segunda-feira, 7 de maio de 2012

...CINEMA. Opiniões #26 - Anjos da Lei.


...CINEMA
Opiniões #26 – Anjos da Lei (21  Jump Street, USA, 2012)



            Quando foi anunciado que a adaptação da série de drama policial oitentista Anjos da Lei se tornaria uma comédia de ação, muita gente torceu o nariz. Lançado há algum tempo nos Estados Unidos e na semana passada aqui no Brasil, o filme, porém, se tornou uma das maiores surpresas do ano. É bobo, mas muito engraçado.

            Na trama do filme, o programa que infiltra jovens e desajustados policiais em escolas e faculdades para a investigação de crimes é reaberta. Dois amigos policiais atrapalhados são recrutados para integrá-lo e devem investigar o surgimento de um novo tipo de droga.

            Em sua primeira metade, é onde se concentram os momentos mais engraçados e as piadas mais grosseiras. O início rápido mostrando os dois quando adolescentes de fato e posteriormente se tornando amigos na academia de polícia serve para estabelecer a amizade entre os personagens e suas características. Enquanto um é o inteligente atrapalhado e tímido o outro é o viril, mas não é tão bom em estudo.

            Aqui somos brindados com diálogos surpreendentemente inspirados, inclusive zombando das adaptações de seriados para os cinemas e dos personagens estereotipados. Há uma seqüência, ainda, antológica que dificilmente deixará o espectador sério. [1]

            Há, também, uma curiosa inversão de papéis neste reingresso ao ensino médio, resultado de mais uma trapalhada dos amigos. Enquanto o personagem de Jonas Hill que era o nerd e bom em ciências passa a ser o popular, o de Tatum que era o popular de outrora passa a conviver com os nerds. Isso acaba por influir diretamente na dinâmica da dupla e na investigação. Mas servem, também, como forma de amadurecimento e redenção.

            Com espaço ainda para um romance, e para cenas de bromance[2], o aspecto policial do filme só toma força mesmo a partir do ato final com cenas de tiroteio e perseguição até mais violentas do que se imaginava para uma comédia.

            A dupla central surpreendentemente, tem uma “química” muito boa. Jonah Hill repete os maneirismos de sempre com seus olhos arregalados e o misto de inocência e escatologia que permeia seus personagens. Channing Tatum que parece egresso da escola Mark Whalberg de (má) atuação e (falta de) carisma surpreende e consegue contornar suas deficiências.[3] Já no elenco de apoio, destaques para Ice Cube como o chefe da divisão e Rob Riggle como o professor de Educação física desbocado.

            Logicamente o filme tem suas falhas. Ainda que não aborreça em momento algum, a parte do romance é “sem sal”. Alguns personagens que pareciam ter certa relevância entram e saem sem contribuir com nada. A investigação policial em si é mal executada ainda que com alguns momentos interessantes. E, claro, as piadas grosseiras podem desagradar uma parcela do público.

            Anjos da Lei é sim uma grata surpresa. O filme resultou em uma comédia de ação divertida que parece apontar uma nova e merecida franquia. Há tempos não se via um filme de “dupla de policiais” tão divertido.


Obs: Quem acompanhou a série fique atento nas participações especiais ao longo da projeção.


Cotação:  (4/5)

Ficha técnica: Anjos da Lei (21 Jump Street). Come´dia de Ação. Direção:Phil Lord e Chris Miller. Elenco: Jonah Hill, Channing Tatum, Ice cube, Brie Larson, Dave Franco e Rob Riggle. Duração: 109 min.

           


[1] SPOILER – A seqüência em questão é quando os dois, drogados, tentam se ajudar mutuamente a vomitar e não conseguindo passam por todos os estágios dos efeitos das drogas.
[2] Termo dado a cenas de amizade e carinho entre homens, criado principalmente a partir dos filmes do diretor e produtor Judd Apatow.
[3] O Sucesso que outro filme seu teve nos EUA recentemente, o romance The Vow, ainda inédito no Brasil, parece lhe apontar um novo horizonte.

domingo, 6 de maio de 2012

...SÉRIES Game of Thrones - Segunda Temporada- parte 1 (Episódios 2.01 a 2.05)


...SÉRIES
Opiniões. Games Of Thrones Segunda temporada – 1ª parte (Episódios 2.01 a 2.05)
Por Marlon Fonseca



CUIDADO! O TEXTO CONTÉM INFORMAÇÕES QUE PODEM ESTRAGAR A SURPRESA DE QUEM AINDA NÃO VIU OS EPISÓDIOS!!!





            Repetindo o sucesso das discussões acerca dos episódios finais da última temporada de The Walking Dead, trataremos agora da segunda temporada de Game of Thrones. Essa primeira parte enfocará os cinco primeiros episódios da atual segunda temporada.

            Em sua primeira metade, a temporada já mostrou o enfoque dado, além de apontar que, de fato, a história principal na verdade é sobre os caminhos de cada um dos filhos da casa Stark. Enquanto Robb tornou-se um hábil senhor da guerra e rei por natureza, John Snow continua em sua busca por reconhecimento na patrulha da noite. Arya e Sansa cada uma a seu modo estão reféns dos Lannisters e Bran começa a mostrar uma surpreendente maturidade e serenidade como Lorde de Whinterfell. A história de Gendry, bastardo do finado Rei Robert, também ganha força.


Selo da Casa Stark.


            Além disso, novos personagens e casas surgiram tornando o número de personagens ainda maior. Lorde Stannis Baratheon que anteriormente era apenas citado, agora aparece e junto com ele a subtrama de bruxaria. Sua guerra particular contra seu irmão que aparentava ter maior vulto já se encerrou de forma súbita levando a novos caminhos. Principalmente para Catelyn Stark que ganhou uma importante e interessante aliada em Brienne.

            Mas mesmo com toda uma nova casta de personagens e a trama se expandindo, quem continua sendo o personagem mais interessante é Tyrion Lannister. Agora como a mão do rei, ele vem fazendo um jogo de poder e intriga bem interessante mexendo com a cabeça de todos na corte. (não é á toa que agora o nome de seu intérprete Peter Dinklage encabeça o elenco).

Tyrion como "a mão" fica ainda mais interessante


            O rei Jofrrey continua dando sinais de extremo sadismo e crueldade, sendo o personagem que todos adoram odiar.[1]Sua mãe, Cersei, também não fica atrás mas começa a enfraquecer ante as manipulações de Tyrion.


O odioso rei
           
  Theon Greyjoy passa a ter mais destaque quando volta á sua casa e depara-se com o desprezo de seu pai e a rivalidade com sua irmã. Ele está balançado entre a amizade com os Stark´s e a vontade de se estabelecer novamente em sua casa. Já Daenerys Targeryan continua a sua peregrinação pelo deserto chegando á bela e misteriosa cidade de Qarth.

            Com relação aos aspectos técnicos, a excelência da série continua se destacando, sendo ainda a produção mais suntuosa da televisão. As cenas de sexo e brutalidade ficaram ainda mais fortes, sendo o destaque no segundo caso, a caça aos bastardos do Rei Robert, onde até recém nascidos não foram poupados.

Qarth contribuindo para a excelente direção de arte.


            A história se amplia, personagens novos aparecem e a guerra pelo Trono de Ferro vai ficando mais acirrada. A série vem em um crescente e fica muito difícil de deixa de acompanhar. Que venha a segunda metade da temporada.


PS: Os espectadores mais atentos já perceberam que na abertura teve uma leve mudança no mapa apresentando os novos locais desta temporada.





Não deixem de ler também o “Visões” sobre a série, focado na primeira temporada:http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/04/series-visoes-02-game-of-thrones.html


[1] Há desde a primeira temporada uma insinuação de que ou ele seria homessexual ou assexuado. O Que acham?

sábado, 5 de maio de 2012

...GAMES. Especial. Diário de um matador de Colossos - parte 2


...GAMES
Especial – Diário de um matador de Colossos – parte 2
Vídeos: usuário theRadBrad do youtube (c/ comentário em inglês)

Por Marlon Fonseca



            Hoje retomo as minhas anotações. Somo até o momento 3 dias de caça com 9 colossos exterminados. Vamos as minhas ponderações por cada batalha:






2º Dia:

5º Colosso: O monstro voador me proporcionou a batalha mais interessante e vertiginosa. Primeiro, tive que chamar atenção flechando-o para, a seguir, segurá-lo após um rasante. Ele se mexia demais e foi muito difícil manter o equilíbrio. Cai algumas vezes, principalmente quando passei a acertar suas asas. Mas triunfei ao fim, tendo apreciado bastante a viagem. Espero que ele tenha gostado do seu último vôo.




3º dia:

Após a batalha com o colosso alado, fui acometido de uma intensa febre e me vi obrigado a descansar, só retomando a caçada no dia seguinte. E foi deveras produtivo, pois mais 4 colossos foram enfrentados e aniquilados. Sinto que já dominei a câmera e o controle.


6º: Colosso: Após chegar ao covil de monstruosa besta, fui surpreendido por sua fúria me vendo obrigado a me esconder. Tal atitude foi providencial, pois o monstro abaixou-se pra me procurar e pude subir pela sua barba. A partir daí mantive o equilíbrio e pude dar cabo da criatura.





7º Colosso: Esta serpente marinha monstruosa também foi uma batalha interessante. Demorei um pouco para chamar a sua atenção, mas quando o fiz consegui um ponto de apoio e ataca-lo. Na parte fina, nos golpes em sua cabeça, ele passou a se mexer muito e dar uns mergulhos que dificultaram um pouco a aplicação dos últimos golpes. Mas com calma e perseverança deu tudo certo e o monstro mergulhou para não mais voltar.



8º Colosso: O monstro que age como lagarto foi uma das batalhas mais rápidas e foi necessário chamar a sua atenção para que subisse a estrutura que o abrigava. Flechei seus pés o que o fez cair de costas atordoado. Foi a oportunidade de acertar a sua barriga, seu ponto fraco. Repetindo este procedimento umas três vezes foi o suficiente para mata-lo.



9º Colosso: A batalha contra o quarto colosso ainda foi a mais chata e complicada, mas essa também aborreceu. Em primeiro lugar, os projéteis disparados pelo monstro são quase que certeiros, sendo difíceis de não me atingir (mesmo estando muito longe e me desviando o tem todo). Em segundo lugar, posiciona-lo em cima de um dos gaisers também pode ser uma tarefa complicada. Por fim, a escalada é bastante complicada. Mas quando finalmente consegui aliar todos esses fatores, só desci da besta após matá-la.




            E assim, foram minhas últimas caçadas. Escrevo estas páginas já á caminho do 10º Colosso. Até as próximas batalhas.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dicas da Semana #14 - 04/05/2012


Dicas da Semana #  14 - 04/05/2012
Por Marlon Fonseca




            Confiram lançamentos e indicações em mais um “dicas”.




CINEMA:


Anjos da Lei: Comédia de inesperado sucesso nos EUA baseado no seriado que catapultou Johnny Depp á fama. Na trama dois amigos policiais ingressam em um programa secreto da polícia onde agem infiltrados em escolas para investigar crimes cometidos por alunos.








Paraísos Artificiais: Filme que conta, através de uma história de romance, os meandros do mundo e da geração freqüentadora de raves e de usuários de drogas.

  










DVD/Blu-ray:


Mateus, o balconista: Seriado filmado por câmeras de celular onde Mateus Solano interpreta um balconista de locadora que sonha seguir os passos de Quentin Tarantino. Mas a sua realidade é composta pelo enfrentamento diário das situações comuns em uma locadora. Impagável.

Um exemplo:






Um dia: Emma e Dexter se conhecem em sua festa de formatura e a partir daí nasce uma complicada amizade. Anualmente eles se encontram na mesma data. O filme mostra mais de uma década de encontros e as mudanças nas vidas de ambas nesse período. Baseado no livro de David Nicholls que também escreve o roteiro do filme. Curiosamente, quem leu o livro não gostou muito da adaptação cinematográfica. Mas o filme emociona.







GAMES:


Mortal Kombat Vita: A versão Komplete Edition de Mortal Kombat chega ao portátil da Sony abusando de sua tela de toque. Fatalities podem ser acionados por ela e há a opção de se limpar o sangue da tela com os dedos. Ainda há o uso da funcionalidade de realidade aumentada transportando as lutas para “cenário reais”.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

...GAMES. Especial. Diário de um matador de Colossos (parte 1)


...GAMES
Especial. O Diário de um matador de Colossus – parte 1
Textos de Marlon Fonseca
Vídeos: usuário theRadBrad do youtube (c/ comentário em inglês)




            Mesmo com muitos games jogados e terminados[1] na vida e muitos filmes assistidos[2] sempre existem os que costumo chamar de “furos”. São para mim aqueles clássicos obrigatórios que de uma forma ou outra eu deixei passar.

            Shadows of the Colossus era um deles. Até que finalmente resolvi começar a jogá-lo. Neste caso a demora foi recompensada, pois estou jogando a versão do Playtation 3 que é a sua definitiva com gráficos em HD e rodando muito mais suave.

            Como se trata de um jogo bem antigo (ele é de 2005) não achei que valeria a pena um “opiniões” sobre ele. Resolvi, então, no meio em uma batalha colossal transformar minhas experiências com o game neste “diário”. Com os textos trago vídeos do usuário do youtube theRadBrad para ilustrar melhor as batalhas.

            Para começar algumas ponderações gerais sobre o game. Nota-se de imediato o porque dele ser considerado uma das grande obras primas da história dos games. Ele é belíssimo. Seu mundo, ainda que pouco habitado, vazio é extremamente deslumbrante. Em alguns momentos chega a ser vertiginoso. É uma obra única, sem dúvidas.



            Tecnicamente a única coisa que tem me irritado é a câmera que em alguns momentos atrapalha e o controle que não responde sempre muito bem ao meu comando. Mesmo assim, a experiência tem valido á pena. As batalhas são fenomenais e a sensação da última estocada em cada monstro é compensadora.

            Bom, agora vamos aos monstros em questão.  Ontem matei quatro Colossus[3].



1-º Colosso:

            Realmente a primeira vez é inesquecível. Desde a busca pelo lugar onde ele se encontra até a sua aparição dão uma sensação única. Passada admiração pelo encontro foi a hora de partir para a luta. O único problema dela foi que, como era a primeira batalha, eu ainda estava dominando e entendo a jogabilidade. Mas de qualquer forma não foi lá muito difícil este primeiro oponente. Colosso no chão e o jogo já me cativou.


2º Colosso:
            Esse foi o mais fácil até o momento. Após conseguir subi-lo só cai com ele morto. Mais um para a conta.





3º Colosso:
            Aqui o meu problema crônico de direção me fez demorar uma eternidade para encontrar a criatura. Após o encontro parti para a briga confiante. Após mais uma demora em finalmente alcançar seu primeiro ponto fraco o resto foi mais tranqüilo. Terceiro Colosso no chão e eu já achando que estava dominando o jogo.



4º Colosso:
            Aqui a coisa ficou bem feia. E dramática. Foi a batalha mais demorada e a câmera e o controle me atrapalharam absurdamente. Outro ponto que me fez demorar foi o modo de chamar a atenção da criatura para subi-la. Por muitas vezes eu estava á sua frente chamando a sua atenção e ele insistia em ir para outra direção. Para complicar quando faltava o último golpe a stamina acabou e fui jogado para baixo de novo, demorando novamente até conseguir subi-la. Quando finalmente consegui dei a estocada de misericórdia e com ela uma grande sensação de alívio de dever cumprido. Fim do primeiro dia de caçada.




OS: Foi no meio dessa cansativa batalha que decidi fazer esse diário.

Até as próximas batalhas!


[1] Mais de 700.
[2] Quase 3.000
[3] Em um total de 16.

terça-feira, 1 de maio de 2012

...GAMES. Silent Hill Downpour


...GAMES
Opiniões #10- Silent Hill: Downpour
Por Marlon Fonseca




            Com Resident Evil se deslocando cada vez mais para o campo da ação, Silent Hill lidera o posto de franquia de terror mais popular nos games. Focado na ambientação e no terror psicológico e contendo puzzles e momentos macabros e uma trilha sonora premiada, a série conquistou fãs em todo o mundo. Nos últimos jogos, porém, houve uma perda da identidade e qualidade em comparação aos mais antigos.

            Silent Hill Downpour tenta resgatar os elementos que consagraram a série. Consegue em parte. Na trama, o jogador controla Murphy Pendleton um presidiário que na ocasião de sua transferência para uma penitenciária, sofre um acidente de ônibus. Esse caminho o levará á cidade atormentada de Silent Hill.


            A ambientação é muito boa. Além da neblina característica da série houve a adição de uma tempestade forte com direito á trovoada. A trilha sonora se não repete a excelência dos jogos mais populares da série é pelo menos competente e compõe bem o clima. Risadas ao fundo, portas batendo e objetos caindo complementam a atmosfera. Percebe-se realmente um retorno aos primeiros jogos neste sentido. Não chega a ir tão fundo no terror como nos primeiros games da série, mas possui inegáveis bons momentos.




            Os gráficos estão muito bons e sem dúvidas é o jogo mais bonito de toda a franquia. Efeitos de iluminação muito bem aplicados e CG´s competentes contribuem para o clima.

            A novidade do jogo para a série são as sidequests que, assim como em jogos de RPG e de “mundo aberto” são missões á parte da história principal que podem ser feitas ou não dependendo da vontade do jogador. A maioria é interessante e umas chegam a ser bem macabras. O sistema de escolhas está de volta[1] e estas influenciam diretamente o final do jogo, que são vários (outra tradição da série).

            A jogabilidade continua a mesma: o jogador deverá percorrer a cidade e resolver puzzles na tentativa de fugir de lá e entender o que anda acontecendo. Há ainda momentos em que se tem que enfrentar algumas criaturas ou fugir delas. Esses momentos não são muitos, revelando-se mais uma tentativa de retorno aos elementos antigos da série. A história, apesar de mais simples do que em outras visitas á cidade, é boa e prende a atenção até o fim.

            Mas o combate é falho demais e prejudica muito o jogador. O pior problema do game, porém, reside nos aspectos técnicos. Constantes e irritantes slowdowns (queda na velocidade do jogo) irritam e atrapalham demais, chegando a quase travá-lo em várias ocasiões. Somando ao aspecto “lavado” dos (bons) gráficos mostra que não houve um cuidado no acabamento do game.

            Silent Hill Downpour pode não ser o melhor game da franquia, mas não a deturpa e prejudica. Com bons momentos de terror, história com desenvolvimento satisfatório e bom visual vai conseguir prender o jogador até o final. Seus maiores problemas residem no combate falho e em problemas técnicos imperdoáveis, mas vale á pena ser conferido.

            Cotação:   (3/5)

            Ficha técnica: Silent Hill Downpour (PS3, XBOX 360). Terror/suspense. Produtora: Konami. Estúdio: Vatra. Data de Lançamento: 13 de Março de 2012. Versão Testada: PS3


[1] São três ao longo do jogo.

domingo, 29 de abril de 2012

Opiniões Especial - Os vingadores (versão fã)


ESPECIAL
Opiniões Especial – Os Vingadores (versão fã)




Cuidado! Este texto contém informações que podem estragar algumas surpresas de quem ainda não viu o filme!!!!!




            Na Sexta, dia 27, o filme Os Vingadores foi conferido e “opinado” aqui no “Falando de...”. Na ocasião tentei ser mais objetivo e imparcial. Conforme prometido este texto é a minha visão do filme como fã de quadrinhos de longa data.

            Aprecio quadrinhos desde criança e os super-heróis sempre fizeram parte da minha vida e, felizmente, ainda fazem. É para mim, portanto, extremamente gratificante ver o rumo que as adaptações de suas histórias para o cinema vêm levando. Ótimos filmes estão saindo e o mais importante: com a captação das nuances e o cuidado no desenvolvimento da personalidade dos personagens. Afinal, tal qual os deuses da grécia antiga, os super heróis são poderosos, porém falhos como todo e qualquer ser humano.

            E foi, com extrema gratificação, que percebi que em Os Vingadores novamente se teve essa visão. Logicamente, o objetivo maior era a diversão e as cenas de ação. Mas, felizmente, houve um cuidado em se estabelecer os conflitos e elos entre os personagens com cautela. Nesse quesito o que mais me chamou a atenção foi a admiração e amizade mútua estabelecida entre Tony Stark e Bruce Banner. Não foi surpresa no fim do filme, portanto, que tenha sido justamente o Hulk que tenha salvado o Homem de Ferro de sua queda livre.

            Outro fator que merece destaque foi que todos os acontecimentos dos filmes solo dos personagens se encaixaram muito bem. Parecia realmente que se estava assistindo uma daquelas sagas grandiosas das HQ´s com referências a outras histórias (só faltou um balãozinho no canto da tela dizendo “como visto em...”).

            Quanto ao tom, apesar de conter alguns momentos que flertaram com o cartunesco e muitos diálogos “engraçadinhos” o filme não soa bobo e infantilizado.

            Quanto aos personagens não dá para começar sem citar o Hulk. Ele roubou a cena. Na minha sessão a única vez em que houve aplausos do público foi para ele. Curioso ver que ele funcionou melhor no filme do grupo do que nos tratamentos solos anteriores. E pela primeira vez de verdade conseguiu se ver o rosto do seu intérprete na criatura digital. O Capitão América também foi outro que cresceu muito neste filme. Ali eu vi o Steve Rogers que “conheço” há décadas. E no campo de batalha e dando ordens a todos e organizando o grupo foi o momento que de fato o Capitão surgiu como o líder definitivo da equipe. O Homem de Ferro do Downey Jr. continua sendo muito cool e a Scarlett Johansson sobe mais um degrau no status de musa.  Mas todos sem exceção tiveram seu espaço para brilhar.

            Já com relação ao Loki, sempre o considerei um vilão interessantes nos quadrinhos e Tom Hiddleston já havia demonstrado talento em sua primeira interpretação no filme do Thor. Mas em Os Vingadores ele está menos contido e se saiu muito bem como o vilão. A morte do Coulson além de servir como estímulo para a união do grupo serviu também para deixar o público com mais raiva ainda do maligno semideus.

            Duas ausências sentidas? O clássico grito de “Avante Vingadores!!!” e o destino do Caveira Vermelha. Esses acho que estão guardados respectivamente para Os Vingadores 2 e Capitão América 2.

            O filme superou as expectativas. Como apaixonado por cinema e por quadrinhos eu não poderia ter saído mais satisfeito. Aquele garotinho que lias as histórias e as reproduzia com seus bonecos em sua casa, então, estava dando pulos de alegria dentro de mim.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

...CINEMA. Opiniões #25 - Os Vingadores


...CINEMA
Opiniões #25- Os Vingadores (The Avengers, 2012)
Por Marlon Fonseca



            Enfim chega aos cinemas a última e maior parte de um quebra-cabeças muito bem criado pela Marvel Studios. A primeira peça e base de tudo foi lançada em 2008 quando em o Homem de Ferro Nick Fury aparece diante de Tony Stark e menciona uma “iniciativa”. Nos subseqüentes O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América novas peças foram surgindo e agora o todo se completa.

            “Houve um dia como nenhum outro, em que os maiores heróis do mundo se viram unidos contra uma ameaça comum. Naquele dia, os Vingadores nasceram...para combater os inimigos que nenhum super herói poderá enfrentar sozinho”. Com esta frase e princípio, o grupo surgiu em 1963 para os Quadrinhos.

            Em 2012 nascem com o mesmo mote nos cinemas. Na trama do filme a ameaça comum é o ensandecido e cada vez mais perigoso meio irmão de Thor, Loki, agora munido de um terrível exército alienígena. Para combatê-lo Nick Fury finalmente inicia a sua Iniciativa Vingadores e reúne os heróis, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Vúva Negra e Gavião Arqueiro. Juntos tentarão defender a Terra desta terrível ameaça. Ou, ao menos, vinga-la. Mas não sem antes ter que enfrentar outro perigo em comum: a convivência.

            Mais do que um filme de ação, Os Vingadores é uma empreitada cinematográfica. Uma das maiores de todos os tempos. O que a Marvel fez antes mesmo da estréia do filme já é digno de aplausos. Trouxe aos cinemas seu universo coeso e interligado com todos seus filmes anteriores apontado para este único horizonte.

            Para esta tarefa, o escolhido foi Joss Whedon que já mostrara na série Firefly e seu filme Serenity, habilidade em administrar uma equipe e seus protagonistas. Seu sucesso á frente da série de quadrinhos Os surpreendentes X-men o qualificou de vez.

            Whedon, que também co-escreveu o roteiro do longa[1],  soube muito bem dosar cada característica e importância dos personagens. Contando com generosas 2 horas e 20 minutos de projeção ele teve tempo de sobra para estabelecer os conflitos e elos entre todos os personagens. Destaque também para os diálogos acima da média, principalmente nos embates psicológicos entre os heróis e Loki. A montagem também ajuda e mantém o filme fluente e “redondo”.

            Percebe-se o cuidado na ligação entre todos os filmes anteriores, mas em nenhum momento se parece algo forçado. Pelo contrário o resultado é bastante orgânico. Todos os personagens tem sua importância e destaque na trama.

            Como era de se esperar de uma produção deste porte, os efeitos especiais estão excelentes e o 3D que fora mal utilizado no filmes do Thor e Capitão América aqui está muito melhor realizado, destacando os efeitos em algumas cenas e causando imersão em outras. Whedon segura as rédeas das espetaculares cenas de ação muito bem e os espectadores ainda são brindados com uma seqüência sem cortes alternando a ação dos heróis.

Mas nada daria certo sem o elenco. Alternando entre atores consagrados e astros em ascensão todos estão em ótima performance. Como era de se esperar Robert Downey Jr sai á frente do elenco. São deles as melhores frases de efeitos e os momentos de maior humor. Mas seu Tony Stark mostra mais uma vez que sabe ser heróico quando preciso. Scarlet Johansson que vem com a ingrata tarefa de ser a única mulher do grupo apresenta a competência de sempre e sua Viúva Negra no decorrer do filme vai apresentando as suas diversas camadas. Mark Ruffalo estreando no papel do atormentado Bruce Banner o faz com exímia qualidade. Suas feições e movimentos também estão presentes no Hulk mais bem feito e icônico dos cinemas até o momento. Chris Henswort continua acertando a mão como Thor com seu misto de brutalidade, nobreza e sentimento de culpa pelos atos de seu irmão. Samuel L. Jackson e Jeremy Ranner também dão conta do recado quando acionados.

Justiça, porém, deve se fazer a Chris Evans que dá um passo á frente em sua interpretação como Capitão América chegando bem próximo ao Steve Rogers honroso, heróico e líder nato dos quadrinhos. Mas o destaque de todo este excelente elenco fica mesmo para Tom Hiddleston. Seu Loki apresenta-se com um misto de loucura, fraqueza, sagacidade segurando-se muitíssimo bem no papel de ameaça geradora da união dos personagens.

            O quebra-cabeça da Marvel se completa de forma bastante competente. O primeiro, diga-se de passagem. Peças para o segundo já foram lançadas e novas surgirão nos próximos anos em Homem de Ferro 3, Thor 2, Capitão América 2 e num eventual novo filme do Hluk[2] para que se juntem á peça maior Vingadores 2 em 2015[3].

            Houve um dia em que os maiores heróis do planeta juntaram-se nos cinemas para entreter e emocionar a todos. Poucos se esquecerão dele.

            Cotação: (5/5)

            Ficha técnica: Os vingadores (The Avengers, USA, 2012). Ação. Direção: Joss Whedon. Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Mark Rufallo, Chris Hesworth, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg. Duração: 142 min.


[1] Ainda que imitado a certas imposições do estúdio
[2] Joss Whedon admitiu conversas nesse sentido.
[3] Data de lançamento já confirmada

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dicas da Semana #13 - 26/04/2012


Dicas da Semana #13 – 26/04/2012
Por Marlon Fonseca




            Mais um “dicas” com lançamentos e indicações de filmes e games para animar o seu final de semana.



Cinema:


Os Vingadores: A espera chegou ao fim. Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, Viúva Negra Gavião Arqueiro e Nick Fury se unem para enfrentar o ensandecido e vilanesco Loki em uma das maiores empreitadas da história do cinema.
O “Falando de...” está confirmadíssimo na sessão de estréia e amanhã mesmo já teremos um “opiniões” sobre o filme. Enquanto isso aqueça-se com alguns textos sobre ele: http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/04/cinema-especial-avante-vingadores.html ; http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/02/especial-01-o-comercial-dos-vingadores.html






DVD/Blu-ray:

Tudo pelo poder: Filme que concorreu ao oscar de melhor roteiro adaptado e que conta com um elenco de primeira linha. Mostra os bastidores pela corrida á vaga presidencial americana pelos democratas. Dirigido por George Clooney. Imperdível.







Missão Impossível: Protocolo Fantasma: Considerado por muitos, e com certa razão, como o melhor filme da série, temos o agente Ethan Hunt (novamente interpretado por Tom Cruise) agindo como renegado tentando desvendar uma traição dentro da própria IMF.








Roubo nas alturas: Um time de comediantes de peso, liderados por Eddie Murphy e Bem Stiller, está nessa comédia onde um grupo planeja assaltar um prédio de luxo, sendo o alvo a cobertura de um trapaceiro de Wall Street.












NETFLIX:

Road Trip: Caindo na Estrada: Para quem matou a saudades da turma do American Pie, este filme é mais do que indicado. Um estudante universitário trai a namorada e grava um vídeo. Seus amigos o enviam por acidente e agora todos irão viajar para tentar intercepta-lo. Hilário.








O Guia do Mochileiro das Galáxias: A saga literária do Mochileiro das Galáxias escrita por Douglas Adams está entre as obras literárias mais divertidas e non sense de todos os tempos. Este filme adapta o primeiro dos 4 livros que compõem a série.








Brilho Eterno de uma mente sem lembranças: Comédia dramática com toques de ficção científica onde se presencia a melhor atuação da carreira de Jim Carrey. Ao lado de Kate Winslet, eles formam um casal que, após o rompimento, passa por um experimento que apaga as lembranças de uma pessoa em específica de seu cérebro. Esqueceram-se, porém, que do coração nada se apaga. Um filme que precisa ser visto e apreciado por todos.










GAMES:

Prototype 2: Tentando se estabelecer como mais uma franquia de respeito, o jogo de ação em “mundo aberto” retorna com novo protagonista.











BOM DIVERTIMENTO E BOM FINAL DE SEMANA PARA TODOS!!!!!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

...CINEMA. Opiniões #24 - American Pie: o Reencontro


...CINEMA
Opiniões #24- American Pie: O Reencontro (American Reunion, USA 2012)
Por Marlon Fonseca




            A Série American Pie marcou uma geração. O que Porky´s significou para os anos 80,ela foi para os adolescentes do fim dos anos 90. Este American Pie: o reencontro chega para encerrar a franquia com uma forma de despedida e homenagem.

            Na trama, todos os personagens da série original[1] retornam, sejam como protagonistas ou em participações especiais para a festa de encontro de 13 anos de formados de sua turma. Tentando esquecer um pouco os seus problemas, agora na vida adulta, os amigos Jim, Kevin, OZ, Finch e Stiffler tentam transformar este encontro em mais uma “festa inesquecível”.

            A questão central em torno do filme é se tanto o público quanto os personagens amadureceram. Repetir as piadas de treze anos com certeza não soaria tão bem para os fãs de outrora. E, surpreendentemente, os roteiristas entenderam isso e conseguiram dosar bem escatologia, comédia, romance e, até mesmo, doçura tornando o filme algo bastante agradável de ver.

            O amadurecimento se dá nos problemas que os protagonistas enfrentam. Perder a virgindade ficou no passado e agora eles precisam resolver problemas sérios de relacionamentos e profissionais. Uma sacada interessante foram as cenas em que Jim e seu pai mudam de lugar e agora é o filho que tenta aconselhar o pai de forma desastrada.

            American Pie: o reencontro não é uma obra prima, mas diverte e faz jus aos fãs da série apresentando um desfecho mais do que favorável a franquia.

             
Cotação:   (3/5)

Ficha Técnica: American Pie: O Reencontro. (American Reunion, USA, 2012). Comédia. Direção: Jon Huwirtz e Hayden Schlossberg. Elenco: Jason Biggs, Alysson Hanningan, Sean William Scott, Chris Klein, Thomas Ian Nichols, Tara Reid, Mena Suvari, Eddie Kay Thomas, Eugene Levy. Duração: 113 min.


[1] Ignorando os posteriores filmes lançados em DVD