quarta-feira, 20 de junho de 2012

CINEMA... Adaptações (parte 2) - Histórias em Quadrinhos para as telas


...CINEMA
Adaptações parte 2 –Histórias em Quadrinhos para as telas.
Por Marlon Fonseca


            
         Hollywood demorou a achar o tom certo para as adaptações de histórias em Quadrinhos. Gênero hoje muito bem estabelecido e respeitado, que demorou a ter o seu devido tratamento e respeito.

            Se antes era tratado como “subgênero de filmes de ação” com filmes feitos com baixo orçamento e de forma errada e desapaixonada hoje trata-se de um gênero próprio com grandes filmes feitos por excelentes cineastas e realizadores como Bryan Singer, Kenneth Brannagh e Cristopher Nolan.

            Assim como nos livros, adaptar uma história em quadrinhos (na abreviatura Hq´s) ou Graphic Novel ou fazer um filme sobre um personagem desse tipo de mídia requer certos requisitos e atenções.

             Tal como em qualquer tipo de adaptação, a essência é a “pedra fundamental”. No caso em tela considera-se para tal os aspectos psicológicos dos personagens (engana-se quem acha que isso não existe nos quadrinhos – tal assunto e ponto de vista será devidamente tratado em outra ocasião), motivações, sua origem. Aqui a liberdade é um pouco maior com relação aos livros, pois comum e logicamente, não se adapta uma história em específico (principalmente por que a grande maioria dos super-heróis tem histórias publicadas há mais de 50 anos). No caso de Graphics Novels por serem obras mais fechadas aplica-se mais o que fora falado no tocante aos livros.

X-men 2: um grande exemplo de adaptação até hoje.
Manteve a subtrama de luta pelo preconceito e a es-
-ssência dos personagens, sem perder sua própria
identidade.

            Saber dosar ação, humor e drama nesse tipo de gênero também resulta em bons frutos, claro, que, repito, dentro da sua essência: um filme bem-humorado demais do Batman foge á sua essência sombria (o infame Batman e Robin de Joel Schumacher está aí para comprovar), já o excessivamente “engraçadinho” O Quarteto Fantástico prejudicou o sucesso e a continuidade da franquia.

            Um curioso requisito também deve ser observado: a questão do uniforme. Parece brincadeira, mas no que tange a um Super-herói o seu uniforme é um elemento tão identificador como a sua personalidade e motivação - se não acreditam procurem em qualquer fórum ou site de notícias da internet sobre cinema e vejam os comentários quando a primeira foto de um filme do personagem com seu uniforme surge. Algumas modificações no tocante a esse assunto, porém, foram muito bem sucedidas como o fato de Tim Burton ter enxergado o óbvio e ter transformado o uniforme do Batman em negro ou a troca realizada por Bryan Singer nos uniformes coloridos dos X-men por também uniformes negros para casar com o tom mais realista que empregou na franquia.

Muito certo...

            




...com alguns equívocos






      

















            Conhecido como o “primeiro dos super-heróis”, Superman também ostenta o título de primeira grande adaptação de um personagem em quadrinhos para as telas. Estrelado pelos saudosos e talentosos Cristopher Reeve, Marlon Brando e Gene Hackman, roteirizado por Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão) e dirigido com muita competência por Richard Donner “Superman – o filme” de 1973 é uma aventura romântica, bem humorada e fiel á essência do personagem.



            Após o sucesso retumbante de público e crítica de Superman -o filme e sua espetacular continuação o gênero passou a apresentar resultados irregulares com erros como as demais continuações dos filme do homem de aço e filmes fraquíssimos de personagens não tão populares e acertos como os filmes do Conan (que catapultaram Scwarzenegger ao estrelato) e os dois Batman de Tim Burton.

            Com fracasso de público e crítica de Batman e Robin em 1997, que serviu, apenas, para se mostrar como não se faz um filme, o gênero sofreu um “baque” e correu o risco de ficar relegado.
           
Nem o bom elenco do filme conseguiu salvar esse desastre com história ridícula (!), perda da essência do personagem com um filme excessivamente colorido e bobo(!!?), piadas infames e uniformes descaracterizados e...com mamilos (!!!!????).)

            Porém em 2000, estreava X-men- o Filme mostrando que um filme do Gênero pode ser maduro, divertido e rentável. Dirigido por Bryan Singer de forma inteligente o filme acerta ao preservar o tema central dos personagens: a busca por aceitação e o aspecto do preconceito entre raças. Curto, “redondinho” fez e sucesso e ganhou outras continuações sendo a segunda parte um dos melhores filmes de todos os tempos no Gênero.

          A partir daí as salas dos cinemas, ano a ano foram tomadas por todo e qualquer tipo de super-herói gerando filmes em sua grande maioria de ótima qualidade e tornando-se sucessos de público e crítica.

A Trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi
foi um retumbante sucesso ainda que criticas
surgiram em sua terceira parte. O herói retorna
este ano para um recomeço

            Com esse reconhecimento o gênero foi aumentando e os cineastas mais talentosos passaram a ousar cada vez mais o inovando e aperfeiçoando-o gênero. Batman – O Cavaleiros das Trevas é tido dentre outras coisas como uma das grandes obras primas do cinema. Ao realizar o melhor filme do Batman (e do gênero) de todos os tempos, Cristopher Nolan o fez como um grande drama policial.

Batman e Coringa em "O Cavaleiro das Trevas)


            Graphics Novels, geralmente obras ainda mais maduras, também tiveram seu espaço e a maior delas e considerada com extrema justiça uma das maiores obras literárias de todos os tempos teve sua correta e fiel adptação: Watchmen de Alan Moore. Mesmo com o seu final modificado sem perder o conteúdo (o que se mostrou uma atitude acertada) o filme é maduro, violento,sexy e complexo.



            Outro triunfo foi o misto de prequel e reboot X-Men: primeira classe. Tomando várias liberdades criativas ao material adaptado e até mesmo aos filmes anteriores, a trama que mostra a origem dos personagens e o início da relação conturbada entre o Professor Xavier e Magneto é mais um competente drama do que um filme de ação.

            Um grande passo também foi dado pela Marvel (que diante do sucesso dos seus personagens nas telas fundou seu próprio estúdio para tratar de seus personagens que ainda não estavam sob contrato com outros estúdios). A empresa trouxe ás telas a forma coesa e interligada que seu “Universo” nos Quadrinhos é tratada pavimentando e, todos os seus filmes Homem de Ferro, O Incrivel Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América o caminho para uma das maiores empreitadas nos gênero: o filme da equipe composta por esses personagens OS Vingadores que irá estrear daqui há poucos meses.[1]



            Porém com sua popularidade e grande quantidade de produções do gênero erros também ocorreram: Lanterna Verde é exemplo mais recente. O personagem e seu universo tinham tudo para gerar um ótimo filme ficou no meio do caminho com um espetáculo visual, porém superficial no conteúdo e com roteiro bastante deficitário. Seu fracasso, contudo, mostrou que o público também soube amadurecer e tornou-se mais exigente.

Lanterna Verde decepcionou


            Felizmente, hoje vivemos momento de grandes filmes do gênero com mais acertos que erros e que ainda consegue inovar, amadurecer e, por que não, até ousar.
           

           


[1] Nota: este texto foi escrito no inicio do ano antes da Estréia de Os Vingadores que hoje já é um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos.

domingo, 17 de junho de 2012

...CINEMA. Opiniões #33 - Madagascar 3


...CINEMA
Opiniões #33 – Madagascar 3 –Os Procurados (Madagascar3: Europe´s Most Wanted, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca



           
Esta terceira incursão das aventuras dos personagens da franquia Madagascar sai do ambiente africano e transporta seus carismáticos e amalucados personagens para a Europa numa acertada tentativa de trazer um frescor à trama.

            Nela, Alex, Marty, Gloria e Melman vão atrás dos famigerados pingüins em Monte Carlo e, após uma terrível confusão, acabam parando em um circo que pode os levar de volta para Nova Iorque.

            O filme começa extremamente acelerado e divertido ainda que, para isso, ignore todo e qualquer laço afetivo criado no segundo filme e qualquer sentido razoável em suas decisões.[1] Mas a seqüência inicial em Monte Carlo é impagável de tão divertida e non sense.

        Após este início, o ritmo cai bastante enquanto no “desenvolvimento” de sua aborrecida trama principal, só vindo a ganhar força novamente no final com um espetáculo circense psicodélico ao som de Katy Perrry e o seu posterior clímax.

            Outro ponto positivo da animação é a sua vilã (cuja voz original é dublada por Frances McDormand) que, de tão inverossímil, acaba por ser a mais divertida e odiada de toda a série.

            Tecnicamente o filme é impecável. A animação está ainda mais bonita do que nos filmes anteriores e os efeitos em 3D, muito bem empregados, encantam crianças e adultos.

            Por falar em adultos, estes são os mais sabotados no longa, pois as piadas e referências direcionadas a eles são poucas e quando aparecem são sem graça.[2]   

            Madagascar 3 portanto se ancora em momentos divertidos em seu início e clímax, seu esmero técnico e nos seus personagens reconhecidamente carismáticos. A trama, ainda que em uma acertada tentativa de mudança na série, não se desenvolve de forma satisfatória e poderá aborrecer tanto crianças como adultos em sua metade.
           

            Cotação:  (3/5)

            Ficha Técnica: – Madagascar 3 –Os Procurados (Madagascar3: Europe´s Most Wanted, USA, 2012). Animação. Vozes Originais: Bem Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Jessica Chanstain, Francis McDormand. Duração: 93 min.



[1]  Eles decidem partir em busca dos pingüins em Monte Carlo e em momento algum aparentam sentir remorso por deixar famílias e amigos recém conquistados no segundo filme em um furo de lógica imperdoável.
[2] A referência ao Cirque Du Soleil pelo fato de eles não usarem animais e o posterior discurso favorável à presença dos animais nos circos causa estranheza

sábado, 16 de junho de 2012

...GAMES. Opiniões #15 - Cavaleiros do Zodíaco - A Batalha do Santuário


...GAMES
Opiniões # 15 – Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle).
Por Marlon Fonseca




            Lançado desde o final do ano passado no Japão e chegando aqui no Brasil cercado de grande ansiedade pelos milhares de fãs fiéis, Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é o primeiro game dos heróis nesta geração.

            Legendado em português (a versão nacional) e exclusivo para o Playstation 3, ele é focado na saga do Santuário onde os Cavaleiros de Bronze devem passar pelas casas dos Cavaleiros de Ouro e enfrenta-los para poder defender a reencarnação da deusa Athena.

            A mecânica do jogo é similar aos jogos da franquia Dynasty Warriors e do recente Bleach Soul Ressurrection. É assim, um beat´em up onde o jogador atravessa um mapa repleto de personagens e chegar a um sub boss ou a um boss final. A jogabilidade é bastante simples e um tutorial no começo do jogo já elucida qualquer questão sobre este aspecto.




            A campanha é dividida por capítulos que, logicamente, se dividem por cada uma das casas a serem passadas. Seguindo o anime de perto, o jogador controlará o Cavaleiro de Bronze que está atravessando aquela casa. Cada cavaleiro possui golpes e especiais próprios e quando uma “barra de cosmos” estiver cheia pode-se se usar um super golpe com uma animação bacana tal qual no desenho.

            Á medida que vão passando das fases os personagens vão adquirindo pontos, que podem ser alocados para a evolução de seus poderes, força energia, etc.

            As batalhas contra os Cavaleiros de Ouro, os bosses finais de cada capítulo são irregulares, umas interessantes outras chatas, que, apesar de serem fiéis às habilidades e poderes de cada um, na prática pouco importa para a batalha em si.

           
          Os cenários são fiéis ao anime, mas muito repetitivos e pouco inspirados. As animações em CG´s que aparecem durante a campanha por outro lado estão caprichadas e reproduzem momentos clássicos da série. Já os sons e evocação dos golpes estão fiéis.

            Mas o forte mesmo do game é sua ambientação. Desde a abertura com a música clássica à estrutura dos capítulos que lembram os episódios da série (recapitulação do capítulo anterior, preview do próximo capítulo, etc) e as animações relembrando os momentos importantes da saga acertarão em cheio o coração dos fãs.

               Falha, o game, portanto, em fazer jus a esta ambientação toda e ter tido um capricho maior na variação da jogabilidade e na batalha ante os Cavaleiros de Ouro.

            Após o término da campanha, há ainda fases desbloqueadas a serem jogadas por coadjuvantes da série como Aiolos, Marin, etc. Há também um modo mission mode onde o jogador poderá utilizar qualquer personagem desbloqueado (inclusive Cavaleiros de Ouro) para jogar durante algumas das fases.
           
            Assim, Cavaleiros do Zodíaco – A Batalha do Santuário é um game feito para os fãs relembrarem e se divertirem com a primeira saga do Anime. Como game não é algo classe A, pois falta diversificação na jogabilidade e capricho em alguns aspectos. Mas como passatempo descompromissado e  um tributo aos fãs, ele se sai bem.


              Cotação:  (3/5)

           Ficha Técnica: Cavaleiros do Zodíaco – A batalha do Santuário (Saint Seiya – Sanctuary Battle). Ação. Produtora: Nanco Bandai. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dicas da Semana #17- 15/06/2012


Diccas da Semana #17 – 15/06/2012
Por Marlon Fonseca




            Confiram agora mais um “dicas” caprichado. Tem ficção científica, vencedor do Oscar e líder de torcida matando zumbis!




CINEMA:

Prometheus: Lançado na semana passada em pré-estreia, agora o filme chega em grande circuito. Muita gente já viu e está comentando.
   O “Falando de...’ já assistiu o filme e conta para vocês: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/06/cinema-opinioes-32-prometheus.html



E ai comeu? : Marcos Palmeira, Bruno Mazzeo e Emilio Orciolo Neto são três amigos que trocam confidências com seus problemas de relacionamento.












DVD/BLU-RAY:

As aventuras de Tintin: Animação deslumbrante dirigida por Spielberg e produzida por Peter Jackson que adapta as aventuras do intrépido repórter oriundo dos quadrinhos. A edição de colecionador que já está à venda vem com uma réplica do cachorro Milu (foto).
            O “Falando de...” na ocasião de seu lançamento no cinema o conferiu e opinou em : http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/01/opinioes-2-as-aventuras-de-tintim.html




John Carter: Ficção científica e aventura que mostra o aventureiro John Carter em meio à uma batalha pelo poder em Marte. Uma produção deslumbrante que pode perder um pouco o impacto na “telinha”, mas que merece ser conferida.





À Beira do abismo: Ao contrário de John Carter, este filme policial e de suspense vai ganhar força no mercado de home vídeo. Sam Worthington é um policial condenado que jura inocência. Depois de conseguir fugir ele se coloca como um suicida á beira de um prédio e pede ajuda de uma policial em crise interpretada por Elizabeth Banks. É um filme razoável, com algumas situações absurdas, mas diverte.







NETFLIX:


Closer – perto demais: Fascinante trabalho dos quatro protagonistas e um filme que não é de amor, é de relacionamento. Se ainda não assistiu chegou a hora de fazê-lo.









O Pagamento final: Al pacino interpreta Carlito Brigante, bandido que ao sair da prisão tenta levar uma vida pacata e honesta, mas seu passado não irá deixar. Filmaço com Pacino em sua melhor forma.








Simplesmente complicado: Divertida comédia que vai à contramão das comédias românticas ao enfocar pessoas mais maduras. Contando com um elenco de ponta como Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin e situações engraçadas este filme agrada bastante.








O Artista: O sistema começa a crescer no Brasil e surpreende com o lançamento simultâneo às locadoras do último vencedor do Oscar. Confiram este belo trabalho!












GAMES:

Lollipop Chainsaw (PS3/XBOX 360): Uma líder de torcida munida com uma serra elétrica (???) tem que enfrentar uma horda de zumbis que assola a sua cidade. Mais um jogo insano do produtor igualmente louco Suda 51.
            O “Falando de...” vai conferir esta maluquice e em breve contará para vocês.






quinta-feira, 14 de junho de 2012

...GAMES. Opiniões #14 - Ghost Recon: Future Soldier


...GAMES
Opiniões #14 – Ghost Recon: Future Soldier (PS3/XBOX 360)
Por Marlon Fonseca



           
O universo de ação, táticas e espionagem do escritor Tom Clancy[1] continua movimentando o mundo dos games. A equipe tática de operações especiais secretas Ghost Recon retorna em mais uma empreitada. Neste Future Soldier, o jogador terá a disposição o que há de mais moderno em armamento e acessórios, além de outros que provavelmente aparecerão em um futuro próximo (daí o título).

A história do jogo mostra o esquadrão Ghost Recon enfrentando um ditador russo e a sua tentativa de tomada do poder em seu país.





Durante as 10 horas de campanha, o jogador, sozinho ou em cooperação com até mais três pessoas, invadirá territórios inimigos para resgatar pessoas importantes e/ou atrás de informações. Depois de concluída a missão, o esquadrão ainda deverá dirigir-se ao ponto de remoção dando uma total visão de como é uma operação deste tipo realmente.

A história não é lá grandes coisas e as missões acabam por ser pouco variadas: infiltração em algum lugar, busca por alguma pessoa, remoção, etc. Mas a ação do jogo e os momentos cinematográficos (algo que se tornou comum neste tipo de game) vão manter os jogadores firmes e interessados até o final. Também há objetivos extras durante as missões como matar tantos inimigos com determinada arma, não atingir civis, etc.

A Jogabilidade não é mistério algum para quem já passou por esse tipo de game ou mesmo para quem está iniciando agora. As missões variam entre momentos obrigatoriamente stealth e outros onde ocorrem tiroteios agressivos. A transição entre as coberturas é extremamente dinâmica o que facilita a movimentação entre os pontos dos cenários.

Alternância entre tiroteios cadenciados e ação cinematográfica

A inteligência artificial dos seus companheiros é bastante competente, o que é essencial para este tipo de jogo. Seus aliados movimentam-se e atacam seus inimigos de forma independente, inclusive indicando onde os inimigos estão no mapa e quais armamentos estão utilizando. Os inimigos seguem este mesmo parâmetro, pois se mexem o tempo todo no cenário, se organizam entre eles, etc.

Esse aspecto é importantíssimo para o game, pois, em razão dele, a ação fica sempre variada e cada tiroteio vai exigir uma estratégia e movimentação diferentes. Nos momentos stealth você poderá marcar até quatro inimigos para que sejam abatidos simultaneamente, o chamado “tiro sincronizado”. Nos momentos de mais ação esta marcação servirá para destacar os inimigos mais ofensivos, tornando-os o foco dos ataques de seus aliados.

Para enfrentar as missões, o esquadrão conta com as mais variadas armas e acessórios. Óculos de visão noturna, mira com raio-x, granadas com sensores de movimentos, roupas camufladas que o tornam “invisível” ao inimigo e o mais bacana de todos: drones. Com eles, você poderá sobrevoar a área para marcar os inimigos ou percorrer o solo com este mesmo objetivo ou para outras ações requeridas durante o jogo. As armas podem ser escolhidas antes de cada missão e customizadas livremente através do gunsmith.

Tela do gunsmith
Os Gráficos estão muito bonitos e detalhados beirando em vários momentos o foto realismo. Os Cenários seguem este parâmetro, sendo bastante variados e amplos. Efeitos de explosão, fogo e água também estão muito bonitos. Curiosamente as cutscenes que aparecem entre as missões estão um nível abaixo, parecendo mais cartunescas, ao passo que os gráficos in game estão bastante realistas.

O Som também está muito bem realizado. Os efeitos de explosão e tiros estão excelentes chegando muito perto da excelência de Battlefield 3 neste aspecto. Os diálogos entre aliados e inimigos durante o combate ajudam na imersão do jogo.

Mesmo com essas qualidades técnicas, o jogo não está livre de incômodos bugs, principalmente nos momentos em que se tem que agrupar com os aliados.[2]

Além do modo campanha o jogo possui um modo chamado Guerrilha. Nele, até quatro jogadores enfrentam ondas de inimigos pelos cenários. Modo que vem se tornando comum neste tipo de jogo.

            Logicamente, o jogo vem com multiplayer competitivo, mas em razão da saturação do mercado para este tipo de modalidade, não há muita novidade. Jogar a campanha em co-op, aí sim, é bem mais divertido.

            Com uma campanha competente, ainda que falhe na sua história, e repleto de momentos cinematográficos e ação estratégica Ghost Recon Future Soldier é um jogo que agrada bastante e está um degrau acima no gênero. Os mutiplayer não inovam, mas divertem, mas jogar a campanha é co-op é extremamente divertido.

Cotação:  (4/5)

Ficha Técnica: Ghost Recon: Future Soldier (PS3/XBOX 360). Guerra. Ação. Produtora: Ubisoft. Data de lançamento: 22 de Maio de 2012 nos EUA e na primeira semana de Junho no Brasil. Versão Testada: PS3 (Signature Edition)

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Obs:
Capa da Signature Edition
- Para os entusiastas em localização, a Ubisoft mais uma vez disponibilizou o jogo com legendas e menus em português.

-Estão disponíveis tanto no Brasil como no exterior as edições comuns e a signature edition que vem com mais alguns conteúdos extras.

- A versão do PS3 exige uma instalação de 6,5 GB.


[1] É dele a série literária que conta as aventuras do agente Jack Ryan que também já foi transportada para os cinemas. Nos games as séries Splinter Cell, Raibow Six, H.A.W.X e Endwar também estão sob sua “batuta”.
[2] Para evita-los, tente ser o último a chegar nos pontos de agrupamento.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

...GAMES. Opiniões #13- Game of Thrones


...GAMES
Opiniões #13 – Game of Thrones (PS3/XBOX 360/ PC)
Por Marlon Fonseca




            A saga das Crônicas de Gelo e Fogo é um estrondoso sucesso literário e já dominou a televisão mundial com a série Game of Thrones. Agora chegou a vez de aportar aos games na forma de um RPG.

            Co-escrito pelo próprio George R.R Martin, escritor dos livros, o game se passa em eventos anteriores e paralelos à história dos livros e da série. Nele o jogador controlará dois personagens: Mors Westford, um veterano membro da guarda da noite e Alester Sarwyck um lorde de volta às suas terras após quinze anos de auto-exílio.







            O forte do jogo sem dúvida alguma é sua história. Ambos os personagens possuem background emocional interessante que, ao avançar do jogo, vai se revelando cada vez mais. É a história de ambos, a mistura entre elas e os acontecimentos da saga que vai manter o jogador interessado até o seu final.

            História esta que é afetada pelas escolhas morais feitas no seu decorrer. Outro aspecto interessante do jogo, algo normal nos RPG´s modernos.

            Nas mais de 20 horas de jogo, a jogabilidade consiste em percorrer os cenários pouco inspirados e pequenos atrás das quest´s principais e secundárias, falar com personagens que venham pelo caminho e volta e meia entrar em combate. Alguns personagens clássicos aparecerão (alguns até usando a imagem e a voz de seus atores do seriado) ou serão citados.


Os protagonistas Mors...





            

...Alester...












...e outros personagens já conhecidos do público


             Algumas sidequests influenciam diretamente na história principal então é bom ficar atento a elas.

            O combate é pouco inspirado e bastante sem graça. Pode-se se tornar a ação lenta com o R1 para que o jogador possa determinar o tipo de ataque ou defesa de seu personagem. Nos combates mais complicados, principalmente ao final do jogo isto será de extrema importância.  Quando jogando com Mors, ainda há a possibilidade de usar o seu fiel cachorro para farejar pessoas e itens importantes como atacar seis inimigos (servindo como uma espécie de ataque stealth). Esse aspecto só é interessante na primeira vez que se usa, ficando chato e repetitivo no decorrer do jogo.

Apertando R1 durante o combate a ação fica lenta
e aparece a lista de golpes especiais

            No quesito evolução de personagens ela se dá de forma lenta, pois em média sobe-se de nível em média uma vez por capítulo. A cada nível aumentado, distribui-se pontos em suas habilidades e aumenta a sua “árvore” de poderes de ataque, defesa, etc. O jogo ainda possui com uma variação de respeito de armas e armaduras.

            Mas o aspecto negativo do jogo fica mesmo na sua parte técnica. Os gráficos são simples, sem muita inspiração e as animações dos personagens “duras” e sem graça. Os cenários extremamente repetitivos e pouco variados. A trilha sonora se beneficia da utilização da deslumbrante música tema do seriado na abertura, mas a trilha in game é, na esmagadora maioria das vezes, sem graça. Nesse aspecto, há inclusive um defeito grave que consiste na falha de sons e diálogos ocasionais. Loadings demorados também contribuem para este aspecto negativo.

            Simples e repetitivo em sua execução, mas com uma história poderosa, Game of Thrones não faz jus à série e livros por completo nem tem competência para bater de frente com os RPG´s de ponta do mercado. Mas se você começar a jogá-lo, vai querer superar todos esses defeitos e chegar aos surpreendente e satisfatório final.        


Cotação:  (3/5)


Ficha Técnica: Game of Thrones (PS3/XBOX 360/ PC). RPG Desenvolvedora: Cyanide. Produtora: Atlus. Lançamento: 15 de Maio de 2012. Versão testada: PS3.



Versão testada:

            Além da versão com apenas o game, fora vendido nos EUA uma versão pelo mesmo preço que contém um belíssimo artbook do jogo. Esta foi a versão que nós testamos.
            Agradecimentos à Razorgames Brasil que nos trouxe esta versão prontamente.

sábado, 9 de junho de 2012

...CINEMA. Opiniões #32 - Prometheus


...CINEMA
Opiniões # 32 – Prometheus (Prometheus, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca




          Prometheus marca o retorno de Ridley Scott ao universo de Alien que ele mesmo estabeleceu há mais de 30 anos. Cercado de expectativas e mistérios quanto ao seu desenvolvimento é chegada a hora de conferir o seu resultado e de que forma contribui para a franquia.

     Na trama, um grupo de cientistas e exploradores a bordo da nave Prometheus busca, em um sistema solar distante, pistas sobre as origens da vida. Mas, além disso, podem encontrar algo muito perigoso.

Agindo ao mesmo tempo de forma independente e como um prelúdio para toda a franquia Alien, a história é interessante e possui muito mais ligação com o universo dos seres xenomórficos do que se suponha.

            O primeiro aspecto do filme que se destaca é a sua escala grandiosa. Cenários, figurinos, efeitos especiais de altíssima qualidade e que compõem com extrema competência o clima do filme. Na direção de arte, inclusive, é visível a inspiração ao trabalho do designer H.R Giger do Alien original. O fato de contar com o talento e a experiência de Scott na direção aumenta ainda mais o seu pedigree.

            O ritmo do filme é bastante cadenciado, lento, lembrando, neste sentido, os filmes da década de 70 e 80 e contrapondo-se aos tempos atuais de produções frenéticas e aceleradas. Tal fato serve ao propósito na formação da atmosfera e ambientação da história e para que as revelações surjam aos poucos tanto para os exploradores como para os espectadores. Aos poucos este ritmo vai crescendo até a chegada do clímax.

            Esse aspecto pode aborrecer parcela do público já desacostumada com esse tipo de ritmo, mas o filme falha mesmo é no desenvolvimento e relacionamento dos personagens. Enquanto a produção deslumbra e o ritmo mantém a ambientação e a curiosidade do espectador, os personagens são muito pouco interessantes. Incomoda, também, o fato de algumas situações que aparentemente teriam importância para a trama serem afastadas sem motivo ou solução aparente e/ou convincente.

            E isso não deixa de ser um pecado perante a qualidade do elenco que faz uma mescla entre atores mais tarimbados e experientes com talentos em ascensão. Curiosamente, o personagem mais bem desenvolvido é o andróide David de Michael Fassbender, seu conflito entre querer ser humano e ao mesmo tempo desprezar a sua raça criadora é tratado de forma sutil, mas contundente, dando ecos, inclusive, de outra obra prima de Scott, Blade Runner. Guy Pearce (irreconhecível para muitos) e Charlize Theron fazem o que podem com seus personagens ainda que padecendo de seu fraco desenvolvimento do roteiro. Noomi Rapace segura bem a responsabilidade de encarar a sua primeira protagonista de um filme de Hollyoowd[1]  e sua religiosidade contrapondo a sua formação científica também é tratada de forma sutil. Idris Elba e Logan-Marshall Green também fazem o que podem com seus personagens.
                       
            Ainda que possua esta falha no desenvolvimento dos personagens, o resultado é um filme bastante competente. Uma produção que mesmo cercado de um aspecto visual fortíssimo, não se escora nela e a utiliza para acertar em sua ambientação.

O uso do 3D surpreende positivamente e, apesar de não ser obrigatório para viver a experiência do filme, ele a amplia em vários momentos soando uma conversão mais competente do que se esperava.

No quesito ligação com a franquia Alien, tal qual o desenvolvimento do filme, ela vai aparecendo aos poucos durante a expedição e ficando mais evidente mais para o final do filme.

Mas o filme, apesar de responder algumas perguntas que estavam soltas desde o primeiro filme, não se engessa no que já fora criado nesse universo e o amplia trazendo novos elementos e personagens importantes como os “engenheiros”[2], além de criar novas perguntas e mistérios.

Assim, Prometheus resulta não somente em um filme que compõe bem a mitologia da série Alien como também em uma ficção científica com vida própria e inegável classe, algo que não se via há algum tempo no gênero.


        Cotação:  (4/5)

        Ficha técnica: Prometheus (Prometheus, USA, 2012). Ficção Científica. Direção: Ridley Scott. Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce, Idris Elba e Logan-MarshallGreen. Duração: 124 min.



[1] Para quem ainda não sabe, ela foi a Lisbeth Salader da trilogia Millenium sueca e participou de Sherlock Holmes 2- O jogo das sombras.
[2] Ridley Scott sempre ao falar deste filme relatava que não só iria explicar quem era o “Space Jockey” (figura emblemática do primeiro filme ainda que tenha aparecido em apenas uma brevem mas marcante, cena) como desenvolve-lo e de fato o fez.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

...SÉRIES. Opiniões.Ultimo episódio da segunda temporada de Game of Thrones


...SÉRIES
Opiniões -  Episódio final da Segunda Temporada de Game of Thrones
Por Marlon Fonseca



            No Domingo que passou encerrou-se mais uma temporada de Game of Thrones. Como de costume em uma série deste porte e já com bastante material à frente, o último episódio apontou mais os caminhos para a terceira temporada.

            Começamos já descobrindo que, para alegria geral do público, Tyrion não tombou definitivamente em batalha. Porém, a cicatriz em seu rosto foi a menor de suas preocupações pós batalha. A perda do seu cargo de Mão do Rei e suas regalias foi ao mesmo tempo uma traição de seu pai e vingança de sua irmã. O que será dele agora?


Ferido no corpo e na alma

            Em King´s Landing, a vida de Joffrey tende a ficar mais complicada com o seu tio atuando como a Mão. Além disso, o casamento com Margaery não será somente de prazeres como ele pensa. Ela é perigosa e deseja fortemente o poder. Uma personagem que com certeza crescerá na próxima temporada.

            Diante desta situação Sansa fica com a situação ainda mais delicada e provavelmente precisará do seu novo aliado: o cão. Petyr Baelish (Littlefinger) e Lord Varys (a aranha) continuam com as suas tramóias pelo reino em uma acirrada disputa de intrigas.

A dupla da intriga

            A queda de Winterfell e a morte de um personagem simpático ao público resultaram no momento mais triste do episódio. Já Theon Greyjoy chega a cair em um dilema sobre toda a sua conduta, mas acaba por sofrer sua derrocada.

            Ainda na casa Stark tivemos Robb se casando escondido, fato que com certeza lhe trará toda a sorte de conseqüências no futuro. Arya e Bran continuam respectivamente como fugitivos e Jon Snow se vê obrigado a matar um amigo para ganhar a confiança dos selvagens.

            Stannis Barathein mostra estar cada vez mais tendente ao lado negro.

            O episódio termina de forma contundente ao mostrar mais uma demonstração do crescimento da força de Daenerys e seus dragões e ao apontar a chegada do temível exército dos Outros.


Poder em ascensão











O perigo se aproxima

            Muita coisa ainda vai acontecer. Novos personagens surgirão.

            E vocês? O que estão achando da série até o momento? Qual personagem é o mais interessante?

                 


Enquanto isso...


            A Segunda temporada de Game of Thrones terminou, mas a Quinta temporada de True Blood começa neste Domingo também na HBO. Se você gosta da série não deixe de acompanhar os comentários sobre ela aqui no “Falando de...”