terça-feira, 4 de junho de 2013

Filmes para casar

FILMES PARA CASAR
"FALANDO DE" SELECIONA 7 FILMES QUE RETRATAM O CASAMENTO DAS MAIS VARIADAS FORMAS

Por Marlon Fonseca


O Casamento do meu melhor amigo: Para muitas noivas esse pode ser um filme mais de terror do que comédia. Afina de contas, ter Julia Roberts tentando desbancar seu casamento não parece algo agradável. Mas o filme sim. É leve e divertido e termina bem.





Noivas em Guerra: Quando duas amigas de infância resolvem se casar ao mesmo tempo uma guerra sem precedentes entre ambas começa. Divirta-se com Anne Hathaway e Kate Hudson causando caos na organização da cerimônia uma da outra enquanto a sua, cara leitora, está se saindo impecável.



Missão Madrinha de Casamento: Sucesso recente de cinema que traz um grupo de amigas completamente atrapalhadas às voltas com a organização do casamento de uma delas. Promessa de risadas garantidas, mas, meninas não façam isso no casamento de vocês.





O Pai da Noiva: Seu pai está uma “pilha” com seu casamento? ? Considere dar-lhe esse filme para que ele possa dar uma acalmada.  Sucesso da década de 90, o filme traz Steve Martin às voltas com o casamento de sua filha. Destaque também para o cerimonialista vivido por Martin Short.





Eu te amo cara: Para o noivo se divertir um pouco.  Homem prestes a se casar percebe não ter amigos para chamar para padrinho. Após algumas “entrevistas” para essa finalidade ele conhece um que considera ideal. Mas não esperava encontrar tanta confusão e um verdadeiro amigo.




Melancolia: Esse é para a noiva mais cult, descolada e bem-resolvida. No dia da cerimônia de seu casamento uma mulher passa a sofrer de uma incrível depressão. Paralelamente, a aproximação de um cometa à Terra deixa sua irmã bastante apreensiva.





Em breve nos cinemas:

O Casamento do ano: Al (Ben Barnes) esta prestes a se casar com Missy (Amanda Seyfried) quando recebe a notícia de que sua mãe biológica, uma católica fervorosa, virá ao casamento. A partir daí, seus pais adotivos Don (Robert de Niro) e Ellie (Diane Keaton), que são separados há anos precisarão fingir serem casados novamente para não decepcioná-la. Mas a farsa leva toda a família a relembrar os laços que os uniram, numa história comovente e engraçada durante o que será o casamento do ano.







NOTA: Esse texto faz parte de um trabalho para a Faculdade de Jornalismo que consta na criação de uma revista de noiva e esse texto é parte integrante dela.

domingo, 2 de junho de 2013

...CINEMA. Opiniões #69 - Faroeste Caboclo

...CINEMA

Opiniões # 69 – Faroeste Caboclo (Brasil, 2013).

Por Marlon Fonseca


               Transformar uma música em um longa metragem é um expediente não muito frequente no cinema, mas já deu bons resultados como por exemplo Veludo Azul e Yellow Submarine. Ao se ouvir a música Faroeste Caboclo, hit da banda Legião Urbana era impossível não imaginar e recriar na cabeça a história que tocava durante aqueles 9 minutos. Agora ela ganhou vida nas telas.


            Dirigido por Rene Sampaio, o filme traz a história de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) traficante do Distrito Federal, sua conturbada história de amor com Maria Lúcia (Isis Valverde) e seu embate trágico e violento com o perigoso rival Jeremias (Felipe Abib).

            A trama se passa na Brasília da década de 80, exatamente no mesmo momento de Somos Tão Jovens, filme que trouxe o início da carreira de Renato Russo[1], e possui uma reconstituição de época discreta, mas eficaz.[2]

Para que a música se encaixe no formato cinematográfico e na duração de 100 minutos, a história de Jeremias foi positivamente expandida. Por meio de flashbacks, conhecemos sua infância e juventude miserável ao lado de seus pais e momentos que foram importantes para definir sua personalidade.
Romance conturbado

Graças a isso e ao trabalho competente de seu intérprete, João de Santo Cristo se qualifica a figurar dentre os grandes anti-heróis do cinema nacional moderno ao lado de Zé Pequeno e Capitão Nascimento.

            O roteiro, ainda que longe de ser complexo, soube pegar os elementos-chave da música e transformá-la em uma história coesa e interessante com um ritmo equilibrado. Bacana também destacar algumas sequências e tomadas remetendo aos filmes de faroeste de antigamente como uma da bota se aproximando ao duelo, por exemplo.
A trágica e violenta rivalidade com Jeremias

            Faroeste Caboclo se sai bem como adaptação da mística música de Renato Russo. Faz jus ao protagonista criado por ela e toda a sua trajetória, resultando em um filme simples e competente.

Cotação: 8,5

Ficha Técnica: Faroeste Caboclo (Brasil, 2013). Drama. Direção: Rene Sampaio. Elenco: Fabricio Boliveira, Isis Valverde, Felipe Abib, antonio Calloni, Marcos Paulo e César Troncoso. 105 min.


Nota: O filme marca o último trabalho do talentoso ator e diretor Marcos Paulo que aqui interpreta o severo pai de Mária Lúcia



[2] Em um momento extremamente inspirado o protagonista se encontra em um show onde Renato russo está tocando.

sábado, 1 de junho de 2013

...CINEMA. Opiniões # 68 - Se Beber Não Case - Parte III

...CINEMA

Opiniões #68 – Se Beber Não Case - parte III (The Hangover III, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

            
           
O primeiro Se Beber não Case foi um sucesso de público e crítica inegável, retumbante e merecido. Trazendo um elenco semidesconhecido (Bradley Cooper ainda não tinha o status que possui hoje), uma trama absurda, inventiva com situações hilárias o filme está entre umas melhores comédias já feitas.

            O problema começou quando de filme, passou-se a se tornar franquia. A primeira continuação, apesar de conter ainda bons momentos, decepcionou por praticamente repetir o primeiro filme. Nessa terceira e última parte, esse erro não é cometido, mas vários outros são.

            Na trama, o “bando de lobos” se reúne novamente para levar um Alan fora de controle para uma clínica de recuperação. No caminho, porém, se veem as voltas com um perigoso bandido (John Goodman) que os usa para encontrar Mr. Chao (Ken Jeong).

            Um dos primeiros problemas do filme é exatamente essa tentativa de mudança de situações. De farristas de casamento, os personagens se tornaram “aventureiros”, tirando, assim todo o enfoque e objetivos do primeiro filme.
Alan é o responsável pelos (poucos) melhores momentos

            Se a trama fosse boa e o longa engraçado esse escorregão poderia até ser perdoado, mas o fato é que essa terceira parte é de longe a mais fraca de toda a série.

            O filme até começa bem, principalmente nos minutos iniciais com Alan e suas trapalhadas, mas quando a “história” começa de fato o filme cai vertiginosamente de qualidade, salvando-se, a partir daí, em raríssimos momentos. Os personagens também sofrem. Tirando Alan, o responsável pelas (poucas) melhores partes do filme, os demais perderam força, graça e presença. 
"Lobos" cansados: personagens perderam força e graça

            A tentativa de resgatar momentos e personagens dos filmes anteriores para dar um ar de “trilogia” também é completamente mal executada e sem fundamento.

            Assim, esse encerramento da franquia Se Beber Não Case é um erro. Muito pouco engraçada, com uma mudança de enfoque mal elaborada e enfraquecimento dos personagens. A melhor forma de se divertir ao lado de seus personagens é revendo o excelente primeiro filme.


Nota: Nessa semana todo o elenco do filme compareceu ao Brasil para promover o filme.







Cotação: 5,0


Ficha Técnica: Se Beber Não Case - parte III (The Hangover III, USA, 2013). Direção: Todd Phillips. Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galafianakis, Justin Bartha, Ken Leong, Heather Graham, John Goodman. Duração: 100 min.


sábado, 25 de maio de 2013

...CINEMA. Opiniões #67 - Velozes e Furiosos 6

...Cinema

Opiniões # 67 – Velozes e Furiosos 6 (Fast and Furious 6, USA, 2013)

Por Marlon Fonseca

           
              A longevidade da franquia Velozes e Furiosos pode causar espanto em muita gente. Mas ela só foi possível a partir do quanto filme onde todo o elenco do original retornou e o aspecto policial e o conceito de “família” passou a se expandir e ser o foco dos protagonistas. As cenas de ação, o carisma dos personagens, os carros tunados e as belas mulheres também contribuíram para o sucesso.

            Nesse sexto filme, a foragida equipe liderada por Dominic Toretto (Vin Diesesl) e Brian O´Conner (Paul Walker) precisam ajudar o agente Hobbs a perseguir uma organização mercenária comandada pelo perigoso Shaw (Luke Evans), motivados pela promessa de liberdade e a busca por respostas acerca do destino de Letty (MichelleRodriguez).

            Já no início do longa[1], percebe-se que o conceito de família pregado por Torreto viria mais forte e traria um elo sentimental ainda mais destacado. Dessa vez e mais do que nunca ele é a motivação dos personagens nessa nova empreitada.

            Infelizmente, fora utilizado um recurso inesperado, pouco inspirado e problemático à trama para apresentar as motivações de Letty. Muitas incoerências são notadas na trama por causa desse aspecto.
"Família" reunida para mais uma missão

            Mesmo assim, passado esse incômodo, a trama segue bem já no estilo imposto pela série com investigações intermediadas por cenas de ação aceleradas. Estas, diga-se de passagem, estão dentre as melhores e mais bem feitas da franquia, brindando o público, inclusive com uma sequência final de mais de 10 minutos de pura tensão, emoção e inverosimilhança.

            Destaque também para as duas ótimas sequências de luta entre Gina Carano e Michelle Rodriguez. As duas dão um show e enfraquecem as lutas dos “machões”. Mas todos no elenco têm seus momentos, principalmente as cenas divertidas com Ludacris e Tyresse Gibson presentes e até mesmo o lado romântico de Han. (Sung Kang).
"Motivação" de Letty é o ponto fraco mas...
...Michelle Rodriguez dá show em lutas com Gina Carano

            O vilão desta sexta parte é definitivamente a maior ameaça que o grupo já enfrentou, mas esse ainda continua sendo um dos aspectos mais frágeis de toda a franquia que nunca apresentou um oponente memorável.

            Sendo assim, Velozes e Furiosos 6 é um dos melhores filmes da longeva franquia. Tirando o exagero em algumas sequências e da fragilidade na trama das motivações de Letty, tudo o que fez a série chegar até aqui está presente em grande estilo.




Notas: - Fiquem atentos à cena logo no início dos créditos. Ela apresentará o vilão do sétimo filme e dará uma pista sobre a trama do mesmo.

            -O Diretor Justin Lin que comanda a franquia desde o terceiro filme, não retorna para o sétimo, pois considerou a agenda imposta pela Universal muito cansativa (o próximo filme está em vias de começar a ser filmado para lançamento já em 2014).


Cotação: 8,0

Ficha Técnica: Velozes e Furiosos 6 (Fast and Furious 6, USA, 2013). Ação. Direção: Justin Lin.  Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Jhonson, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Gina Carano, Tyresse Gibson, Sung Kang, Gal Gadot, Elsa Pataky e Luke Evans. Duração: 130 min.





[1] Inclusive com a ótima abertura do filme que mostra trechos das partes 1, 4 e 5.

terça-feira, 14 de maio de 2013

...CINEMA. Opiniões #66 - Vai Que Dá Certo


...CINEMA

Opiniões # 66 – Vai que Dá Certo (Brasil, 2013)

Por Marlon Fonseca

               
                      Até para ser bandido tem que ser ter talento e felizmente para o público, mas infelizmente para os personagens de Vai que Dá certo eles não o têm. No filme acompanhamos um grupo de amigos na casa dos 30 anos de idade que enxergam em um plano de roubo a oportunidade de resolver a sua situação financeira. Mas, ao contrário do título, nada vai dar certo.

            Trata-se de um filme com humor agradável e favorecido pela sua curta duração e pelo elenco afiadíssimo. As situações absurdas e tiradas e diálogos envolvendo o mundo dos games e do cinema ajudam no clima[1].

            Mesclando talentos jovens em ascensão para comédia como Fabio Porchat, Gregório Duvivier e atores mais calejados como Danton Mello e Natália Lage, o elenco tem uma afinidade e uma camaradagem que beneficia muito o filme. Um adendo divertido é ver o sotaque paulista de alguns autores (a maioria carioca), cada um mais bizarro que o outro propositalmente. Lúcio Mauro Filho, entretanto, parece ter levado a sério e até mesmo sua voz muda por completo.
Turma enrolada mas bem afiada

            O roteiro segue o padrão de esquetes em volta de um fio condutor. Não espere brilhantismo nesse quesito. Diálogos e situações divertidas se alternam em outros nem tanto apesar de o resultado ser mais favorável no quesito diversão.

            Longe de ser brilhante, Vai que Dá Certo é uma comédia rápida, divertida e inofensiva que se sustenta principalmente pelo seu elenco e por situações que vão tirar o riso do espectador. Diante do sucesso do público e da deixa no final do filme, essa galera promete retornar.


Curiosidade: Lúcio Mauro que é pai de Lúcio Mauro Filho, mas no filme interpreta seu avô.

Cotação: 7,5

Ficha Técnica: Vai que Dá Certo (Brasil, 2013). Comédia. Direção: Maurício Farias. Elenco: Danton Melo, Lúcio Mauro Filho, Fábio Porchat, Natália Lage, Gregório Duvivier.



[1] A abertura relembrando clássicos do Atari com uma musiquinha estilo era 8 bits é muito bacana.

sábado, 4 de maio de 2013

...CINEMA. Opiniões #65- Somos Tão Jovens


...CINEMA

Opiniões # 65 – Somos Tão Jovens (Brasil, 2013)

Por Marlon Fonseca

           
                   
       Renato Manfredini Junior, ou melhor,  Renato Russo foi uma das figuras mais proeminentes do cenário musical nacional. Seu vozeirão, suas letras contundentes e seu estilo único o elevaram a status de mito nacional sem injustiça. Era, portanto,  questão de tempo, em vê-lo sendo retratado no cinema.

            Em Somos Tão Jovens, dirigido pelo experiente Antonio Carlos da Fontoura, acompanhamos um período específico da vida do cantor: sua juventude e o início de sua carreira em Brasília.

            No aspecto de cinebiografia o filme acaba se apresentando superficial, pois não há um aprofundamento verdadeiro nas nuances de Renato. Seus ideais, algumas neuras, referenciais musicais, relacionamento com os pais, o descobrimento da sua homossexualidade estão ali retratadas, mas sem muita contundência. O relacionamento com os membros de sua primeira banda, o Abroto Elétrico e com uma grande amiga são os aspectos mais bem trabalhados.

            Mas o filme é muito bom e se destaca mesmo é no fato de retratar a juventude e o início do rock nacional do fim da década de 1970 e começo da década de 80 sendo Brasília o celeiro de bandas como Plebe Rude, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e muitas outras em meio à ditadura militar que ainda dominava o país. Mais do que a vida de Renato, o longa mostra todo um cenário Nacional.
Filme funciona melhor como retrato de uma nova era

É cercado de uma reconstituição apuradíssima da época com cenários, veículos, vestuário e até vocabulários e gírias, que qualificam ainda mais o trabalho. A trilha sonora também é o destaque, trazendo todas as músicas marcantes do Legião Urbana e das demais bandas retratadas.

A atuação de Thiago Mendonça[1] também é digna de nota e elogios. Sua composição vai além do aspecto da aparência física, trazendo a entonação de voz e os trejeitos marcantes de Renato Russo sem parecer caricato ou exagerado.
A composição de Thiago Mendonça também merece destaque

Somos Tão Jovens acaba por ser mais do que a parte da história de vida de um mito. É um muito bem feito retrato de todo um movimento e momento que o país viveu em um passado não muito distante. 

Curiosidade:  Dado Villa-lobos é interpretado pelo seu filho Nicolau Villa-Lobos

Cotação: 8,5

Ficha Técnica: Somos Tão Jovens (Brasil, 2013). Drama. Direção: Antônio Carlos da Fontoura. Elenco: Thiago Mendonça, Laila Zaid, Marcos Breda, Nicolau Villa-Lobos. Duração: 104 min.



[1] Que vivera Luciano Camargo em 2 Filhos de Francisco

sábado, 27 de abril de 2013

...CINEMA. Opiniões #64 - Homem de Ferro 3


...CINEMA
Opiniões #64 – Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, USA, 2013)
Por Marlon Fonseca

           
                  Assim como fora responsável pelo início da “fase 1” da Marvel nos cinemas” e sua pedra fundamental, Homem de Ferro tem a missão de iniciar a segunda, logo após o sucesso retumbante de Os Vingadores.

                Nessa terceira aventura solo, baseada no arco de quadrinhos “Extremis” e retomando nuances da saga “Demônio da garrafa”, Tony Stark terá que enfrentar, antes de qualquer coisa, os questionamentos e pesos de sua posição de herói e das consequências pós-invasão de Manhattan. O surgimento de uma nova tecnologia promete mudar para sempre a relação com sua armadura. Além disso, uma ameaça terrorista encabeçada pelo terrível Mandarim o forçará a entrar em ação como nunca.

            O Diretor dos dois longas anteriores, Jon Favreau, volta apenas como produtor e repetindo o papel de motorista e segurança de Stark que agora é alçado à condição de chefe de segurança, dando lugar á Shane Black, que também participou da confecção do roteiro. Black, que fez sucesso na década de 90 como roteirista da franquia Máquina Mortífera e fora responsável direto pela revitalização da carreira de Robert Downey Jr, com Beijos e Tiros, traz uma trama com maior densidade e seriedade.
Stark enfrenta perigos internos e ameaça terrorista

            Densidade esta muito bem-vinda e que acaba por qualificar mais o personagem, deixando-o com mais camadas a serem explorados pelo talentoso intérprete do protagonista. Há também um cuidado maior em aprofundar o relacionamento entre os personagens, inclusive com uma clara alusão a atos e consequências. E assim, todo mundo sai ganhando ao se atrelar qualidade ao entretenimento.

            Mas o filme e o herói não perdem o humor ácido que o caracterizaram desde o começo, gerando alguns momentos genuinamente engraçados.
Relação entre os personagens é melhor tranalhada

            Porém, é preciso alertar aos fãs mais radicais dos quadrinhos que o longa faz inúmeras liberdades criativas ‘com relação ao material adaptado e muitas, com certeza, gerarão inúmeros protestos. O que podemos dizer delas, sem estragar qualquer tipo de surpresa, é que para o propósito do filme elas funcionam.

            Há, também, no roteiro, algumas falhas de coerência gravíssimas e o enfraquecimento na trama de um vilão em prol de outro também incomoda mesmo não atrapalhando o excelente desempenho dos atores que os interpretam.
O terrorista Mandarim

            As cenas de ação são muito bem feitas e elaboradas, principalmente a destruição da casa de Stark e o resgate a um avião. Os efeitos especiais estão excelentes, já a utilização do 3D segue o padrão dos demais filmes da Marvel nesse formato com poucos momentos em se apresentam efeitos e profundidades interessantes.

Homem de Ferro 3 acerta ao trazer mais densidade e intensidade ao herói e às pessoas que o cercam. Exagera nas liberdades criativas para favorecer uma trama repleta de altos e baixos e incoerências. O resultado é um entretenimento competente apesar de suas falhas.

Nota: A cena pós-crédito não é bombástica, mas é extremamente divertida.

Cotação: 8,0

Ficha Técnica: Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, USA, 2013). Ação, Aventura. Direção: Shane Black. Elenco: Robert Downey Jr, Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Rebecca Hall, Guy Pearce, Ben Kingsley. Duração: 130 min.


domingo, 21 de abril de 2013

...CINEMA. Opiniões #63 - Amor


...CINEMA

Opiniões #63 – Amor (Amour. França, Alemanha e Áustria, 2012).

Por Marlon Fonseca

           
                    Quem conhece a filmografia de Michael Haneke sabe que o polêmico diretor não é chegada em sutilezas. Mesmo em Amor, seu mais recente e premiadíssimo trabalho[1], ainda que desta vez mais velado, consegue nos passar e nos fazer sentir o sofrimento dos personagens.

            No filme acompanhamos o casal de músicos aposentados Anne (Emmanuele Riva) e George (Jean-Lois Trintignant) que têm a sua harmonia quebrada quando ela passa a apresentar uma séria doença degenerativa. A partir daí, o casal vai ter que colocar a força do seu amor em teste.

            O cineasta, que também escreveu o roteiro, apresenta as fases da luta do casal de forma extremamente competente. Nas primeiras cenas temos o estabelecimento de sua cumplicidade, explicitada, inclusive em um diálogo entre pai e filha. Com a chegada da doença, os vemos ainda sem jeito, física e emocionalmente, para lidar com a nova situação e, mais para o final do filme, nos deparamos com ambos desgastados pela pesarosa rotina.
A harmonia de Anne e Geroce é quebrada...

            Em auxílio à estrutura montada pelo roteiro, temos uma maquiagem impecável e atuações brilhantes dos protagonistas (que rendeu prêmios variados a ambos). Enquanto Anne se sente desde o início desconfortável com a situação, George comove com a sua dedicação ferrenha, que chega se tornar quase que como uma obsessão, inclusive ao afastar a filha do casal da situação em que se encontram.

            Trata-se de um filme realista, triste, denso, pesado e tocante que nos mostra que o amor só é testado mesmo nos momentos de maior dificuldade e que o “na saúde e na doença” não é apenas uma frase do ritual católico. Por outro lado, mostra até que limite ele pode ser levado.
...e ambos passarão pelo maior dos testes em seu relacionamento

            Assim, Amor é uma obra que merece ser apreciada, sentida e refletida. Não somente pelo tema mas ante à excelência de sua realização.

Cotação: 9,5

Ficha Técnica: Amor (Amour. França, Alemanha e Áustria, 2012). Drama. Direção: Michael Haneke. Elenco: Emanuelle Riva, Jean-Lois Trintignant, Isabelle Huppert. Duração: 127 min.





[1] Dentre os vários prêmio o filme venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2013, O Prêmio Cesar de Cinema (O “oscar” do cinema francês) e Palma de Ouro em Cannes 2012.

sábado, 20 de abril de 2013

...CINEMA. Opiniões#62 - A Morte do Demônio


...CINEMA
Opiniões # 62 – A Morte do Demônio (Evil Dead, USA, 2013)
Por Marlon Fonseca

           
               Sam Raimi hoje é mais conhecido pela trilogia Homem-Aranha e recentemente por Oz- Mágico e poderoso. Mas seu início como cineasta foi trazendo ao gênero de terror que tanto ama uma das trilogias mais reverenciadas pelos fãs.

            A realização sequência direta, dirigida pelo próprio Raimi, e um remake de Evil Dead já circulam há anos entre os bastidores da indústria cinematográfica. Mas foi quando o diretor e produtor colocou os olhos no curta metragem “Ataque de Pânico”[1] dirigido por Fede Alvarez que a segunda opção ganhou força.

            Nessa refilmagem, a espinha dorsal da trama original se mantém. Cinco jovens vão á uma cabana no meio da floresta para tentar ajudar uma amiga a se livras do vício das drogas e, ao se depararem com o livro dos mortos, libertam um terrível mal.
O filme foi todo filmado sem CGI, até mesmo essa clássica cena

            A grande diferença entre o original e essa reimaginação está exatamente no mote ligado ao aspecto das drogas. A confusão entre uma possível crise de abstinência e uma improvável possessão demoníaca faz o enredo ficar ainda mais interessante. O clássico personagem Ash[2] não aparece dando a este remake o frescor e afastamento necessários para ter vida própria[3].

            Do resto, tudo o que fez sucesso há 32 anos volta com força total. O filme é tenso, assustador, violento, nojento, exagerado e possui um ritmo bastante ágil .Tudo isso atrelado às competentes iluminação, maquiagem e efeitos. Sob este último aspecto convém destacar que, por opção do diretor, não há qualquer utilização de CGI[4], inclusive na clássica cena de possessão pela árvore.
Filme garantes sustos, tensão e nojeira

            Para os fãs de terror gore e da franquia, portanto, fica a notícia de que A Morte do Demônio os honra plenamente trazendo um filme divertido causando medo, tensão e risos nervosos. E vem mais por aí, pois o resultado foi tão bom que uma continuação já está sendo elaborada.

Cotação: 9.0

Ficha Técnica: A Morte do Demônio (Evil Dead, USA, 2013). Terror. Direção: Fede Alvarez. Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas e Elizabeth Blackmore. Duração: 91 min.



[2] Vivido pelo ator-fetiche de Raimi Bruce Campbell
[3] A maior homenagem ao original fica portento na presença do carro de Raimi que aparece na maioria dos seus filmes desde o clássico Evil Dead.
[4] Efeitos em computação gráfica