quinta-feira, 12 de julho de 2012

...CINEMA. Opiniões #39 - A Era do Gelo 4


...CINEMA
Opiniões #39 – A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca




            Quarta incursão da bem-sucedida franquia de animação e pela primeira vez não sendo dirigida por Carlos Saldanha, A Era do Gelo 4 retoma o “cotidiano” de seus personagens Diego, Manny, Sid e, logicamente, Scratch.

            Na trama, após um evento cataclismático (mais um?) os protagonistas separam-se de seus amigos e lutam para reencontrá-los. Além dos perigos de um continente em mudança, deparam-se com perigoso grupo de piratas.

            Trata-se de uma aventura extremamente rasa resultando no filme mais fraco da série. O seu desenvolvimento é pouco satisfatório e interessante. O embate com os piratas nunca empolga bem como a subtrama do mamute Manny preocupado com a sua filha “adolescente”.

  Se salva apenas pelas divertidas cenas da preguiça Sid (agora ás voltas com a sua avó-outra figuraça) e da busca incansável do esquilo Scratch por sua noz (ainda que seja a sua participação mais desinteressante da franquia).
           
            Tecnicamente a animação continua excelente com uma palheta de cores ainda mais variada do que nos outros filmes. Destaque, também nesse aspecto, para os efeitos de pelo e água. Os efeitos em 3D estão bacanas apesar de não apresentar nenhuma inovação.

            A Era do Gelo 4 é a parte mais fraca da série, possuído mais pontos baixos do que altos, ancorando-se apenas nas confusões do carismático e atrapalhado Sid e na excelência técnica de sua animação. A franquia, enfim, começa a dar sinais de desgaste.

            Mas querem saber mesmo o melhor do filme? Antes de seu início há um curta metragem protagonizado pela Maggie Simpson. Esse sim é inteligente, divertido e emocionante.
           
            Cotação: (2/5)

            Ficha técnica: A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift, USA, 2012). Animação, comédia e aventura. Direção: Steve Martino e Mike Thurmeier. Com as vozes originais de: John Leguizano, Denis Leary e Ray romano. Dublagem nacional por: Diogo Vilella, Tadeu Braga. Duração: 94 min.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

...CINEMA. Opiniões # 38 - Para Roma com amor


...CINEMA
Opiniões #38 – Para Roma com Amor (To Rome With Love, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca



           

Depois do delicioso e muito bem-sucedido Meia noite em Paris e continuando com sua produção anual de filmes e sua “fase européia”, Woody Alllen retorna com este Para Roma com Amor.

            O filme é um apanhado de algumas histórias fictícias que se passam na belíssima cidade italiana, e como de praxe nas produções de Allen, há a presença de elenco renomado e heterogêneo contando com as presenças de Roberto Begnini, Alec Baldwin Jesse Eisenberg, Ellen Page, Penélope Cruz e, logicamente, Woody Allen.

            Acompanharemos, portanto, as histórias de um arquiteto que retornando a cidade relembra o período que quando jovem passou por lá; os encontros e desencontros de um jovem casal recém casado em lua de mel; um cidadão simples de classe média se torna da noite para o dia em uma celebridade renomada e um americano diretor musical descobre o talento bruto de um agente funerário.

O roteiro contém diálogos acima da média e situações engraçadíssimas. A crítica bem humorada e leve ás celebridades instantâneas na história encabeçada por um contido Begnini então é um exemplo máximo desta afirmação. Percebe-se, também, que Allen, além do seu non sense apurado, continua empregando o elemento fantasioso de Meia Noite em Paris em algumas das histórias. O uso de cenários, locais e paisagens belíssimas da cidade de Roma e de uma trilha sonora típica italiana bastante agradável, também é um grande acerto.

Ocorre que mesmo contendo muitos momentos divertidos, nem todas as histórias são bem resolvidas e interessantes resultando num filme irregular. Enquanto umas deixam a conclusão e até mesmo o entendimento á cargo da inteligência do espectador[1] (e isso logicamente é um elogio) outras se conduzem e se encerram de forma não tão satisfatória.[2]

Assim, Para Roma com Amor não é uma das grandes obras de Allen ,mas resulta em um filme agradável e divertido, ainda que inconstante no tratamento de suas histórias.

Cotação: (3/5)

Ficha técnica: Para Roma com Amor (To Rome With Love, USA, 2012). Comédia. Direção: Woody Allen. Elenco: Roberto Begnini, Alec Baldwin Jesse Eisenberg, Ellen Page, Penélope Cruz, Flavio Parenti, Alessandro Tiberi, Alessandra Mastronardi e Woody Allen. Duração: 112 min.


[1] Como na história do arquiteto Alec Baldwin e sua versão jovem Jesse Einsenberg.
[2] Principalmente na relação entre a personagem de Penélope Cruz e do jovem interpretado por Alessandro Tiberi

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ícones #1 - Dom Corleone


Ícones #1 – Dom Corleone
Por Marlon Fonseca




            Na nossa nova seção Ícones destacaremos grandes nomes da história do cinema, séries e games. Personagens, atores, atrizes, diretores, marcantes serão o destaque. Começando em grande estilo trazemos dois ícones de uma vez só: o fascinante e marcante Dom Corleone interpretado pelo brilhante Marlon Brando.

            Mesmo que tenha participado muito pouco da trilogia O Poderoso Chefão, é inevitável que a figura do poderoso “padrinho” Dom Corleone seja a primeira a vir à mente do espectador. Não é para menos. As seqüências em que aparece dando ordens e decidindo a vida de seus “afilhados” estão entre as mais famosas da história do cinema.

            Originalmente concebido para a obra literária que inspirou o filme, Dom Vito Corleone em 7 de Dezembro de 1891 na Sicília, Itália e mudou-se para Nova York onde construiu um verdadeiro império ao seu redor. Após sua morte, fui substituído por seu filho Michael.



            Interpretado por um irretocável Marlon Brando (que venceu o Oscar de melhor ator, além de outros prêmios, em 1973 pelo papel), que também é uma figura icônica por ele mesmo. Ator talentosíssimo e polêmico, Brando construiu uma das carreiras mais proeminentes de Hollywood. Foi um dos maiores representantes do método de interpretação Stanislavsky no qual o ator busca uma identificação psicológica com o personagem. Robert De Niro interpretou o personagem quando jovem na sequência e também ganhou o oscar.

            Dois ícones em um só personagem e que vão marcar para sempre a história do cinema.


Aparições: Livros, filmes e games da trilogia O Poderoso Chefão

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Dicas da Semana #20 - 06/07/2012


Dicas da Semana # #20 – 06/07/2012
Por Marlon Fonseca



            A nova visão cinematográfica do Homem-Aranha toma conta dos cinemas. Dicas de filme para dvd/blu-ray e netflix e de games estão no “Dicas” desta semana.



CINEMA:


O Espetacular Homem-Aranha: Homem-Aranha retorna ao cinema com uma nova versão. Recontando a sua história de origem através de uma nova visão, O Espetacular Homem-Aranha é o primeiro capítulo de uma trilogia.
            O “Falando de..” fez uma boa cobertura sobre o filme. Saiba o seu propósito e objetivo aqui: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/02/especial-02-o-que-podemos-esperar-de-o.html
            Após, leia a caprichada e detalhada análise do filme: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/07/cinema-opinioes-37-o-espetacular-homem.html
            Por fim, confiram a análise do game lançado na semana passada: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/06/games-amazing-spider-man-ps3xbox-360.html




DVD/Blu-ray:

(500) Dias com ela: Ainda no clima do filme do Homem-Aranha, aproveite e descubra este filme único que qualificou o seu diretor Marc Webb para comandar o reinício do personagem no cinema.









O último dançarino de Mao: Baseado no livro autobiográfico de Li Cunxin que, quando jovem, enfrentou a ditadura chinesa para permanecer nos EUA e continuar seu trabalho como bailarino.








Sete dias com Marilyn: Jovem assistente de direção, em seu primeiro trabalho, envolve-se com a estrela Marilyn Monroe na ocasião de suas estadia na Inglaterra para fazer um filme dirigido por Laurence Olivier. Destaque para as atuações irretocáveis de Michelle Williams como Marilyn e de Keneth Branagh como Laurence Olivier.






À toda Prova: Filme de ação com estilo dirigido por Steven Soderbergh. Como de costume na filmografia do diretor, o filme é repleto de astros como Antonio Banderas, Michael Douglas, Ewan Mccregor, Michael Fassbender e outros.










NETFLIX:


South Park: Os amalucados habitantes de South Park chegaram no sistema que disponibiliza inicialmente as suas primeiras três temporadas. Descubra de quantas formas alguém pode morrer graças ao nosso amigo Kenny. 





O Cemitério Maldito: Assustadora versão de um conto de Setephen King. Família se muda para uma casa de campo e descobre em suas redondezas um amaldiçoado cemitério indígena.








Ronin: Grande filme de ação com Robert de Niro e grande elenco. Ele lidera um esquadrão de mercenários que tem que recuperar uma mala cujo conteúdo é secreto. Destaque para seqüências de perseguição automobilísticas orquestradas com maestria por John Frankheimer.









GAMES:

The Walking Dead (PSN/Xbox Live/Steam): foi lançado na semana passada o segundo episódio do game baseado nos quadrinhos de The Walking Dead. Se ainda não conhece o game aproveite para jogar os dois primeiros episódios (serão cinco ao total).
            Conheça mais sobre o jogo em nossa análise publicada ontem: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/07/games-opinioes-19-walking-dead-eps-1-e.html


quinta-feira, 5 de julho de 2012

...GAMES. Opiniões #19 - The Walking Dead (Eps. 1 e 2)


...GAMES
Opiniões #19 - The Walking Dead -episodes 1 e 2 ( Distribuição digital -PSN/ Xbox Live/Steam)
Por Marlon Fonseca





            Diz um ditado popular que a terceira tentativa é a que vale. E isso pode ser aplicado no caso em questão. Depois de ter conseguido resultados bastante irregulares com seus jogos baseados nos filmes De volta Para o Futuro e Jurassick Park, a Telltale Games acerta em cheio com o game baseado em The Walking Dead.

            Baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman e não no seriado de sucesso, o game conta a história de Lee, um homem atormentado pelo seu passado e que quando se encaminhava para delegacia se depara com a nova realidade no mundo: uma invasão zumbi. No caminho encontra com a jovem Clementine a qual desenvolve imediatamente uma afeição paternal e outros sobreviventes. Juntos lutarão por suas vidas nessa nova situação, além de lidar ao todo tempo com decisões vitais. A história é paralela à dos quadrinhos e com novos personagens, mas alguns conhecidos dos fãs aparecem pontualmente.

            Assim como nas tentativas anteriores, trata-se de um game de adventure, estilo point n´click (apontar e clicar) onde o jogador deve interagir com pessoas e partes do cenário para prosseguir no jogo. A todo o tempo decisões importantes deverão ser tomadas e o caminho que você decidir escolher será vital para sua sobrevivência e dos demais personagens. Em uma apertada comparação lembra um pouco o sucesso de alguns anos atrás Heavy Rain e da já clássica franquia Sam e Max.

            Engana-se que ao ler o parágrafo anterior achar que se trata de um jogo chato. Muito pelo contrário. A trama é muito bem elaborada e momentos de tensão e sustos não irão faltar.

            Mas o mais importante do jogo mesmo é a forma como a história é contada e no cuidado ao estabelecer as relações com os personagens. Não será incomum se afeiçoar com alguns e adorar odiar outros. O modo com que o jogador se conectar com cada um deles com certeza influenciará nas decisões que surgirão. E a história do jogo vai se moldando e adaptando às suas escolhas.

Logicamente esse sistema não permite tanta liberdade de escolhas. Assim, o número de decisões e ações que aparecem durante o jogo são limitadas a determinadas opções, mas são variadas ao longo do game. Fica o aviso que, para aproveitar o game por completo há a necessidade de um bom conhecimento de inglês.

Os bons gráficos estão em estilo mais cartunesco, dando uma sensação de estar se jogando uma história em quadrinhos ou uma animação interativa. A movimentação dos personagens é irregular. Em alguns momentos estão rígidas e em outras mais suaves.

A trilha sonora é boa e compõe bem o clima é a dublagem dos personagens é excelente, essencial para a proposta do jogo.

O jogo está sendo distribuído digitalmente e por sistema de episódios mensais. Serão cinco ao total e até o momento dois deles já foram lançados: Episode 1:A new day e Espisode 2 :Starved For Help. Ao fim de cada episódio há um trailer de previsão para o próximo e uma tela de estatísticas mostrando suas escolhas e a porcentagem geral dela com relação a quem já jogou.

The Walking Dead tem qualidade de sobra. Possui uma excelente historia, personagens bem delineados e momentos de tensão. O poder de decisão que o game oferece ao jogador é interessante e o melhor: com ele você saberá de fato se está preparado para uma invasão zumbi...ou não.

Cotação: (5/5 - 9/10)

Ficha técnica: The Walking Dead -episodes 1 e 2 (Distribuição digital -PSN/ Xbox Live/Steam). Adbeture. Produtora e distribuidora: Telltale Games. Data de Lançamento: Espide 1: Junho de 2012. Espide 2: Julho de 2012. Os demais provavelmente de Agosto a Outubro de 2012.  Versão testada: Playstation 3.



            

quarta-feira, 4 de julho de 2012

...CINEMA. Opiniões #37 - O Espetacular Homem-Aranha


...CINEMA
Opiniões #37 – O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca




           
Depois de um hiato de cinco anos, o carismático e popular Homem-Aranha retorna aos cinemas cercado de mistérios e muita desconfiança por grande parcela do público e fãs. Afinal de contas, este O Espetacular Homem-Aranha tem como proposta reiniciar a franquia e dar nova direção ao personagem nos cinemas.

            Sua história retoma novamente a origem do herói com o órfão adolescente Peter Parker que mora com seus tios Ben e May Parker. Tímido e sem saber ao certo o que ocorreu com seus pais, tem que lidar com os problemas da adolescência. Tudo se complica ainda mais quando ele adquire poderes proporcionais de uma aranha, se envolve com sua colega de escola Gewn Stacy e seu mentor o Dr. Curt Connors se transforma no terrível lagarto. Ciente de que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, Peter se torna o Homem-Aranha para combater o crime. E a verdade sobre seus pais começa a se desvendar.

            O fato mais criticado pelos fãs e espectadores é de o filme recontar novamente a origem do herói. Mas se o objetivo era mesmo dar uma nova direção e renovação ao personagem isso tinha que ser feito. Até por que ela é ligada ao tal mistério envolvendo o sumiço dos pais de Peter.

            Esta versão é uma mistura de inspirações em momentos dos quadrinhos clássicos, do universo ultimate[1]e de novas idéias e liberdades criativas, que, diga-se de passagem, são muitas. Nesse sentido, fica a boa notícia que o importante foi mantido: a essência do personagem.

            Seguindo a cartilha de grandes histórias de origem de super-heróis no cinema como no Superman de Richard Donner e no Batman Begins de Christopher Nolan, por exemplo, a primeira metade do filme dedica-se à apresentação dos personagens, motivações e relacionamentos.

            Neste quesito deve-se destacar que é na origem do herói onde as maiores liberdades criativas são tomadas. Os conhecedores de longa data do personagem irão provavelmente estranhar um pouco este começo, mas no momento em que o personagem aparece trajando o uniforme pela primeira vez tudo faz sentido de forma quase que instantânea.

            O filme vai crescendo aos poucos, começando em um ritmo lento e intimista até o início de sua metade onde ele cresce em ação e ritmo. Há uma mistura equilibrada de drama, comédia e ação como acontece desde sempre nos quadrinhos e “vida” do Homem-Aranha.

            No quesito drama, apesar de extremamente louvável a tentativa de enfoque do filme nesse aspecto, é onde residem algumas irregularidades. Enquanto o casal central é bem explorado, cortesia do diretor Marc Webb[2] que fez um brilhante trabalho em (500) das com ela, não se pode dizer o mesmo da relação entre Peter e Connors e principalmente com a tia May que poderiam ter tido uma atenção um pouco maior no primeiro ato do filme. Mesmo assim, cada personagem é importante, e aqui se adiciona também o Capitão Stacy, na formação do herói que surge. O sacrifício físico e emocional que passa também não foi esquecido.

Além do desaparecimento dos pais de Peter, o conceito de cruzamento de espécies e o fato de a Oscorp[3] estar envolvida neste experimento também é outro aspecto que permeará não só o filme como a franquia daqui para frente.[4]

            Com relação à comédia, nunca abobalhada é bom frisar, o importante e o mais gratificante é ver o aspecto piadista de Parker aflorando ao colocar a máscara e enfrentar o perigo[5]. As seqüências em que descobre seus poderes em uma verdadeira “comédia de erros” foram bem sacadas.

            Já a ação do filme é competente e a atitude louvável de se utilizar mais dublês do que CG´s foi extremamente importante para, ao lado dos quesitos acima elencados, APRSENTAR UM HOMEM-ARANHA EXTREMAMENTE CRÍVEL E PALPÁVEL.

            A utilização do 3D (nativo[6]), conforme o trailer já entregava, é inebriante nas seqüências de deslocamento do personagem e as em primeira pessoa chegam a ser nauseantes.

            Ainda há espaço para o lado aracnídeo do herói, em seus trejeitos e poses e principalmente numa seqüência muito bem sacada nos esgotos.[7] O uniforme, que nas fotos de divulgação parecia ser um problema, se revela muito bonito e funcional.

            Quanto à trilha sonora, a parte orquestrada por James Horner é contida e incidental e agrada. O que não pode se dizer da trilha pop que toca em alguns momentos do filme.[8]

            Mas este universo palpável que aqui se inicia não seria possível ante a um bom elenco. Andrew Garfield encara o peso de interpretar este cheio de nuances Peter Parker. Se alguém ainda duvidava de seu talento dramático, provavelmente por que não assistiu seu desempenho aos excelentes Não me Abandone Jamais e A Rede Social, vai sair do cinema surpreso com sua interpretação arrebatadora. Emma Stone, cada vez mais em ascensão, compõe com autenticidade sua Gwen Stacy[9] e a química com Garfield, essencial para todo o filme, é irretocável[10].

            Rhys Ifans como o Dr. Curt Connors e posterior oponente Lagarto, faz o que pode com seu personagem e o roteiro até tenta imprimir algo no sentido Dr. Jekyll e Mr Hyde, porém seu “plano maligno” é, convenhamos, surpreendentemente bobo.
           
No elenco de apoio, o sumido Denis Leary[11] entrega um ótimo Capitão Stacy, ainda que com pouco de tempo em tela. Os consagrados Martin Sheen e Sally Field adicionam credibilidade como os Tios Bem e May de Peter. O relacionamento de Parker com eles não é muito bem aprofundado, mas os personagens, conforme anteriormente falado, cumprem com seus papéis de formadores de caráter.

O Espetacular Homem-Aranha, portanto, consegue com extrema competência, apresentar esta nova versão do herói para os cinemas. Não é perfeito, possui suas falhas, mas reúne de forma bastante agradável drama, comédia e ação resultando em um filme acima da média.[12] A essência do personagem, sua falibilidade, sua humanidade se mantém intacta e o melhor e mais marcante:  o Homem-Aranha nunca foi tão real.

Cotação:  (5/5 - 9/10)

Ficha técnica: O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, USA, 2012). Ação. Drama. Direção: Marc Webb. Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Martin Sheen, Sally field e Denis Leary. Duração: 136 min.


Observação importante: A não menção á trilogia dirigida por Sam Raimi é proposital, pois o objetivo é analisar aqui O Espetacular Homem-Aranha como filme e adaptação do personagem e não comparar as versões.



[1] Uma adaptação dos personagens Marvel para o século 21.
[2] Web em inglês é teia. Predestinado hein?
[3] As menções á Norman Osborn são até maiores do que se pensava
[4] O game baseado no filme também segue este aspecto
[5] E se o fato de ele se “soltar” sempre que veste o uniforme é atestado desde a sua criação, no filme ele confessa abertamente em uma cena com um garoto em perigo.
[6] Não sabe a diferença entre 3D nativo e convertido? O “Falando de” explilica aqui: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/02/tecnologia-2-o-3d-e-suas-possibilidades.html
[7] Não tem como lembrar da fase de Todd Mcfarlane á frente do herói
[8] Principalmente nas partes “adolescentes” de Peter.
[9] Ainda que também tenha sofrido liberdades criativas como a sua função no Oscorp.
[10] Não é surpresa, portanto, que o casal tenha engatado um romance também fora das telas, ainda que ambos estejam agindo com notável discrição quanto ao assunto.
[11] Sues últimos trabalhos no cinema foram as dublagens do personagem diego na, agora quadrilogia, Era do Gelo.
[12] Os aplauso efusivos do público ao final da sessão depões favoravelmente á esta aformação.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cenas de Cinema #13- As teias do Homem-Aranha de Sam Raimi


Cenas de Cinema #13 – As teias do Homem-Aranha de Sam Raimi
Por Marlon Fonseca




            Estamos em via de presenciar o reinício da história do Homem-Aranha nos cinemas. Como todos sabem, O Espetacular Homem-Aranha dirigido por Marc Webb vem para estabelecer uma nova origem e direção ao personagem.

            Trata-se de uma tarefa difícil tendo em vista a marca muito mais positiva do que negativa deixada pela trilogia de Sam Raimi. Estes três filmes marcaram toda uma geração de fãs do herói e ainda ajudaram a cativar muitos outros. Estarão, portanto, sempre guardados no coração dos fãs e poderão ser sempre assistidos ou recordados. Vamos fazer isso um pouquinho agora com uma cena ou seqüência marcante de cada um?

Depois de décadas de imbróglios jurídicos e especulações, em 2002 Homem- Aranha fora finalmente lançado e apresentou-se como uma excelente adaptação da origem do herói. Cercado de ação, romance, comédia e drama, o filme ainda que tomando algumas liberdades criativas,foi bastante competente em manter a origem e essência do personagem. E qual cena senão a final traduz tudo isso em perfeição? Peter Parker, após o confronto derradeiro com seu arquiinimigo Duende-Verde e figura paterna Norman Osborn percebe que de fato “com grandes poderes surgem grandes responsabilidades” e de que sua vida será marcada de tragédias e sacrifícios.

Já em Homem-Aranha 2, em 2004, toda a equipe conseguiu ir além no filme que é considerado uma das maiores adaptações de quadrinhos de todos os tempos. E como não lembrar da sensacional luta contra o Dr.Octopus em cima de um vagão de um trem?

Por fim, em 2007, surgiu Homem-Aranha 3 sendo o episódio mais fraco e problemático da franquia. A imposição do produtor Avi Arad em colocar o vilão Venom (no qual Raimi declaradamente nunca gostou) acabou por prejudicar bastante o projeto. Excesso de vilões (três no total), implementação equivocada de importantes personagens secundários e o também equivocado uso do lado negro de Peter Parker (emo?) foram os principais aspectos negativos. Mesmo assim, o filme tem momentos memoráveis e não é que a transformação de Eddie Brock em Venom não se apresenta como um deles?

Assim, entre muitos altos e poucos baixos Sam Raimi e sua equipe trouxeram o querido personagem à vida, filmes estes que nunca serão esquecidos pelos milhões de fãs. Mas agora é hora de conhecermos esta nova direção ao personagem que está surgindo e nos emocionarmos mais uma vez com o “amigão da vizinhança”.


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E o "Amigão da vizinhança" é figura marcante e imporntante no "Falando de". O texto sobre o novo filme, uma espécie de previsão, é a postagem mais popular do blog (leia aqui) e a análise de seu novo jogo the Amzing Spider-Man, publicada na semana passada, já está em 8º (leia aqui).
E mais: hoje mesmo estaremos na estréia do novo filme e amanhã contaremos tudo para vocês em uma análise caprichada!

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Não conhece a nossa sessão "Cenas de Cinema"? Perdeu alguma publicação dela? Então acesse o link abaixo e veja e reveja todas as postagens anteriores:

http://blogdofalandode.blogspot.com.br/search/label/CENAS%20DE%20CINEMA



segunda-feira, 2 de julho de 2012

...CINEMA/DVD/BLU-RAY. Opiniões #36 - Como Água


...CINEMA
...DVD/BLU-RAY
Opiniões #36 – Anderson Silva:como Água (Like water, USA,  2011).
Por Marlon Fonseca



            Assim como Ayrton Senna, mais um esportista brasileiro ganha um documentário realizado por diretor e produtor estrangeiros. Lançado no Brasil nos cinemas no final ano passado, exatamente no auge da popularidade do UFC e do lutador, o filme foi ignorado pela maioria do público e sofreu uma péssima distribuição. Agora com a próxima luta contra o Sonnen, que ocorrerá no próximo sábado dia 07 de Julho, e com o lançamento nas locadoras e lojas do país, provavelmente será muito mais assistido.

Co-escrito pelo amigo e também lutador pátrio Lyoto Machida, Como Água[1] tem enfoque na história de vida e carreira do lutador bem como na sua preparação para o primeiro confronto com o falastrão Chael Sonnen.

Além disso, o documentário consegue mostrar seu lado família e a relação afetuosa com amigos e seu pupilo, além do fato de que nem tudo é um “mar de rosas” em sua carreira. O relacionamento difícil com o chefão do UFC Dana White, a intolerância com boa parte da imprensa norte-americana e a má receptividade por parte de alguns fãs fazem parte do seu dia-a-dia em paralelo ao seu duríssimo treinamento.

Durante os 75 min de projeção, mesmo que de forma superficial, o documentário consegue mostrar todas estas facetas acima. Dá para perceber, também, o quanto o lutador já está cansado do “circo” da UFC[2].  E o interessante é que, mesmo sendo um documentário biográfico, não há a aparência de um “enfeitamento” de sua vida.

Sendo assim, Como Água é um deleite para os fãs do esporte e de artes marciais e para o público em geral que deseja conhecer mais o meio. Serve não somente para conhecer a pessoa e a rotina do Lutador Anderson Silva como também os bastidores do UFC e uma das lutas mais comentadas de todos os tempos.


O Blu-ray:
           
            A versão de Como Água em Blu-ray é bastante irregular. Mesmo munida de um potente som em DTS HD 7.1 e DD 5.1, esta potência é prejudicada ante uma mixagem de som problemática. Por muitas vezes não consegue se ouvir (em Português, diga-se de passagem) o que as pessoas estão falando. A imagem não chega a ser excelente mas é boa. Estranhamente, não veio com nenhum extra.


            Cotações:

            Filme: 

            Blu-Ray: 

            Ficha técnica: Anderson Silva:como Água (Like water, USA,  2011). Documentário. Direção: Pablo Croce. Elenco: Anderson Silva, Lyoto Machida, Ed Soares, Steven Segal, Chael Sonnen. Duração: 75 min.


[1] O nome é inspirado em uma memorável frase de Bruce Lee que inicia o longa
[2] O filme foi rodado em 2010.

sábado, 30 de junho de 2012

...GAMES. Opiniões #18 - Lego Batman 2: DC Super Herores


...GAMES
Opiniões # 18 – Lego Batman 2: DC Super Heroes (PS3/PS VITA/XBOX 360/WII//DS/3DS/PC)
Por Marlon Fonseca




            Os jogos da franquia Lego ainda gozam de muita credibilidade e vendagem[1]. Em uma mistura de estilo de plataforma e puzzles, o jogador deve interagir com os objetos dos cenários e montá-los ou remontá-los para poder avançar. O resultado é um tipo de jogo extremamente divertido e cativante para jogadores de todas as idades[2]. A sensação é de se estar verdadeiramente “brincando” com os bonecos, veículos e acessórios que preenchem a tela.

O fato de utilizarem personagens e consagrados, principalmente do cinema, aumentam ainda mais a diversão. É uma espécie de “visão Lego” sobre a obra adaptada. Trata-se de uma paródia destes filmes e personagens consagrados de forma bastante cômica.


Heróis...







...e vilões unidos.
 Neste Lego Batman 2: DC Super Heroes, temos o retorno do homem-morcego e do sei fiel escudeiro Robin em uma história inédita criada especificamente para o game. A dupla dinâmica desta vez contará, também, com o prestimoso auxílio de vários membros da Liga da Justiça como Superman, Lanterna Verde, Mulher Maravilha, Flash, dentre outros. Tudo isso para combater o amalucado Coringa que, aliado ao terrível Lex Luthor, elaboram (mais) um plano maligno para acabar de vez com os heróis.

A Estrutura, a mecânica e a jogabilidade são similares aos demais títulos da franquia. Pode ser jogado em co-op local, mas ainda não há a implementação de multiplayer online. Assim como no primeiro Lego Batman, os personagens têm à sua disposição uniformes e poderes com especialidades variadas que são fundamentais para a resolução dos puzzles. Salientando que os uniformes são diferentes da primeira edição.

E ainda há, mas espaços para algumas inovações. As fases agora estão separadas pelo mapa de Gothan[1] e devem ser alcançadas com o batmóvel ou outro veículo que estiver disponível ou desbloqueado (ou voando como o Superman e correndo como o Flash), emulando de forma bastante básica o estilo sandbox (ou mundo aberto). Além das tradicionais missões de plataforma e puzzles, há combates com veículos. Missões “secundárias” para enfrentamento e desbloqueio de vilões clássicos da DC vão aparecendo no mapa no decorrer do jogo. Há a inclusão, também, de salvamento no meio das fases, outra novidade na série.

O modo história é mais curto do que o padrão da série Lego. São 15 capítulos que podem ser completados por volta de umas 8 horas. Mas se engana que o game acaba por aí. Os ávidos por coleção terão que retornar aos capítulos no modo free play atrás de peças de ouro, peças de veículos, cidadãos em perigo para serem salvos, etc, precisando de novos personagens e novas estratégias o que aumenta a “vida útil” do game.

Ainda no campo das inovações, os personagens agora falam, substituindo os murmúrios que permeavam a franquia desde o seu início. E os diálogos são extremamente divertidos e a dublagem dos personagens competentíssima. Seguindo pelo aspecto sonoro, há o retorno do clássico tema de Danny Elfman e suas outras trilhas criadas para a versão do personagem do Tim Burton, com o acréscimo do icônico tema do Superman de John Willians. O problema, e isso acontece em todos os jogos da franquia Lego, é que a sua utilização acaba sendo por demais repetitiva.

Os estilos dos gráficos seguem o padrão da série e a Gothan versão Lego é bonita e diversificada. Ainda há capricho nos efeitos de luz, sombra, água, fogo e partículas. As cutscenes continuam divertidas e bem boladas.

Mesmo a franquia Lego apresentando sinais de pouca inovação ela ainda diverte. Lego Batman 2: DC Super Heroes é um dos melhores (senão o melhor) e mais prazerosos jogos dela e com certeza divertirá os jogadores de todas as idades.


Cotação:

Ficha técnica: Lego Batman 2: DC Super Heroes (PS3/PS VITA/XBOX 360/WII/3DS/PC). Ação, plataforma, puzzle. Desenvolvedora: Traveller´s Tale. Produtora: Warner Bros. Intereractive Entertaimente. Data de lançamento: 19 de Junho de 2012. Versão testada: Playstation 3


sexta-feira, 29 de junho de 2012

...CINEMA. Opiniões #35 - E aí...comeu?

...CINEMA
Opiniões #35 - E aí comeu? (Brasil, 2012)
Por Marlon Fonseca


           

            Baseado na peça de Marcelo Rubens Paiva, E aí...comeu? foca nos encontros costumeiros de três amigos, com idade entre trinta e quarenta anos, na mesa de um bar onde contam os seus problemas com mulheres e na vida e "filosofam" sobre os aspectos do relacionamento.

           Enquanto um desconfia que sua mulher está lhe traindo (Marcos Palmeira) , outro está em fase de "luto" pelo término de um casamento e se vê às voltas com os assédios de uma vizinha de dezessete anos (Bruno Mazzeo) e terceiro amigo está em crise criativa com relação ao livro que escreve e só consegue se envolver com prostitutas e mulheres casadas (Emilio Orciollo Neto).

          Esqueça porém, este fiapo de história. O filme só funciona mesmo nas cenas e diálogos travados na mesa do bar. Ali, o espectador é apresentado à conversas grosseiras e/ou despudoradas que com certeza o farão rir e se identificar em algum momento. As "filosofadas" do personagem de Marcos Palmeira, então, são bastante inspiradas. 

         Essas partes, porém, ficam mais restritas à primeira metade do longa que a partir daí tenta desenvolver melhor o fiapo das tramas dos amigos e falha absurdamente, pois são completamente desinteressastes ainda que o elenco esteja afiadíssimo e os personagens, mesmo sem muita profundidade, sejam bastante carismáticos.

           Desta forma, o filme acaba saindo-se bastante irregular resultando em mais sucessão de esquetes e perdendo força durante a sua projeção.

           Conforme falado, anteriormente, o elenco está afiadíssimo destacando -se um Marcos Palmeira interpretando com gosto e claramente se divertindo com o personagem. Emilio Orciollo também está ótimo e Mazzeo repete todos os seus trejeitos. Como destaque do elenco de apoio, além da sempre ótima presença de Dira Paes (como a esposa do personagem de Palmeiras) há uma participação divertida de Murilio Benício.

          E aí...comeu? consegue divertir o espectador em vários momentos mas falha miseravelmente ao tentar desenvolver uma trama pouco interessante. Começa muito bem e traz diálogos bastante irreverentes, personagens carismáticos e um ótimo, mas vai perdendo fôlego à partir de sua metade resultando em um filme divertido, porém irregular.

         Cotação: 

         Ficha técnica: E aí...comeu? (Brasil, 2012). Comédia. Direção: Felipe Joffily. Elenco: Marcos Palmeira, Emílio Orciollo Neto, Bruno Mazzeo, Dira Paes, Juliana Schalch, Laura Neiva, Tainá Muller. Duração: 100 min.