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Opiniões # 16 – Lollipop chainsaw (PS3/ XBOX 360).
Por Marlon Fonseca
O
amalucado produtor Suda 51 (Killer 7, No
more Heroes, Shadows of the Damned) retorna com mais um jogo que não destoa
de seu estilo e universo repleto de referências pop/geek e obscenidades. Em Lollipop Chainsaw,
somos apresentados à Juliet, uma jovem líder de torcida, que justamente no dia
do seu aniversário de 18 anos, precisa lidar com uma invasão de zumbis e
demônios em sua cidade.
Oriunda
de uma família caçadora de zumbis, Juliet enfrenta as criaturas com a sua serra
– elétrica (??) e acompanhada da cabeça de seu namorado Nick (???). É nesse
clima non sense que o jogo acontece e
se desenvolve com diálogos, palavrões e obscenidades disparadas a todo o tempo.[1]
A
mecânica do jogo é no estilo Hack ´n
slash e linear. A personagem percorre os cenários dando cabo de todo e
qualquer zumbi que aparecer para, ao final de cada fase, enfrentar um dos
demônios como chefes de fase. Ainda no decorrer das fases, surgem mini-jogos e momentos
QTE para variar um pouco a ação.
Juliet
vai adquirindo medalhas de ouro e platina para aquisição nos pontos de venda
espalhados pelas fases de melhorias e novos golpes, além de novas roupas, artes
e músicas. Os pirulitos (lollipop´s em inglês) ajudam a restaurar a energia. Ao
longo do game irão surgir situações nas quais se deve salvar alguns de seus
colegas de classe.[2]
Os golpes e
combos saem surpreendentemente com muita facilidade resultado em um jogo com
uma jogabilidade simples e gostosa. Não há muita dificuldade em jogá-lo e as
lutas com os chefes de fase são inspiradas e interessantes. A câmera, porém,
pode atrapalhar em algumas ocasiões e a mira e tão deficitária como em Shadows of The Damned.
O que pode
incomodar no jogo talvez seja exatamente a simplicade do combate, pois apesar
de os golpes e combos saírem facilmente, não há muita variedade e profundidade
neste sentido.
Os gráficos
são em estilo cartunesco e o visual é extremamente colorido. Não é nenhuma
obra-prima neste sentido, mas são competentes. A trilha sonora é fantástica
contendo músicas de pop, rock e metal das mais variadas décadas. As referências
e o clima do jogo vão manter o jogo divertido ao longo das suas 6 a 7 horas para ser
finalizado.
Lollipop
Chainsaw, assim é uma opção de diversão rápida e curiosa. Não é um jogo
difícil nem tão pouco profundo em sua mecânica. A história é louca, os diálogos
são divertidos, a obscenidade é freqüente e a trilha sonora compõe bem o climão
do jogo.
Ficha
técnica: Lollipop chainsaw (PS3/ XBOB 360). Ação. Desenvolvedora: Grasshopper
Manufacture Produtora: Warner Bros. Intereactive Entertaiment. Data de Lançamento: 12 de Junho de 2012. Versão Testada: Playstation 3
Obs: -Como de praxe nos últimos jogos laçados pela
Warner Bros. Games há opções de legendas em Português brasileiro
-O nome do colégio de Juliet é uma clara referência ao mestre de cinema de terror George Romero
Cotação: (3/5)
[1] Para os
caçadores de troféus e conquistas: existe uma que para ser conseguida deve-se
olhar por debaixo da saia de Juliet. Mais inventiva conquista/troféu do ano?
[2] Para se
assistir ao “final bom” do jogo deve-se se salvar todos ao longo dos games.
Adaptações parte 2 –Histórias em Quadrinhos para as telas.
Por Marlon Fonseca
Hollywood demorou a achar o tom certo para as adaptações de histórias em Quadrinhos. Gênero hoje muito bem estabelecido e respeitado, que demorou a ter o seu devido tratamento e respeito.
Se antes era tratado como “subgênero de filmes de ação” com filmes feitos com baixo orçamento e de forma errada e desapaixonada hoje trata-se de um gênero próprio com grandes filmes feitos por excelentes cineastas e realizadores como Bryan Singer, Kenneth Brannagh e Cristopher Nolan.
Assim como nos livros, adaptar uma história em quadrinhos (na abreviatura Hq´s) ou Graphic Novel ou fazer um filme sobre um personagem desse tipo de mídia requer certos requisitos e atenções.
Tal como em qualquer tipo de adaptação, a essência é a “pedra fundamental”. No caso em tela considera-se para tal os aspectos psicológicos dos personagens (engana-se quem acha que isso não existe nos quadrinhos – tal assunto e ponto de vista será devidamente tratado em outra ocasião), motivações, sua origem. Aqui a liberdade é um pouco maior com relação aos livros, pois comum e logicamente, não se adapta uma história em específico (principalmente por que a grande maioria dos super-heróis tem histórias publicadas há mais de 50 anos). No caso de Graphics Novels por serem obras mais fechadas aplica-se mais o que fora falado no tocante aos livros.
X-men 2: um grande exemplo de adaptação até hoje. Manteve a subtrama de luta pelo preconceito e a es- -ssência dos personagens, sem perder sua própria identidade.
Saber dosar ação, humor e drama nesse tipo de gênero também resulta em bons frutos, claro, que, repito, dentro da sua essência: um filme bem-humorado demais do Batman foge á sua essência sombria (o infame Batman e Robin de Joel Schumacher está aí para comprovar), já o excessivamente “engraçadinho” O Quarteto Fantástico prejudicou o sucesso e a continuidade da franquia.
Um curioso requisito também deve ser observado: a questão do uniforme. Parece brincadeira, mas no que tange a um Super-herói o seu uniforme é um elemento tão identificador como a sua personalidade e motivação - se não acreditam procurem em qualquer fórum ou site de notícias da internet sobre cinema e vejam os comentários quando a primeira foto de um filme do personagem com seu uniforme surge. Algumas modificações no tocante a esse assunto, porém, foram muito bem sucedidas como o fato de Tim Burton ter enxergado o óbvio e ter transformado o uniforme do Batman em negro ou a troca realizada por Bryan Singer nos uniformes coloridos dos X-men por também uniformes negros para casar com o tom mais realista que empregou na franquia.
Muito certo...
...com alguns equívocos
Conhecido como o “primeiro dos super-heróis”, Superman também ostenta o título de primeira grande adaptação de um personagem em quadrinhos para as telas. Estrelado pelos saudosos e talentosos Cristopher Reeve, Marlon Brando e Gene Hackman, roteirizado por Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão) e dirigido com muita competência por Richard Donner “Superman – o filme” de 1973 é uma aventura romântica, bem humorada e fiel á essência do personagem.
Após o sucesso retumbante de público e crítica de Superman -o filme e sua espetacular continuação o gênero passou a apresentar resultados irregulares com erros como as demais continuações dos filme do homem de aço e filmes fraquíssimos de personagens não tão populares e acertos como os filmes do Conan (que catapultaram Scwarzenegger ao estrelato) e os dois Batman de Tim Burton.
Com fracasso de público e crítica de Batman e Robin em 1997, que serviu, apenas, para se mostrar como não se faz um filme, o gênero sofreu um “baque” e correu o risco de ficar relegado.
Nem o bom elenco do filme conseguiu salvar esse desastre com história ridícula (!), perda da essência do personagem com um filme excessivamente colorido e bobo(!!?), piadas infames e uniformes descaracterizados e...com mamilos (!!!!????).)
Porém em 2000, estreava X-men- o Filme mostrando que um filme do Gênero pode ser maduro, divertido e rentável. Dirigido por Bryan Singer de forma inteligente o filme acerta ao preservar o tema central dos personagens: a busca por aceitação e o aspecto do preconceito entre raças. Curto, “redondinho” fez e sucesso e ganhou outras continuações sendo a segunda parte um dos melhores filmes de todos os tempos no Gênero.
A partir daí as salas dos
cinemas, ano a ano foram tomadas por todo e qualquer tipo de super-herói gerando
filmes em sua grande maioria de ótima qualidade e tornando-se sucessos de
público e crítica.
A Trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi foi um retumbante sucesso ainda que criticas surgiram em sua terceira parte. O herói retorna este ano para um recomeço
Com
esse reconhecimento o gênero foi aumentando e os cineastas mais talentosos passaram
a ousar cada vez mais o inovando e aperfeiçoando-o gênero. Batman – O Cavaleiros das Trevas é tido dentre outras coisas como
uma das grandes obras primas do cinema. Ao realizar o melhor filme do Batman (e do gênero) de todos os tempos,
Cristopher Nolan o fez como um grande drama policial.
Batman e Coringa em "O Cavaleiro das Trevas)
Graphics
Novels, geralmente obras ainda mais maduras, também tiveram seu espaço e a
maior delas e considerada com extrema justiça uma das maiores obras literárias
de todos os tempos teve sua correta e fiel adptação: Watchmen de Alan Moore. Mesmo com o seu final modificado sem perder
o conteúdo (o que se mostrou uma atitude acertada) o filme é maduro, violento,sexy
e complexo.
Outro
triunfo foi o misto de prequel e reboot X-Men: primeira classe. Tomando
várias liberdades criativas ao material adaptado e até mesmo aos filmes
anteriores, a trama que mostra a origem dos personagens e o início da relação
conturbada entre o Professor Xavier e Magneto é mais um competente drama do que
um filme de ação.
Um
grande passo também foi dado pela Marvel
(que diante do sucesso dos seus personagens nas telas fundou seu próprio
estúdio para tratar de seus personagens que ainda não estavam sob contrato com
outros estúdios). A empresa trouxe ás telas a forma coesa e interligada que seu
“Universo” nos Quadrinhos é tratada pavimentando e, todos os seus filmes Homem de Ferro, O Incrivel Hulk, Homem de
Ferro 2, Thor e Capitão América o caminho para uma das maiores empreitadas
nos gênero: o filme da equipe composta por esses personagens OS Vingadores que irá estrear daqui há
poucos meses.[1]
Porém
com sua popularidade e grande quantidade de produções do gênero erros também
ocorreram: Lanterna Verde é exemplo
mais recente. O personagem e seu universo tinham tudo para gerar um ótimo filme
ficou no meio do caminho com um espetáculo visual, porém superficial no
conteúdo e com roteiro bastante deficitário. Seu fracasso, contudo, mostrou que o público também soube amadurecer
e tornou-se mais exigente.
Lanterna Verde decepcionou
Felizmente,
hoje vivemos momento de grandes filmes do gênero com mais acertos que erros e
que ainda consegue inovar, amadurecer e, por que não, até ousar.
[1] Nota:
este texto foi escrito no inicio do ano antes da Estréia de Os Vingadores que
hoje já é um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos.
Opiniões #33 – Madagascar 3 –Os Procurados (Madagascar3:
Europe´s Most Wanted, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca
Esta terceira
incursão das aventuras dos personagens da franquia Madagascar sai do ambiente
africano e transporta seus carismáticos e amalucados personagens para a Europa
numa acertada tentativa de trazer um frescor à trama.
Nela,
Alex, Marty, Gloria e Melman vão atrás dos famigerados pingüins em Monte Carlo e, após
uma terrível confusão, acabam parando em um circo que pode os levar de volta
para Nova Iorque.
O
filme começa extremamente acelerado e divertido ainda que, para isso, ignore
todo e qualquer laço afetivo criado no segundo filme e qualquer sentido
razoável em suas decisões.[1]
Mas a seqüência inicial em
Monte Carlo é impagável de tão divertida e non sense.
Após
este início, o ritmo cai bastante enquanto no “desenvolvimento” de sua
aborrecida trama principal, só vindo a ganhar força novamente no final com um
espetáculo circense psicodélico ao som de Katy Perrry e o seu posterior clímax.
Outro
ponto positivo da animação é a sua vilã (cuja voz original é dublada por Frances
McDormand) que, de tão inverossímil, acaba por ser a mais divertida e odiada de
toda a série.
Tecnicamente
o filme é impecável. A animação está ainda mais bonita do que nos filmes
anteriores e os efeitos em 3D, muito bem empregados, encantam crianças e
adultos.
Por
falar em adultos, estes são os mais sabotados no longa, pois as piadas e
referências direcionadas a eles são poucas e quando aparecem são sem graça.[2]
Madagascar 3 portanto se ancora em
momentos divertidos em seu início e clímax, seu esmero técnico e nos seus
personagens reconhecidamente carismáticos. A trama, ainda que em uma acertada
tentativa de mudança na série, não se desenvolve de forma satisfatória e poderá
aborrecer tanto crianças como adultos em sua metade.
Cotação: (3/5)
Ficha
Técnica: – Madagascar 3 –Os Procurados
(Madagascar3: Europe´s Most Wanted, USA, 2012). Animação. Vozes Originais: Bem Stiller, Chris
Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Jessica
Chanstain, Francis McDormand. Duração: 93 min.
[1] Eles decidem partir em busca dos pingüins em Monte Carlo e em
momento algum aparentam sentir remorso por deixar famílias e amigos recém
conquistados no segundo filme em um furo de lógica imperdoável.
[2] A
referência ao Cirque Du Soleil pelo
fato de eles não usarem animais e o posterior discurso favorável à presença dos
animais nos circos causa estranheza
Opiniões # 15 – Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do
Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle).
Por Marlon Fonseca
Lançado
desde o final do ano passado no Japão e chegando aqui no Brasil cercado de
grande ansiedade pelos milhares de fãs fiéis, Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é o primeiro game
dos heróis nesta geração.
Legendado
em português (a versão nacional) e exclusivo para o Playstation 3, ele é focado
na saga do Santuário onde os Cavaleiros de Bronze devem passar pelas casas dos
Cavaleiros de Ouro e enfrenta-los para poder defender a reencarnação da deusa
Athena.
A
mecânica do jogo é similar aos jogos da franquia Dynasty Warriors e do recente Bleach
Soul Ressurrection. É assim, um beat´em
up onde o jogador atravessa um mapa repleto de personagens e chegar a um sub boss ou a um boss final. A jogabilidade é bastante simples e um tutorial no
começo do jogo já elucida qualquer questão sobre este aspecto.
A
campanha é dividida por capítulos que, logicamente, se dividem por cada uma das
casas a serem passadas. Seguindo o anime
de perto, o jogador controlará o Cavaleiro de Bronze que está atravessando
aquela casa. Cada cavaleiro possui golpes e especiais próprios e quando uma
“barra de cosmos” estiver cheia pode-se se usar um super golpe com uma animação
bacana tal qual no desenho.
Á
medida que vão passando das fases os personagens vão adquirindo pontos, que
podem ser alocados para a evolução de seus poderes, força energia, etc.
As
batalhas contra os Cavaleiros de Ouro, os bosses
finais de cada capítulo são irregulares, umas interessantes outras chatas,
que, apesar de serem fiéis às habilidades e poderes de cada um, na prática
pouco importa para a batalha em si.
Os
cenários são fiéis ao anime, mas
muito repetitivos e pouco inspirados. As animações em CG´s que aparecem durante
a campanha por outro lado estão caprichadas e reproduzem momentos clássicos da
série. Já os sons e evocação dos golpes estão fiéis.
Mas
o forte mesmo do game é sua ambientação. Desde a abertura com a música clássica
à estrutura dos capítulos que lembram os episódios da série (recapitulação do
capítulo anterior, preview do próximo capítulo, etc) e as animações relembrando
os momentos importantes da saga acertarão em cheio o coração dos fãs.
Falha,
o game, portanto, em fazer jus a esta ambientação toda e ter tido um capricho
maior na variação da jogabilidade e na batalha ante os Cavaleiros de Ouro.
Após
o término da campanha, há ainda fases desbloqueadas a serem jogadas por
coadjuvantes da série como Aiolos, Marin, etc. Há também um modo mission mode onde o jogador poderá
utilizar qualquer personagem desbloqueado (inclusive Cavaleiros de Ouro) para
jogar durante algumas das fases.
Assim,
Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é um game feito para os fãs
relembrarem e se divertirem com a primeira saga do Anime. Como game não é algo
classe A, pois falta diversificação na jogabilidade e capricho em alguns
aspectos. Mas como passatempo descompromissado e um tributo aos fãs, ele se sai bem.
Cotação: (3/5)
Ficha Técnica: Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle). Ação. Produtora: Nanco Bandai.
E ai comeu? : Marcos Palmeira, Bruno Mazzeo e Emilio Orciolo Neto
são três amigos que trocam confidências com seus problemas de relacionamento.
DVD/BLU-RAY:
As aventuras de Tintin: Animação deslumbrante dirigida por
Spielberg e produzida por Peter Jackson que adapta as aventuras do intrépido
repórter oriundo dos quadrinhos. A edição de colecionador que já está à venda vem
com uma réplica do cachorro Milu (foto).
John Carter: Ficção científica e aventura que mostra o aventureiro
John Carter em meio à uma batalha pelo poder em Marte. Uma produção
deslumbrante que pode perder um pouco o impacto na “telinha”, mas que merece
ser conferida.
À Beira do abismo: Ao contrário de John Carter, este filme policial
e de suspense vai ganhar força no mercado de home vídeo. Sam Worthington é um policial condenado que jura inocência.
Depois de conseguir fugir ele se coloca como um suicida á beira de um prédio e
pede ajuda de uma policial em crise interpretada por Elizabeth Banks. É um
filme razoável, com algumas situações absurdas, mas diverte.
NETFLIX:
Closer – perto demais: Fascinante trabalho dos quatro protagonistas
e um filme que não é de amor, é de relacionamento. Se ainda não assistiu chegou
a hora de fazê-lo.
O Pagamento final: Al pacino interpreta Carlito Brigante, bandido
que ao sair da prisão tenta levar uma vida pacata e honesta, mas seu passado
não irá deixar. Filmaço com Pacino em sua melhor forma.
Simplesmente complicado: Divertida comédia que vai à contramão das
comédias românticas ao enfocar pessoas mais maduras. Contando com um elenco de
ponta como Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin e situações engraçadas
este filme agrada bastante.
O Artista: O sistema começa a crescer no Brasil e surpreende com o
lançamento simultâneo às locadoras do último vencedor do Oscar. Confiram este
belo trabalho!
GAMES:
Lollipop Chainsaw (PS3/XBOX 360): Uma líder de torcida munida com uma serra
elétrica (???) tem que enfrentar uma horda de zumbis que assola a sua cidade.
Mais um jogo insano do produtor igualmente louco Suda 51.
O
“Falando de...” vai conferir esta maluquice e em breve contará para vocês.
O universo de
ação, táticas e espionagem do escritor Tom Clancy[1]
continua movimentando o mundo dos games. A equipe tática de operações especiais
secretas Ghost Recon retorna em mais
uma empreitada. Neste Future Soldier,
o jogador terá a disposição o que há de mais moderno em armamento e acessórios,
além de outros que provavelmente aparecerão em um futuro próximo (daí o
título).
A história do
jogo mostra o esquadrão Ghost Recon enfrentando um ditador russo e a sua
tentativa de tomada do poder em seu país.
Durante as 10
horas de campanha, o jogador, sozinho ou em cooperação com até mais três
pessoas, invadirá territórios inimigos para resgatar pessoas importantes e/ou atrás
de informações. Depois de concluída a missão, o esquadrão ainda deverá
dirigir-se ao ponto de remoção dando uma total visão de como é uma operação
deste tipo realmente.
A história não
é lá grandes coisas e as missões acabam por ser pouco variadas: infiltração em
algum lugar, busca por alguma pessoa, remoção, etc. Mas a ação do jogo e os
momentos cinematográficos (algo que se tornou comum neste tipo de game) vão
manter os jogadores firmes e interessados até o final. Também há objetivos extras durante as missões como matar tantos inimigos com determinada arma, não atingir civis, etc.
A Jogabilidade
não é mistério algum para quem já passou por esse tipo de game ou mesmo para
quem está iniciando agora. As missões variam entre momentos obrigatoriamente stealth e outros onde ocorrem tiroteios
agressivos. A transição entre as coberturas é extremamente dinâmica o que
facilita a movimentação entre os pontos dos cenários.
Alternância entre tiroteios cadenciados e ação cinematográfica
A inteligência
artificial dos seus companheiros é bastante competente, o que é essencial para
este tipo de jogo. Seus aliados movimentam-se e atacam seus inimigos de forma
independente, inclusive indicando onde os inimigos estão no mapa e quais
armamentos estão utilizando. Os inimigos seguem este mesmo parâmetro, pois se
mexem o tempo todo no cenário, se organizam entre eles, etc.
Esse aspecto é
importantíssimo para o game, pois, em
razão dele, a ação fica sempre variada e cada tiroteio vai exigir uma
estratégia e movimentação diferentes. Nos momentos stealth você poderá marcar até quatro inimigos para que sejam
abatidos simultaneamente, o chamado “tiro sincronizado”. Nos momentos de mais
ação esta marcação servirá para destacar os inimigos mais ofensivos,
tornando-os o foco dos ataques de seus aliados.
Para enfrentar
as missões, o esquadrão conta com as mais variadas armas e acessórios. Óculos
de visão noturna, mira com raio-x, granadas com sensores de movimentos, roupas
camufladas que o tornam “invisível” ao inimigo e o mais bacana de todos:
drones. Com eles, você poderá sobrevoar a área para marcar os inimigos ou
percorrer o solo com este mesmo objetivo ou para outras ações requeridas
durante o jogo. As armas podem ser escolhidas antes de cada missão e
customizadas livremente através do gunsmith.
Tela do gunsmith
Os Gráficos
estão muito bonitos e detalhados beirando em vários momentos o foto realismo. Os
Cenários seguem este parâmetro, sendo bastante variados e amplos. Efeitos de
explosão, fogo e água também estão muito bonitos. Curiosamente as cutscenes que aparecem entre as missões
estão um nível abaixo, parecendo mais cartunescas, ao passo que os gráficos in game estão bastante realistas.
O Som também
está muito bem realizado. Os efeitos de explosão e tiros estão excelentes
chegando muito perto da excelência de Battlefield
3 neste aspecto. Os diálogos entre aliados e inimigos durante o combate
ajudam na imersão do jogo.
Mesmo com
essas qualidades técnicas, o jogo não está livre de incômodos bugs, principalmente nos momentos em que
se tem que agrupar com os aliados.[2]
Além do modo
campanha o jogo possui um modo chamado Guerrilha.
Nele, até quatro jogadores enfrentam ondas de inimigos pelos cenários. Modo que
vem se tornando comum neste tipo de jogo.
Logicamente,
o jogo vem com multiplayer
competitivo, mas em razão da saturação do mercado para este tipo de modalidade,
não há muita novidade. Jogar a campanha em co-op, aí sim, é bem mais divertido.
Com
uma campanha competente, ainda que falhe na sua história, e repleto de momentos
cinematográficos e ação estratégica Ghost
Recon Future Soldier é um jogo que agrada bastante e está um degrau acima
no gênero. Os mutiplayer não inovam, mas divertem, mas jogar a campanha é co-op
é extremamente divertido.
Cotação: (4/5)
Ficha Técnica:
Ghost Recon: Future Soldier (PS3/XBOX 360). Guerra. Ação. Produtora: Ubisoft.
Data de lançamento: 22 de Maio de 2012 nos EUA e na primeira semana de Junho no
Brasil. Versão Testada: PS3 (Signature Edition)
- Para os
entusiastas em localização, a Ubisoft mais uma vez disponibilizou o jogo com
legendas e menus em português.
-Estão
disponíveis tanto no Brasil como no exterior as edições comuns e a signature edition que vem com mais
alguns conteúdos extras.
- A versão do PS3 exige uma instalação de 6,5 GB.
[1] É dele a
série literária que conta as aventuras do agente Jack Ryan que também já foi
transportada para os cinemas. Nos games as séries Splinter Cell, Raibow Six,
H.A.W.X e Endwar também estão sob sua “batuta”.
[2] Para
evita-los, tente ser o último a chegar nos pontos de agrupamento.
A
saga das Crônicas de Gelo e Fogo é um
estrondoso sucesso literário e já dominou a televisão mundial com a série Game of Thrones. Agora chegou a vez de
aportar aos games na forma de um RPG.
Co-escrito
pelo próprio George R.R Martin, escritor dos livros, o game se passa em eventos
anteriores e paralelos à história dos livros e da série. Nele o jogador
controlará dois personagens: Mors Westford, um veterano membro da guarda da
noite e Alester Sarwyck um lorde de volta às suas terras após quinze anos de auto-exílio.
O
forte do jogo sem dúvida alguma é sua história. Ambos os personagens possuem background emocional interessante que,
ao avançar do jogo, vai se revelando cada vez mais. É a história de ambos, a
mistura entre elas e os acontecimentos da saga que vai manter o jogador interessado
até o seu final.
História
esta que é afetada pelas escolhas morais feitas no seu decorrer. Outro aspecto
interessante do jogo, algo normal nos RPG´s modernos.
Nas
mais de 20 horas de jogo, a jogabilidade consiste em percorrer os cenários
pouco inspirados e pequenos atrás das quest´s principais e secundárias, falar
com personagens que venham pelo caminho e volta e meia entrar em combate. Alguns
personagens clássicos aparecerão (alguns até usando a imagem e a voz de seus
atores do seriado) ou serão citados.
Os protagonistas Mors...
...Alester...
...e outros personagens já conhecidos do público
Algumas
sidequests influenciam diretamente na
história principal então é bom ficar atento a elas.
O
combate é pouco inspirado e bastante sem graça. Pode-se se tornar a ação lenta
com o R1 para que o jogador possa determinar o tipo de ataque ou defesa de seu
personagem. Nos combates mais complicados, principalmente ao final do jogo isto
será de extrema importância. Quando
jogando com Mors, ainda há a possibilidade de usar o seu fiel cachorro para
farejar pessoas e itens importantes como atacar seis inimigos (servindo como
uma espécie de ataque stealth). Esse
aspecto só é interessante na primeira vez que se usa, ficando chato e
repetitivo no decorrer do jogo.
Apertando R1 durante o combate a ação fica lenta e aparece a lista de golpes especiais
No
quesito evolução de personagens ela se dá de forma lenta, pois em média sobe-se
de nível em média uma vez por capítulo. A cada nível aumentado, distribui-se
pontos em suas habilidades e aumenta a sua “árvore” de poderes de ataque,
defesa, etc. O jogo ainda possui com uma variação de respeito de armas e
armaduras.
Mas
o aspecto negativo do jogo fica mesmo na sua parte técnica. Os gráficos são
simples, sem muita inspiração e as animações dos personagens “duras” e sem
graça. Os cenários extremamente repetitivos e pouco variados. A trilha sonora
se beneficia da utilização da deslumbrante música tema do seriado na abertura,
mas a trilha in game é, na esmagadora
maioria das vezes, sem graça. Nesse aspecto, há inclusive um defeito grave que
consiste na falha de sons e diálogos ocasionais. Loadings demorados também contribuem para este aspecto negativo.
Simples
e repetitivo em sua execução, mas com uma história poderosa, Game of Thrones não faz jus à série e
livros por completo nem tem competência para bater de frente com os RPG´s de
ponta do mercado. Mas se você começar a jogá-lo, vai querer superar todos esses
defeitos e chegar aos surpreendente e satisfatório final.
Cotação: (3/5)
Ficha Técnica: Game of Thrones
(PS3/XBOX 360/ PC). RPG Desenvolvedora: Cyanide. Produtora: Atlus. Lançamento:
15 de Maio de 2012. Versão testada: PS3.
Versão testada:
Além
da versão com apenas o game, fora vendido nos EUA uma versão pelo mesmo preço
que contém um belíssimo artbook do jogo. Esta foi a versão que nós testamos.
Agradecimentos à Razorgames Brasil que nos trouxe esta versão prontamente.
Opiniões # 32 – Prometheus (Prometheus, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca
Prometheus marca o retorno de Ridley
Scott ao universo de Alien que ele mesmo estabeleceu há mais de 30 anos.
Cercado de expectativas e mistérios quanto ao seu desenvolvimento é chegada a
hora de conferir o seu resultado e de que forma contribui para a franquia.
Na
trama, um grupo de cientistas e exploradores a bordo da nave Prometheus busca,
em um sistema solar distante, pistas sobre as origens da vida. Mas, além disso,
podem encontrar algo muito perigoso.
Agindo ao
mesmo tempo de forma independente e como um prelúdio para toda a franquia
Alien, a história é interessante e possui muito mais ligação com o universo dos
seres xenomórficos do que se suponha.
O
primeiro aspecto do filme que se destaca é a sua escala grandiosa. Cenários,
figurinos, efeitos especiais de altíssima qualidade e que compõem com extrema
competência o clima do filme. Na direção de arte, inclusive, é visível a
inspiração ao trabalho do designer H.R Giger do Alien original. O fato de contar com o talento e a experiência de Scott
na direção aumenta ainda mais o seu pedigree.
O
ritmo do filme é bastante cadenciado, lento, lembrando, neste sentido, os
filmes da década de 70 e 80 e contrapondo-se aos tempos atuais de produções
frenéticas e aceleradas. Tal fato serve ao propósito na formação da atmosfera e
ambientação da história e para que as revelações surjam aos poucos tanto para
os exploradores como para os espectadores. Aos poucos este ritmo vai crescendo
até a chegada do clímax.
Esse
aspecto pode aborrecer parcela do público já desacostumada com esse tipo de ritmo,
mas o filme falha mesmo é no desenvolvimento e relacionamento dos personagens.
Enquanto a produção deslumbra e o ritmo mantém a ambientação e a curiosidade do
espectador, os personagens são muito pouco interessantes. Incomoda, também, o
fato de algumas situações que aparentemente teriam importância para a trama
serem afastadas sem motivo ou solução aparente e/ou convincente.
E
isso não deixa de ser um pecado perante a qualidade do elenco que faz uma
mescla entre atores mais tarimbados e experientes com talentos em ascensão. Curiosamente,
o personagem mais bem desenvolvido é o andróide David de Michael Fassbender,
seu conflito entre querer ser humano e ao mesmo tempo desprezar a sua raça
criadora é tratado de forma sutil, mas contundente, dando ecos, inclusive, de
outra obra prima de Scott, Blade Runner.
Guy Pearce (irreconhecível para
muitos) e Charlize Theron fazem o que podem com seus personagens ainda que
padecendo de seu fraco desenvolvimento do roteiro. Noomi Rapace segura bem a
responsabilidade de encarar a sua primeira protagonista de um filme de
Hollyoowd[1] e sua religiosidade contrapondo a sua formação científica também é tratada de forma sutil. Idris Elba e Logan-Marshall Green também fazem o que podem com seus personagens.
Ainda
que possua esta falha no desenvolvimento dos personagens, o resultado é um
filme bastante competente. Uma produção que mesmo cercado de um aspecto visual
fortíssimo, não se escora nela e a utiliza para acertar em sua ambientação.
O uso do 3D
surpreende positivamente e, apesar de não ser obrigatório para viver a
experiência do filme, ele a amplia em vários momentos soando uma conversão mais
competente do que se esperava.
No quesito
ligação com a franquia Alien, tal qual o desenvolvimento do filme, ela vai aparecendo
aos poucos durante a expedição e ficando mais evidente mais para o final do
filme.
Mas o filme,
apesar de responder algumas perguntas que estavam soltas desde o primeiro filme,
não se engessa no que já fora criado nesse universo e o amplia trazendo novos
elementos e personagens importantes como os “engenheiros”[2],
além de criar novas perguntas e mistérios.
Assim, Prometheus resulta não somente em um
filme que compõe bem a mitologia da série Alien
como também em uma ficção científica com vida própria e inegável classe, algo
que não se via há algum tempo no gênero.
Cotação: (4/5)
Ficha
técnica: Prometheus (Prometheus, USA, 2012). Ficção Científica. Direção: Ridley
Scott. Elenco: Noomi Rapace,
Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce, Idris Elba e Logan-MarshallGreen.
Duração: 124 min.
[1] Para
quem ainda não sabe, ela foi a Lisbeth Salader da trilogia Millenium sueca e participou de Sherlock
Holmes 2- O jogo das sombras.
[2] Ridley
Scott sempre ao falar deste filme relatava que não só iria explicar quem era o
“Space Jockey” (figura emblemática do primeiro filme ainda que tenha aparecido
em apenas uma brevem mas marcante, cena) como desenvolve-lo e de fato o fez.