quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Games - Matérias Especiais #-1 - O Cinema de Uncharted

...GAMES

Matérias Especiais #01 - O Cinema de Uncharted
Por Marlon Fonseca





Os consoles e jogos de videogame estão cada vez mais bem trabalhados não somente no aspecto gráfico, mas também no roteiro, trilha sonora, etc. Alguns aproximam-se bastante de uma obra cinematográfica, logicamente respeitando-se a diferença que há entre estas mídias. Sem sombra de dúvidas o maior exemplo atualmente é encontrado na franquia Uncharted.

            A série, que possui até o momento quatro jogos[1], mostra as aventuras do jovem explorador Nathan Drake que, ao lado de amigos e aliados, enfrenta vários perigos em busca de misteriosos tesouros escondidos nos lugares mais curiosos e inóspitos do mundo. [2] Misturando ação, exploração e resolução de enigmas, seus jogos caíram rapidamente no gosto de jogadores de todo mundo tornando-se um grande sucesso de público e ganhando milhares de prêmios. [3]

            Tal sucesso, porém não foi por acaso e se deve muito ao trabalho cuidadoso e meticuloso da produtora da game a Naughty Dog na concepção da série.

            Usando e abusando do poderio gráfico do Playstation 3 da Sony, seus jogos são um primor tecnológico: seqüências de ação de tirar o fôlego e imagens e cenários belíssimos que podem enganar os desavisados e faze-los confundir tais imagens com um filme.

            Porém, o grande trunfo da série vai além do seu poderio gráfico. Seu “algo a mais” se dá pelo cuidado da produtora na criação da trama e de seu roteiro, no desenvolvimento de seus personagens e relacionamentos com resultado muito próximo aos grandes blockbusters de Hollwood.
           
            Indiscutivelmente, a pedra fundamental de toda a série reside no carisma de seu protagonista. Seu jeito, aventureiro, irreverente, suas habilidade de luta e na resolução de enigmas alavancou Nathan Drake, quase de imediato, para o posto de um dos maiores protagonistas da história dos games.

            O personagem é interpretado com gosto pelo ator e hoje o mais requisitado dublador de games da indústria Nolan North. North não emprega somente a sua voz para compor Nathan. As feições e movimentos do personagem também são do ator, captadas através da tecnologia de captura de movimentos freqüentemente utilizada nos cinemas.

Nathan Drke/Nolan North


            Drake, porém, não aventura-se sozinho. Sempre ao seu lado estão seu amigo e mentor Victor Sullivan (chamado carinhosamente de “Sully” pelo herói) e seu interesse romântico a bela e intrépida repórter Elena fischer.
"Sully" sempre ajudando Drake em suas aventuras

Elena Fischer: o interesse romântico do herói
E Chloe formando um diveretido triângulo amoroso no segundo jogo
   A produtora ainda não esqueceu o cuidado com a trilha sonora do jogo, pontuando as seqüências de ação e romance no tom certo. O ótimo tema da série também é conhecido e está presente na abertura de todos os seus jogos.


                                                      O belo tema de abertura da série




            Uncharted:Drake´s Fortune lançado exclusivamente para o Playstation 3 no final de 2007 deu início a franquia apresentando o personagem e seus aliados em busca do tesouro perdido de El dorado seguindo os passos do explorador Sir Francis Drake supostamente parente do herói.[4] Nesse primeiro jogo todos os elementos que consagraram a série foram estabelecidos resultando em um grande sucesso e estabelecendo os parâmetros da franquia até hoje.






                                        O jogo que começou tudo. Em poucos minutos percebe-se
                                                       estar diante de uma obra única.






            Diante do sucesso do primeiro jogo, tal qual como acontece em Hollywood quando um filme faz sucesso, era esperada uma seqüência do jogo. E assim em 2009 foi lançado Uncharted 2: Among Thieves. A Naughty Dog, mais acostumada com a programação no console da Sony e ciente de que o sucesso do jogo anterior residia também na fola de seus personagens e história, entregou um game ainda mais espetacular. Logo nos primeiros minutos do game o jogador encontra Drake numa situação delicadíssima e após escapar dela é levado a um flashback para saber como o herói foi parar naquela situação. Com gráficos ainda mais espetaculares, novos personagens (principalmente uma nova personagem feminina, a dúbia Chole Frazier que gera um divertido triângulo amoroso), trama ainda mais bem realizada e detalhada o jogo é um triunfo e o que mais pode ser considerado similar á um excelente filme de aventura.

           
                                        O Jogo começa com uma das sequências mais fantásticas
                                                                 de todos os tempos.  
                                       




  Uncharted 3Drake´s Deception lançado em 2011 veio com a ingrata tarefa de suceder o premiadíssimo jogo anterior e aplacar a ansiedade do crescente contingente de fãs da série. Com seqüências de ação ainda mais vertiginosas (auxiliadas pela utilização razoável da tecnologia 3D) o game peca, entretanto, em um dos seus pontos mais fortes então: a trama. Apesar de interessante e calcada no passado do protagonista e no relacionamento dele com Sullivan, esta apresenta algumas situações repetidas dos outros jogos e possui alguns “buracos” em seu roteiro além de situações apressadas e personagens que aparecem e desaparecem sem explicação. Mesmo assim, o jogo é fantástico, não mancha a reputação da série e proporciona uma grande aventura aos jogadores.












    

      Estabelecendo-se rapidamente como protagonista de uma das franquias mais populares da Sony, Drake veio com a missão de estrelar um game que servisse como chamariz para o novo portátil da empresa o PS Vita. E assim, Uncahrted: Golden Abyss veio para mostrar todo poderio e funcionalidades do aparelho. Passando-se antes dos eventos dos três primeiros jogos, o jogo é mais simples que os demais tanto na jogabilidade como na história mas, ainda assim, é um game acima da média.






         
Que um Uncharted 4 vai sair a qualquer momento não há dúvidas. Apesar de não anunciado oficialmente será questão de tempo para vermos (e jogarmos) uma nova aventura de Nathan Drake. Rumores aponta que ele sairia apenas na época do lançamento de um Playstation 4, mas nada concreto fora noticiado ainda.

            De qualquer forma os fãs da série aguardam ansiosamente para participar ao lado de Nathan Drake em mais uma aventura digna de cinema.






Enquanto isso...

            Engana-se quem acha que a Naughty Dog vive somente de Uncharted. Mesmo o próximo jogo da série ainda não tendo sido anunciado a produtora causou comoção há alguns meses atrás com o anúncio de um novo jogo: Last of us.... Pouquíssima coisa ainda foi revelada a seu respeito, mas seu trailer inicial já mostra um game que utilizará a excelência narrativa e gráfica que a produtora nos acostumou.
            Sem data de lançamento oficial, a trama terá um tom apocalíptico e uma dupla de protagonistas (a menina é a cara de Ellen Page atriz de Juno e A Origem) tentando sobreviver aos efeitos de uma pandemia causada por um fungo.





[1] três para PS3 e um para o PS VITA
[2] Uncharted significa “Desconhecido”, “não explorado”.
[3] A Série vendeu até Dezembro de 2011 o total 13 milhões de unidade sendo, que o segundo jogo da série ganhou vários prêmios de jogo do ano em 2009.
[4] SPOILER : No terceiro jogo descobre-se que esse parentesco era mentira.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Opiniões #08- O Segredo dos Seus olhos


Opiniões #08 – O Segredo dos seus Olhos (El Secreto de sus ojos. Argentina, 2010).
Por Marlon Fonseca




            O Segredo dos seus Olhos venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2010 e consagrou o então ascendente cinema Argentino. O Filme, um misto de suspense policial, drama e romance mostrou-se uma verdadeira obra-prima e deve ser apreciado por todo e qualquer amante do cinema.

            A trama, que alterna entre passado e presente, foca na investigação que marcou a vida de um aposentado Agente Federal da Argentina que em 1999 está escrevendo um livro sobre tal caso: o de uma jovem estuprada e assassinada e cujo desfecho nunca ao satisfez. Paralelamente, o Agente Benjamin Espósito relembra de sua paixão platônica por sua chefe e a sua amizade com seu colega de trabalho e parceiro da investigação.

            Através de um primor de roteiro e montagem competente, a trama se desenvolve sempre de forma satisfatória cuja alternância temporal nunca confunde o espectador. Os diálogos estão entre os melhores vistos nos últimos tempos e as situações que vão aparecendo no filme nunca soam forçadas. Pelo contrário, ao passo que a investigação avança a forma de como as soluções vão aparecendo são interessantíssimas e inteligentes aumentando gradativamente o interesse na mesma e no filme como um todo.
           
            Dirigido com extrema competência e técnica por Juan José Campanella, realizador dos também competentes O Filho da Noiva e O Clube da Lua, o longa além da trama muito bem realizada, apresenta enquadramentos e seqüências impressionantes, sendo o seu maior exponencial a fantástica perseguição dentro de um estádio de futebol. Esta se apresenta aparentemente sem cortes e feita como se o espectador estivesse participando da cena de perto.

            Para fechar com “chave de ouro” a alta qualidade do filme, o elenco é excepcional. Ricardo Darín, o mais conhecido e requisitado ator Argentino da atualidade, entrega o tom certo que Benjamin precisa. A Bela Soledad Villamil compõe sua Irene Hastings como uma pessoa competente, íntegra, mas também com sua sensibilidade ainda que disfarçada em razão de sua profissão e da função que exerce. Já Guillermo Francella no papel, do amigo alcoólatra, atrapalhado e colega de trabalho do protagonista, Sandoval é responsável pelos diálogos mais engraçados e inspirados do longa mostrando toda a inteligência do personagem.

Uma obra brilhante, um filme extremamente interessante e que deve ser visto por todo e qualquer amante de cinema e/ou de uma história muito bem contada e realizada.



Cotação: 


Ficha técnica: O Segredo dos seus olhos (El Secreto de sus ojos. Argentina, 2010). Policial. Suspense. Drama. Romance. Direção: Juan Jose Campanello. Elenco: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Guillermo Francella, Javier Godino. Duração: 129 min.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema Especial - Whitney Houston


Cenas de Cinema Especial – Whitney Houston.
Por Marlon Fonseca


Venho ultimamente tentando escrever meus textos da forma mais imparcial possível. Desculpem-me, mas nesse agora não poderei fazê-lo. Um “Cenas de Cinema” sobre o filme O Guarda-Costas já estava nos meus planos.

Seria a oportunidade perfeita para homenagear a minha cantora preferida e um dos filmes que mais me simpatizo. Infelizmente, diante dos acontecimentos recentes a homenagem “em vida” tornou-se uma sofrida homenagem póstuma.

Faleceu há poucas horas, aos 48 anos, por causas até o momento não divulgadas, uma das maiores cantoras de todos os tempos: Whitney Houston. Com uma avassaladora carreira musical e uma mediana carreira nos cinemas Whitney entra de vez para a história.

Suas músicas e sua voz fazem, até hoje parte, do meu cotidiano e da trilha sonora da minha vida. E foi através de um filme que passei a ter essa admiração e ela tornou-se a minha cantora preferida. Admiração esta que completa exatos 20 anos.

O Guarda-Costas de 1992 foi, sem dúvida alguma, o seu maior sucesso no cinema e catapultou, ainda mais, a sua bem-sucedida carreia musical[1]. No filme, Whitney interpreta uma estrela musical que, após ameaças contra a sua vida contrata um atormentado ex-agente do Serviço Secreto americano para aprimorar a sua segurança(Kevin Costner ainda no auge). A trama mescla momentos de romance e suspense policial e foi um grande sucesso de público.



Infelizmente, porém, a cantora teve uma vida pessoal atormentada que diretamente prejudicou sua carreira. Seu primeiro casamento, tumultuadíssimo e seu assumido vício por drogas foram a minando aos poucos culminando neste indesejável fim.

Assim, Whitney não ouviu aos conselhos de uma das suas mais belas músicas na qual em seus versos proclama que “Aprender a amar você mesmo é o maior amor de todos”. Ficam as belas músicas, a sua voz marcante e esta importante lição de vida.

Descanse em paz Whitney.





[1] O cd/disco com a trilha sonora do filme até hoje figura como o mais vendido de uma artista feminina da história.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Opiniões #07- Cada um tem a gêmea que merece.


Opiniões #07 – Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack e Jill, 2011).
Por Marlon Fonseca




            O comediante, ator e produtor Adam Sandler goza de situação privilegiada em Hollywood atualmente, pois produz e atua em, pelo menos, um filme por ano com razoável sucesso.

            Sua filmografia, porém, apresenta resultados bastante irregulares. Apesar de já ter flertado com gêneros variados como drama (no bom Reine Sobre Mim), comedias dramáticas (como no bom e incompreendido Espanglês e no irregular Tá Rindo do Que?) e até ação (em Á prova de balas), a grande maioria de seus filmes pertencem ao gênero comédia.

            Seus maiores sucessos no gênero foram os filmes que conseguiram equilibrar momentos escatológicos com situações mais sensíveis conforme visto em O Paizão, A Herança de Mr. Deeds, Click, Esposa de Mentirinha. E quando esse equilíbrio não é alcançado seus filmes resultam em fracassos qualitativos como Gente Grande, Zoham - o Agente bom de Corte.

Algo que deve ser observado é que a partir da situação confortável que criou em sua carreira, seus personagens passaram dos loser´s e desajustados para os bem sucedidos, porém perdidos na vida e arrogantes.

            Passamos então a analisar a sua nova incursão cinematográfica. No filme somos apresentados aos irmãos gêmeos Jack e Jill. Jack é um bem sucedido diretor e produtor de comerciais e Jill uma solteirona carente e “expansiva” que vai visitar sue irmão e família no feriado de ação de graças e vai estendendo a sua permanência indefinidamente para desespero do mesmo. Sandler interpreta ambos os irmãos.

Homem interpretando mulheres não é novidade no cinema. Dustin Hoffman deu um verdadeiro show ao interpretar um ator fracassado que se veste de mulher e enfim alcança o sucesso em Tootsie. Em Uma Babá Quase Perfeita, sucesso de público e crítica se “transforma” na babá de seus filhos para ficar mais próximos deles. Eddie Murphy e Martin Lawrence também tiveram suas incursões em Norbit e na série Vovó...zona.

            Em cada um tem a gêmea que merece faltou exatamente o já citado equilíbrio entre escatologia e situações sensíveis pendendo a balança mais para o lado do primeiro resultando em um amontoado de piadas sem graça, grosseiras e ofensivas a alguns segmentos da sociedade. [1]

            Praticamente uma sessão de esquetes com as trapalhadas da irmã e as tentativas do irmão em se livrar dela a qualquer custo, o roteiro no filme é praticamente inexistente e incoerente. Sandler repete todos os maneirismos que usa em seus filmes sendo que a personalidade de Jill se assemelha aos losers e desajustados que costumava interpretar no início da carreira e a de Jack ao que o ator anda interpretando atualmente: o bem-sucedido, porém arrogante.

            Outro aspecto curioso da filmografia do ator reside no elenco de seus filmes. Sandler já contracenou com grandes veteranos como Kathy Bates (sua mãe em O Rei da Água), Harvey Keitel (seu “pai” em Little Nicky), Jack Nichoslon (seu terapeuta em Tratamento de Choque) e Cristopher Walken (seu mentor em Click) e fez par romântico com belas, carismáticas e talentosas atrizes como Paz Vega e Téa Leoni (Espanglês), Jennifer Aninston (Esposa de Mentirinha), Salma Heyek (Gente Grande), Kate Backinsale (Click), dentre outras.

            Nesse quesito, o elenco do filme apresenta altos e baixos. Al Pacino resulta na melhor coisa do filme. Interpretando a si mesmo, são deles os melhores e mais divertidos momentos e diálogos.[2] Já no tocante ao elenco feminino o filme não foi feliz, pois conta com a insossa “Sra. Tom Cruise” Katie Holmes, além, claro, de Sandler como uma Jill extremamente irritante.

            Sendo assim, o filme se inclui nos fracassos de crítica e público do ator, resultado em um filme fraco, sem graça, grosseiro que se salva um pouco e tão somente por mostrar um Al Pacino tresloucado como nunca se viu.


Cotação:


Ficha Técnica: Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack e Jill, USA 2011). Comédia. Direção: Denis Dugan. Elenco. Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes. Duração: 91 min.


[1] Judeus e Mexicanos são os alvos preferidos.
[2] Quando ele balbucia algumas coisas para parecer que está falando Francês e Italiano é hilário.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dicas da Semana #04 - 10/02/2012


Dicas da Semana # 04 - 10/02/2012



            Confiram os lançamentos nos cinemas de hoje em destaque um dos fortes candidatos ao Oscar, o relançamento em 3D da Saga Star Wars, divertidas invasões alienígenas nas locadoras e dicas para usuários do Netflix.


Cinema:


Cada um tem a gêmea que merece: Na mais nova comédia protagonizada por Adam Sandler, o ator interpreta um casal de irmãos que entram em rota de colisão quando um resolver visitaro outro.











Star Wars: Episódio 1: A Ameaça Fantasma 3D: A primeira parte da saga volta aos cinemas agora com roupagem 3D.











O Despertar: No filme de terror de época passado em 1921, a Inglaterra sofre com as perdas e o luto deixados pela I Guerra Mundial. A cética Florence Cathcart, especialista em desvendar fenômenos paranormais, é chamada para visitar um pensionato e explicar as visões do fantasma de uma criança. O caso, porém, colocará em dúvida tudo aquilo em que ela pensou acreditar até então. Um inquietante thriller que promete também emocionar o espectador.








O Artista: Indicado a vários oscars, incluindo melhor filme, diretor e ator e elogodiadíssimo pela crítica o filme, uma homenagem ao cinema mudo, conta a história do astro de cinema George Valentin, que, enquanto se preocupa com o futuro de sua carreira com a chegada do cinema falado, se apaixona por Peppy Miller, uma jovem dançarina que busca o sucesso.








DVD/Blu-ray:

Chega esse mês nas locadoras duas comédias divertidíssimas envolvendo humanos e alienígenas. Em Paul – O Alien Fugitivo uma dupla de nerds ingleses em visita aos EUA e a Comic-Con depara-se com um alien fugindo do governo americano e decidem ajuda-lo de volta para casa. No caminho conhecem e recebem a ajuda de uma fervorosa católica e precisam fugir do governo, do pai da moça e de dois valentões todos em seu encalço. Já em Ataque ao Prédio, o misto de terror e comédia e uma das maiores revelações do cinema inglês do ano passado, um grupo de delinqüentes juvenis que se vê a volta com uma invasão de ferozes alienígenas e decidem defender a sua vizinhança dos monstros.

            




A dupla de nerds de Paul – O Alien Fugitivo é interpretada pelos atores e comediantes ingleses Nick Frost e Simon Pegg. Ambos antes já haviam participado de mais duas paródias. Em Todo mundo Quase Morto o gênero parodiado é o de invasão alienígena e em Chumbo Grosso o alvo são os “filmes de dupla de policiais”. Comédias muito boas e que merecem ser vistas.






NETFLIX:

           
Adam Sandler: O comediante americano possui uma carreira longa e irregular. Alguns de seus melhores filmes encontram-se no catálogo do sistema. Dentre eles um dos seus maiores sucessos de público e crítica O Paizão. Seu amigo e também comediante Will Farrell também marca presença com uma das melhores comédias já feitas O Âncora- a Lenda de Ron Burgundy.








Documentários: Um dos pontos altos do Netflix é o bom catálogo de documentários. Lá você encontra dos mais variados temas e assuntos. Destaque para a belíssima série Planet Earth produzido pela BBC e os realizados pelo History Channel.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tecnologia #2 - O 3D e suas possibilidades


Tecnologia # 02 – O cinema em 3D e suas possibilidades
Por Marlon Fonseca



            Hoje cada vez mais popular e utilizado nos cinemas e games, inclusive chegando ao mercado do home cinema, a tecnologia 3D não é algo recente. Já era utilizado na década de 80, principalmente em filmes de terror como Tubarão 3, Sexta-Feira 13 parte 3, etc mas de forma diferente da que vemos atualmente. Se a tecnologia antiga era limitada e resumia-se apenas com objetos jogados “para fora” da tela, na atual, a imersão e a profundidade ganham forma.
            Essa “nova onda” da utilização da tecnologia fora estimulada com a qualidade e o sucesso da tecnologia apresentada no Avatar de James Cameron. Neste filme o 3D auxilia o espectador a se transportar para o planeta Pandora.
            Diante do desespero dos estúdios de Hollywood que vêem a quantidade de público diminuir ano a ano, várias produções passaram a adotar esta “novidade” como forma de chamariz apresentando resultados dos mais variados em sua qualidade.



COMO FUNCIONA:
           
            Para que o espectador possa visualizar os efeitos em três dimensões, até o presente momento se faz necessária a utilização de óculos especiais que fornecem aos olhos e ao cérebro imagens em duas camadas (no caso da tecnologia passiva dos óculos com lentes azuis e vermelhas) ou polarizadas (no caso da tecnologia ativa nós óculos com tela em LCD e com maior qualidade de imagem e efeitos) para gerar, assim, a noção de profundidade assistida pelo espectador.
            Já estão em estudos avançados o uso da tecnologia sem necessidade de óculos. Nos games nós já temos o Nintendo 3DS com essa tecnologia e recentemente foram apresentadas na CES 2012 aparelhos de televisores nesse sentido. Neste caso há um filtro na própria tela que produz os efeitos. A qualidade de imagem, porém, ainda apresenta-se inferior comparada com a tecnologia com os óculos.
             Vejam o infográfico abaixo:





  
            Atualmente os filmes com a tecnologia apresentam-se de duas formas. Os filmados com câmeras e aparelhos especiais ou os convertidos posteriormente. Assim, o 3D Nativo é aquele cujo filme fora desenvolvido e filmado com câmeras específicas para a tecnologia. Trata-se de um processo mais custoso e trabalhoso, mas apresenta resultado superior. Já o 3D convertido consiste no processo de filmagem utilizando aparelhos ‘normais” ás filmagens em 2D. Na pós produção do filme o mesmo passa a um processo de conversão para o 3D, saindo este expediente mais barato para o estúdio. Os resultados neste caso na maioria das vezes são inferiores aos do nativo, porém se o cineasta tiver certa técnica ele consegue resultado satisfatório.


No vídeo acima Peter Jackson e sua equipe mostra como é feito todo o processo de filmagem em 3D Nativo.



AS POSSIBILIDADES E O FUTURO:

            Se antigamente a tecnologia era usada apenas e de forma sem jeito no intuito de “jogar” no espectador certas imagens ela hoje vem sendo utilizada de forma mais inteligente por alguns cineastas. O 3D de hoje e do futuro é utilizado mais no sentido de propiciar ao espectador uma maior imersão e profundidade á obra.
            Em razão da novidade tecnológica e de certa “prostituição” de sua utilização, o 3D nos cinemas atualmente apresenta resultados dos mais variados, desde o uso apenas “cosmético” até a imersão completa do espectador.
            Se Avatar foi o precursor dessa nova abordagem, ele até hoje foi a melhor utilização do 3D nos levando “para dentro” daquele universo e planeta fantásticos. As cenas com folhas caindo das arvores e tomando á sala de projeção de forma orgânica, sem parecer forçado, são exemplos inequívocos do que a tecnologia pode proporcionar.
            A utilização da tecnologia está longe de ser esgotada e a cada dia cineastas talentosos vão entendendo e estendendo a sua utilização. No recém lançado documentário Caverna dos Sonhos Perdidos o experiente cineasta alemão Werner Herzog usou o 3D para transportar o espectador num passeio pela caverna de Chauvet-Pont-d'Arc na França, descoberta nos anos 90, com mais de 400 pinturas rupestres, o mais antigo testemunho artístico da humanidade.

Acreditem essas imagens em 3D estão fantásticas!

          
  Assim, o 3D é e pode ser ainda mais uma ferramenta utilizada para que os cineastas de todo o mundo usem e abusem de suas imaginações para propiciar aos espectadores espetáculos cada vez mais completos e imersivos. Ainda há muito que se desenvolver sobre a tecnologia e se o futuro desta será promissor ou não caberá aos seus utilizadores e aos anseios do público.





Referências:


LEAL, Renata. É a hora do 3D in Revista Info. Maio de 2010.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Especial # 02 – O que podemos esperar de O Espetacular Homem-Aranha



Especial # 02 – O que podemos esperar de O Espetacular Homem-Aranha
Por Marlon Fonseca


            O Reboot da franquia de filmes de um dos heróis mais populares e carismáticos do mundo estava cercado de mistérios até o presente momento. Porém com o lançamento de dois trailers bem detalhados já podemos vislumbrar o que podemos esperar do filme que promete iniciar uma nova série sobre “o amigão da vizinhança”.
            Quem acompanha ou já acompanhou o personagem nos quadrinhos já sabe que sua vida é cercada de sacrifícios e perdas e que seu heroísmo tem como sua mola propulsora a noção da responsabilidade que advém dos seus poderes. Mesmo repleto de sentimento de culpa em razão da morte de (vários) entes queridos, o tímido Peter Parker ao colocar o uniforme dá lugar ao piadista e falante Homem-Aranha.
            A trilogia dirigida por Sam Raimi e com Tobey Maguire no papel principal, mesmo tomando algumas liberdades criativas, manteve-se fiel a alguns aspectos e na essência do herói. Mesmo com o sucesso comercial e de crítica da série a Sony (detentora dos direitos do herói nos cinemas) resolveu reiniciar toda a franquia com novo diretor (Marc Webb do excelente 500 dias com ela), elenco (encabeçado por Andrew Garfield e pela gracinha Emma Stone) e enfoque.
Homem Aranha e Mary Jane na clássica cena do primeiro filme

O novo casal aracnídeo



        









   Por muito tempo essa noticia e a falta de informações concretas sobre o primeiro longa dessa nova abordagem intitulado de “O Espetacular Homem-Aranha”[1] gerou muita desconfiança por parte dos fãs e dúvidas por parte de alguns espectadores.
            Hoje, porém já podemos ter um vislumbre de como será essa nova abordagem. No primeiro trailer, que passou a ser veiculado no ano passado, já podemos ver que temas mais sombrios serão destacados, dando mais “peso” á jornada do personagem. O desaparecimento dos pais de Peter quando ainda era criança não somente será mencionado como parece ser a pedra fundamental de todo esse novo enfoque. Outro fato que logo chama a atenção é a entrada da verdadeira primeira namorada de Peter, Gwen Stacy.[2]




Gwen Stacy: o primeiro e marcante amor do herói nos quadrinhos agora também será nos cinemas


            Já no segundo trailer que passou a ser divulgado nesta semana outros aspectos aparecem dando assim mais forma ao projeto. Ao contrário da prévia anterior que era mais contida e sombria esta é mais focada nos relacionamentos e na ação. Finalmente ficamos conhecendo o visual do vilão Lagarto. Também se aprofunda mais nos relacionamentos. Além do namoro com Gwen, veremos como Peter lidará com pai da moça o Capitão Stacy, chefe de polícia de NY, que é contrário ás atividades do herói. Enfrentar o Lagarto também será penoso para o herói, pois seu alter ego é seu professor e amigo o Dr. Curt Connors. A genialidade de Peter em ciências e o aspecto piadista do herói passam a ganhar mais força e destaque (a cena dentro de um carro no trailer é hilária).



            Quanto á ação os fãs do Aranha já foram brindados com grandes cenas nos três filmes principalmente o fantástico embate contra o Dr. Octupus em cima de um trem no segundo filme. Na nova franquia a utilização da tecnologia 3D se bem utilizada poderá ser um grande trunfo dando mais profundidade e imersão. A seqüência em primeira pessoa ao fim do primeiro trailer é impressionante.
            Ainda no quesito dos relacionamentos conturbados de Peter, vários de seus vilões possuem relação direta com o personagem e tanto nos filmes de Raimi como neste novo enfoque veremos tal fato.
            Duas outras diferenças cruciais também já são conhecidas. Se nos filmes do Sam Raimi o uniforme do personagem é bastante fiel ao dos quadrinhos, nesta nova versão ele será ligeiramente diferente. Por outro lado se nos filmes antigos o lançador de teias era orgânico agora passa a ser mecânico[3], assim como é nos quadrinhos.
Tobey Maguire na trilogia de Sam Raimi e Andrew Garfield no novo filme.
Visual Clássico dos Quadrinhos
            

            Ausências também foram sentidas principalmente J.J Jameson o Editor do Clarim Diário que adora difamar o herói e que nos filmes de Raimi foi incorporado por J.K Simmons e de Norman Osborn o vilanesco Duende Verde. Quanto a este pelo menos sua empresa, a Oscorp, será citada dando espaço para sua provável aparição no próximo filme. O destino de Gwen nos Quadrinhos é diretamente ligado ao vilão gerando expectativa de como será retratado nos cinemas.
            Se inicialmente o projeto da nova abordagem do herói era obscuro e cercado de desconfianças hoje gera uma grande expectativa por parte dos fãs.. Se os filmes de Sam Raimi, que foram fieis em alguns aspetos, e resultaram em divertidos e competentes, além de terem servido para alavancar de vez o gênero “filmes de super-heróis” e para popularizar ainda mais o herói essa nova franquia pode em um “passo à frente” na abordagem á mitologia do herói.
            Se o filme cumprirá com o prometido e ser tão “espetacular” como o personagem só saberemos á partir do dia 3 de Julho nos cinemas e no dia 4 de Julho no “Opiniões” sobre o filme aqui no “Falando de...”.
           








[1] Título este fazendo alusão ao título da principal revista do herói.
[2] Nos Quadrinhos Mary Jane era colega de escola de Peter mas ele só tiveram um relacionamento muito tempo depois.
[3] Criado e fabricado pelo próprio Parker.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Especial #01 – O comercial dos Vingadores no Super Bowl.


Especial #01 – O comercial dos Vingadores no Super Bowl.
Por Marlon Fonseca



            O Super Bowl, a partida que define o campeão da temporada do futebol americano nos EUA é o evento de maior audiência anual na televisão estadunidense. É prática comum dos estúdios de cinema e das produtoras de games rechearem os comerciais do evento com seus grandes lançamentos para o ano.

            Ontem ocorreu mais uma edição do evento e dentre os trailer veiculados sem sombra de dúvidas o que mais chamou atenção foi o do filme “Os Vingadores”. Além de recheado de cenas de ação o comercial mostra pela primeira vez cenas com todos os heróis reunidos e ainda brinda os espectadores e fãs com um dos diálogos mais inspirados do ano:

Loki
-“Eu tenho um exército”

Tony stark:
-“Nós temos um Hulk”


           Confiram:






            O filme estréia dia 27 de Abril no Brasil e 4 de Maio nos EUA.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema #08 - Hooligans


Cenas de Cinema # 08 – Hooligans
Por Marlon Fonseca


            Neste fim de semana ocorreu na Inglaterra um dos embates de maior rivalidade do seu campeonato nacional. Não estamos falando de Manchester x Arsenal ou Liverpool x Chelsea e sim do sempre complicado West Ham X Millwall. A complicação, porém não vem do aspecto técnico do jogo, mas da violência de seus torcedores.

            O Futebol Inglês tão rico em histórias e rivalidade tem em seu currículo a mancha da violência de sua torcida. Apelidada de Hooligans[1] algumas torcidas organizadas inglesas portam-se como verdadeiras gangues de rua provocando tumultos nos estádio e nas ruas de toda a Europa.

            O tema já fora retratado algumas vezes no cinema e o filme mais conhecido é o Hooligans de 2005. Dirigido por Lexi Alexander a trama mostra um rapaz americano (Elijah Wood o Frodo da Trilogia Senhor dos Anéis) que se muda para a casa de sua irmã em Londres e passa a se envolver com uma violenta torcida organizada ligada a um clube de futebol local (exatamente o West Ham United).

            O longa trata com maestria e crueza o universo de violência que habita os submundos do futebol inglês. E o mais importante: mostra que esse tipo de “torcedor” se importa mais com a violência, seu grupo e seus cânticos do que com o clube que torce e o esporte em geral.





             Infelizmente tais cenas não se restringem somente aos estádios londrinos. Trata-se de um mal visto em todo o mundo inclusive no solo pátrio apresentando mais do que cenas de cinema, lamentáveis e violentas cenas reais.







[1] Termo esse inicialmente utilizado com relação às gangues de Londres e que passou a ser mais associado aos grupos violentos de torcida da Inglaterra a partir a década de 60.