            Na trama, quatro ilusionistas, atraídos por um estranho, se juntam para realizar apresentações pelos palcos dos Estados Unidos. Após uma delas resultar em um audacioso furto, um obstinado agente do FBI e uma novata agente da Interpol passam a persegui-los.

            Trata-se de um thriller bastante interessante, com elenco de primeira qualidade e um final daqueles que será discutido em várias rodas de amigos e fóruns de discussões internet afora.

            Seu maior trunfo é o eficiente jogo de “gato e rato” durante todo o longa e a ambientação no mundo da mágica, utilizando várias referências desse universo particular.
Quarteto suspeito.

            Louis Leterrier, diretor egresso de bons filmes de ação como Cão de Briga, Carga Explsiva 2, Fúria de Titãs, e O Incrível Hulk, traz do gênero a montagem acelerada e os cortes abruptos como um dos expedientes do filme para manter a atenção constante do espectador.

            O roteiro, porém, apresenta situações forçadas o tempo todo para atingir o final pretendido sem se importar com os furos que vai deixado no meio do caminho. As constantes reviravoltas, muitas previsíveis, acabam cansando o espectador em algumas ocasiões. E o romance é sem graça.
Mark Rufalo lidera a caçada aos ilusionistas

            Valendo-se de elenco, ambientação e alternâncias constantes de situações, Truque de Mestre tem o suficiente para manter a plateia entretida e atenta. O final surpresa é enfraquecido em razão da forçada de barra do roteiro para alcança-lo, mas mesmo assim é bacana.

            Cotação: 7,5


Ficha técnica: Truque de Mestre (Now You See Me, USA, 2013). Suspense. Thriller. Direção: Louis Leterrier. Elenco: Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woody Harrelson, Isla Fisher, Dave Franco, Mélanie Laurent, Morgan Freeman e Michael Caine. Duração: 115 min.


sábado, 27 de julho de 2013

...CINEMA. Opiniões # 80 - Wolverine: Imortal

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Opiniões # 80 – Wolverine: Imortal (The Wolverine, 2013)

Por Marlon Fonseca

            Mesmo tendo sido catapultado nos últimos anos como um dos maiores personagens dos quadrinhos na Marvel e tornando-se protagonista da trilogia X-Men nos cinemas, não foi o suficiente para Wolverine escapar da bobeira que fora seu primeiro filme solo lançado em 2009. Agora, o mutante canadense retorna em sua segunda tentativa de ganhar uma adaptação decente nos cinemas. E conseguiu.

Inspirada livremente em um arco de histórias que depois se tronou o encadernado Eu, Wolverine de Chris Claremon, em Wolverine: Imortal, acompanhamos Logan após os eventos de X-Men 3- O confronto Final, vagando sem destino pelo mundo lutando contra seus demônios internos. Ao receber com o pedido de retornar ao Japão e reencontrar um velho amigo, depara-se com um perigo que pode mudar seu destino
.
O filme acerta muito ao estabelecer nos seus dois terços iniciais os conflitos do protagonista, a trama e os demais personagens. Ali temos um filme de drama com pontuais cenas de ação.

O fato de ter seus poderes de regeneração atenuado no decorrer da história, que lembra vagamente Superman 2 de Richard Donner, apresenta sensações novas ao anti-herói, como dor prolongada e cansaço[1].
Letal, dramático e vulnerável

Com isso, Hugh Jackman, em sua sexta aparição como Wolverine, consegue exprimir ainda mais camadas ao personagem que sempre dominou, apresentando seu melhor desempenho com o mesmo. O roteiro, assim, exprime a melhor faceta de sua essência. O samurai sem mestre, o caubói errante, o soldado que não descansa.

Adicionando ainda maior carga dramática ao filme, temos uma disputa familiar na trama envolvendo a jovem Mariko (Tao Okamoto), um romance bem construído e uma personagem secundária que agrada muito em Yokio (Rila Fukushima). A discussão entre mortalidade e imortalidade travada com Yashida (Hal Yamanouchi) encerra o “pacote dramático”.

Já o terço final do filme apresenta uma rápida conclusão para tudo que antes estabelecera cadenciadamente, onde as boas cenas de ação dominam.

Para esse equilíbrio entre drama e ação essencial a direção de James Mangold que já apresentou bons trabalhos nos gêneros mais variados como no Western Os Indomáveis, no policial Copland e nos Dramas Johnny e June e Garota, intemrrompida, seus melhores filmes.
O Terço final do filme é voltado para a ação
Insta salientar que eventuais reviravoltas que o roteiro tenta apresentar são facilmente desvendas pelo espectador mais atento, tornando-se previsíveis. Por fim, os vilões não são marcantes.

A conversão em 3D é vergonhosamente imperceptível sendo dispensável assistir o filme nesse formato.

Wolverine: Imortal é o filme solo que o personagem precisava. Equilibrando drama e ação e trazendo mais nuances ao personagem acaba por respeita-lo e ao público. Recomendado tanto para fãs como para espectadores ocasionais.

Nota: Não deixem de conferir a cena pós-créditos. Além de sensacional ela é a ponte entre este filme e o vindouro e ambicioso X-men – Dias de um Futuro Esquecido que estreia no ano que vem e juntará o elenco da trilogia original e a equipe de primeira classe.

Cotação: 8,0.

Ficha Técnica: Wolverine: Imortal (The Wolverine, 2013). Drama. Ação. Direção: James Mangold. Elenco: Hugh Jackman, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Hal Yamanouchi. Duração: 126 min.



[1] Reparem em uma cena na expressão de surpresa e até uma certa alegria de Logan ao descobrir-se cansado após uma tarefa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

...CINEMA. Opiniões #79 - O Concurso

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Opiniões # 79 – O concurso (Brasil 2013)

Por Marlon Fonseca

            Dentre os gêneros trabalhados atualmente no cinema nacional a comédia e o mais rentável e, diante disso, o que mais apresenta produções ao longo do ano. Isso logicamente acarreta em produções de qualidades das mais variadas. E “O concurso” se insere no rol dos de fraca execução.

Danton Melo e Fabio Porchart que nesse ano mesmo se saíram melhor em Vai que dá certo retornam ao lado de Rodrigo Pandolfo (do maior sucesso do gênero no ano Minha mãe é uma peça) e Anderson de Rizzi. Os quatro são os finalistas à  uma vaga de Juiz Federal e passa um final de semana intenso no Rio de Janeiro antes do último exame.

            Todos os personagens no filme são extremamente estereotipados. O Gaúcho filhinho de papai reprimido, o estudioso virgem do interior, o advogado carioca malandro e o nordestino cheio de mandingas completam o quarteto principal. Sem contar com a tal alardeada participação de Sabrina Sato como uma ninfomaníaca.

            Se o filme falha no desenvolvimento dos personagens também não se sai melhor na trama. Uma tentativa malfadada de emular a estrutura de Se Beber não Case, mas sem a mesma qualidade.
Os protagonistas apresentem-se como personagens estereotipados

            Diante disso, sobra muita pouca coisa para aproveitar no filme, pois além dos problemas citados acima, são poucas as cenas e situações que realmente arrancam risos da plateia.

            Em um cenário favorável aos filmes de comédia nacionais O Concurso apresenta-se como um dos piores exemplares lançados. Sem graça, raso, resulta em um filme pouco interessante e tedioso.

Cotação: 3,0


Ficha técnica: O Concurso (Brasil, 2013). Comédia. Direção: Pedro Vasconcelos. Elenco: Danton Mello, Fabio Porchart, Rodrigo Pandolfo Anderson de Rizzi, Carol Castro, Sabrina Sato. Duração: 86 min.


domingo, 14 de julho de 2013

...CINEMA. Opiniões # 78 - O Cavaleiro Solitário

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Opiniões #78 – O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, USA, 2013).

Por Marlon Fonseca

            Tentando emular o arrasador sucesso de Piratas do Caribe, a Disney chamou grande parte do time das aventuras de Jack Sparrow[1] para adaptar o clássico personagem o cavaleiro solitário, egresso dos seriados televisivos e de rádio da década de 30.[2]

            A produção, de quase 300 milhões de dólares, era desejo antigo do estúdio e passou por vários percalços como adiamentos, alterações constantes no roteiro e mudanças no decorrer das filmagens.

            Na trama, acompanhamos o idealista e “homem da lei” John Reid (Armie Hammer) que após retornar à sua cidade natal e sofrer uma emboscada, se alia ao nativo americano Tonto (Jhonny Depp) para se tornar um justiceiro.

            O que mais chama a atenção no filme é a forma que ele trata o momento histórico da fundação dos EUA, e de como os índios eram vistos. Ainda que de forma bem velada, por tratar-se de uma produção voltada basicamente para o entretenimento, observa-se claramente uma crítica social contundente sobre o tema, o que é louvável e até mesmo corajoso. Sem contar com a sátira ao próprio gênero western.
A improvável dupla

            Porém, o filme padece de um problema gravíssimo que é a sua falta de ritmo e sua duração excessiva e inexplicável. Sua metade é muito arrastada, chegando a momentos aborrecidos e desnecessários.

            Sua meia hora final, entretanto, é um verdadeiro e divertido espetáculo de ação absurda bem dirigida e executada alternando momentos de coragem e humor pastelão embalados pelo clássico tema do personagem.

            Do elenco Johnny Depp que ganhou uma fortuna para viver o icônico Tonto e repete sua parceria com o diretor Verbinski[3] acaba tomando o filme para si, como era de se esperar. Armie Hammer, como o protagonista que acaba se tornando coadjuvante, tanto nas cenas de ação como nas quais seu personagem mostra sua persona atrapalhada, se sai melhor do que sua péssima atuação em Espelho, espelho meu, mas ainda permanece como uma promessa desde sua participação em A rede social. Tom Wilkinson e William Fichtener dão conta da vilania e Ruth Wilson, Bryant Prince e Helena Bonham Carter estão corretos ainda que em pouco tempo em tela e com personagens deslocadas pelo roteiro, principalmente esta última.
A ação, quando engrena, é divertida

            Alternando entre decisões corajosas e maduras e problemas de ritmo e roteiro, O Cavaleiro Solitário acaba ficando no limiar entre o aborrecimento e divertimento. Assim, como em, Principe da Pérsia e John Carter (esse sim um ótimo filme que fora subestimado) não foi dessa vez que a Disney encontrou outro Piratas do Caribe.

Cotação: 7,0

Ficha Técnica: O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, USA, 2013). Ação. Aventura. Western. Comédia. Direção: Gore Verbinski. Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer, Tom Wilkinson, William Fichtener , Ruth Wilson, Helena Bonham Carter, James Badge Dale,  Bryant Prince e Barry Pepper. Duração: 149 min.



[1] O diretor Gore Verbinski, os roteiristas Ted Elliot e Terry Rosio, o megaprodutor Jerry Brucheimer e Johnny Depp como chamariz de bilheteria e credibilidade.
[2] O personagem já teve 3 filmes anteriores respectivamente em 1956, 1968, e 1970
[3] Além dos 3 primeiros Piratas do Caribe, Depp fez a voz do protegonista na animação Rango que ganhou o oscar de melhor filme da categoria em 2011.

sábado, 13 de julho de 2013

...CINEMA. Opiniões # 77 - Meu Malvado Favorito 2

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Opiniões #77 – Meu Malvado Favorito 2 (Despicable me 2, USA, 2013).

Por Marlon Fonseca

            Gru, seus minions e suas adoráveis filinhas estão de volta aos cinemas em mais uma aventura. Recém-aposentado e levando uma vida honesta como empresário do ramo de gelatinas, Gru é recrutado pela liga anti-vilões para investigar o desaparecimento de uma tecnologia e desvendar o surgimento de um novo vilão.

            Ao Tentar estabelecer várias situações ao mesmo tempo, a animação se perde entre elas não sabendo ao certo o tom que carrega e em qual delas dar mais ênfase.

            São ao menos essas: o aumento de importância e tempo e tela dos minions ante o grande sucesso alcançado no primeiro filme e espaço que vêm ganhando na cultura pop desde então[1]. A continuidade da relação de Gru com as meninas[2], o surgimento de um interesse amoroso e a trama com o vilão em si.

            Mesmo assim, o filme apresenta-se como passatempo divertido, movimentado e agradável, assim como fora o primeiro. 

Gru enrolado novamente

            Se o longa anterior foi uma das primeiras animações a utilizar e encantar com o 3D, principalmente nas brincadeiras pós-créditos com os minions, esta sequência traz uma conversão bastante decente, com profundidade e efeitos bacanas, ainda que meramente cosméticos.

            Ainda que tenha problemas ante a irregularidade ao tratamento às circunstâncias que tenta estabelecer, Meu Malvado Favorito 2 é uma animação divertida e carismática.

Cotação: 7,5

Ficha Técnica: Meu Malvado Favorito 2 (Despicable me 2, USA, 2013). Animação. Comédia. Aventura. Direção: Pierre Coffin, Chris Renaud. Com as vozes de: Steve Carrel/Leandro Hassum (Gru), Kristen Wiig/Maria Clara Gueiros (Lucy), Benjamin Bratt/Sidney Magal (Eduardo/El macho). Duração: 98 min.




[1] Há a previsão de uma animação somente deles, aos moldes dos pinguins de Madahascar.
[2] Aqui o ponto alto e a fofura de Agnes.

domingo, 7 de julho de 2013

...CINEMA. Opiniões # 76 - Minha mãe é uma peça

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Opiniões # 76 – Minha mãe é uma peça (Brasil, 2013)
Por Marlon Fonseca

            Algo que vem se tornando comum no cenário do cinema nacional são as adaptações de peças teatrais de sucesso. Nessa esteira, era questão mesmo de tempo para que Minha mãe é uma peça, que já conta com mais de um milhão de espectadores, tornar-se filme.

            Ainda mais pelo brilhante trabalho de seu autor e intérprete, Paulo Gustavo, que, inspirado em sua mãe e situações e pessoas da sua infância e adolescência criara algo genuinamente engraçado.[1]

            No filme, co-dirigido pelo próprio comediante, Dona Hermínia, após uma decepção com os filhos, muda-se para a casa de sua tia Zélia (Suely Franco, ótima) e relembra com ela os momentos e agouras de ser mãe.

            Trata-se de um filme inegavelmente engraçado onde as tiradas da protagonista são o ponto alto. Os personagens de apoio, principalmente os filhos, cada um com seus defeitos e manias também contribuem para as risadas. O mais incrível é que mesmo em momentos de surrealidade, fica impossível não se identificar com uma ou outra situação seja pelo lado da mãe, seja pelo lado dos filhos.[2]
D. Ermínia e suas tiradas vão te fazer rir

            A produção do filme é bastante simples, inclusive trazendo falhas bobas de continuidade e uma ou outra falta de capricho[3]. E há algumas cenas forçadas e fora do tom.

            Mas como filme de comédia num todo ele funciona muito bem e será impossível sair do cinema sem dar muitas boas risadas. Ele foge, inclusive, do padrão de comédias que o cinema nacional tem apresentado, saindo-se mesmo que em sua simplicidade, como um dos melhores do gênero nos últimos tempos.
"Padecendo no paraíso" ao lado de seus filhos.

            Dona Hermínia realmente é uma “peça” e sua presença no cenário cinematográfico nacional com certeza será tão marcante como nos palcos. Diversão certeira para toda a família, mesmo trazendo algumas falhas bobas em sua execução.
           
Nota: Assista a cena final antes dos créditos e veja a “musa inspiradora” do autor num dos melhores momentos do filme.

Cotação: 8,0

Ficha Técnica: Minha mãe é uma peça (Brasil, 2013). Comédia. Direção: Andre Pellenz. Elenco: Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo, Mariana Xavier, Suely Franco, Ingrid Guimarães e Herson Capri




[1] A Cidade onde se passa o filme, Niterói, é a cidade natal do autor (e também do autor desse texto) e conforme apuração feita pelo blog, muitos dos personagens são inspirados mesmo em sua experiência de vida.
[2] Como experiência ainda mais bacana, se possível, assista-o com sua mãe ao lado. Vale á pena.
[3] Em dada cena, por exemplo, Juliano, filho de Dona Hermínia, estaria mexendo no computador mas quando olhamos ele está visivelmente desligado.