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Opiniões # 62 – A Morte do Demônio (Evil Dead, USA, 2013)
Por Marlon Fonseca
Sam Raimi hoje é mais conhecido pela trilogia
Homem-Aranha e recentemente por Oz- Mágico e poderoso. Mas seu início como
cineasta foi trazendo ao gênero de terror que tanto ama uma das trilogias mais
reverenciadas pelos fãs.
A realização sequência direta, dirigida pelo próprio
Raimi, e um remake de Evil Dead já circulam há anos entre os
bastidores da indústria cinematográfica. Mas foi quando o diretor e produtor
colocou os olhos no curta metragem “Ataque de Pânico”[1] dirigido por Fede Alvarez
que a segunda opção ganhou força.
Nessa refilmagem, a espinha dorsal da trama original se
mantém. Cinco jovens vão á uma cabana no meio da floresta para tentar ajudar
uma amiga a se livras do vício das drogas e, ao se depararem com o livro dos
mortos, libertam um terrível mal.
O filme foi todo filmado sem CGI, até mesmo essa clássica cena
A grande diferença entre o original e essa reimaginação está
exatamente no mote ligado ao aspecto das drogas. A confusão entre uma possível
crise de abstinência e uma improvável possessão demoníaca faz o enredo ficar
ainda mais interessante. O clássico personagem Ash[2] não aparece dando a este
remake o frescor e afastamento necessários para ter vida própria[3].
Do resto, tudo o que fez sucesso há 32 anos volta com
força total. O filme é tenso, assustador, violento, nojento, exagerado e possui
um ritmo bastante ágil .Tudo isso
atrelado às competentes iluminação, maquiagem e efeitos. Sob este último
aspecto convém destacar que, por opção do diretor, não há qualquer utilização
de CGI[4], inclusive na clássica cena
de possessão pela árvore.
Filme garantes sustos, tensão e nojeira
Para os fãs de terror gore
e da franquia, portanto, fica a notícia de que A Morte do Demônio os honra plenamente trazendo um filme divertido
causando medo, tensão e risos nervosos. E vem mais por aí, pois o resultado foi
tão bom que uma continuação já está sendo elaborada.
Cotação: 9.0
Ficha Técnica: A Morte do
Demônio (Evil Dead, USA, 2013). Terror. Direção: Fede Alvarez. Elenco: Jane
Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas e Elizabeth Blackmore.
Duração: 91 min.
Opiniões # 61 - Invasão à Casa Branca (Olympus has fallen, USA, 2013)
Por Marlon Fonseca
Ao lado de G.I Joe:
A retaliação[1]
e Duro de Matar: um novo dia para morrer[2],
este Invasão à Casa Branca vem na tentativa de fortalecer o gênero ação, com
estilo similar aos que fizeram muito sucesso na década de 90.
Depois de um período se dedicando a comédias românticas e
filmes com toques mais dramáticos como Redenção e Coriolano, Gerard Butler
volta ao gênero como Mike Benning, agente do Serviço Secreto americano, que
após um incidente é afastado da proteção do Presidente Norte-americano. Quando
terroristas invadem a Casa Branca e fazem do Presidente refém ele acaba se
tornando o único homem capaz de salvá-lo e terminar com a ameaça.
Pela sinopse acima, percebe-se grande semelhança do filme
com os primeiros Duro de Matar. Mas, também, ele lembra bastante o excelente
seriado 24 horas, pois se dividindo
com a ação, há os bastidores e decisões políticas por trás do perigo.
Elenco de apoio de peso e bastidores políticos
Nesse aspecto, aliás, temos um filme atualizado com os
tempos em que vivemos e já começa a apresentar ao mundo os novos vilões de
Hollywood: os Coreanos. Algo que já vem dando o que falar.
Dirigido por Antoine Fuqua, que após o excelente Dia de Treinamento, não se achou na
carreira e alterna bons e maus momentos em sua filmografia. Mas aqui ele mostra
traquejo para as cenas de ação.
A sequência da invasão em si é bastante bem executada e
de tirar o Fôlego, ainda que, logicamente, absurda. O filme consegue prender o
expectador e entreter se saindo como um exemplar muito bom de um gênero tão
combalido.
Gerard Butlem em ótima volta aos filme de ação
Depondo contra o
filme, temos a patriotada exagerada, principalmente na cena final, alguns furos
no roteiro e falta de capricho em dados momentos com, inclusive, erros de
continuidade gritantes.[3]
Já a favor, além das cenas de ação e da competência de
Butler no gênero, temos um elenco de apoio bastante qualificado como não se via
há tempos em um filme de ação[4]. Aaron Eckhart como o
Presidente durão, Morgan Freeman como o Presidente em exercício, Angela Basset
como a Diretora do Serviço Secreto são o destaque. Rick Yune entrega um vilão
perigoso intelectual e fisicamente.
Casa Branca devastada e patriotada que incomoda
Ainda
temos Dylan Mcdermont[5], Melissa Leo e Radha
Mitchell. Ashley Judd faz uma participação pequena, mas importante no início.
Curiosa a participação de Cole Hauser, astro de filmes de ação de baixo
orçamento[6]. Seria mais um aviso de
que o gênero está se reerguendo?
Sendo assim, Invasão
à Casa Branca, mesmo com algumas falhas, é o melhor filme de ação do ano
até o momento. Bem executado, com cenas de ação bem feitas e tensão na medida
certa. Butler e todo o elenco ainda elevam o status do filme.
Cotação:
8,0
Ficha técnica: Invasão à
Casa Branca (Olympus has fallen,
USA, 2013). Ação. Direção. Anthoine Fuqua. Elenco: Gerard Butler,
Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Angela Basset, Dylan Mcdermont, Rick Yune.
Duração: 120 min.
[3] No
momento da invasão vários agentes do Servio Secreto são trucidados na escadaria
principal à frente da Casa Branca, ficando seus corpos no chão. Após, em todas
as cenas que acontecem nesse lugar não os corpos não estão mais lá.
Desintegraram?
[4]
Lembrando que consideramos filmes envolvendo super-heróis um gênero já próprio
e distinto.
[5]
Voltando a ganhar destaque após as dias bem sucedidas temporadas do seriado American Horror Story
[6] E
que também teve uma participação pequena no novo Duro de Matar.
O
diretor e produtor Guillermo Del Toro é fascinado pelo sobrenatural. Quando se
deparou com o curta metragem Mamá[1], dirigido por seu
conterrâneo Andres Muschietti, viu potencial em transformá-lo em um longa
metragem.
O filme conta a história de um tio (Nikolaj
Coster-Waldau, o regicida Jaime Lannister do seriado Game of Thrones) e sua namorada (Jessica Chastain) que, após 5 anos
de busca, encontram as sobrinhas desaparecidas. Com sua custódia, tentam
cria-las e readaptá-las ao mundo, mas tem algo sinistro à espreita.
Dirigido pelo mesmo Andrés Muschietti, o filme entrega
uma atmosfera tensa e momentos genuínos de suspense sustos. De certa forma,
tanto a sua história como alguns de seus elementos, com o a fotografia escura,
o visual do fantasma, por exemplo, remetem aos bons filmes asiáticos de terror
feitos no fim da década de 90 e começo dos anos 2000 e, principalmente, a
refilmagem americana de um deles, o excelente O Chamado.
Família atormentada
Além de filmar os corredores de forma claustrofóbica[2] o diretor ainda entrega
uma cena inspiradíssima onde no mesmo plano vemos dois acontecimentos ao mesmo
tempo.
Mesmo que muito velada, esse ótimo conto de terror,
também traz a jornada de amadurecimento de sua protagonista. E Jessica
Chastain, trazendo mais uma personagem diferenciada em sua carreira, se sai
muitíssimo bem em seu primeiro filme de terror. As meninas, Megan Carpenter e
Isabelle Nelisse, se saem muito bem ante a importância que tem na trama,
principalmente esta última ante as peculiaridades de sua personagem.
Seguindo com o ritmo cadenciado de suspense e
investigação, o filme é acometido em seus 30 minutos finais de uma carga maior
de tensão, sustos e correria e um final muito longe do convencional. Muita
gente vai até reclamar que essa parte do filme tem um tom contrastante com o
resto do filme, mas assisti-la em uma sessão lotada com o público aos berros
mostra a sua eficácia[3].
Os minutos finais são de pura tensão e sustos
Em um gênero que anda, infelizmente, combalido, Mama traz
um frescor e apresenta muita qualidade, inclusive técnica. Bem realizado,
envolvente, com certeza agradará (ou aterrorizará) aos fãs e não fãs do terror.
Cotação: 9,0.
Ficha Técnica: Mama (USA, Canda, Espanha, 2013). Terror. Direção: Andrés Muschietti.
Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Carpenter e Isabelle
Nelisse. Duração: 100 min.
A
“Mama” do filme é interpretada por um ator. Javier Botet, que, pelo seu currículo[4],
é especialista em personagens bizarros. Já a voz de Mama é de Jane Moftat que
no filme ainda faz Jean, uma tia das crianças que rivaliza pela guarda delas.
Opiniões # 59 Os Miseráveis (Les Miserables, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca
Os Miseráveis é
uma das obras mais celebradas e premiadas de todos os tempos. O livro do
Escritor francês Victor Hugo (o mesmo de O
corcunda de Notre-Dame) já passou por várias adaptações teatrais,
televisivas e cinematográficas.
Na esteira da revitalização do gênero musical que vem
sendo feito anualmente por Hollywood era chegada a hora de apresentar ao mundo
uma adaptação suntuosa da obra.
Em sua trama acompanhamos a trajetória de Jean Valjean
(Hugh Jackman), dentre os períodos históricos na França da Batalha de Waterloo
(1815) e os motins de Junho de 1932, e seus encontros com a sofrida Fantim
(Anne Hathaway), sua filha Cosette (Isabelle Allen e Amanda Seinfried), o jovem
Marius (Eddie Redmayne) e o temível e obstinado Inspetor Javert (Russel Crowe).
Trata-se de uma história densa e emocional, onde os
personagens passam toda a sorte de sofrimentos e indagações morais sobre suas
condutas e sentimentos.
Os personagens sofrem fisica, emocional e moralmente
Em termos de produção temos algo impecável. Direção de
arte, figurinos, maquiagem e elenco do mais altíssimo nível e refinamento.
Bastante
seguro após o oscar por O discurso do Rei,
o diretor Tom Hooper tomou decisões criativas que caracterizaram ainda mais o
filme e o seu trabalho.
A primeira delas foi o fato de que os atores não se
utilizam de playback nas cenas de cantoria. Esse aspecto trouxe mais realismo
ás cenas e abrilhantou ainda mais o trabalho dos atores.
A utilização de close excessivos em momentos chaves
também destacou o trabalho do elenco em detrimento da grandiosidade de seus
cenários. Para compensar, o diretor alterna entre ângulos belíssimos em
determinadas cenas e ainda abre o longa com um travelling espetacular.
O diretor apresenta enquadramentos elegantes...
O filme como um todo é espetacular, mas possui cenas que
entraram para a história do cinema. O que dizer do estupendo e premiadíssimo desempenho
de Anne Hathway cantando visceralmente I
Dreamed a Dream?[1]
Anne impressiona e comove em I dreamed a dream
A sequência em que o povo se encontra na rua iniciando o
motim ao som de do you hear your people
sing?[2] é grandiosa e emocional. A
saudação do inspetor Javert a um corajoso rival. Além do final do filme,
lindíssimo e emocionante.
Além de Hatwhay todo o elenco dignifica a obra. A atuação
perfeita de Hugh Jackman não surpreende. O Ator está muito longe de ser apenas
o Wolverine. Para quem não sabe, Jackman já atuou em outros musicais na
Broadway e em sua terra natal a Austrália, ganhando, inclusive premiações por
isso. Russel Crow, por sua vez, é o que mais alterna irregularidade. Em alguns
momentos do filme percebe-se o esforço que ele faz para cantar. Mesmo assim,
seu Inspetor Javert consegue ser marcante.
Do elenco mais jovem, Eddie Redmayne (que já havia se
saído bem em Sete dias Com Marilyn) se mostra afiadíssimo e afinadíssimo como
Marius. Amanda Seyfried, que ganhou fama com o musical Mamma Mia tem pouco
tempo de tela, mas se sai bem. A jovem Samantha Barks que já havia interpretado
a apaixonada Éponine em um especial, repete sua ótima performance.
Complementando o elenco. Sacha Baron Cohen e Helena Bohan
Carter[3], repetem a “parceria” no
Sweeny Tood de Tim Burton, como um casal trambiqueiro. E não tem como não se
emocionar com o corajoso menino Gravoche de Daniel Huttlestone.
A produção é suntuosa
Além da irregularidade de Crowe, o que podemos destacar
como negativo do filme, é a queda ocasional em seu ritmo em determinados
momentos. Mas nada, nada que possa deturpar a grandiosidade que o filme
alcança.
Uma bela história de sofrimento, amor, redenção, repleta
de cenas emblemáticas e belas canções. Um filme que honra a todos os talentos
envolvidos, a obra que adapta e ao gênero que representa.
Cotação:
9,5
Ficha Técnica: Os Miseráveis (Les Miserables, USA, 2012).
Musical. Direção: Tom Hooper. Elenco:
Hugh Jackman, Anne Hathway, Russel Crowe, Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Samantha
Barks,Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Duração: 158 min.
Conforme já falado em nossa cobertura do Oscar desse ano[4], houve uma ato em
homenagem aos musicais e apresentação do elenco de Os Miseráveis foi um dos
pontos altos da noite:
Opiniões #58 – Jack O Caçador de Gigantes ( Jack, The
Gian Slayer, USA, 2013).
Por Marlon Fonseca
Em Jack O Caçador de Gigantes (sim, a produtora nem teve
o capricho de adaptar ao nome nacional) temos mais uma adaptação de um conto de
fadas. Trata-se da história de João e o pé-de-feijão com verniz de aventura
épica.
João, ou melhor, Jack, um jovem e pacato camponês acaba
se envolvendo, acidentalmente, em uma aventura envolvendo gigantes, feijões e
uma princesa a ser resgatada.
O que salta aos olhos na produção é seu aspecto visual.
Direção de arte, fotografia com uma iluminação caprichada que utiliza
decentemente os efeitos em 3D[1] e os efeitos especiais,
principalmente no visual e movimentação dos gigantes.
Curioso, em se tratando de um filme dirigido por Bryan
Singer, é que, dessa vez, não há um cuidado em torno do aprofundamento dos
personagens e história. Singer, assim, entrega um filme visualmente espetacular
e um passatempo razoável apenas.
Visual...
...direção de arte...
As cenas envolvendo as batalhas contra os gigantes são
muito bem elaboradas e o clímax movimentado e interessante.
O elenco recheado de grandes nomes nos papéis secundários
reforça o interesse no filme. Temos Ewan Mcgregor como o destemido Elmont, Ian
Mcshane como o rei, Stnaley Tucci como o cínico Roderick e Bill Nighy
emprestando sua voz ao gigante Fallon. Há também uma participação especial do
eterno Willow, Warrick Davis. O casal principal é vivido por Nicholas Hoult que,
como Jack, emplaca seu segundo mocinho desajeitado no ano[2] e a pouco conhecida e bela
Eleanor Tomlinson que dá conta do recado como a princesa Isabelle.
... e efeitos dos gigantes são o ponto alto do filme
Visualmente espetacular e muito movimentado, Jack O
Caçador de Gigantes segue na média das adaptações de contos de fadas que vêm
aportando aos cinemas[3] se saindo um bom filme,
mas longe de ser inesquecível.
Cotação: 7,5
Ficha Técnica: Jack O Caçador de Gigantes ( Jack, The Gian
Slayer, USA, 2013). Aventura, Fantasia. Direção: Bryan Singer. Elenco: Nicholas Hoult, Eleanor Tomlinson, Ewan
McGregor, Stanley Tucci, Ian McShane, Bill Nighy. Duração: 114 min.
[1]
Principalmente os raios de sol entre nuvens e florestas
Opiniões # 57- G.I Joe – A Retaliação ( G.I Joe Retaliation, USA, 2013)
Por Marlon Fonseca
Se tem uma palavra que define a, agora franquia, baseada
nas action figures e animações dos Comandos em Ação é a descrença.
O primeiro filme, lançado em 2009, causou preocupação aos
fãs com o lançamento do seu primeiro trailer. Era cheiro de “bomba” certa.
Curioso que, essa própria descrença acabou por ajudar o filme, pois ele se
apresentou “melhor do que aparentava”.
Com o razoável sucesso do primeiro, uma continuação foi
imediatamente encomendada e hoje, quatro anos após ganhou a luz do dia. Mas
também enfrentou problemas com descrença. E tudo novamente por causa de seu
trailer.
Na verdade, esse G.I
Joe – A Retaliação era para ter sido lançado no ano passado. Seu adiamento
teve como justificativa inicial o fato de o filme ter sido levado para uma
conversão em 3D. Mas, o que se fala nos bastidores, foi a recepção morna nas
sessões testes e o fato de o personagem de Channing Tatum (que do primeiro
filme para cá vem em ascensão) ser aparentemente limado logo no início do
filme. Os boatos contam, ainda, de que novas cenas teriam sido rodadas e
algumas refeitas.
Duke (Channing Tatum) morre ou não?
Bom, agora é chegada a hora de conferir se a continuação
também conseguirá vencer a tal descrença.
Na trama, que respeita os acontecimentos do final do
primeiro filme, os Joes são submetidos a uma emboscada letal. Os poucos
sobreviventes vão atrás dos responsáveis (a organização Cobra...quem mais?)
para tentar desmantelar seu plano maligno e para vingar seus companheiros
mortos.
O roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick é extremamente
simplório. A história se apresenta como dita no parágrafo acima. É isso e nada
mais. São poucos os desdobramentos em torno dela, bem como não esperem
desenvolvimentos dos personagens. O único que se salva é o ninja Storm Shadow
que, inclusive é o responsável pela volta da utilização do recurso de flashback[1].
Essa simplicidade incomoda em alguns momentos,
principalmente no fato de Roadblock (Dwayne “The Rock” Johnson) ter tão
rapidamente descoberto quem estava por trás da emboscada. Os diálogos
explicando a trama a todo o momento também irritam. O ritmo ágil, no entanto,
ameniza as falhas e torna o filme palatável.
A
direção de John M. Chu, outro fator de descrença ante seus trabalhos anteriores[2]·, acaba por ser a grande
surpresa do filme. O cineasta mostra certo domínio nas cenas de ação e de luta.
Elenco e cenas de ação salvam um pouco o filme
E a
tal conversão em 3D? Nada de espetacular. Dentro da média de irregularidade das
conversões que aportam aos cinemas constantemente.
Do mais, temos um filme mais sério do que o anterior,
ainda que tenha uma ou outra cena ou diálogo “engraçadinhos”. A entrada de Bruce Willis (ainda que com
pouco tempo de tela) e Dwayne Johnson ao elenco ajudou no crédito do filme e
lhe acrescenta carisma. Jhonathan Pryce é o que se sai melhor em termos de atuação
como o Presidente dos EUA. Adrienne Palicki entrega beleza e coragem à sua Lady
Jaye.
As tomadas de ação são bem elaboradas e os armamentos e
veículos são bacanas. Os ninjas Snake
Eyes (vivido novamente por Ray Park – o eterno Darth Maul)e Storm Shadow (além de mais uma nova ninja, Jinx), continuam roubando as cenas. Já o subaproveitamento de
vilões icônicos como o Comandante Cobra[3] e Destro vão decepcionar
os fãs de longa data.
Comandante Cobra: infelizmente não foi bem aproveitado
Se estiver descrente com o longa, não desanime. Ele
consegue ser uma forma de divertimento superficial ainda que não honre o
material original no qual foi inspirado. Entre altos e baixos consegue se
manter tendo em vista principalmente as cenas e ação e o bom e carismático
elenco.
Obs: Mais uma vez não há o tradicional grito de guerra da equipe, sendo substituído pelo já batido "Urra"
Cotação:
6,5
Ficha Técnica: G.I Joe – A
Retaliação (G.I Joe Retaliation, USA,
2013). Ação. Direção: John
M. Chu. Elenco: Channing Tatum, Dwayne “The Rock” Johnson, Bruce Wiilis, Jonhatan
Pryce, Adrianne Palicki, Ray Park. Duração: 110 min.