domingo, 25 de março de 2012

...GAMES. Opiniões #07 - Ninja Gaiden 3


...GAMES
Opiniões #07 – Ninja Gaiden 3
Por Marlon Fonseca




            Ninja Gaiden é uma franquia que conseguiu marcar época em oportunidades distintas na história dos Games. Em um primeiro momento na era 8 bits e arcade conquistou jogadores rapidamente com ação constante, dificuldade alta e longas seqüências animadas contando a história dos jogos[1]. Ao ser relançado para o primeiro XBOX recebeu novo tratamento, passando a integrar o gênero Hack N´Slash empregando bastante violência e dificuldade insana.

           A terceira versão desse novo enfoque, intitulada simplesmente de Ninja Gaiden 3, chegou com a missão de manter a qualidade e sucesso da franquia mesmo após a saída do seu produtor original Tomonobu Itakagi. Apesar de o game ser produzido ainda pelo Team Ninja as diferenças oriundas da saída de seu produtor são visíveis. 

Ryu Hayabusa ontem...


            






... e hoje

             Nessa nova aventura, percebe-se claramente, a tentativa de humanizar o protagonista da série Ryu Hayabusa. A história, aliás, é inteiramente focada no lado sombrio de sua alma. A adição de alguns personagens faz com que seu lado humano venha á tona como nunca. [2]  Infelizmente a história é fraca, rasa e cheia de irregularidades, além de visivelmente estar mais “americanizada” do que de costume.

            Já no quesito ação, fator forte da série, não há o que reclamar. Ela é intensa e frenética no decorrer de todo o jogo. Não há espaço para sutilezas. Para quem achava que a violência seria amenizada em razão da retirada dos desmembramentos, que fizeram sucesso no Ninja Gaiden 2, enganou-se: há muito mais sangue sendo jorrado por toda a tela e personagens. Além disso, tais desmembramentos foram trocados por animações em close nos quais Ryu atravessa sua espada nos adversários. Momentos em que se pode escolher ou não em trucidar inimigos rendidos também contribuem para com a brutalidade do jogo.



            Os gráficos do jogo estão superiores ás versões anteriores. Ryu e seus inimigos estão mais detalhados e com mais animações. As CG´s que contam a história ,outra marca registrada da série, continuam muito bem feitas, inclusive com a participação de personagens antigos da série e, logicamente, cercado de mulheres voluptuosas.[3] A campanha roda por todo o mundo com cenários dos mais variados como cidade, floresta, deserto, neve, etc. e estão todos muito bonitos, ainda que repetitivos[4] alguns com efeitos estilosos como neblina, tempestades de areia e neve.

            A jogabilidade, ainda que simplificada, continua similar a dos jogos anteriores. As respostas estão rápidas e os combos saem com extrema naturalidade, quase que automaticamente. Ainda que poucos variados. No game há espaço para a inclusão de novas habilidades. Está presente, também, o uso, ás vezes excessivo, das Quick Time Events (QTE) para incrementar a ação[5]. A câmera funciona na maioria das vezes, mas em certos momentos incomoda e pode atrapalhar o jogador em lutas mais complicadas. A dificuldade marca registrada da franquia, conforme falado, foi atenuada no começo do jogo, mas em dados momentos o jogador ainda pode e vai penar. [6]




            Mas as mudanças que mais podem incomodar aos fãs da franquia realmente são as que contribuíram para com uma maior superficialidade ao game. Não há em momento algum qualquer puzzle para frear a ação do jogo, que é bastante linear, diga-se de passagem. A ausência de melhoramentos no personagem, itens para adquirir e colecionar e nippos[7] distintas contribuem para esta superficialidade. Para piorar, não há variações de armas. Ruy, durante todo o jogo utiliza-se apenas de espadas, shurikens[8] e arco e flecha. A espada, inclusive, nem é a icônica Dragon Sword[9]. Batalhas “requentadas” com chefes anteriormente enfrentados ou pinçadas de outros jogos[10] também irritam.
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            Terminada a aventura principal, que dura em torno de oito a dez horas, dependendo da dificuldade escolhida e da habilidade do jogador, ainda há o modo online a ser explorado. Desafios a serem enfrentados cooperativamente e possibilidade de criação e enfrentamento entre clãs poderá manter os “Ninjas virtuais” mais tempo jogando. A limitadíssima customização dos personagens, porém, prejudica esta modalidade. Para utilizar o modo é necessária a utilização do online pass que vem junto com o jogo.

No online há a opção de customizar seu Ninja

            Ninja Gaiden 3 pode não ser o game que há anos estava sendo aguardado pelos fãs. Sua superficialidade e linearidade vão incomodar os mais exigentes. Apesar das falhas existente, porém, é um jogo de ação muito acima da média e não fere integralmente a qualidade da franquia. Merece ser jogado tanto pelos seguidores fiéis da saga, bem como qualquer gamer interessado em um Hack N´slah dinâmico e de qualidade.

Cotação:   (4/5 - Muito bom)

Ficha técnica: Ninja Gaiden 3. Gênero: Ação/Hack N´ Slash. Plataformas: PS3, XBOX 360 e futuramente Wii U. Produtora: Tecmo. Estúdio: Team Ninja. Dat de Lançamento: 20 de Março de 2012. Versão testada: Playstation 3


[1] Algo ainda raro naquela época.
[2] Reaprem que toda vez que ele fala com a menina Canna ele tira a sua máscara. Nunca Ryu Hayabusa expôs tanto o seu rosto na série.
[3] Marca registrada não só de Ninja Gaiden mas de Dead or Alive, outra franquia da team ninja que conta com a participação de Hayabusa.
[4] Em alguns momentos cenários marcantes da série são revisitados.
[5] Mas nada comparada á Asura´s Wrath. Bom jogo, mas que deixou de ser excelente pelo exagero nesta utilização conforme faldo em http://blogdofalandode.blogspot.com.br/2012/02/games-opinioes-03-asuras-wrath.html
[6] A partir da metade do jogo, a quantidade de inimigos presentes em tela aumenta muito tornando as batalhas mais difíceis.
[7] As magias do jogo que foi limitada a apenas uma ainda que quando realizada tem uma animação bastante bacana.
[8] Estas quase que inúteis.
[9] Apesar de ela ser parte importante da história
[10] Uma chega a copiar descaradamente uma já vista em God Of War 3 que, por sua vez, inspirou-se em Shadow Of the colossus.

sexta-feira, 23 de março de 2012

...CINEMA. Opiniões # 18- Jogos Vorazes


...CINEMA.
Opiniões #18-  Jogos Vorazes (The Hunger Games, USA, 2012)
Por Marlon Fonseca


  
           
Nova saga literária voltada a um público mais jovem, Jogos Vorazes chega aos cinemas para estabelecer-se também nesta mídia A trilogia escrita por Suzanne Collins encontra-se há mais de 160 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times e possui milhares de fás em todo o mundo. E com o filme, com certeza novoss seguidores surgirão.

            Adaptação bastante fiel do primeiro livro da trilogia, Jogos Vorazes passa-se em um mudo pós-apocalíptico onde os Estados Unidos foram divididos em doze distritos. Anualmente, cada distrito tem que ceder um casal de jovens para a participação de um torneio. Nesta primeira parte da saga, acompanharemos o sacrifício, treinamento e participação da jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) no torneio.

            Engana-se bastante quem, sem conhecer a obra, a encara como uma “literatura rasa adolescente”. A trama, tanto do livro como do filme, contém subtextos bastante interessantes e bem colocados com críticas contundentes á sociedade, principalmente na questão da utilização do entretenimento como forma de dominação das massas e seus efeitos nos participantes e espectadores. Sacrifício, lealdade e coragem também estão presentes.

           Palmas, portanto, para o diretor Gary Ross (que dirigiu Seabiscuit) que, ao lado da própria Suzanne Collins e mais dois roteiristas, mantiveram a essência da obra intacta, ainda que, por motivos óbvios[1], tenha havidos supressões ou algumas mudanças. Mas o importante é que ele foi feito com bastante cuidado, sem furos aparentes e conta a história de forma bastante competente e com diálogos acima da média.

          Na primeira parte do longa o espectador é apresentado ao mundo na qual a saga se insere. Seus personagens e suas relações, a forma de como o torneio é visto e “vendido”, bem como o treinamento e preparação da protagonista, seu companheiro de Distrito e demais participantes para o embate.

            É aqui, também, que começa a ser tratada de forma bastante competente o principal subtexto do filme. O torneio, claramente fora criado como forma de dominação, intimidação e alienação das massas. Algo, inclusive, que está muito longe de ser ficcional. Pode-se encarar os Jogos Vorazes como um misto de Realiy show e luta de gladiadores coisas comuns na nossa história e sociedade atual.

            Nesse caso, porém, não vemos os combatentes esfuziados e histéricos como num Big Brother ou gesticulando de forma heróica como supostamente era na época do Coliseu romano. O Resultado do sorteio que define os participantes traz aos escolhidos um responsabilidade e fardo recebidos com bastante pesar. Porém, curiosamente, eles são aconselhados e posarem exatamente como um misto de gladiadores e “pseudo celebridades” como os Brothers, para angariarem a simpatia do público e os indispensáveis “patrocinadores”.

            Passada esta irretocável primeira parte, chega com a segunda parte, enfim os jogos em si. E aqui a brutalidade física e emocional reina. Mesmo que o filme visivelmente tenta atenuar o tom para não pegar uma classificação etária maior, é chocante assistir jovens com idades entre 12 e 18 anos se caçando e matando brutalmente.

            Mesmo assim, a subtrama ainda se apresenta. Principalmente quando vemos os “bastidores” dos programas e as duas freqüentes artimanhas e manipulações para tornar o “espetáculo” mais “interessante”. Ainda há também a participação prática dos tais “patrocinadores” com o envio de remédios, alimentos aos combatentes “patrocinados”.[2] Há também a formação de alianças que diante da própria situação na qual se encontram já nascem frágeis, mesmo que algumas ainda sinceras.

            Além de tudo isso há logicamente uma inevitável história de romance, feita, também, com extrema competência. O triângulo amoroso é bastante palatável e longe do melodrama barato como em outra saga de sucesso recente. As motivações aqui são bem mais fortes[3] e fundadas das mais variadas formas.

            Por fim e muito longe de ser menos importante, resta o cuidado na escolha do formidável elenco. Jennifer Lawrence, a protagonista, já havia mostrado uma assombrosa maturidade interpretativa em seu difícil e forte papel em Inverno da Alma[4]. Quem a viu neste trabalho descobre que sua escolha para protagonizar a saga não foi em vão. O começo de Jogos Vorazes, inclusive, é situado em lugares e situações bastante parecidos como de seu trabalho anterior. Mas não achem que por isso ela aqui se repete. Não mesmo, pois ela vai além. Sua expressividade e força no olhar é algo extremamente raro. Talento e competência natos que se desenvolvem a cada trabalho. Sem dúvidas veio para ficar.

      Compondo o resto do elenco, temos um Josh Hutgherson correto que aparenta também amadurecimento e parece ter superado a perda do papel de Peter Parker em O Espetacular Homem-Aranha para Andrew Garfield.[5] Satanley tucci, Woody Harrelson, Lenny kravitz, Donald Sutherland e Toby Jones dignificam e qualificam o elenco de apoio.

               Assim, e sem dúvidas, tanto o fã e conhecedor da saga literária como o espectador que estará a conhecendo pela primeira vez, sairá extremamente satisfeito por ter visto um filme que diverte, interessa e é extremamente bem feito. A sorte de Jogos Vorazes já a está acompanhando e com certeza aumentará com os novos fãs que surgirão com o filme.


Cotação:  (4/5 - Muito Bom)

Ficha Técnica: Jogos Vorazes (The Hunger Games, USA, 2012). Ação, Drama e Romance. Direção: Gary Ross. Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Stanley Tucci, Donald Sutherland, Toby Jones. Duração: 144 min.


Agradecimentos: Como o autor não teve tempo hábil para a leitura do livro fez um “trabalho de campo” e pesquisou junto aos espectadores da sessão se o livro fora bem transportado para as telas. Todos foram unânimes em dizer que sim. O “Falando de...” agradece a vocês colaboradores anônimos para com a ajuda nesta “opinião”.


[1] Literatura e cinema são mídias diferentes e mudanças em adaptações de livros para cinema geralmente são necessárias. No caso, a permanência da essência da obra adaptada é que deve ser preservada.
[2] Ainda há espaço em meio ao caos para uma cena extremamente bela e sensível para relatar a morte de uma querida personagem.
 [3] Para quem não leu o livro fica a dúvida. O beijo em Peeta foi para salva-lo em razão do conteúdo de um bilhete de um patrocinador ou afeto verdadeiro?
[4] Filme no qual concorreu aos Oscar de melhor atriz em 2011. Ela também fez a jovem Mística em "X-Men: Primeira Classe" no ano passado.
[5] Sua visível ausência de carisma com certeza fora observado para o futuro que seu personagem aparenta carregar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dicas da Semana #09- 22/03/2012


Dicas da Semana #09 – 22/03/2012
Por Marlon Fonseca




            As locadoras estão repletas de novidades nesta semana além de indicações de filmes que possam ter passado despercebidos. No cinema a estréia de uma potencial nova franquia e nos games antigas séries de sucesso ganham novos jogos. Tudo isso no “dicas” desta semana.



Cinema:


Jogos Vorazes: Adaptação do primeiro livro da franquia literária de Suzanne Collins que já vendeu milhões ao redor do mundo e está há 160 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Na trama, o mundo, após catástrofe apocalípticas, fora dividido em dize distritos. Cada distrito anualmente tem que ceder um menino e uma menina para a participação nos Jogos Vorazes do título. Acompanharemos o sacrifício e treinamento da jovem Katniss Everdeen interpretada por Jennifer Lawrence.
Amanhã, dia da estréia, já teremos um “Opiniões” sobre o filme.




Sete dias com Marilyn: Baseado no livro homônimo o filme conta a história do jovem assistente de direção Cloin Clark que passa uma semana ao lado da atriz na ocasião das filmagens de “O Príncipe Encantado”  em Londres. Michelle Willians interpreta á diva e concorreu ao Oscar de melhor atriz nesse ano pelo filme.









DVD/Blu-ray:


Inverno da Alma: Jennifer Lawrence a estrela de Jogos Vorazes despontou para o estrelato ao concorrer ao Oscar de Melhor Atriz em 2011 por este premiadíssimo filme de drama e suspense.










Os Muppets: O retorno dos bonecos animados criados por Jim Henson teve recepção morna do público, mas com certeza crescerá no Home Vídeo.










Os Especialistas: Baseado em uma história real, na qual um ex-agente britânico tem que liberar seu mentor das mãos de seu inimigo. Filmaço de ação com elenco de primeira: Jason Stathan, Robert de Niro e Clive Owen.










A Pele que habito: Nessa primeira incursão ao gênero de Terror do diretor Pedro Almodóvar, Antonio Bandeiras é um cirurgião plástico doentio que mantém uma mulher cativa para servir de cobaia para seus experimentos.










O Palhaço: Excelente misto de comédia e drama dirigido e interpretado por Selton Mello. Vale muito a pena conferir e prestigiar este trabalho.









GAMES:

Resident Evil: Operations Raccoon City (PS3 e XBOX 360): Spin-off de uma das maiores franquias da história dos games. O foco desta vez é a jogabilidade fundada em tido de terceira pessoa.
O “Falando de...” jpa jogou, terminou e opinou:









Ninja Gaiden 3 (PS3 e XBOX 360): Ryu Hayabusa está de volta em mais um games bastante sangrento e você saberá tudo sobre ele dentro de alguns dias aqui mesmo no “Falando de...”








Silent Hill: Downpour e HD Collection (PS3 e XBOX 360): A franquia de terror Silent Hill apresenta sua mais nova versão tentando remeter ao clima dos games originais. E por falar em originais, oi lançada também a remasterização em Alta definição contendo os exceelntes jogos 2 e 3 em um mesmo disco.




Resumo:

Com 10 dicas da semana publicados (9 regulares e o especial de carnaval) estamos chegando á marca de 100 indicações totais em menos de dois meses de blog.














BOM DIVERTIMENTO E BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!!!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

...SÉRIES. Opiniões #03 - Episódio 2.13 e Segunda Temporada de The Walking Dead

...SÉRIES.
Opiniões #03 - Episódio 2.13 e Segunda temporada de The Walking Dead
Por Marlon Fonseca





Atenção!!! O Texto contém informações que podem estragar a surpresa de quem ainda não assistiu ao episódio.





         A segunda temporada de um seriado é muito importante, pois é nela que ele pode mostrar sem tem fôlego para manter o interesse ou foi apenas algo passageiro. Mesmo iniciando de forma bastante morna, a segunda temporada de The Walking Dead, principalmente após o sétimo episódio, revelando de forma forte e corajosa o destino de Sophia, não somente estabeleceu-se como foi além.
         Transmitido nos EUA no domingo passado, o episódio que encerra teve audiência de 9 milhões de espectadores. Um marco tendo em vista as cenas fortes do seriado e sua temática.
          Escrito pelo seu criador Robert Kirkman, e iniciando de forma bastante inteligente e assustadora mostrando como os zumbis fizeram seu caminho até a fazenda, em nenhum momento houve espaço para sutilezas. Na primeira parte a violência e a ação imperaram com a tomada da fazenda pelos zumbis e a tentativa desesperada do grupo em escapar. Vidas novamente foram ceifadas, mas a grande maioria consegue sobreviver á feroz investida.
O inevitável destino da fazenda.

         Após o reencontro emocionado dos sobreviventes, a violência física deu espaço á carga emocional com duas revelações importantes. A primeira, que já for debatida no episódio anterior pelos leitores Flávio Dreux e Rafael Lopes, foi no sentido de que TODOS os sobreviventes estão contaminados. Basta, portanto, morrer para tornar-se zumbi. Não menos importante causou impacto primeiramente á Lori e em sequência ao grupo a revelação de como Shane tombara.



          A aparição surpresa, diante de uma Andrea que dispersou-se do grupo, de uma personagem querida pelos leitores dos Quadrinhos foi marcante. Em poucos segundos já fora explicado o motivo de tal sucesso.
Michone marca presença...




        




...em poucos mas memoráveis segundos
        
       Por fim, o discurso final de Rick que chama finalmente para si a liderança de forma impositiva mostra de que forma está sendo afetado por todas as responsabilidades e culpas que vem carregando desde que acordou naquele hospital e deparou-se com uma terrível nova realidade. Aqui também deve-se fazer justiça ao seu intérprete Andrew Lincoln que desde o início mostrara talento, mas que brilhou magistralmente por todo o episódio.
        O horizonte que termina o episódio aponta qual será o paradeiro do grupo na terceira temporada.
            



A Sequência mais forte:
         Escolher uma entre várias sequências fortes de toda essa temporada não é fácil. Personagens marcantes morrendo, emoções á flor da pele acontecendo a todo tempo e até um duelo ao luar entre dois ex-amigos ocorreram. Mas dentre todas, sem dúvidas, a mais marcante foi a revelação do paradeiro de Sophia. Um marco não só para a série mas para qualquer mídia. Forte, emocional, chocante. Revejam:



Não concordam com a escolha? Qual foi a sua preferida? A mais marcante? Indique e fundamente nos comentários.



Terceira temporada:

A Terceira temporada da série está confirmadíssima e já temos algumas informações:

- Terá 16 episódios e começará nos EUA no dia 16 de Outubro deste ano

- A série se passará em um presídio tal qual acontece nos Quadrinhos.

- Está confirmada a entrada do personagem "Governador" que é o verdadeiro antagonista de Rick nos Quadrinhos. A volta do irmão de Darryl também está confirmada.


terça-feira, 20 de março de 2012

...GAMES. Opiniões #06- Resident Evil: Operation Raccoon City


...GAMES
Opiniões # 06 – Resident Evil: Operations Raccoon City
Por Marlon Fonseca






            Game que despertou curiosidades e críticas antes mesmo de começar, Resident Evil: Operations Raccoon City, finalmente chegou ás lojas para enfim poder ser testado. Trata-se de um spin-off da série Resident Evil com novos personagens e novo enfoque na jogabilidade. Se na série principal temos a mistura de survival horror com ação, esta versão baseia-se em jogos de tiro em terceira pessoa em cooperação como Gears of War e SOCOM.[1]

            Na trama, que se passa paralela aos eventos de Resident Evil 2 e 3, um grupo de mercenários é contratado pela empresa Umbrella para apagar os rastros de sua responsabilidade pelo vírus que assolou e destruiu a cidade de Racoon City. No caminho encontrarão cenários e personagens marcantes da série.




            A jogabilidade é boa, mas não brilhante. Quem já está acostumado a esse tipo de jogo não sofrerá nenhuma dificuldade para dominá-lo. Sentirá falta, porém, de um comando que possibilite fazer qualquer tipo de esquiva, o que deixa a ação mais travada. Causa estranheza, também, o fato de não haver a possibilidade de atribuir ações aos seus companheiros de esquadrão quando comandados pela irregular inteligência artificial do game.

Os gráficos estão competentes com personagens bem modelados (ainda que os zumbis estejam extrema e perceptivelmente repetitivos) e CG´s bem feitas, algo normal em jogos da CAPCOM, ainda que um pouco inferiores á qualidade de um Resident Evil 5, por exemplo. Mesmo com cenários não muito variados o caos deflagrado na cidade de Raccoon nunca foi tão bem detalhado.  Mas o destaque técnico mesmo fica por conta do aspecto sonoro. As músicas com temas de piano remetem aos acordes da saga principal e os gritos, gemidos dos zumbis, ao fundo compõem o clima sombrio do jogo.
           


            O jogo possui modo campanha que pode ser jogado sozinho ou em co-op em até quatro jogadores dando a opção que as partidas sejam públicas com qualquer um entrando no decorrer delas ou privadas permitindo apenas a participação de amigos convidados. Caso decida seguir sozinho, os demais membros do esquadrão serão comandados pelo computador. Pode-se escolher dentre alguns personagens, cada um com especialidades e habilidades distintas. Á medida que vai avançando e ganhando XP´s, o jogador vai subindo de ranking e poderá comprar novas habilidades e armas.

            A campanha gira em torno de 7 horas e a história, apesar de calcada no universo da série, é fraca e não contém muitas novidades. As aparições de personagens e vilões clássicos da série decepcionam principalmente pela limitadíssima IA deles tornando esses combates pouco memoráveis e inspirados. Ao fim há opção de uma escolha moral que pode tomar um caminho diferente á história já conhecida.

            Além da possibilidade de jogar todas as missões da campanha em co-op o games conta com outros modos multiplayer online com quatro modalidades cada um permitindo até 8 jogadores divididos em duas equipes e quatro que podem manter o interesse do jogo por pouco mais tempo.

            Não conseguindo manter a excelência de outros jogos da série que ostenta o nome e nem mesmo apresentando-se como um dos grandes jogos na linha tiro em terceira pessoa, Resident Evil: Operation Raccoooon City entrega um jogo apenas mediano, com bons momentos mas com falhas que o impedem de tornar-se mais atrativo. Aos fãs da séries e jogadores ocasionais que desejam apenas divertir-se mais um pouco neste universo em uma diversão rápida e rasa o jogo não decepcionará. Mas aos fãs mais hardcores e jogadores mais exigentes fica a dica: Resident Evil 6 está chegando. E promete.


Cotação: 




Ficha Técnica: Resident Evil: Operation Raccoooon City (PS3 e XBOX 360). Produtora: Capcom. Estúdio: Slant Six Games. Data de Lançmento: 20 de Março de 2012. Versão testada: Playstation 3

  



Versão testada:

            Assim como na ocasião na qual testamos Street Fighter x Tekken[2], a versão testada foi a sul-americana. Esta contém embalagem e manual em português, mas os menus e legendas estão em inglês.



[1] O game é produzido pela mesma produtora de SOCOM confortation.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cenas de Cinema #11 - O lado escuro da busca pela perfeição


Cenas de Cinema # 11 - Cisne Negro.
Por Marlon Fonseca



            Cisne Negro resultou em uma experiência inebriante pela jornada ao lado negro da alma e á busca pela perfeição. Repleta de simbolismos, a obra deve ser vista além da sua interpretação literal para sua melhor compreensão.

            Apesar de poder ser situada em qualquer esporte, arte ou profissão o Diretor Daren Aronofsky e seus roteiristas preferiram ambientar a trama no mundo do balé. Nina, a protagonista do filme, em sua busca pela perfeição, e com incentivada de seu professor, rompe a linha tênue entre dedicação e obsessão e acaba defrontando-se com seu lado mais obscuro.

            Ao fim da jornada Nina (numa atuação espetacular de Natalie Portman[1]) em último sussurro proclama “Eu senti...perfeito. Foi perfeito” e o público, exultado,com certeza, concordou.





[1] Por esta atuação a atriz recebeu vários prêmios importantes em 2010 como Globo de Ouro, SAG, Bafta e o Oscar.

sábado, 17 de março de 2012

Opiniões #17- Protegendo o Inimigo


...CINEMA
Opiniões #17 – Protegendo o inimigo (Safe House, USA, 2012).
Por Marlon Fonseca





            Filme que vem fazendo relativo sucesso de bilheteria nos EUA principalmente por prometer trazer Denzel Wahington como um vilão que não fazia desde Dia de Treinamento, Protegendo o inimigo finalmente chegou ao Brasil nesta sexta-feira.

            Na trama Ryan Reynolds é um agente da CIA encarregado de proteger uma espécie de “base”, abrigo[1], localizada na Cidade do Cabo, a. Frustrado com esta posição, ele vê seu trabalho e vida complicar-se quando ele tem que receber um ex-agente tido como traidor.

            Pelo trailer e sinopse o filme era vendido como um thriller de ação focado em seus personagens, onde o personagem de Reynolds seria mental e fisicamente testado por seu oponente Washington. O resultado, porém, fica aquém do prometido.

            Ancorado nos seus atores, neste aspecto o filme se sai muito bem. Ryan Reynolds mais conhecido por comédias românticas e que vinha muito criticado pela sua atuação no papel do Lanterna Verde, já havia, porém, demonstrado talento em papéis mais “sérios” como em Horror em Amytville e Enterrado Vivo. Em Protegendo o Inimigo ele consegue ir além e entrega provavelmente uma das melhores atuações de sua carreira. Não era para menos, afinal de contas ele tinha a árdua missão de contracenar com Denzel Washigton. Um dos grandes atores do cinema atual, e que possui grande credibilidade pois sempre entrega bons trabalhos, Washington, aqui, está na melhor atuação sua desde O Gângster de 2007. Ele está mortal e brilhantemente manipulador como seu personagem exige.

            O Roteiro, porém não consegue explorar de forma satisfatória o trabalho de seus intérpretes. O embate psicológico entre os protagonistas, que prometia ser o forte do filme, é pouco explorado e superficialmente executado.

            As cenas de ação, também, embora extremamente bem feitas e coreografadas, são realizadas com a câmera irritantemente “tremida” e padecem de uma péssima edição e montagem tornando-as um pouco confusas prejudicando, também, esta parte do filme.

            Protegendo o Inimigo, assim, é um Thriller de ação e suspense realizado com certa competência, mas que acaba por sabotar-se ao utilizar de forma superficial a “entrega” da sua dupla principal de atores e por não ir fundo no aspecto psicológico de seus personagens conforme prometido. É um bom filme, porém, em razão de algumas falhas, não alcançou a excelência esperada.


Cotação: 

Ficha Técnica: Protegendo o Inimigo (Safe House, USA,  2012). Thriller de ação e suspense. Direção: Daniel Espinosa. Elenco: Ryan Reynolds, Denzel Washington, Vera Farmiga, Brendan Gleeson e Robert Patrick. Duração: 115 min.



[1] A tal “Safe House” do título original.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dicas da Semana #08 - 16/03/2012


Dicas da semana #08- 16/03/2012
Por Marlon Fonseca





            Muitas estréias no cinema dos mais variados gêneros. Novidades nos games e indicações para DVD e Bleu-ray e Netflix compõem o “Dicas” desta semana em comemoração aos dois meses de ccriação do blog.



Cinema:



Protegendo o inimigo: Ryan Reynolds e Denzel Washington estrelam esse Thriller de ação e suspense que vem fazendo muito sucesso nos EUA e que amanhã será “opinado” aqui.









Como água: Documentário sobre a carreira e vida do Lutador Anderson Silva focando principalmente em seu treinamento para o UFC 117 quando enfrentaria o falastrão Chael Sonnen.





Guerra é Guerra: dois agentes especiais e amigos descobre que estão saindo ao mesmo tempo com a mesma mulher e decidem travar uma “guerra” entre eles utilizando todos os recursos possíveis. Comédia Romântica de ação estrelada por Chris Pine, Tom Hardy e Reese Whiterspoon.








Projeto X – uma festa fora de controle: Mais um filme a utilizar a técnica de “documentário encontrado” agora aplicado ás festas adolescentes e suas confusões.









Shame: O Ator do momento Michael Fessbender interpreta um sujeito viciado em sexo tendo que lidar com este vício e com o relacionamento instável com sua irmça interpretda por Carey Mulligan.










DVD/Blu-ray


Colombiana: Zoe Saldanha interpreta uma assassina profissional que vai ao encalço dos responsáveis pela morte de seus pais ocorrida quando ela ainda era criança.









O Mensageiro: Filmaço que acompanha dois oficiais do exército americano responsáveis na entrega das cartas de condolências aos parentes de mortos na guerra. A cada entrega uma reação diferente e inesperada. Com Bem Foster e Woody Harrelson que concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008 por este filme.








Atração Perigosa: Funcionária de banco refém de um assalto acaba se envolvendo com um dos assaltantes sem ter conhecimento deste fato.












Netflix:


Westerns: Gênero que já fora muito popular e hoje vive de ocasionais, porém ótimos, lançamentos o conhecido aqui como “faroeste” também tem bons exemplos no catálogo do sistema. Era uma Vez no Oeste se não é o maior com certeza é um dos maiores clássicos do gênero. Dirigido pelo Italiano Sergio Leoni e contando com a fantástica trilha sonora de Ennio Morricone ele ainda tem em seu elenco uma das atrizes mais belas de todos os tempos Claudia Cardinalle. Clint Eastwood não podia estar ausente e conta com O Estraho sem nome dirigido e estrelado por ele.


Play Misty for me: Por falar em Eastwood esse filme de suspense dirigido por ele na década de 70 merece uma conferida. Radialista mulherengo se envolve com uma fã obcecada e tenta se livrar dela a qualquer custo










Games:


Fifa Street(PS3 e XBOX 360): Fifeiros do Brasil podem conferir este game derivado da franquia de sucesso da EA. Aqui o foco é a diversão e a jogabilidade fluída nesta “pelada” de qualidade.





Mario Party 9 (Wii): A Festa do Mario e seus amigos continua neste jogo completo de mini-games para entreter toda a família.











BOM FIM DE SEMANA E DIVERTIMENTO PARA TODOS!!!!!