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Opiniões #31 – Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Hunstsman, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca
Segundo
filme a tratar sobre a personagem no ano, Branca
de Neve e o Caçador se apresenta com um enfoque diferente sobre a história,
com aspectos mais sombrios e ampliando a relação entre a donzela e o caçador,
com ares de épico de fantasia (diferente do abobalhado e sem graça Espelho, espelho meu[1]).
Na
trama, a Rainha má (Charlize Theron) domina seu reino e o mantém em regime de
opressão em razão de sua busca obsessiva por beleza e poder. Ao ser notificado
por seu espelho de que sua enteada, Branca de Neve (Kristen Stewart), lhe seria
uma ameaça contrata um caçador para arrancar-lhe o coração. Arrependido, o
caçador (Chris Hensworth) ajudará a moça a reaver ao trono ao lado de oito
(??!) anões.
Dois
aspectos se sobressaem no filme. O primeiro é na parte estética. Fotografia,
direção de arte, efeitos especiais e designs
das criaturas estão impecáveis e resultam em um espetáculo visual de primeira.
Já
o segundo aspecto positivo reside na interpretação inspirada de Theron como a
rainha má. Mesmo se esperando um bom trabalho da atriz, ela consegue
surpreender a todos e consegue ir muito além. Não é exagero que sua vilã possa
ser considerada como a melhor do cinema neste ano até o momento.
O
roteiro, ciente de que Kristen Stewart em nenhum universo existente, é mais bela
que Theron, utiliza-se do outro sentido da palavra fair: justo. (apesar de a tradução brasileira não ter entendido isso.) E não deixa de ser uma sacada interessante transformar
a donzela em princesa guerreira.
Esta
idéia, porém, foi auto-sabotada em razão de um roteiro muito mal elaborado. Tirando
a parte inicial onde se mostra como a rainha tomou o reino, todo o resto do
filme é apressado. Os relacionamentos também são muito rasos assim como as
motivações dos personagens.
Se
Charlize brilha, o resto do elenco é irregular. Stewart, que é melhor atriz do
que seu desempenho na saga Crepúsculo revela, vai evoluindo no decorrer do
filme e só cresce mesmo em clímax.
Chris Hensowrth, que vem em uma carreira
ascendente, com seu caçador repete os mesmos trejeitos que entregara em Thor,
com um acréscimo de um sotaque ridículo. Ambos são sabotados, ainda, pelo fato
de o roteiro não estabelecer de forma competente seu relacionamento. O ator que
interpreta Willian (Sam Claflin), o amigo de infância de Branca de Neve, é
fraquíssimo.
Já
os oito anões[2], são
interpretados por grades nomes como Ian McShane, Bob Hopskins, Toby Jone, Ray
Winstone e Brian Glesson. Mas, infelizmente pouco fazem no filme.
Assim,
Branca de Neve e o Caçador, apesar de ser uma boa idéia, esbarra em sua má
execução, principalmente no tocante aos relacionamentos entre os personagens e
o aprofundamento de suas motivações. Se salva por ser um espetáculo visual
irretocável e por ter uma vilã interpretada com maestria por Charlize Theron
que acabam por ser a salvação do filme.
Cotação: (3/5)
Ficha técnica: Branca de Neve e
o Caçador (Snow White and the Hunstsman,
USA, 2012). Ação. Drama.
Fantasia. Direção: Rupert Sanders. Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron,
Chris Hensworth, Sam Claflin, Ian McShane, Bob Hopskins, Toby Jone, Ray
Winstone e Brian Glesson.
Matérias Especiais # 2- Adaptações (parte 1). Dos livros paras as telas.
Por Marlon Fonseca
Expediente
usado nos cinemas desde os primórdios a adaptação de um livro para o cinema não
é algo fácil, tendo ao longo dos anos, apresentado resultado dos mais variados
possíveis.
Apesar
de um filme ter como pedra fundamental um roteiro escrito a diferença entre
filme e livro é clara e inequívoca e ao se fazer uma adaptação de uma obra
literária, certos obstáculos são inevitáveis de transpor.
Começando pela
essência da história. Em qualquer tipo de adaptação não há a necessidade
absoluta de se transpor ás telas todo o conteúdo do material adaptado, porém, a
sua essência é fundamental. História, personagens e suas motivações,
personalidade e nuances, situações importantes devem ser transportadas da
melhor maneira possível. Não necessariamente de forma rigidamente fiel, literal,
mas que também não a descaracterize completamente.
Paralelamente
deve se decidir pelo enfoque que será dada a obra e a forma de como será feito.
Que aspectos da história serão contados, a forma de como isto acontecerá, os
temas e situações e de como estes serão apresentados na tela.
Por muitas das
vezes e por serem tipos de obras diferentes, há a necessidade de proceder com
“cortes” ou modificações para melhor se adequar ao formato. Personagens e algumas situações por muitas das vezes não se faz presente na versão das telas e tal
fato é perfeitamente aceitável. Logicamente, se feito de forma competente e que
não se perca os principais: essência e compreensão da obra. Em o Advogado do Diabo, por exemplo, o final do filme
é completamente diferente do livro, mas se manteve a mensagem final.
A
“visualização” da obra também é importante e em muitos casos difícil de
alcançar. Transformar paisagens, lugares, aspectos físicos dos personagens, etc
em imagens, cenário e figurino pode ser uma tarefa árdua.
Passaremos
agora a exemplificar todo o falado com alguns exemplos práticos. Primeiramente
no tocante às adaptações bem sucedidas.
No Cenas de Cinema # 4 fora mencionado o trunfo que
Peter Jackson alcançou adaptando a complexa obra de J.R.R tolkiem “Senhor dos
Anéis”. Considerada “infilmável” por muitos em razão de toda a grandiosidade de
sua trama, excesso de detalhamento de toda a Terra Média e grande número de
personagens importantes e complexos, Jackson (que roteirizou e dirigiu os três
filmes) acertou em todos os aspectos. O resultado foi uma obra que, assim como
nos livros, nos apresenta um mundo extremamente rico e belo não somente nas
paisagens exuberantes, mas principalmente nas mensagens que ele passa. O
aspecto principal da obra literária, sua alma, sua mensagem se fez presente de
forma intacta no cinema.
A Terra média de Tolkein ganhou vida em Senhor dos Anéis
A adaptação da
obra clássica de Bran Stoker “Drácula” feita pelo excelente Francis Ford
Copolla também merece destaque. A história no livro é todo montado como se
fosse uma colação dos diários dos personagens contando sob seus pontos de vista
os sinistros acontecimentos em sua volta. A adaptação cinematográfica
roteirizada por James V. Hart, por motivos acertados, condensou e transformou
tais cartas em forma de um roteiro mais “tradicional” e fez um excelente filme
mantendo situações, personagens, ou seja, a essência, de forma correta. O
resultado foi excelente: um filme sinistro, romântico e surpreendente tal qual
o livro.
Em algumas
situações (um pouco mais raras) somos surpreendidos com filmes melhores até do
que os livros que o inspiraram. Isso ocorre principalmente pela habilidade do
roteirista que consegue cortar fatos irrelevantes conseguindo alcançar uma obra
com ritmo melhor e mais agradável. Exemplo é o cult Clube da Luta, o ritmo e o final do filme são mais impactantes no filme do que no livro.
Clube da luta filme...
... e livro: ambos impactantes ao seu modo
Já em outras, há a expansão da obra ou mesmo uma leve adaptação ocasionando resultados
diferenciados entre livro e filme. No primeiro caso geralmente se dá através de
adaptações de contos. Por serem menores, os roteiristas pegam a idéia e a
ampliam como os contos de Isaac Asimov que geraram os filmes Eu robô e I.A – Inteligência Artificial. Como exemplo do segundo caso podemos
citar os filmes de James Bond, personagem originário das páginas dos livros
de Ian Flamming, que não são baseados em nenhum de seus livros. No âmbito
Nacional temos o triunfante Tropa de
Elite que baseado e roteirizado pelos mesmos autores do livro também
excelente Elite da Tropa temos obras
que se distanciam, mas também se complementam.
Capitão Nascimento não aparece no livro "Elite da Tropa"
Por fim,
existem os casos de filmes que não conseguiram de alguma forma alcançar a
qualidade do livro e se apresenta por algum motivo piores ou incompletos. Um
exemplo curioso é a adaptação de O código
da Vinci o livro de Dan Brown apresenta uma estrutura bem parecida á de um
roteiro cinematográfico e é repleto de momentos de tirar o fôlego. A sua adaptação,
apesar de extremamente, fiel peca pela surpreendente falta de ritmo. Recentemente
a obra de Jorge amado Capitães de Areia
sofreu adaptação pouco satisfatória.
Código da Vinci decepcionou pela indesculpável falta de ritmo
Para terminar
fica a sugestão de um exercício interessante e enriquecedor para uma melhor
verificação de todo o exposto aqui. Escolha um livro que sofreu uma adaptação
cinematográfica e o leia. Posteriormente, assista ao filme e faça as suas
comparações entre ambos tentando observar os aspectos dessa adaptação.
Vejam como um
exemplo uma das cenas mais fantásticas da história do cinema e o trecho que a
inspirou:
”(...)Desceram mais, saindo da névoa, e ele pôde
enxergar a ilha em toda a sua extensão, de norte para a Sul. Como Regis
dissera: coberta de floresta tropical.
No Sul, erguendo-se acima das palmeiras, Grant viu um
único tronco, sem folhas, apenas um caule curvo. Em seguida o tronco se moveu,
virando-se para encarar os recém-chegados. Grant se deu conta que não era uma
árvore.
Ele estava olhando para o pescoço longo, curvo e
gracioso de uma criatura enorme, que chegava a mais de quinze metros de altura.
Estava olhando para um dinossauro
— Meu
Deus — Ellie disse num sussurro. Todos mantinham os olhos
fixos no animal cuja cabeça aparecia por cima
das árvores.Em primeiro lugar ela pensou que o dinossauro era
extraordinariamente belo. Nos livros eram animais exagerados,desengonçados,
mas aquele bicho de pescoço comprido tinha graça e dignidade em seus movimentos. Era ágil: não havia nada de
preguiçoso em seu comportamento. O saurópode observou-os
atentamente, emitindo depois um som de trombeta, parecido com ode um elefante.
Logo depois outra cabeça emergiu da folhagem,seguida de uma terceira e uma
quarta.— Meu Deus — Ellie repetiu.Gennaro perdeu a fala.
Ele sabia muito bem o que encontraria— há anos — mas de certo modo nunca
acreditara que realmente fosse acontecer. O choque o deixou mudo. O poder
assombroso da nova tecnologia genética, que considerava antes apenas um montede
palavras de um discurso meio batido, repentinamente desabou sobre ele com força
total. Os animais eram tão grandes! Enormes!Maiores do que uma casa! E havia
muitos! Dinossauros de verdade, puxa vida! E reais, o que mais poderiam
querer?E imediatamente pensou: Vamos ganhar uma fortuna com
este lugar.Uma fortuna.
Ele rezou a Deus para que a ilha fosse segura. Grant
parou no meio do caminho, na encosta do morro, a garoa atingindo o rosto, olhos
fixos nos longos pescoços cinzentos acima das palmeiras. Sentia-se tonto, como
se o chão faltasse a seus pés. Teve dificuldade em recuperar o fôlego, pois
estava olhando para algo que nunca imaginara ver em sua vida.Os animais no meio
da névoa eram apatossauros, saurópodes de tamanho médio. Sua mente anuviada
começou a fazer associações acadêmicas: herbívoros da América do Norte, do
final do período Jurássico, comumente chamados de "brontossauros". Fósseis
descobertos por E. D. Cope em Montana, no ano de 1876.
Espécimes associados aos estratos da formação Morrison, no Colorado, Utah e Oklahoma. Recentemente Berman e Mclntosh os reclassificaram
como diplodocus, baseados na forma do crânio. Tradicionalmente,acreditava-se
que o Brontosaurus passava a maior parte do tempo na água rasa, que ajudaria a suportar seu corpo imenso. Embora o
animal não estivesse na água, movia-se depressa demais, a cabeça eo pescoço
agitando-se por cima das palmeiras de um modo muito
ativo...surpreendentemente ativo.
Nas
locadoras a estréia de Raplph Fiennes na direção, Branca de Neve (novamente)
nos cinemas e indicações do Netflix além da disputa pelo treno de ferro chegando aos games, estão neste “Dicas da Semana”.
CINEMA
Branca de Neve e o Caçador: Mais um filme recontando as histórias
de Branca de Neve. O enfoque é nas batalhas épicas e no relacionamento da moça
(interpretada por Kristen Stewart) e o Caçador (Chris Hensworth). Cahrlize
Theron é a rainha má.
Obs: O filme será conferido hoje
pelo “Falando de...” e amanhã já teremos seu “opiniões”
Solteiros com filhos: Comédia que mostra um casal que decide ter
uma criança mas manter seu relacionamento aberto. Com Kristen Wiig (que
estourou no ano passada com Missão Madrinah de casamento) e a participação da
musa Megan Fox.
DVD/Blu-ray
Coriolano: Ralph Fiennes estréia na direção com esta adaptação da
obra de Shakespeare. General romano antes reverenciado é traído pelo seu povo.
Em busca de vingança, une-se ao se principal inimigo. O próprio Fiennes interpreta
o general Caius Martius Corolianus. Gerard Buttler é o seu inimigo Tulus
Aufidius. Ainda no elenco Vanessa Redgrave, Brian cox e Jéssica Chanstain.
Apesar de adaptado para os tempos modernos, os diálogos e linguajar originais
foram mantidos.
A Mulher de Preto: Terror gótico protagonizado pelo ex-Harry Potter
Daniel Radcliff onde o ponto alto é a competente ambientação. Na trama um jovem
advogado vai a um vilarejo para vender a casa de um cliente e defronta-se com a
mulher de preto do título.
Sentença de Morte: Neste interessante filme de suspense sobre
vingança, Kevin Bacon (sim, aquele mesmo do oráculo de Bacon...não sabe do que
estamos falando? Leiam Aqui)
interpreta um pai que após o assassinato brutal do filho parte em busca de seus
assassino.
Meninamá.com: Quem está acostumado com a Ellen Page em Juno ficará
surpreso com uma de suas primeiras atuações no filme de estréia do diretor
David Salde (30 dias de Noite, Saga Crepúsculo: Eclipse). Aqui, o pedófilo é a vítima.
Game of Thrones(PS3/XBOX360): Lançado quase que despercebido há mais de 15 dais, este RPG da Atlus é ambientando no universo dos livros e série porém contando história anterior aos acontecimentos de ambas.
O "Falando de..." está testando o game e em breve publicará um "opiniões" sobre ele.
BOM FINAL DE SEMANA E BOM DIVERTIMENTO PARA TODOS!!!!!
Opiniões – Segunda temporada de Game Of Thrones Parte 2
(episódios 2.06 a
2.09)
Por Marlon Fonseca
CUIDADO! ESSE TEXTO CONTÉM INFORMAÇÕES QUE PODEM ESTRAGAR A SURPRESA DE
QUEM AINDA NÃO ASSISTIU AOS EPISÓDIOS!!!
Após
o fantástico episódio de ontem falta apenas mais um para o encerramento da
segunda temporada de Game of Thrones.
Nesta segunda parte de discussões sobre a segunda temporada vamos tratar dos
episódios 2.06 a
2.09 e nos prepararmos para o encerramento na próxima semana.
Durantes
este episódios as vidas dos irmãos Stark continuaram bastante movimentadas.
Arya encontra um aliado bastante útil e paralelamente desenvolve uma relação
perigosa com Twin Lannister. Bran, que estava se saindo bem como lorde de
Winterfell, teve que abandona-la ante a ocupação de sua terra por Greyjoy.
Mas
não há relação mais inusitada na série senão a do “cão” com Sansa. Desde quando
ele a impede de jogar Joffrey de cima do castelo[1],
observa-se um ar de protecionismo dele para com ela. O salvamento de um estupro
e, por fim, a promessa de levá-la para Winterfell em meio á tomada do castelo
só aprofundaram a situação. Que sentimento se encontra por trás dessa atitude
de “cão”?
Já
Robb se vê a volta com importantes acontecimentos e decisões. Em primeiro lugar
é pego de surpresa com a traição do seu então “irmão” Theon Greyjoy, que toma
de assalto sua cidade e rapta seus irmãos. Depois, tem que tomar uma pesada
decisão contra sua própria mãe, ao se sentir traído em razão de a mesma ter
libertado Jaime Lannister. Por fim, finalmente cede aos encantos e à paixão por
Talisa mesmo sendo prometido à outra mulher.
Jon
Snow mostra que inexperiência e excesso de piedade são perigosos por trás da
muralha e se vê preso e envolvido com a bela, inteligente e misteriosa Ygritte.
Robb Stark começa a sentir o peso da liderança...
...e Snow o peso da inexperiência e a beleza de uma mulher
Enquanto
isso em King´s Landing, o jogo de
poder entre Cersei e Tyrion esquentava com as tentativas, ainda que
equivocadas, da rainha de se fortalecer novamente. Foi dado nestes episódios,
também, um enfoque no lado maternal de Cersei onde mesmo dentre as suas visões
deturpadas de amor, ela se mostra verdadeiramente apaixonada por seus filhos.
Cersei ganhando mais "camadas" em sua personalidade
Daenerys
percebe, finalmente, que por trás da beleza da cidade de Qarth, existem perigos
ocultos e vê seus filhotes de dragões em perigo.
Mas
tudo isso se interrompe com a tentativa de tomada do castelo e do trono por
parte de Stannis Baratheon no espetacular nono episódio desta temporada. Aqui,
Tyrion, além de um estrategista mostra-se um verdadeiro lorde de guerra ao
liderar o exército enquanto o rei literalmente corre para as barras das saias
de sua mãe. Ele consegue enfraquecer o
exército de Baratheon até que seu pai chega e termina com a batalha.
Tyrion comanda seus soldados
Stannis
é preso, Tyrion jaz ferido (mortalmente ?) no solo, Bran, Arya e Sansa estão
foragidos e muita coisa ainda está para acontecer . Aguardemos o fim desta temporada e os rumos que se seguem.
[1] Essa
cena ocorreu quando Jofreey mostrou à Sansa a cabeça de Ned Stark em uma lança
assim que assumiu o reinado.
Opiniões #30 – Homens de Preto 3 (MIB3 – Men in Black 3, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca
Iniciada
em 1997, a
franquia Homens de Preto retorna com seu terceiro filme tentando comprovar que
ainda possui relevância ante a um mercado de blockbusters superaquecido.
Passados
dez anos após o irregular segundo filme, a trama mostra o agente J tendo que
voltar ao passado, no ano de 1969, para evitar que um alienígena fugitivo mate
o jovem agente K e o mundo seja dominado.
A
mistura de comédia, ação e ficção científica da série permanece intacta e
equilibrada neste terceiro episodio, resultando em um filme bastante e de ótima
fluidez. Um dos aspectos mais importantes da série, a curiosa dupla central
formada pelo ultra carismático e brincalhão Will Smith e pelo sério e sisudo
Tomy Lee Jones continua funcionando à perfeição e ainda contamos, dessa vez,
com um acréscimo emocional no relacionamento entre eles muito bem trabalhado.
Histórias
com viagem ao tempo podem ser confusas e perigosas para um roteiro, pois se não
bem cuidados pode resultar em algo cheio de “furos” de lógica, mas o roteirista
do longa, Ethan Cohen, preferiu simplificar tudo para evitar este tipo de
armadilha.Assim, a história flui bem e rapidamente.
Além
do elemento emocional á dupla central outra adição importante à série foi a
entrada de Josh Brolin como o jovem agente K. Impressionante a caracterização
que ele faz de um Tommy Lee Jones mais jovem, pois ele consegue aparenta-lo sem
imita-lo, trazendo novos elementos à sua personalidade. A maquiagem também é
impecável no sentido de transformá-lo fisicamente mais parecido com o veterano
ator (que em razão da trama do filme pouco aparece dessa vez). Outra adição de
pedigree é Emma Thompson como a nova chefe da Agênca, a agente O (Alice Eve
interpreta a sua versão mais jovem mas aparece muito pouco no filme).
Os
efeitos especiais estão ótimos como sempre e o 3D, convertido, quando é
perceptível apresenta-se de forma competente principalmente na seqüência
vertiginosa do “pulo do tempo”.
Um
dos aspectos mais fracos da franquia reside em seus vilões. Todos são muito
inexpressivos e sem muita presença. E não foi dessa vez. Boris, o animal,
interpretado por Jemaine Clement é o melhor vilão da franquia até agora, mas
ainda não foi dessa vez que a série apresentou um vilão marcante.
Assim,
Homens de Preto 3 é um filme muito
bem feito, divertido e até emocionante. Dá um passo adiante na relação de sua
dupla central e mostra que a franquia tem fôlego para um quarto filme, desde
que não demorem tanto tempo para fazê-lo.
Cotação: (4/5)
Ficha Técnica:
Homens de Preto 3 (MIB3 – Men in Black 3,
USA, 2012). Ação, comédia e ficção científica. Direção: Barry Sonnefield.
Elenco: Will smith, tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Emma Thompson
e Alice Eve. Duração: 106 min.
A volta dos
Homens de Preto, filmes importantes chegando às locadoras e indicações no
Netflix estão neste Dicas da semana.
CINEMA:
Homens de Preto 3: 10 anos após o segundo filmes, os Homens de
Preto retornam para testar a sua popularidade. Na trama o Agente J (Will Smith)
tem que voltar ao passado e encontrar um agente K mais novo (vivido por Josh
Brolin) para tentar obstruir uma ação alienígena.
Amanhã sairá um “opiniões” sobre
o filme.
Flores do Oriente: Produção Chinesa e Americana dirigida pelo
cultuado Zhamg Yimou (Herói e o Clã das Adagas Voadoras) e protagonizada
por Christian Bale. A trama se passa no período de ocupação japonesa em 1937.
Um padre interpretado por Bale, tenta sobreviver a esta época ao lado de um
grupo de mulheres.
DVD/Blu-ray:
Histórias Cruzadas: No Sul dos EUA da década de 1960, uma jovem
escritora indignada com a situação das empregadas negras reslve lutar pela
causa. O filme é ccusado por uns de ser racista. Tire suas próprias conclusões.
Concorreu a vários Oscar´s deste ano.
Os Descendentes: Comédia
e Drama comGeroge Cloony que também
concorreu a alguns Oscar´s neste ano, onde um sujeito irresponsável, após um
acidente com sua esposa se vê obrigado a,enfim, cuidar de suas filhas.
Drive: Filmaço de drama e ação onde Ryan Grolsing vive um dublê de
filmes e nas horas vagas atua como motorista para assaltantes de banco. Ao se
envolver com sua vizinha e filho, acaba defrontando um perigoso mafioso.
O “falando de ...” já conferiu o
filme vc pode ler o seu “Opiniões” aqui (link)
NETFLIX:
Inimigos Públicos:
Johnny Deep dá vida ao perigoso e famoso bandido John Dillinger que infernizou
a polícia e o recém criado FBI em uma época onde os bandidos eram uma espécie
de “astros”. Dirigido por Michael Bay e co-estrelado por Christian Bale e Marion Cotillard.
Taken: Minissérie produzida por Steven Spielberg onde o enfoque são
os casos de abduções alienígenas mais conhecidos dos últimos 50 anos.
GAMES:
Dragon´s Dogma (PS3/XBOX 360): RPG de ação em mundo aberto da Capcom que promete
uma campanha principal de mais de 35 horas de duração.
Tom Clancy´s Ghost
Recon Future Soldier (PS3/XBOX 360): O universo de Tom Clancy e a franquia Ghost Recon
estão de volta em mais um jogo de tiro em terceira pessoa baseado em esquadrão. No início
de Junho ele chega ao Brasil com legendas em Português.
BOM FINAL DE SEMANA E BOM DIVERTIMENTO A TODOS!!!!
...GAMES.
Opiniões #12. Sonic The Hedgehog 4 episode 2 (PSN, Xbox Live e PC)
Por Marlon Fonseca
Criado pela Sega na época 8/16 bits quando disputava acirradamente com a Nintendo, Sonic The Hedgehog foi um inegável marco. Até hoje, historiadores e profissionais de marketing apontam a sua criação como um divisor de água na indústria e fortaleceu a hoje combalida marca da empresa. De quebra, o mundo dos games ganhou um dos seus personagens mais celebrados e jogos de inegável qualidade.
A realidade hoje, porém, é outra e vivemos em um momento onde o aclamado Porco-espinho/ouriço vem em flagrante e lamentável perda de popularidade e importância. Isso se deu em razão de inúmeros jogos fracos e descaracterizados do personagem que aportaram nos últimos anos.
Tentando recuperar o prestígio de outrora, a Sega lançou, no ano passado, dois jogos que conseguiram de certa forma melhorar esta situação. Tanto Sonic The Hegehog 4 - Episode 1 e Sonic Generations promoveram um retorno á jogabilidade do passado e resultaram em bons jogos.
Sonic The Heghehog 4 -Episode 2, fica no meio termo dessa história pois não traz nada novo de fato para atrair novos fãs nem chega a manchar a reputação do personagem.
Utilizando o estilo clássico em side scrolling 2D, o jogo começa onde o episódio 1 terminou. Sonic agora conta com a ajuda da raposa Tails e vai precisar pois Metal Sonic e Dr. Robotnik se aliaram para acabar com a dupla de heróis de vez.
A mecânica dos jogos antigos permanece intacta, mas o game apresenta uma inovação na jogabilidade: trata-se dos combos: golpes especiais com a ajuda de Tails. Eles são essenciais na maioria das fases dos games e nas lutas entre os chefes. Por falar nelas, apesar de tentarem inovar neste quesito, elas são na maioria fáceis e aborrecidas. Como "bônus" existe um capítulo que se pode jogar com o Metal Sonic, mas não tem muito sentido nisso.
Os gráficos estão superiores ao Episode 1 (com destaque para os efeitos de luz) e a sensação de velocidade não é tão forte como em outros jogos. As músicas seguem ao estilo da época dos jogos em 16 bits mas não como o mesmo brilhantismo de outrora.
Sendo assim, Sonic The Hedgehog - Epsode 2 serve apenas como um passatempo leve e um retorno à era na qual era mais importante e dominante. É bom o suficiente para entreter os fãs saudosistas e fiéis mas não o suficiente para captar novos.
Cotação:(3/5)
Ficha técnica: Sonic The Hedgehog 4 episode 2 (PSN, Xbox Live e PC). Aventura. Data de lançamento: 15 de Maio de 2012. Versão testada Playstation 3 (PSN)
Esta
terceira incursão do atormentado ex-policial Max Payne chega pelas mãos da
Rockstar ganhando ares ainda mais cinematográficos do que as versões
anteriores.
Na caprichada trama,
Max encontra-se no Brasil, mais precisamente em São Paulo, atuando como
guarda-costas de um empresário. Alguns eventos, porém, o obrigam a entrar em
ação novamente em uma espiral de violência e reviravoltas que vai manter o
jogador atento até o seu final.
Este modo
história, que dura entre 10 a
12 horas, é repleta de momentos de ação e seqüências de tiroteios antológicos.
Como de costume da produtora, a história é repleta de personagens vis e do
submundo do crime. A maioria dela se passa no Brasil, mas há momentos de flashback que transportam Max para Nova
York e Panamá.
Na época da
divulgação do game, os produtores destacavam que a idéia era passar a sensação
de deslocamento de Max ao atuar em território, cultura e linguagem muito
deferentes da sua. Eles conseguem em parte, mas são poucos os momentos que na
verdade isso se pode observar de fato.[1]
Mas para nós brasileiros é bacana ver os bandidos se comunicando e falando com
gosto utilizando os mais variados palavrões em nossa língua, ainda que, para
variar nem tudo seja fiel à cultura brasileira ( a mistura de inglês e
português em uma mesma fase ás vezes chega a ser engraçada).
A Jogabilidade
é intuitiva e a curva de aprendizado é bem curta. O Bullet time está de volta e é ferramenta essencial nos momentos de
maior aperto. Além, logicamente, de ser um efeito estiloso. A troca das armas é
idêntica ao utilizado em Red Dead
Redemption.
Os jogadores
“estilo rambo” irão sofrer, pois os inimigos são inteligentes e se dispersam no
cenário, sempre se movimentando para tentar surpreende-lo. Além de serem
bastante agressivos. Faz-se necessário, assim, que o jogador se escore em
lugares do cenário e aguarde o momento certo para atingi-los. Importante,
também, procurar pelo cenário os frascos de analgésico (painkillers) que repõem a energia.
Os gráficos
estão muito bem trabalhados e o jogo em vários momentos impressiona neste
quesito. Cenários variados[2],
detalhados e destrutíveis bem como os efeitos de fogo e água estão fantásticos
.Os personagens também estão muito bem feitos e suas expressões e movimentos
impressionam. O capricho é tanto que eles, a cada capítulo, apresentam-se com
vestuário diferente.[3]
Isso mostra todo o potencial da Euphoria
Engine, que desenvolvida para jogos “em mundo aberto” como GTA e Red Dead Redemption, mostra-se
ainda mais eficaz em um jogo linear como este.
Cenários...
...e modelos para os personagens variados
Ainda
no aspecto técnico, insta destacar que após o carregamento inicial, o jogo não
possui mais loadings entre as fases,
assim como visto em Uncharted, por exemplo.
A
violência não é atenuada, muito pelo contrário, e em dados momentos são dados
closes nos vilões abatidos e os estragos que suas balas causaram em seu corpo
com perfurações e deformações.
Além do
excelente modo história, há outro modo silgle
player intitulado de New Yprk Minute.
Aqui, os jogadores revisitam partes dos capítulos da campanha principal, mas
com apenas um minuto para terminá-lo. A cada inimigo abatido ocorre um
acréscimo em seu tempo.
O modo
Multiplayer não foi esquecido e é bastante competente. Nele, o mais
interessante é o Gang Wars onde, como
o nome já diz, monta-se uma gangue para alcançar determinados objetivos. A
Rockstar, inclusive, já avisou que a gangue criada aqui poderá ser transportada
para o vindouro GTA V.
Ao lado de
Diablo 3, que curiosamente foi lançado no mesmo dia, Max Payne 3 é o melhor jogo lançado este ano até agora. História
muito bem cuidada, gráficos extremamente bem feitos, jogabilidade sem
problemas, ação fantástica e incessante e uma longa vida graças ao modo
Multiplayer. Para nós brasileiros fica ainda o bônus de procurar onde a
produtora errou e acertou ao retratar a nossa cultura. A franquia Max Payne
ganha uma dimensão ainda maior. Não percam.
Cotação: (5/5 - 9/10)
Ficha técnica:
Max Payne 3 (PS3, Xbox 360, PC). Ação. Produtora: Rockstar. Data de lançamento:
15 de Maio de 2012. Versão Testada: PS3
[1] Com
certeza esta tentativa foi sabotada pela insistência de os americanos acharem
que todo mundo fala inglês fluentemente....
[2] Um dos
destaques é a labiríntica “Favela de Nova Esperança”.
[3] Max,
então, muda de aparência e roupa várias vezes no game.
O
Escritor Edgar Allan Poe é apontado como um dos percussores da literatura
fantástica e das histórias de terror psicológico. Sua morte, cercada de
circunstâncias misteriosas, o tornou ainda mais intrigante.
Mesclando
a vida de Poe com elementos de ficção, este O
Corvo tem como trama o fato de que um assassino serial estaria reproduzindo
as obras do autor. O “jogo” torna-se mais pessoal quando ele seqüestra sua
noiva e o desafia a desmascará-lo.
Trata-se
daquele tipo de filme que a idéia é maior do que a sua execução. Apesar de ser
curiosa esta mistura entre o real e o ficcional, e, até de certa forma inspirada, o longa não consegue manter o espectador muito interessado.
Alguns
dos crimes inspirados nos contos do escritor são interessantes chegando alguns
até a apresentar-se como macabros e violentos, mas a forma de como a
investigação se desenvolve é extremamente aborrecida e desinteressante.
James
Mctiegue, apadrinhado dos irmãos Wachowski[1] e
que se sairia muito bem em sua estréia como diretor em V de Vingança aqui tenta emular alguns dos estilos apresentados
anteriormente, mas acaba por destoar do clima estabelecido no filme. A
fotografia escura e a ambientação sombria são competentes para a composição do
clima. O roteiro e o ritmo do filme, porém, são os fatores que de fato sabotam o filme.
John
Cusack, ator experiente e versátil, dessa vez não funciona por completo. Seu
Edgar, que no início apresenta-se como sujeito histérico e arrogante, não
convence como investigador e não tem um pingo de carisma sequer. No campo dos
coadjuvantes, a bela Alice Eve (da comédia Ela é
demais para mim) como o interesse amoroso de Poe e Luke Goss como o
esforçado detetive Fields são os destaques.
Sendo
assim, O Corvo não empolga. A idéia,
interessante, é sabotada por um roteiro não muito inspirado e um ritmo
irregular.
Cotação: (2/5)
Ficha técnica: O Crovo (The Ravem, USA, 2012). Suspense.
Direção: James McTiegue. Elenco: John Cusack, Alice Eve, Luke Goss, Brendam
Gleeson. Duração: 110 min.