domingo, 12 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema Especial - Whitney Houston


Cenas de Cinema Especial – Whitney Houston.
Por Marlon Fonseca


Venho ultimamente tentando escrever meus textos da forma mais imparcial possível. Desculpem-me, mas nesse agora não poderei fazê-lo. Um “Cenas de Cinema” sobre o filme O Guarda-Costas já estava nos meus planos.

Seria a oportunidade perfeita para homenagear a minha cantora preferida e um dos filmes que mais me simpatizo. Infelizmente, diante dos acontecimentos recentes a homenagem “em vida” tornou-se uma sofrida homenagem póstuma.

Faleceu há poucas horas, aos 48 anos, por causas até o momento não divulgadas, uma das maiores cantoras de todos os tempos: Whitney Houston. Com uma avassaladora carreira musical e uma mediana carreira nos cinemas Whitney entra de vez para a história.

Suas músicas e sua voz fazem, até hoje parte, do meu cotidiano e da trilha sonora da minha vida. E foi através de um filme que passei a ter essa admiração e ela tornou-se a minha cantora preferida. Admiração esta que completa exatos 20 anos.

O Guarda-Costas de 1992 foi, sem dúvida alguma, o seu maior sucesso no cinema e catapultou, ainda mais, a sua bem-sucedida carreia musical[1]. No filme, Whitney interpreta uma estrela musical que, após ameaças contra a sua vida contrata um atormentado ex-agente do Serviço Secreto americano para aprimorar a sua segurança(Kevin Costner ainda no auge). A trama mescla momentos de romance e suspense policial e foi um grande sucesso de público.



Infelizmente, porém, a cantora teve uma vida pessoal atormentada que diretamente prejudicou sua carreira. Seu primeiro casamento, tumultuadíssimo e seu assumido vício por drogas foram a minando aos poucos culminando neste indesejável fim.

Assim, Whitney não ouviu aos conselhos de uma das suas mais belas músicas na qual em seus versos proclama que “Aprender a amar você mesmo é o maior amor de todos”. Ficam as belas músicas, a sua voz marcante e esta importante lição de vida.

Descanse em paz Whitney.





[1] O cd/disco com a trilha sonora do filme até hoje figura como o mais vendido de uma artista feminina da história.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Opiniões #07- Cada um tem a gêmea que merece.


Opiniões #07 – Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack e Jill, 2011).
Por Marlon Fonseca




            O comediante, ator e produtor Adam Sandler goza de situação privilegiada em Hollywood atualmente, pois produz e atua em, pelo menos, um filme por ano com razoável sucesso.

            Sua filmografia, porém, apresenta resultados bastante irregulares. Apesar de já ter flertado com gêneros variados como drama (no bom Reine Sobre Mim), comedias dramáticas (como no bom e incompreendido Espanglês e no irregular Tá Rindo do Que?) e até ação (em Á prova de balas), a grande maioria de seus filmes pertencem ao gênero comédia.

            Seus maiores sucessos no gênero foram os filmes que conseguiram equilibrar momentos escatológicos com situações mais sensíveis conforme visto em O Paizão, A Herança de Mr. Deeds, Click, Esposa de Mentirinha. E quando esse equilíbrio não é alcançado seus filmes resultam em fracassos qualitativos como Gente Grande, Zoham - o Agente bom de Corte.

Algo que deve ser observado é que a partir da situação confortável que criou em sua carreira, seus personagens passaram dos loser´s e desajustados para os bem sucedidos, porém perdidos na vida e arrogantes.

            Passamos então a analisar a sua nova incursão cinematográfica. No filme somos apresentados aos irmãos gêmeos Jack e Jill. Jack é um bem sucedido diretor e produtor de comerciais e Jill uma solteirona carente e “expansiva” que vai visitar sue irmão e família no feriado de ação de graças e vai estendendo a sua permanência indefinidamente para desespero do mesmo. Sandler interpreta ambos os irmãos.

Homem interpretando mulheres não é novidade no cinema. Dustin Hoffman deu um verdadeiro show ao interpretar um ator fracassado que se veste de mulher e enfim alcança o sucesso em Tootsie. Em Uma Babá Quase Perfeita, sucesso de público e crítica se “transforma” na babá de seus filhos para ficar mais próximos deles. Eddie Murphy e Martin Lawrence também tiveram suas incursões em Norbit e na série Vovó...zona.

            Em cada um tem a gêmea que merece faltou exatamente o já citado equilíbrio entre escatologia e situações sensíveis pendendo a balança mais para o lado do primeiro resultando em um amontoado de piadas sem graça, grosseiras e ofensivas a alguns segmentos da sociedade. [1]

            Praticamente uma sessão de esquetes com as trapalhadas da irmã e as tentativas do irmão em se livrar dela a qualquer custo, o roteiro no filme é praticamente inexistente e incoerente. Sandler repete todos os maneirismos que usa em seus filmes sendo que a personalidade de Jill se assemelha aos losers e desajustados que costumava interpretar no início da carreira e a de Jack ao que o ator anda interpretando atualmente: o bem-sucedido, porém arrogante.

            Outro aspecto curioso da filmografia do ator reside no elenco de seus filmes. Sandler já contracenou com grandes veteranos como Kathy Bates (sua mãe em O Rei da Água), Harvey Keitel (seu “pai” em Little Nicky), Jack Nichoslon (seu terapeuta em Tratamento de Choque) e Cristopher Walken (seu mentor em Click) e fez par romântico com belas, carismáticas e talentosas atrizes como Paz Vega e Téa Leoni (Espanglês), Jennifer Aninston (Esposa de Mentirinha), Salma Heyek (Gente Grande), Kate Backinsale (Click), dentre outras.

            Nesse quesito, o elenco do filme apresenta altos e baixos. Al Pacino resulta na melhor coisa do filme. Interpretando a si mesmo, são deles os melhores e mais divertidos momentos e diálogos.[2] Já no tocante ao elenco feminino o filme não foi feliz, pois conta com a insossa “Sra. Tom Cruise” Katie Holmes, além, claro, de Sandler como uma Jill extremamente irritante.

            Sendo assim, o filme se inclui nos fracassos de crítica e público do ator, resultado em um filme fraco, sem graça, grosseiro que se salva um pouco e tão somente por mostrar um Al Pacino tresloucado como nunca se viu.


Cotação:


Ficha Técnica: Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack e Jill, USA 2011). Comédia. Direção: Denis Dugan. Elenco. Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes. Duração: 91 min.


[1] Judeus e Mexicanos são os alvos preferidos.
[2] Quando ele balbucia algumas coisas para parecer que está falando Francês e Italiano é hilário.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dicas da Semana #04 - 10/02/2012


Dicas da Semana # 04 - 10/02/2012



            Confiram os lançamentos nos cinemas de hoje em destaque um dos fortes candidatos ao Oscar, o relançamento em 3D da Saga Star Wars, divertidas invasões alienígenas nas locadoras e dicas para usuários do Netflix.


Cinema:


Cada um tem a gêmea que merece: Na mais nova comédia protagonizada por Adam Sandler, o ator interpreta um casal de irmãos que entram em rota de colisão quando um resolver visitaro outro.











Star Wars: Episódio 1: A Ameaça Fantasma 3D: A primeira parte da saga volta aos cinemas agora com roupagem 3D.











O Despertar: No filme de terror de época passado em 1921, a Inglaterra sofre com as perdas e o luto deixados pela I Guerra Mundial. A cética Florence Cathcart, especialista em desvendar fenômenos paranormais, é chamada para visitar um pensionato e explicar as visões do fantasma de uma criança. O caso, porém, colocará em dúvida tudo aquilo em que ela pensou acreditar até então. Um inquietante thriller que promete também emocionar o espectador.








O Artista: Indicado a vários oscars, incluindo melhor filme, diretor e ator e elogodiadíssimo pela crítica o filme, uma homenagem ao cinema mudo, conta a história do astro de cinema George Valentin, que, enquanto se preocupa com o futuro de sua carreira com a chegada do cinema falado, se apaixona por Peppy Miller, uma jovem dançarina que busca o sucesso.








DVD/Blu-ray:

Chega esse mês nas locadoras duas comédias divertidíssimas envolvendo humanos e alienígenas. Em Paul – O Alien Fugitivo uma dupla de nerds ingleses em visita aos EUA e a Comic-Con depara-se com um alien fugindo do governo americano e decidem ajuda-lo de volta para casa. No caminho conhecem e recebem a ajuda de uma fervorosa católica e precisam fugir do governo, do pai da moça e de dois valentões todos em seu encalço. Já em Ataque ao Prédio, o misto de terror e comédia e uma das maiores revelações do cinema inglês do ano passado, um grupo de delinqüentes juvenis que se vê a volta com uma invasão de ferozes alienígenas e decidem defender a sua vizinhança dos monstros.

            




A dupla de nerds de Paul – O Alien Fugitivo é interpretada pelos atores e comediantes ingleses Nick Frost e Simon Pegg. Ambos antes já haviam participado de mais duas paródias. Em Todo mundo Quase Morto o gênero parodiado é o de invasão alienígena e em Chumbo Grosso o alvo são os “filmes de dupla de policiais”. Comédias muito boas e que merecem ser vistas.






NETFLIX:

           
Adam Sandler: O comediante americano possui uma carreira longa e irregular. Alguns de seus melhores filmes encontram-se no catálogo do sistema. Dentre eles um dos seus maiores sucessos de público e crítica O Paizão. Seu amigo e também comediante Will Farrell também marca presença com uma das melhores comédias já feitas O Âncora- a Lenda de Ron Burgundy.








Documentários: Um dos pontos altos do Netflix é o bom catálogo de documentários. Lá você encontra dos mais variados temas e assuntos. Destaque para a belíssima série Planet Earth produzido pela BBC e os realizados pelo History Channel.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tecnologia #2 - O 3D e suas possibilidades


Tecnologia # 02 – O cinema em 3D e suas possibilidades
Por Marlon Fonseca



            Hoje cada vez mais popular e utilizado nos cinemas e games, inclusive chegando ao mercado do home cinema, a tecnologia 3D não é algo recente. Já era utilizado na década de 80, principalmente em filmes de terror como Tubarão 3, Sexta-Feira 13 parte 3, etc mas de forma diferente da que vemos atualmente. Se a tecnologia antiga era limitada e resumia-se apenas com objetos jogados “para fora” da tela, na atual, a imersão e a profundidade ganham forma.
            Essa “nova onda” da utilização da tecnologia fora estimulada com a qualidade e o sucesso da tecnologia apresentada no Avatar de James Cameron. Neste filme o 3D auxilia o espectador a se transportar para o planeta Pandora.
            Diante do desespero dos estúdios de Hollywood que vêem a quantidade de público diminuir ano a ano, várias produções passaram a adotar esta “novidade” como forma de chamariz apresentando resultados dos mais variados em sua qualidade.



COMO FUNCIONA:
           
            Para que o espectador possa visualizar os efeitos em três dimensões, até o presente momento se faz necessária a utilização de óculos especiais que fornecem aos olhos e ao cérebro imagens em duas camadas (no caso da tecnologia passiva dos óculos com lentes azuis e vermelhas) ou polarizadas (no caso da tecnologia ativa nós óculos com tela em LCD e com maior qualidade de imagem e efeitos) para gerar, assim, a noção de profundidade assistida pelo espectador.
            Já estão em estudos avançados o uso da tecnologia sem necessidade de óculos. Nos games nós já temos o Nintendo 3DS com essa tecnologia e recentemente foram apresentadas na CES 2012 aparelhos de televisores nesse sentido. Neste caso há um filtro na própria tela que produz os efeitos. A qualidade de imagem, porém, ainda apresenta-se inferior comparada com a tecnologia com os óculos.
             Vejam o infográfico abaixo:





  
            Atualmente os filmes com a tecnologia apresentam-se de duas formas. Os filmados com câmeras e aparelhos especiais ou os convertidos posteriormente. Assim, o 3D Nativo é aquele cujo filme fora desenvolvido e filmado com câmeras específicas para a tecnologia. Trata-se de um processo mais custoso e trabalhoso, mas apresenta resultado superior. Já o 3D convertido consiste no processo de filmagem utilizando aparelhos ‘normais” ás filmagens em 2D. Na pós produção do filme o mesmo passa a um processo de conversão para o 3D, saindo este expediente mais barato para o estúdio. Os resultados neste caso na maioria das vezes são inferiores aos do nativo, porém se o cineasta tiver certa técnica ele consegue resultado satisfatório.


No vídeo acima Peter Jackson e sua equipe mostra como é feito todo o processo de filmagem em 3D Nativo.



AS POSSIBILIDADES E O FUTURO:

            Se antigamente a tecnologia era usada apenas e de forma sem jeito no intuito de “jogar” no espectador certas imagens ela hoje vem sendo utilizada de forma mais inteligente por alguns cineastas. O 3D de hoje e do futuro é utilizado mais no sentido de propiciar ao espectador uma maior imersão e profundidade á obra.
            Em razão da novidade tecnológica e de certa “prostituição” de sua utilização, o 3D nos cinemas atualmente apresenta resultados dos mais variados, desde o uso apenas “cosmético” até a imersão completa do espectador.
            Se Avatar foi o precursor dessa nova abordagem, ele até hoje foi a melhor utilização do 3D nos levando “para dentro” daquele universo e planeta fantásticos. As cenas com folhas caindo das arvores e tomando á sala de projeção de forma orgânica, sem parecer forçado, são exemplos inequívocos do que a tecnologia pode proporcionar.
            A utilização da tecnologia está longe de ser esgotada e a cada dia cineastas talentosos vão entendendo e estendendo a sua utilização. No recém lançado documentário Caverna dos Sonhos Perdidos o experiente cineasta alemão Werner Herzog usou o 3D para transportar o espectador num passeio pela caverna de Chauvet-Pont-d'Arc na França, descoberta nos anos 90, com mais de 400 pinturas rupestres, o mais antigo testemunho artístico da humanidade.

Acreditem essas imagens em 3D estão fantásticas!

          
  Assim, o 3D é e pode ser ainda mais uma ferramenta utilizada para que os cineastas de todo o mundo usem e abusem de suas imaginações para propiciar aos espectadores espetáculos cada vez mais completos e imersivos. Ainda há muito que se desenvolver sobre a tecnologia e se o futuro desta será promissor ou não caberá aos seus utilizadores e aos anseios do público.





Referências:


LEAL, Renata. É a hora do 3D in Revista Info. Maio de 2010.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Especial # 02 – O que podemos esperar de O Espetacular Homem-Aranha



Especial # 02 – O que podemos esperar de O Espetacular Homem-Aranha
Por Marlon Fonseca


            O Reboot da franquia de filmes de um dos heróis mais populares e carismáticos do mundo estava cercado de mistérios até o presente momento. Porém com o lançamento de dois trailers bem detalhados já podemos vislumbrar o que podemos esperar do filme que promete iniciar uma nova série sobre “o amigão da vizinhança”.
            Quem acompanha ou já acompanhou o personagem nos quadrinhos já sabe que sua vida é cercada de sacrifícios e perdas e que seu heroísmo tem como sua mola propulsora a noção da responsabilidade que advém dos seus poderes. Mesmo repleto de sentimento de culpa em razão da morte de (vários) entes queridos, o tímido Peter Parker ao colocar o uniforme dá lugar ao piadista e falante Homem-Aranha.
            A trilogia dirigida por Sam Raimi e com Tobey Maguire no papel principal, mesmo tomando algumas liberdades criativas, manteve-se fiel a alguns aspectos e na essência do herói. Mesmo com o sucesso comercial e de crítica da série a Sony (detentora dos direitos do herói nos cinemas) resolveu reiniciar toda a franquia com novo diretor (Marc Webb do excelente 500 dias com ela), elenco (encabeçado por Andrew Garfield e pela gracinha Emma Stone) e enfoque.
Homem Aranha e Mary Jane na clássica cena do primeiro filme

O novo casal aracnídeo



        









   Por muito tempo essa noticia e a falta de informações concretas sobre o primeiro longa dessa nova abordagem intitulado de “O Espetacular Homem-Aranha”[1] gerou muita desconfiança por parte dos fãs e dúvidas por parte de alguns espectadores.
            Hoje, porém já podemos ter um vislumbre de como será essa nova abordagem. No primeiro trailer, que passou a ser veiculado no ano passado, já podemos ver que temas mais sombrios serão destacados, dando mais “peso” á jornada do personagem. O desaparecimento dos pais de Peter quando ainda era criança não somente será mencionado como parece ser a pedra fundamental de todo esse novo enfoque. Outro fato que logo chama a atenção é a entrada da verdadeira primeira namorada de Peter, Gwen Stacy.[2]




Gwen Stacy: o primeiro e marcante amor do herói nos quadrinhos agora também será nos cinemas


            Já no segundo trailer que passou a ser divulgado nesta semana outros aspectos aparecem dando assim mais forma ao projeto. Ao contrário da prévia anterior que era mais contida e sombria esta é mais focada nos relacionamentos e na ação. Finalmente ficamos conhecendo o visual do vilão Lagarto. Também se aprofunda mais nos relacionamentos. Além do namoro com Gwen, veremos como Peter lidará com pai da moça o Capitão Stacy, chefe de polícia de NY, que é contrário ás atividades do herói. Enfrentar o Lagarto também será penoso para o herói, pois seu alter ego é seu professor e amigo o Dr. Curt Connors. A genialidade de Peter em ciências e o aspecto piadista do herói passam a ganhar mais força e destaque (a cena dentro de um carro no trailer é hilária).



            Quanto á ação os fãs do Aranha já foram brindados com grandes cenas nos três filmes principalmente o fantástico embate contra o Dr. Octupus em cima de um trem no segundo filme. Na nova franquia a utilização da tecnologia 3D se bem utilizada poderá ser um grande trunfo dando mais profundidade e imersão. A seqüência em primeira pessoa ao fim do primeiro trailer é impressionante.
            Ainda no quesito dos relacionamentos conturbados de Peter, vários de seus vilões possuem relação direta com o personagem e tanto nos filmes de Raimi como neste novo enfoque veremos tal fato.
            Duas outras diferenças cruciais também já são conhecidas. Se nos filmes do Sam Raimi o uniforme do personagem é bastante fiel ao dos quadrinhos, nesta nova versão ele será ligeiramente diferente. Por outro lado se nos filmes antigos o lançador de teias era orgânico agora passa a ser mecânico[3], assim como é nos quadrinhos.
Tobey Maguire na trilogia de Sam Raimi e Andrew Garfield no novo filme.
Visual Clássico dos Quadrinhos
            

            Ausências também foram sentidas principalmente J.J Jameson o Editor do Clarim Diário que adora difamar o herói e que nos filmes de Raimi foi incorporado por J.K Simmons e de Norman Osborn o vilanesco Duende Verde. Quanto a este pelo menos sua empresa, a Oscorp, será citada dando espaço para sua provável aparição no próximo filme. O destino de Gwen nos Quadrinhos é diretamente ligado ao vilão gerando expectativa de como será retratado nos cinemas.
            Se inicialmente o projeto da nova abordagem do herói era obscuro e cercado de desconfianças hoje gera uma grande expectativa por parte dos fãs.. Se os filmes de Sam Raimi, que foram fieis em alguns aspetos, e resultaram em divertidos e competentes, além de terem servido para alavancar de vez o gênero “filmes de super-heróis” e para popularizar ainda mais o herói essa nova franquia pode em um “passo à frente” na abordagem á mitologia do herói.
            Se o filme cumprirá com o prometido e ser tão “espetacular” como o personagem só saberemos á partir do dia 3 de Julho nos cinemas e no dia 4 de Julho no “Opiniões” sobre o filme aqui no “Falando de...”.
           








[1] Título este fazendo alusão ao título da principal revista do herói.
[2] Nos Quadrinhos Mary Jane era colega de escola de Peter mas ele só tiveram um relacionamento muito tempo depois.
[3] Criado e fabricado pelo próprio Parker.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Especial #01 – O comercial dos Vingadores no Super Bowl.


Especial #01 – O comercial dos Vingadores no Super Bowl.
Por Marlon Fonseca



            O Super Bowl, a partida que define o campeão da temporada do futebol americano nos EUA é o evento de maior audiência anual na televisão estadunidense. É prática comum dos estúdios de cinema e das produtoras de games rechearem os comerciais do evento com seus grandes lançamentos para o ano.

            Ontem ocorreu mais uma edição do evento e dentre os trailer veiculados sem sombra de dúvidas o que mais chamou atenção foi o do filme “Os Vingadores”. Além de recheado de cenas de ação o comercial mostra pela primeira vez cenas com todos os heróis reunidos e ainda brinda os espectadores e fãs com um dos diálogos mais inspirados do ano:

Loki
-“Eu tenho um exército”

Tony stark:
-“Nós temos um Hulk”


           Confiram:






            O filme estréia dia 27 de Abril no Brasil e 4 de Maio nos EUA.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cenas de Cinema #08 - Hooligans


Cenas de Cinema # 08 – Hooligans
Por Marlon Fonseca


            Neste fim de semana ocorreu na Inglaterra um dos embates de maior rivalidade do seu campeonato nacional. Não estamos falando de Manchester x Arsenal ou Liverpool x Chelsea e sim do sempre complicado West Ham X Millwall. A complicação, porém não vem do aspecto técnico do jogo, mas da violência de seus torcedores.

            O Futebol Inglês tão rico em histórias e rivalidade tem em seu currículo a mancha da violência de sua torcida. Apelidada de Hooligans[1] algumas torcidas organizadas inglesas portam-se como verdadeiras gangues de rua provocando tumultos nos estádio e nas ruas de toda a Europa.

            O tema já fora retratado algumas vezes no cinema e o filme mais conhecido é o Hooligans de 2005. Dirigido por Lexi Alexander a trama mostra um rapaz americano (Elijah Wood o Frodo da Trilogia Senhor dos Anéis) que se muda para a casa de sua irmã em Londres e passa a se envolver com uma violenta torcida organizada ligada a um clube de futebol local (exatamente o West Ham United).

            O longa trata com maestria e crueza o universo de violência que habita os submundos do futebol inglês. E o mais importante: mostra que esse tipo de “torcedor” se importa mais com a violência, seu grupo e seus cânticos do que com o clube que torce e o esporte em geral.





             Infelizmente tais cenas não se restringem somente aos estádios londrinos. Trata-se de um mal visto em todo o mundo inclusive no solo pátrio apresentando mais do que cenas de cinema, lamentáveis e violentas cenas reais.







[1] Termo esse inicialmente utilizado com relação às gangues de Londres e que passou a ser mais associado aos grupos violentos de torcida da Inglaterra a partir a década de 60.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Opiniões #06 - Filha do Mal


Opiniões # 06 –Filha do Mal (USA, 2012)
Por Marlon Fonseca



            Filha do Mal é mais um filme de terror a utilizar a estrutura de “falso documentário” e mais uma tentativa de assustar as platéias com o tema “exorcismo”. São por esses dois primas que o filme deve ser analisado.

            Quando a adaptação ás telas do livro “O Exorcista” chegou aos cinemas em 1973 a platéia não somente se deparou com um dos filmes mais assustadores de todos os tempos (e o é até hoje) como com um dos temas mais espinhosos: o da possessão demoníaca sob a visão do dogma católica.

            Após desastrosas continuações do longa o tema passou a ser relegado a filmes de terror de baixo orçamento e pouco conhecidos do público por bastante tempo. Após notícias de que o Vaticano possuía um manual contendo os ritos para se detectar uma possível possessão e os rituais a serem seguidos em uma sessão de exorcismo[1] e de que mantinha um curso sobre o tema para seus padres o interesse pelo assunto revigorou-se e novas produções vêm surgindo ao longo dos anos.

            Em o Exorcismo de Emily Rose faz-se um interessante debate entre ciência e religião num misto de filme de terror e drama de tribunal deixando o espectador interpretar os acontecimentos da forma que melhor entender. Em O Último Exorcista (primeira incursão do assunto no estilo “falso documentário”) somos apresentados a um pastor assumidamente charlatão que ganhou a vida realizando falsos rituais e que se depara com uma situação real e fora de seu controle. Já em ”O Ritual”, o foco é no já citado curso que o Vaticano oferece aos futuros padres exorcistas.

            Filha do Mal aborda de uma forma ou outra todos os temas acima mencionados ao narrar a história de uma jovem mulher (a brasileira Fernanda Andrade) que descobre que sua mãe que se encontra em internada em um hospício em Roma após assassinar três pessoas, o fez em meio a um ritual de exorcismo. Como parte de sua investigação do ocorrido, decide presenciar e documentar um exorcismo de verdade com a ajuda de um jovem cineasta e de dois jovens padres que praticam exorcismos sem o consentimento da Igreja. A situação, logicamente, foge do controle.

            Em sua primeira metade o longa chega a ser interessante ao mostrar o curso de Exorcismo do Vaticano e a apresentar certos momentos de tensão como no reencontro entre mãe e filha no hospício e na primeira e “nervosa” sessão de exorcismo presenciada pela jovem. Chega, inclusive, a tentar desenvolver seus personagens, principalmente a dupla de Padres que ajudam a protagonista (seriam eles movidos pela fé, por ideologia ou pelo ego?). Mas vai perdendo o ritmo, a identidade, temas aparentemente importantes são largadas pelo caminho[2], apresentando uma sucessão de situações apressadas até chegar a um final risível que compromete todo o trabalho.

            Conforme já falado, o estilo adotado pelo filme, o de “falso documentário” vem sendo cada vez mais utilizado no cinema e expandindo os temas além do terror.  Estilo este que se popularizou com o lançamento de “A Bruxa de Blair” e revigorou-se com “Cloverfield-Monstro” e a franquia “Atividade Paranormal”. Os realizadores desse tipo de produção, inclusive, parecem ter tirado do primeiro, algumas “regras” ou uma espécie de “cartilha” sobre como se deve realizar filmes desta espécie: atores desconhecidos do grade público, câmeras e angulações simples para o dar o ar de “vídeo amador” e o principal e pior: final corrido e abrupto. Tudo para dar (ou tentar dar) uma sensação maior de “veracidade”.

            Essa “Cartilha” se bem utilizada de fato ajuda na concepção no clima deste tipo de filme. Porém, é sempre gratificante quando se tenta expandir essas “regras” conforme visto em Cloverfield, REC e em O Caçador de Troll.

            O último item da cartilha, o do final abrupto, aliás, foi o responsável pelo pior momento do filme. A forma de como ele acaba só pode gerar dois efeitos ao público: a risada debochada ou a raiva pela besteira recém assistida. [3]

            Assim se o filme inicialmente apresenta-se e porta-se como um trabalho aparentemente sério, em seu decorrer se auto sabota por esquecer-se de continuar com o clima e fluidez estabelecidos optando por soluções fáceis, situações ridículas e um final de dar pena... do espectador.


Cotação: 


Ficha técnica: Filha do Mal (The Devil Inside, USA, 2012). Terror. Direção: Willian Brent Bell. Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman e Evan Helmuth. duração: 83 min.


[1] Esse manual inclusive foi publicado e pode ser encontrado nas livrarias.
[2] O tal “conecte os cortes” tão alarmado no trailer e que tanto nele como no filme deixa a impressão de que seria de importância para a resolução do “mistério” simplesmente é ignorado no decorrer do longa.
[3] A platéia, como bom termômetro que é, geralmente fica com a primeira opção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dicas da Semana #-03 - 03/02/2012


Dicas da Semana # 03 – 03/02/2012
Por Marlon Fonseca


            Semana repleta de estréias interessantes no cinema para todos os gostos e a inclusão de indicações de filmes para serem assistidos no Netflix estão entre as dicas desta semana.



CINEMA:

         Nessa semana temos a estréia de nada mais nada menos 5 filmes dos mais variados gêneros e ainda o relançamento de um clássico da Disney com nova roupagem em 3D.






À beira do Abismo: Ex-polical ameaça de se jogar de um prédio e requisita a presença de uma negociadora específica para o caso. No decorrer do longa somos apresentados ao seu real motivo. Com Sam Worthingtom (Avatar) e Elizabeth Banks (72 horas e O Virgem de 40 anos).








Filha do Mal: Filme de terror no estilo “falso documentário” que narra a história de uma jovem mulher que descobre que sua mãe encontra-se em hospício após assassinar três pessoas em um ritual de exorcismo. Como parte de sua investigação do ocorrido, decide presenciar e documentar um exorcismo de verdade.
Obs: Amanhã teremos um “opiniões” sobre este filme.






Viagem 2: a ilha misteriosa: Com um elenco extremamente heterogêneo formado por The Rock, Vanessa Hudgens e Michael Caine a continuação do “Viagem ao Centro da Terra” promete ser uma aventura divertida, repleta de efeitos especiais e usando e abusando dos efeitos em três dimensões.








Histórias Cruzadas: Com várias indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme, a trama ambientada no Mississipi da década de 60, nos apresenta a história de jovem jornalista e escritora que resolve contar a história das empregadas negras, lutar pelos seus direitos e criticar esta situação perante a sociedade.
Obs: “Opiniões” sobre este filme em breve.






O Homem que mudou o jogo: Também indicado ao Oscar de melhor filme, temos Brad Pitt (indicado ao Oscar de melhor ator pelo papel) como Billy Beane, sujeito que mudou a forma de gerenciamento nos times de Beisebol nos EUA.









Bela e a Fera 3d: A clássica animação da Disney volta aos cinemas agora com deslumbrante visual em 3D.













DVD/BLU-RAY:

            “Filha do Mal” é mais um filme rodado e produzido ao estilo “falso documentário”. Trata-se de gênero cada vez mais explorado pelos estúdios sendo utilizados principalmente em filme de terror. Além dos conhecidos “A Bruxa de Blair” e a série “Atividade Paranormal” (que nesse ano terá sua quarta parte) as locadoras e lojas já contém vários filmes nesse estilo com qualidade, também, da mais variada.
            Abaixo seguem alguns dos melhores filmes do gênero:



Cloverfield – Mostro: Uma caprichada produção que mostra, pelo ponta de vista de um grupo de jovens, a invasão de um monstro na cidade de Nova York e a suas conseqüências.









REC: Competentíssima produção espanhola de terror que mostra um grupo de reportagem que fazia uma reportagem sobre os bombeiros e que ao acompanhá-los em atendimento de chamada de um prédio defrontam-se com situação aterrorizante. O filme já ganhou uma boa continuação e mais duas estão sendo filmadas e logo serão lançadas. Também ganhou uma refilmagem americana denominada de Quarentena bastante parecida, mas mesmo assim inferior e que também ganhou uma continuação.






O Caçador de Troll (Troll Hunter): Um filme a ser descoberto pelo público e que pode ser difícil de ser achado no Brasil. Na trama de origem Norueguesa, um grupo de estudantes de jornalismos que quando estão fazndo um documentário sobre caça á ursos, depara-se com um caçador de Trolls (!) que os revela não só a existência dos monstros (!!) como um plano do governo para a caça e ocultação da existência destas criaturas (!!!). Os jovens então, passam a segui-lo e a documentar a caça ás mais variadas espécies desses monstros. A trama absurda por natureza resulta em um filme divertidíssimo e muito bem feito.
           





            NETFLIX

            Conforme mencionado no “Tecnologia 1” a partir dessa semana incluiremos indicações de filmes constantes no catálogo do serviço.



Drácula de Bran Stoker: Quem ainda não assistiu a essa obra prima de Francis Ford Copolla (diretor da trilogia Poderoso Chefão) terá a oportunidade de conferir a esta sombria e fiel adaptação da Obra Literária Clássica de Bran Stoker!








            Hitchcock: O mestre do suspense e um dos maiores diretores de todos os tempos e alguns exemplos de sua vasta obra são encontrados no catálogo. “Os Pássaros”, “Psicose”, “O Homem que Sabia Demais”, “Um Corpo que cai”, "Intriga Internacional", entre outros estão lá e são excelentes filmes para quem quer conhecer mais o talento do diretor ou apenas conferir excelentes tramas de suspense.






Nesse fim de semana só não assiste filme quem não quer!
Bom Divertimento!
            

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Opiniões #05 - J. Edgar


Opiniões # 05 – J. Edgar (J. Edgar, USA, 2011).
Por Marlon Fonseca



            A cinebiografia da figura polêmica, controversa e obscura de Jonh Edgar Roover era um projeto que há tempos circulava por Hollywood. Com toda a razão, pois a vida e trabalho do fundador e diretor do FBI (Federal Bureu of Investigation) é “cinematográfica” por natureza. O projeto ganhou força total quando Clint Eastwood e Leonardo Di Caprio se interessaram pelo projeto. Mesmo com esses dois talentosos e consagrados nomes encabeçando o projeto e com excelente elenco de apoio o resultado do filme é apenas regular.
           
            A história é contada na forma de memórias do próprio personagem, indo e vindo no tempo e foca-se não somente na criação do FBI como tem espaço para abordar seus relacionamentos com as três pessoas mais importantes da sua vida: sua fiel secretária (Naomi Watts), sua mãe (Judi Dench) e seu braço direito e companheiro Tolson (Armie Hammer).

            Como o próprio personagem declama em certo momento “A história do FBI e a minha se confundem” e o longa é competente no sentido de corroborar tal assertiva. Aos poucos vamos conhecendo os motivos e os atos que o puseram no comando da instituição por quase 50 anos, implementando modernas e revolucionarias (á época) medidas no auxílio de resolução de crimes como o uso de cientistas especializados para analisar as cenas do crime e a implementação do uso de impressão digital como forma de identificação.

            Seu jeito duro, obcecado na condução do Bureau não sofre atenuações, sendo, inclusive, mostrados momentos no qual ele utiliza-se de seus conhecimentos secretos para manter-se no cargo ou conseguir alguma benesse política.

            Já com relação aos seus relacionamentos, vemos a sua personalidade dividida pelo seu amor “edipiano” pela sua mãe e o seu relacionamento homo afetivo com seu braço direito. Oprimindo seus impulsos sexuais e seus sentimentos em razão da educação severa ministrada pela sua mãe, Hoover, oscila entre momentos de afeição e rejeição á Tolson, operando, inclusive, desajeitadas tentativas de se envolver com o sexo oposto.

            Leonardo Dicaprio entrega mais uma atuação competente e segura no papel do protagonista em todas as suas vertentes e fragilidades. Naomi Watts e Judi Dench que sempre entregaram bons trabalhos exprimem o respeito e fidelidade no caso da primeira e alternância de carinhos e rigidez no caso da segunda. Já Armie Hammer (que vem desde A Rede Social onde interpretou os gêmeos Winklevoss, sendo apontado como grande revelação) está bem como a parte mais sensível do relacionamento conturbado com Hoover.

            Os aspectos técnicos do filme vão de excelente a fraco o que prejudica o resultado final do filme. Apesar das idas e vindas temporais, o espectador não se sente confuso, mas o ritmo, porém é irregular. A fotografia injustificadamente escura também não agrada. Direção de arte e figurinos, porém, estão impecáveis como toda produção que passa pelas mais variadas épocas deve ser. Mas é na maquiagem que o filme peca: além de soar ao tempo todo superficial em alguns momentos chega a prejudicar a atuação do elenco.

            O fato de ser um filme centrado na história americana e feito para o público americano prejudica o longa no aspecto internacional. A história de Hoover e do FBI por confundir-se com a história e figuras americanas ao longo de décadas, pode tornar-se de difícil acompanhamento para quem não possui noção sobre o assunto.[1]
Assim, mesmo dirigido por um dos maiores diretores da atualidade e protagonizado por um dos maiores atores de sua geração, o filme nos apresenta a figura densa e conflituosa de Hoover apenas de forma satisfatória mesmo que possuindo algumas falhas que prejudicaram o resultado final do filme.


Cotação: 


Ficha Técnica: J. Edgar (J. Edgar, USA, 2011). Drama, Biografia. Direção: Clint Eastwood. Elenco: Leonardo Dicaprio, Arnie Hammer, Naomi Watts e Judi Dench. 137 min.


[1] As seis pessoas que abandonaram a sala de projeção ao longo do filme atestam tal fato.